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Senhas seguras e fáceis de memorizar com Diceware D12

Já faz alguns meses, tive contato com a técnica de geração de senhas seguras conhecida como Diceware. O princípio na verdade é bem simples: pegue uma lista de 6^5 palavras (7.776 para ser exato), um dado comum de seis faces e pronto! Você tem todos os ingredientes para gerar uma senha segura! Basta sortear umas 4 palavras pelo menos, sendo que cada palavra exige a rolagem do dado 5 vezes. A vantagem do dado é que a aleatoriedade fica garantida. Se quiser saber mais sobre o Diceware, recomendo o artigo no The Intercept tratando do assunto.

Olhando isso, eu pensei: bom, essa técnica é divertida! E acho que dá pra fazer ficar ainda mais interessante! Assim nasceu o Diceware D12.

O princípio do Diceware D12 é o mesmo do Diceware tradicional, com algumas mudanças importantes:

  1. Ao invés do dado de 6 lados, utilizamos um dado de 12 lados.
  2. Ao invés de uma lista de 7.000+ palavras, utilizamos tomos, que são agrupamentos menores, porém mais organizados, de palavras. Cada tomo contém 1.728 palavras, mas não é só isso: elas estão agrupadas em 12 páginas de 12 sessões, cada sessão com 12 palavras.
  3. Ao invés de uma lista só de palavras, você vai escolher que tomos utilizar e recomendo que adote um "tomo secreto" para tornar a senha ainda mais difícil de ser quebrada.
  4. Como nem todo sistema suporta senhas gigantescas, o Diceware D12 oferece um método alternativo para quando precisamos de senhas mais curtas (e ainda assim, um pouco sofisticadas e fáceis de lembrar)

O Diceware D12 está sendo publicado no Wiki Cordéis. Lá você pode ver as regras e tomos já existentes. Os tomos estão apresentados em 2 grupos: tomos comuns (de palavras fáceis) e tomos sofisticados (de palavras mais difíceis e incomuns). A proposta é que você utilize um tomo sofisticado (à sua escolha) como se fosse seu tomo secreto, caso não tenha um realmente secreto e exclusivo. Até o momento, você verá 3 tomos públicos comuns e 2 tomos públicos sofisticados. Usando 4 tomos, você já será capaz de criar senhas que se aproximam da segurança do Diceware tradicional.

Tá, e como funciona na prática? Vejamos: pegue os 3 tomos públicos e escolha um tomo sofisticado (vamos usar o Asteroides). Você precisará colocá-los em uma ordem desejada. Por exemplo:

  1. Tomo Machado
  2. Tomo Pimentel
  3. Tomo Queirós
  4. Tomo Asteroides

Vamos criar uma senha de 4 palavras, ok? Rolamos o dado e saiu 3. De acordo com a tabela no wiki, isso significa que usaremos o primeiro tomo, o Machado. Agora, rolamos 3 vezes o dado: 4, 7, 4. A palavra inicial será "sai".

Segura aí e vamos repetir o procedimento. Rolando, deu 2, ou seja, o mesmo tomo novamente. Rolando 3 vezes deu 3, 1, 6. A palavra é "vá".

Continuando as rolagens, agora sai um 12. Vamos usar o tomo Asteroides. Rolando 3 dados, temos 1, 6 e 2. A palavra é "Erato".

Como o tomo especial já apareceu, vamos tirá-lo da jogada agora para evitar que a senha tenha mais de uma palavra "sofisticada". Assim, sobram os 3 tomos na ordem em que já estavam. Rolando novamente, sai um 5. Pela tabela (agora vendo a coluna com 3 tomos), o tomo  será o Pimentel. A rolagem de 3 dados deu 4, 10, 10. A palavra será então "prédio".

A senha que criamos foi "sai vá Erato prédio". Não transforme em frase tipo "sai, Erato, vá pro prédio". Parte da riqueza desse tipo de senha está no fato de a junção de palavras não fazer sentido, o que torna a senha mais forte. Como você pode ver,. é ainda uma senha relativamente fácil de ser memorizada.

Vamos criar uma usando o método alternativo? Então tá, considere os tomos na mesma posição em que estavam antes.

Rolando o dado saiu 7, o que nos leva ao Tomo Queirós. Sorteando palavras veio 10, 8, 8. A palavra é "proveito". Como ela tem 8 caracteres (mais que 4 e menos que 10, portanto), ela serve como está.

Vamos à primeira transformação. Rolando dois dados saiu 1, 7. Seguindo o método alternativo, devemos apagar a penúltima letra. A senha provisória é "proveio".

