nerd

Mark all as read

8 fev 2010

Paródia feita em parceria com Karlisson Bezerra. Veja a charge!

Eu entro no Twitter e leio os feeds, mas eles não dizem nada
E os seus amigos no trabalho tiram sarro de você, que não faz nada
E eu começo a achar normal que todos citem o #BBB nessa parada

E o tempo passa
É tanta coisa que eu não li
E o que eu faço?
Marco tudo com lido

Toda fonte de notícia é uma armadilha desgraçada
Toda rede social me mostra que não há tempo pra nada
E a história se repete a cada logo reluzente desenhada

E o tempo passa
É tanta coisa que eu não li
E o que eu faço?
Marco tudo com lido

E o Google Wave é fascinante, deixa a gente simplesmente fascinada
E é tão fácil ir adiante e esquecer trabalho, estudo e namorada
Eu entro no Twitter e leio os feeds, mas eles não dizem nada

E o tempo passa
É tanta coisa que eu não li
E o que eu faço?
Marco tudo com lido

Special: 

A Bola de Fogo Azul

12 set 2009

Este texto foi publicado na edição 005 da Revista Espírito Livre. É uma forma humorada de mostrar a importância de nos preocuparmos com copyright e patentes, de como isso tudo pode prejudicar o desenvolvimento da Ciência.

A Bola de Fogo Azul

- Ó Manèrlim! O que vossa profunda sabedoria está a articular nesta vasta imensidão totalmente desamparado, mô fio?

- LAN Sem-Lote, meu caro, estou aqui a praticar a Bola de Fogo Azul.

- Ah, decerto, meu caro! Não é aquela magia poderosíssima que costumas utilizar desde sempre? Que já foi de suma importância para nossa sobrevivência em tantas batalhas? Contra aquela horda de mortos-vivos ano passado, por exemplo...

- Esta mesmo, LAN! Esta mesmo...

- E por que a praticas? Não és já extremamente perito nela?

- Estou estudando para executá-la apenas com gestos.

- Muito sábio! Por vezes pode ocorrer mesmo de não poderes pronunciar qualquer palavra.

- É, é bem verdade... Mas não é pensando nisso que estou empreendendo tais estudos.

- Então em que, diacho?

- Lembra que esta magia utiliza palavras em Latim?

- Lembro-me sim! Aquilo que ninguém entende nada! Aquele monte de coisas de mago que você fala...

- Pois bem, descobri recentemente que tudo aquilo em Latim está protegido por leis de Direito Autoral.

- Cacilda! E agora?

- Por isso estou reaprendendo a magia independente de palavras.

- Bom garoto! Olha, vim aqui te procurar, sábio Manèrlim, para informar que estiveram à tua procura lá na hospedaria.

- Que bom! E quem seria?

- Um povo de um tal de Escritório Magia e Trovão. Não entendi direito, mas eles falaram qualquer coisa sobre Patente da Bola de Fogo...

-- Cárlisson Galdino

Special: 
Gênero: 

Briga de Ego

7 jul 2009

Pra edição deste mês da Revista Espírito Livre, bolei uma poesia estilo disputa de repentistas. É Briga de Ego. Espero que gostem (ou pelo menos entendam... :-P)

Você é cabra safado
Você não sabe de nada!
O seu código é tronxo
A classe é mal comentada
Você é um analfabeto
Nem português 'screve certo
Seu programa é uma piada

Você lá tenha cuidado
Com o que está a dizer
Eu escrevo bem direito
Python, C, PHP
C++, Lisp, Haskell
Cobol, Java, Ruby, Perl
Assembly, shell, e você?

Todas essas e ainda mais
Ken Tompson era pentelho
Pois fui eu quem fez o B
Em bytecode, fui o primeiro
Prestei suporte PRA Dell
E até hoje, sobre o Perl
Larry Wall me pede conselho

Michael Dell é meu cumpadre
E nunca disse seu nome
Quando o mundo era Window Maker
Eu escrevia o GNOME
Fiz mais da metade em casa
Quando o Miguel de Icaza
Ainda vivia com fome

Eu já vi o seu programa
Todo feito de remendo
Não se entende quase nada
Quando roda, ele é mais lento
Que jumento na campina
Isso quando não termina
Num completo travamento

Você me tenha respeito
Seu newbie desgraçado
Eu sempre sigo padrões
Comento bem comentado
Pago até mais do que devo
Todo programa que escrevo
É todo certificado

Se eu tivesse o seu dinheiro
Ganho enrolando o povo
Certificava até GIF
Isso pra mim é estorvo
Que importa é lá no fonte
O seu gambiarra tem um monte
E nisso ele me dá nojo

Ora, quem está falando!
Olho nas declarações!
Já disse que escrevo certo
Eu sempre sigo os padrões
Se não entende, paciência,
Mas é por incompetência
Falta de estudos, dos bons

Padrões, não me faça rir
Só se for o tal do POG
Você é cabra safado
Escreve torto e é esnobe
Cada arquivo que salva
Leva ao inferno uma alma
E o fedor logo cobre

Você gosta de agredir
Seu palerma, seu banana!
Nem sei o que quer aqui
Me deixe que eu tenho gana
Meu projeto é um mundão
Vou lançar nova versão
Ainda nesta semana

É disso que vim falar
Você não entende, pivete
Seu programa tem um bug
Um looping (e se repete)
Assim não tem quem aguente!
Pra corrigir, simplesmente,
Vim lhe trazer esse patch

Gênero: 

Vital e seu iPhone

18 jan 2009

Paródia feita em parceria com Karlisson Bezerra. Confira a charge! Pelo projeto Not a Number, gravei uma versão desta paródia.

