quadras

O Soldado

Voltou o soldadoBala de Fuzil
Ao campo minado
Na nova batalha
De novo metralha

Pela catarata
Do topo da mata
Mata quem tentou
Lutar e fracassou

As bombas explodem
Acertá-lo podem
Mas ele não pára
Na tropa dispara

Metia a cara
De coragem rara
Mas a morte lhe riu
Por seu próprio fuzil

-- Cárlisson Galdino

Special: 

Futuro Impróprio

Um dia a gente endoida
Talvez por ser preciso
Ou por prazer, quem sabe
Ou então cria juízo

Um dia acaba o medo
E surge algo melhor
E o mundo em desespero
É que viverá só

Um dia tudo muda
E um sonho em procissão
Virá de estrela em estrela
Tentando achar o chão

Um dia o Sol não nasce
Nem pense em acordar
Duas noites se abraçam
Sem dia a atrapalhar

Oxe! Eu vou também! (pra Pasárgada, ué!)

o tempo que não passa nessa noite
que noite mais sem graça essa de agora
só resta a TV e a Internet
além de uma vontade de ir embora

ouvindo um brega podre do vizinho
e a molecada brinca na calçada
o tempo que não passa, mas que droga!
tem nada pra fazer, sabe o que é nada?

um jogo aparece com promessa
de trazer diversão, o que admiro
em pouco tempo não aguento mais
jogar com lobisomem nem vampiro

já zerei uns jogos de mega drive
(ninguém joga isso aqui, estou sozinho)
já perdi tantas vidas pelas ruas
já enjoei de sonic e ligeirinho

que noite mais sem graça essa de agora
o tempo que parou, será feitiço?
acho que vou embora pra Pasárgada
(nem me pergunte onde diabo é isso)

Pasárgada sim é um lugar legal
quem garantiu foi Manoel Bandeira
é uma zona só, que nem te conto
terra da foleragem e bagaceira

e aqui tou escrevendo porcaria
(vou esconder que isso foi por mim feito!)
quiçá em Pasárgada também consiga
inspiração pra escrever direito

-- Cárlisson Galdino

Jaqueline

Eu conheço esses traços, teu sorriso discreto
Cabelos cacheados, castanhos, até o ombro
Vestido verde claro, eu conheço esse rosto
No futuro ou passado, já te vi, não sei como

Carregando uma história de carinho e cuidado
Sorri com seus dois anos, um riso puro e belo
Mas quando que te vi? No futuro ou passado?
Se és do ontem, me encontre; se és do amanhã, te espero


 

Uma visão que tive dia 16 de setembro de 2008, de alguém que nunca vi, mas que tinha traços muito familiares. Uma menina de dois ou três anos de idade, de cabelos castanhos claros em cachinhos até os ombros. Ela usava um vestido verde claro e sorria. Havia uma sensação de vínculo forte. Pode ser só uma lembrança de algum filme ou algo do tipo, mas acho difícil, até porque minha memória visual é péssima pra qualquer coisa. Se era uma visão mesmo, não sei se diz respeito ao passado de alguém ou ao futuro (uma filha que terei?). Só sei que seu nome era Jaqueline.

O Bravo

O bravo bradará da TerraBala de Fuzil
Um heróico brado que aterra
Abalando o planeta inteiro
O bronze de cada guerreiro

O bravo bradará da Terra
Quando do mar a água berra
E num belo raio certeiro
A branca nuvem cai ligeiro

O bravo bradará à Terra
Que a branca luz da vida cerra
Este bravo a quem ninguém mande
O que promete paz onde ande

O bravo bradará à Terra
E banindo as balas da guerra
Dentre os heróis da causa grande
O bravo enorme espada brande

-- Cárlisson Galdino

Special: 

Cárcere da Arte

Você pelas margens do meu caderno
Não te quero
Em juras e loucuras sem sentido
Como uma musa d'além desse mar

Você Deusa de um mundo de poesias
Não te quero
Recriada por mim para o planeta
Não te quero Garota de Ipanema

Você espalhada à toa em minha agenda
Não te quero
Salta logo do Cárcere da Arte!
Teu lugar é aqui perto de mim

Alegria em Lata

Dança, menina, que a vida é curta
Dança, menina, que a Noite furta
Teus sonhos, alegrias, teu futuro
Transformando o que é claro em escuro

Sorri, menina, que a vida ilude
Sorri, menina, que a juventude
Virará velhice, oh mundo ingrato!
Tua beleza estará só no retrato

Canta, menina, que a dor já vem
Canta, menina, e curte bem
Essa alegria em lata, iludida
Enquanto sabes tão pouco da vida

Gênero: 
Engenho: 

À Luz da Loucura

Já não lembro mais como começou
Nas voltas do mundo, que o mundo girou
Você é minha diva, meu anjo alado
Você é meu vício, desejo e pecado

Não sei se te amo ou tudo é ruína
Não sei se me entrego, não sei se combina
Pensar em você, como sempre penso
Você é meu Dharma, é o meu tormento

Não sei se é segredo, nem sei se é verdade
Nem sei qual ao certo a cor da saudade
De ti, não sei se é sensato ou se dura
Num tempo confuso, à luz da loucura

Tão Longe, Tão Perto

Já não posso mais viver de tanta falta de você
Por quê que você não volta pra bem pertinho de mim?
Minha vida é incompleta, nada agora faz sentido
Ah, meu amor, volte logo senão vou eu te buscar! :-)

Esse tempo que não passa e você aqui em casa...
Quando é que vai embora? Se quiser, te deixo lá
Minha filha, dá um tempo, já cansei da sua cara
Já matei foi mais saudade do que tinha pra matar

Minha linda, há tanto tempo quero tanto ver você...
Penso em você toda hora desde que você partiu
Volta logo pros meus braços, sem você tudo é vazio
Não fique aí pelo mundo, seu lugar é bem aqui

Olha só, te quero muito, mas já faz uma semana!
Não agüento mais suas crises, sua voz e seus xiliques
Nós não nascemos colados! Vai embora, pois senão
Ou te mato ou a mim mesmo pra poder viver em paz!

Páginas