Para a segunda mudança a rolagem resultou em 5, 3. Devemos tornar maiúscula a terceira letra. Senha provisória: "prOveio".

A rolagem da terceira mudança: 8, 6. Alteração: trocar a quarta letra de traz para a frente com a antepenúltima. Senha: "prOevio".

A senha gerada foi "prOevio". É uma senha razoável. Como se vê, não apareceu caractere especial ou número (o método proposto às vezes os insere). Se achá-la fraca, você pode sortear mais alterações ou até alterar você mesmo. Por exemplo, transformando-a em "prOe^1o".

O método alternativo serve, inclusive, para tornar as senhas gigantes ainda mais difíceis. Nada impede que sua senha seja, por exemplo, "sai vá Erato prédio prOevio".

Este é o método sendo aplicado de forma pretensamente didática! Veja mais sobre o Diceware D12 no wiki! Espero que seja útil!

Ah, você pode estar pensando: "que louco isso! Mas eu não tenho um dado desses." Esses dados são vendidos em qualquer loja de RPG. E as regras trazem formas variantes de aplicação, ensinando você a emular um D12 com dados de 6 lados, cartas de baralho ou mesmo uma moeda! Dá uma olhada lá! E boas senhas! :-)

P. S.: Imagem do post.

João Ribeiro Lima

Na Academia Arapiraquense de Letras e Artes, ocupo a cadeira de número 37, que tem como patrono João Ribeiro Lima. Resgatei a minibiografia do meu patrono, que aqui publico. Fonte: livro Acala - História e Vida.


João Ribeiro Lima nasceu em Arapiraca, no dia 15 de julho do ano de 1889. Filho de Manoel Jacinto da Silva e de Antônia Maria do Espírito Santo. Irmão de João Jacinto da Silva, Afrígio Jacinto da Silva e Maria Jacinta da Silva.

Casou-se com Elvira Magalhães, com quem teve cinco filhos. Com o falecimento da esposa, teve o segundo matrimônio com Tereza Umbelina da Silva, do qual nasceram mais cinco filhos.

Sendo um homem trabalhador com visão futurista, foi um dos organizadores na criação no município de Arapiraca, ajudando a criar as primeiras leis municipais. Foi escolhido para ser o primeiro tabelião do município, quando criou o primeiro Cartório do primeiro Ofício em 30 de outubro de 1924, na ocasião da Emancipação Política do Município.

Participou do cenário político municipal. Foi eleito prefeito por duas vezes, de 1928 a 1930 e de 1945 a 1947. Por seus ideais sempre voltados para o progresso de Arapiraca, acima de tudo, do bem-comum. Dotado de uma ampla visão, objetivando sempre o crescimento e desenvolvimento do município. Apesar de ter tido uma trajetória política conturbada, foi brilhante no seu desempenho.

Exercendo a função de tabelião, trabalhou no Cartório até sua aposentadoria, quando seu lugar passou a ser ocupado por sua esposa, Tereza, que também dirigiu os trabalhos até a aposentadoria. Desta vez, foi sua filha Cyra Ribeiro que assumiu a função, administrando com competência o cartório, pois desde criança acompanhava o trabalho de seus pais. Até hoje continua liderando os trabalhos do conhecido Cartório do primeiro Ofício, situado no mesmo local Rua Lúcio Roberto no centro da cidade.

Em 28 de janeiro de 1933, o Cartório passou a ser de Registro Imobiliário de Arapiraca.

Entre as obras realizadas em sua gestão, transferiu o cemitério do Centro, onde hoje está construída a Concatedral Nossa Senhora do Bom Conselho, para o atual local, o Cemitério Pio XII.; abriu as ruas Dr. Domingos Correia, Dr. Pedro Correia, Monsenhor Macedo e a Rua Estudante José de Oliveira Leite, na época Expedicionários Brasileiros, cuja mudança de nome foi solicitada após a morte de um estudante do Colégio Bom Conselho nas praias de Maceió por afogamento, por colegas e amigos, como uma homenagem. João Ribeiro aceitou trocar o nome, mesmo contrariado, pois o nome “Expedicionários Brasileiros” para a rua central lhe trazia grande satisfação. Desta maneira, ocorreu a mudança do nome Expedicionários Brasileiros para Estudante José de Oliveira Leite. Expedicionários Brasileiros passou a ser o nome da rua do Cemitério Pio XII.

Aos 70 anos, morre o João Ribeiro Lima, deixando assim seu nome gravado nas páginas da História do Município de Arapiraca.

Round Quantum

Encontrei esse artigo no meu arquivo antigo. Espero que seja útil para quem busca melhorar sua organização pessoal. É baseada em Pomodoro.


Chamamos de quantum uma unidade de tempo de cerca de 1 hora (com margem de 15 minutos para mais ou para menos). Para utilizar esta forma de organização, você precisará de um cronômetro (pode ser de relógio, um cronômetro de cozinha ou um software), além de duas listas de tarefas que precisará manter (mantenha da forma que for mais eficiente para você).

A primeira delas é a lista Hard, que tem as tarefas que realmente tem deadline e precisam ser concluídas em pouco tempo. As tarefas desta lista devem ser pontuais (cada tarefa por ser executada apenas uma vez. Ao ser executada, será removida da lista) e devem estar dispostas em ordem de prioridade: a mais urgente primeiro.

A segunda lista é a Soft, com tarefas importantes mas não urgentes, que tem flexibilidade no prazo de execução. Estas podem ser tarefas recorrentes (por exemplo “publicar artigo no blog”) ou não, e não precisam estar em ordem de prioridade. Recomendo que esta lista tenha no máximo 12 itens.

Comece o dia com 15 minutos dedicados a leitura de e-mail e notícias (ou entretenimento). Se não der para ver tudo, não se preocupe, ao fim de cada tarefa você terá mais 15 minutos.

A primeira tarefa do seu dia deverá ser uma tarefa da lista Hard. Pegue a primeira tarefa da lista, marque o cronômetro para trinta minutos e a execute. Ao término dos 30 minutos, você poderá estender o tempo para no máximo 30 minutos (e só uma vez). Após o tempo gasto na tarefa, pare. Se a tarefa foi concluída, risque da lista. Se não foi, verifique sua prioridade. Caso tenha adiantado bastante seu desenvolvimento e seja possível fazer isso, troque-a de lugar com outra da lista Hard (provavelmente você trocará de lugar com a segunda ou com a terceira).

Agora você pode empregar 15 minutos em contato com o mundo: ler notícias, ler e-mails, ver algum vídeo... De preferência, algo que seja prazeroso e que não explore as capacidades que já são exploradas pelas tarefas. Por exemplo, se você está trabalhando sempre escrevendo, gaste os 15 minutos em algo que não exija escrita de nada.

Para a próxima tarefa, verifique se há urgência na Hard List. Como você já concluiu (espera-se) alguma tarefa dessa lista, pode ser que haja margem para alguma tarefa da Soft List. Se você dispõe de muitos quantuns por dia para gastar nas tarefas, pode pensar em trabalhar de modo alternado: 1 quantum hard, um quantum soft, um quantum hard, um quantum soft... Se o próximo quantum será hard, repita o procedimento acima, como se fosse iniciar a primeira tarefa do dia.

Para o Quantum Soft, sorteie uma das tarefas da Soft List. Se você tem 12 tarefas, pode utilizar um dado de 12 lados (o mesmo para 4, 6, 8, 10, 20 ou 100 tarefas, para as quais existem dados). Para 13, você pode utilizar um baralho comum. É interessante que o último número do seu sorteio não seja uma tarefa, mas uma opção tipo “Hard List”, de modo que a Hard List tenha sempre uma chance de ser atendida novamente. Se não quiser usar dados, você pode usar softwares como o rolldice (GNU/Linux) e o Lancelot (Firefox OS) ou um site como o Random.org.

Com a tarefa sorteada, empregue 30 minutos em seu desenvolvimento. Da mesma forma que acontece com a Hard List, após esses 30 minutos você pode prolongar seu tempo (apenas uma vez) para mais 30 minutos. Se a tarefa for concluída e ela não era uma tarefa recorrente, então risque-a da Soft List. Se ela foi deixada pela metade, reavalie seu grau de importância. Pode ser interessante promovê-la à Hard List.

Por fim, mais 15 minutos a serem dedicados a outro tipo de atividade (informação ou diversão).

Reserve 15 minutos ao final do dia ou período para atividades de fechamento: registro do que foi feito em um diário de bordo, revisão das tarefas para o dia/período seguinte, etc.

Tarefas – especialmente da lista Soft – podem agrupar subtarefas. Se o número de subtarefas crescer muito, coloque-o em uma nova lista.

Para organizar as listas, você pode utilizar um arquivo de texto da sua ferramenta de escritório favorita; um caderno; arquivos de texto plano em uma pasta própria; ou um sistema de wiki pessoal. O bom deste último é que torna fácil o uso de listas adicionais, de modo a tornar as tarefas da lista Soft em meta-tarefas ou agrupamentos de tarefas.