Vital não tinha iPhone e achava que assim estava mal
Seu velho tijolão da Nokia para ele era o fim
Conselho de seu pai: esse iPhone é muito caro, Vital
É duro de negar, filho, mas isso dói bem mais em mim

Mas Vital comprou o iPhone e passou a se sentir total
Vital e seu iPhone, mas que união feliz!
Jogava e twittava, era sensacional!
Comprar na AppStore era tudo o que ele sempre quis

Vital passou a se sentir total
Com o seu sonho de metal

O Steve Jobs vai falar em um evento lá na capital
E a caravana dos fanboys então pra lá também se encaminhou
Ele foi com seu iPhone pra curtir essa festa legal
Minha prima já está lá e um lugar pra mim já reservou.

Special: 

O Dia em que a Web parou

3 nov 2008

Paródia feita em parceria com Karlisson Bezerra. Confira a charge feita por ele! Também foi gravada por mim e pelo Pedro Augusto, ouça o resultado.

Esta noite eu tive um sonho de sonhador
De nerd que eu sou, eu sonhei
Com o dia em que a Web parou!

Foi assim... No dia em que todas as pessoas, do planeta inteiro,
Resolveram que ninguém ia acessar a Internet
Como se fosse combinado, em todo o planeta
Naquele dia, ninguém acessou a Internet, ninguém

Os servidores deixaram de funcionar
Pois não havia mais requests para processar
E as pessoas saíram pra conversar
Pois sabiam que no chat ninguém ia estar

E os blogueiros não entraram pra blogar
Pois sabiam que ninguém ia ler e comentar
E a Cicarelli foi à praia pra nadar
Pois sabia que não tinha YouTube pra fechar

E nas lan houses, nenhum mouse a clicar
Pois sabiam que, sem net, ninguém ia pagar
E os senadores voltaram a trabalhar
Pois sabiam que não tinha rede pra vigiar

No dia em que a Web parou!

E os chineses continuaram a respirar
Falar, dormir, andar, comer e trabalhar
E os trolls decidiram se acalmar
Pois sabiam que não tinham ninuém para xingar

E os fãs da nuvem não podiam trabalhar
Seus arquivos valiosos não podiam acessar
E os funcionários deixaram de enrolar
Pois sabiam que, sem net, iam ter que trabalhar

No dia em que a Web parou!

E os twitteiros se puseram a questionar
O que é que eles fariam sem poder twittar
E a tristeza tomou conta do lugar
Pois não tinha mais o Google para as buscas realizar

No dia em que a Web parou... Acordei!

Special: 

Balada da Função Amar();

12 jun 2008

Esta paródia foi feita em parceria com Karlisson Bezerra. Veja a versão em formato charge.

Eduardo achou um bug e não quis mais programar
Abriu um chat e viu que horas eram
Enquanto a Mônica criava um programa
Noutro canto da cidade, como eles disseram

Eduardo e Mônica nesse dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer
Colega da Facul do Eduardo que disse
Vai ter um evento legal e a gente quer interagir

Evento estranho com nerds esquisitos
Eu não tou legal, não aguento mais palestra!

E a Mônica riu e quis saber um pouco mais
Sobre o carinha que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
Eu tenho um trabalho pra entregar...

Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete
Mas a Mônica queria era mesmo programar

Se encontraram então na Universidade
Abriram um editor e programaram o dia inteiro
O Eduardo achou estranho e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo

Eduardo e Mônica eram nada parecidos
Ela era muito nerd e ele tinha vinte e três
Ela fazia informática e falava Alemão
E ele ainda nas aulinhas de Inglês

Ela gostava do Van Rossum e do Tanenbaum
De redes, Pink Floyd, Iron Maiden e U2
E o Eduardo gostava de ver séries
E programava em Cobol e Fortran com seu avô

Ela falava coisas sobre um framework legal
Também design e programação...
E o Eduardo ainda estava no esquema
Facul, cinema, jogos e diversão

E mesmo com tudo diferente
Veio mesmo de repente uma vontade de se ver
E os dois codificavam todo dia
E o programa crescia, como tinha de ser

Eduardo e Mônica criaram Flickr, Facebook
Um blog, um twitter e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a Terra, a água e o ar

Ele comprou um apê, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar
E ela se formou no mesmo mês
Que ele aprendeu a cozinhar

E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela
E vice-versa, que nem feijão com arroz

Eles criaram um framework uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana e seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram

Eduardo e Mônica saíram de Natal
E a nossa amizade dá saudade no verão
Só que nessas férias não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo tem aula de programação

Gênero: 
Special: