quadras

11 jan 2010

Futuro Impróprio

Submitted by bardo

Um dia a gente endoida
Talvez por ser preciso
Ou por prazer, quem sabe
Ou então cria juízo

Um dia acaba o medo
E surge algo melhor
E o mundo em desespero
É que viverá só

Um dia tudo muda
E um sonho em procissão
Virá de estrela em estrela
Tentando achar o chão

Um dia o Sol não nasce
Nem pense em acordar
Duas noites se abraçam
Sem dia a atrapalhar

26 jul 2009

o tempo que não passa nessa noite
que noite mais sem graça essa de agora
só resta a TV e a Internet
além de uma vontade de ir embora

ouvindo um brega podre do vizinho
e a molecada brinca na calçada
o tempo que não passa, mas que droga!
tem nada pra fazer, sabe o que é nada?

um jogo aparece com promessa
de trazer diversão, o que admiro
em pouco tempo não aguento mais
jogar com lobisomem nem vampiro

já zerei uns jogos de mega drive
(ninguém joga isso aqui, estou sozinho)
já perdi tantas vidas pelas ruas
já enjoei de sonic e ligeirinho

que noite mais sem graça essa de agora
o tempo que parou, será feitiço?
acho que vou embora pra Pasárgada
(nem me pergunte onde diabo é isso)

Pasárgada sim é um lugar legal
quem garantiu foi Manoel Bandeira
é uma zona só, que nem te conto
terra da foleragem e bagaceira

e aqui tou escrevendo porcaria
(vou esconder que isso foi por mim feito!)
quiçá em Pasárgada também consiga
inspiração pra escrever direito

-- Cárlisson Galdino

12 jul 2009

Jaqueline

Submitted by bardo

Eu conheço esses traços, teu sorriso discreto
Cabelos cacheados, castanhos, até o ombro
Vestido verde claro, eu conheço esse rosto
No futuro ou passado, já te vi, não sei como

Carregando uma história de carinho e cuidado
Sorri com seus dois anos, um riso puro e belo
Mas quando que te vi? No futuro ou passado?
Se és do ontem, me encontre; se és do amanhã, te espero


 

Uma visão que tive dia 16 de setembro de 2008, de alguém que nunca vi, mas que tinha traços muito familiares. Uma menina de dois ou três anos de idade, de cabelos castanhos claros em cachinhos até os ombros. Ela usava um vestido verde claro e sorria. Havia uma sensação de vínculo forte. Pode ser só uma lembrança de algum filme ou algo do tipo, mas acho difícil, até porque minha memória visual é péssima pra qualquer coisa. Se era uma visão mesmo, não sei se diz respeito ao passado de alguém ou ao futuro (uma filha que terei?). Só sei que seu nome era Jaqueline.

23 abr 2009

O Bravo

Submitted by bardo

O bravo bradará da TerraBala de Fuzil
Um heróico brado que aterra
Abalando o planeta inteiro
O bronze de cada guerreiro

O bravo bradará da Terra
Quando do mar a água berra
E num belo raio certeiro
A branca nuvem cai ligeiro

O bravo bradará à Terra
Que a branca luz da vida cerra
Este bravo a quem ninguém mande
O que promete paz onde ande

O bravo bradará à Terra
E banindo as balas da guerra
Dentre os heróis da causa grande
O bravo enorme espada brande

-- Cárlisson Galdino

Special: 
5 fev 2009

Cárcere da Arte

Submitted by bardo

Você pelas margens do meu caderno
Não te quero
Em juras e loucuras sem sentido
Como uma musa d'além desse mar

Você Deusa de um mundo de poesias
Não te quero
Recriada por mim para o planeta
Não te quero Garota de Ipanema

Você espalhada à toa em minha agenda
Não te quero
Salta logo do Cárcere da Arte!
Teu lugar é aqui perto de mim

18 out 2008

Alegria em Lata

Submitted by bardo

Dança, menina, que a vida é curta
Dança, menina, que a Noite furta
Teus sonhos, alegrias, teu futuro
Transformando o que é claro em escuro

Sorri, menina, que a vida ilude
Sorri, menina, que a juventude
Virará velhice, oh mundo ingrato!
Tua beleza estará só no retrato

Canta, menina, que a dor já vem
Canta, menina, e curte bem
Essa alegria em lata, iludida
Enquanto sabes tão pouco da vida

Gênero: 
Engenho: 
8 set 2008

À Luz da Loucura

Submitted by bardo

Já não lembro mais como começou
Nas voltas do mundo, que o mundo girou
Você é minha diva, meu anjo alado
Você é meu vício, desejo e pecado

Não sei se te amo ou tudo é ruína
Não sei se me entrego, não sei se combina
Pensar em você, como sempre penso
Você é meu Dharma, é o meu tormento

Não sei se é segredo, nem sei se é verdade
Nem sei qual ao certo a cor da saudade
De ti, não sei se é sensato ou se dura
Num tempo confuso, à luz da loucura

3 set 2008

Tão Longe, Tão Perto

Submitted by bardo

Já não posso mais viver de tanta falta de você
Por quê que você não volta pra bem pertinho de mim?
Minha vida é incompleta, nada agora faz sentido
Ah, meu amor, volte logo senão vou eu te buscar! :-)

Esse tempo que não passa e você aqui em casa...
Quando é que vai embora? Se quiser, te deixo lá
Minha filha, dá um tempo, já cansei da sua cara
Já matei foi mais saudade do que tinha pra matar

Minha linda, há tanto tempo quero tanto ver você...
Penso em você toda hora desde que você partiu
Volta logo pros meus braços, sem você tudo é vazio
Não fique aí pelo mundo, seu lugar é bem aqui

Olha só, te quero muito, mas já faz uma semana!
Não agüento mais suas crises, sua voz e seus xiliques
Nós não nascemos colados! Vai embora, pois senão
Ou te mato ou a mim mesmo pra poder viver em paz!

12 jun 2008

No Meio do Caminho

Submitted by bardo

No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
Alguns passavam e gostava dessa pedra
Mas ela não saía daquele lugar

Tinha uma pedra no meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra
Causando surpresas, dores e alegrias
No meio do caminho

E todo aquele de que ela gostava
Tentava quebrá-la em mil pedacinhos
Para ser mais fácil transportá-la
Mas ia embora ao tirar uns pedaços

No meio do caminho tinha uma pedra
E nessa pedra eu quero acampar
Por toda a vida no mesmo lugar
Se não puder carregá-la comigo

No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
Podemos ter um futuro tão lindo
E uma casa cheia de pedrinhas

Tinha uma pedra no meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra
E eu me apaixonei por ela

Engenho: 
Special: 

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