-- Cárlisson Galdino

Imagem do Post: Clear glass with red sand grainer.

Produzindo Podcast com Software Livre

Podcastelo

Se você não conhece ainda o conceito de Software Livre ou de Open Source (sendo os dois diferentes um do outro), recomendo que ouça o Politicast 51, 52 e 53 e que leia os artigos do Anahuac. Pra resumir, Software Livre é uma linha ideológica dentro da Tecnologia que prega que os programas de computador são ciência e devem ser compartilhados, que a apropriação do conhecimento em torno deles seria antiética. É um resumo bem por alto pra adiantar a discussão, mas recomendo que veja os links que passei.

Podcast espero que você já saiba o que é. É o que chamam de “um programa de rádio na Internet”, mas que é melhor definido, como diz o Leo Lopes, como “Personal on-demand”. Como eu gosto de dizer, é “um blog cujo principal conteúdo não está nas postagens, mas nos anexos, que são em arquivos de audio”.

A produção de um podcast passa por alguns estágios. Desde a concepção do programa, convite aos participantes e construção da pauta até a publicação do arquivo já pronto,, o que deve ocorrer em um blog ou, ao menos, em alguma solução web que ofereça um arquivo feed RSS com os episódios. E entre pauta e publicação temos, claro, gravação e edição. O bom é que dá pra fazer tudo isso sem necessidade de instalar softwares proprietários (como chamamos os programas não-livres, sejam gratuitos ou pagos, o que torna essa história de proprietários X livres ainda mais confusa pra resumir: veja aqueles links…).

Preparação

O planejamento do episódio é a coisa mais simples de se fazer, tecnologicamente falando. Você pode utilizar até mesmo um arquivo de texto plano no seu computador ou smartphone. As pautas do Politicast eu tenho montado como tópicos simples. Você pode preferir algo mais elaborado, como mapas mentais. Em todo caso, há soluções livres que ajudam, com vantagens e desvantagens próprias a cada uma delas.

Owncloud: esta é uma solução de nuvem pessoal (é, tipo “um Dropbox”), mas oferece editor de texto. Como se trata de uma solução e não de um serviço necessariamente, você tem duas opções para usá-lo: pode procurar um serviço existente (pago ou gratuito) ou pode instalar em um servidor seu (caso tenha essa condição tecnológica). Assim, você pode criar as pautas e compartilhar com usuários que estejam cadastrados no mesmo servidor que você, o que é especialmente útil para compartilhar pauta entre participantes fixos.

Etherpad: este é outro software livre também muito bom, mas com outra finalidade: é um gerenciador de documentos compartilhados. Você cria um “pad” (que funciona como um arquivo de texto disponível na rede e editável no navegador) e qualquer pessoa que tenha o link para esse “pad” poderá editá-lo também, inclusive ao mesmo tempo que você. Também oferece um chat entre os editores. Assim como acontece com o Owncloud, você pode tanto procurar um serviço de Etherpad gratuito quanto instalar seu próprio servidor.

FreeMind ou FreePlane: são softwares para construção de mapas conceituais. Eles podem ser bem úteis para a criação de pautas por permitirem agrupar visualmente tópicos, citações, imagens (incluindo memes) em uma tela que dá visão geral. Os dois softwares são para desktop e em Java, ou seja, seu uso envolve gerar uma imagem com a pauta-mapa final para ser compartilhada entre os participantes (a menos que você prefira controlar toda a pauta sozinho, o que podcasters fazem também).

Gravação

Este é o ponto mais sensível da produção de podcast se você pretende se ver livre de soluções proprietárias. Para isso, vamos considerar 3 forrmas de gravar um episódio, ok? Você pode gravar de forma presencial, de forma remota e assíncrona ou de forma remota e síncrona (ao mesmo tempo). Para a forma presencial é simples: você talvez tenha um notebook já com programa de gravação instalado, ou um celular com aplicativo de gravação. Se quiser uma gravação mais sofisticada, precisará de equipamento caro devidamente instalado e configurado. Uma vez feito isso, pronto, já pode gravar. Não há muito o que dizer sobre gravação presencial (ao menos para propósito deste artigo). Em último caso, você pode comprar um gravador digital e utilizá-lo.

Para gravação assíncrona, cada participante pode gravar um segmento de audio e mandar por e-mail, mas isso torna tudo muito chato, trabalhoso e difícil, de modo geral. Uma boa solução é utilizar uma ferramenta de comunicação como o Telegram. O Telegram vai organizar os arquivos de audio na sequência em que foram enviados. Cada um ouve os audios anteriores antes de gravar o seu, o que pode ser feito utilizando o próprio Telegram, sem necessidade de aplicativo adicional. Para esse tipo de gravação, é interessante que os participantes estejam em um grupo específico para essa finalidade, pra facilitar a “colheita” dos audios depois. Ah, sim, o Telegram é controverso porque o servidor não é livre. O aplicativo cliente, porém, é livre e, ao menos por enquanto, Telegram é a melhor opção que nós temos para comunicação dessa forma.

Para gravação síncrona costumam utilizar por aí o Skype com uma “gambiarra gravadora” pra poder funcionar. O mundo do Software Livre nos dá uma opção mais interessante, menos falha e muito mais elegante que esta. Trata-se do Mumble. Mumble é um software para conversação em voz baseada em sala. É um tipo de software bastante utilizado por gamers que jogam em rede. O Mumble em particular oferece excelente qualidade de audio e compressão, além da maravilhosa funcionalidade de gravar a partir do próprio software, inclusive com opção de gravar multifaixa, onde para cada participante da conversa haverá um arquivo de audio próprio separado, e todos estarão sincronizados quando importados no editor. A desvantagem é que se trata de um software cliente/servidor e você precisa de um servidor para poder utilizá-lo. Existem serviços gratuitos disponíveis e você pode contratar um servidor pagando mensalmente caso tenha dificuldade de implementar um servidor exclusivo.

Edição

Software livre para edição de audio é o quesito mais conhecido deste artigo. Mesmo que não saiba que se trata de um software livre, quase todo produtor de podcast já conhece ou pelo menos ouviu falar do Audacity. Editor multifaixa, com vários efeitos disponíveis (fades, normalização e remoção de cliques, por exemplo, são essenciais). Pode ir com Audacity, que ele é utilizado até por alguns podcasters tradicionais.

Finalização

Tudo bem, você já tem o arquivo de audio (provavelmente um mp3 ou ogg vorbis). E agora? Bom, você precisa criar a capa do episódio. Para isso recomendo o Gimp ou Inkscape. Considero o Inkscape mais bacana para esta tarefa já que se trata de um editor de imagens vetoriais, mas o Gimp é mais organizado se você não tiver muita experiência com edição de imagens.

Um truque realmente bacana e amplamente desconhecido é o uso de capítulos no episódio. É um recurso que permite dizer em que momento do audio inicia a conversa sobre cada tema. Bons aplicativos de gerenciamento de podcast suportam capítulos e facilitam nossa vida, principalmente quando precisamos encontrar uma parte de um programa que já ouvimos e queremos mostrar pra alguém. A solução que utilizo para esta finalidade (e que o @aurium me ajudou a dominar) é o ffmpeg. Anexo a esta postagem segue o arquivo que utilizei como base para definir os capítulos do Politicast #69 /News. O comando para aplicá-lo foi:

ffmpeg -i politicast-69-news.mp3 -i politicast-69-news.txt -map_metadata 1 -c:a copy -id3v2_version 3 -write_id3v1 1 politicast-69-news-c.mp3

Com isso eu criei o arquivo com capítulos (que costumo salvar com sufixo ‘-c.mp3’). Utilize o comando e o arquivo em anexo para entender como funciona, para brincar e tentar aplicar capítulos no seu podcast também! :-D

Para aplicar a imagem de capa diretamente no arquivo de audio eu uso o EasyTag.

Publicação

Publicar não é complicado, pelo menos o blog. O problema principal é a publicação dos arquivos de audio, que por serem um tanto grandes podem estourar sua banda fácil, fácil. Uma boa solução para isto é o Archive.org, que permite armazenar os arquivos por lá.

Para o blog você pode escolher a opção que mais te agrade. Dependendo da solução, você pode ter mais ou menos trabalho para adequar o feed ao iTunes, por exemplo. O Wordpress tem plugins próprios para podcast e facilita boa parte deste trabalho.

Podcastelo

Se você gostou do que leu até aqui e se já produz um podcast só com software livre - ou pretente produzir um – talvez você queira participar do grupo @podcastelo no Telegram. É um grupo criado justamente para podermos trocar ideia sobre técnicas e ferramentas para a criação de podcast desta forma, com liberdade. Apareça por lá! :-)

Do Golpe de 16 ao Autoritarismo

O golpe se concretizou. Utilizando argumentos forçados (ouça o Lexcast e a fala mais recente do desembargador Tutmés Airan no Agreste à Esquerda – spinoff do Politicast – se ainda tiver dúvidas quanto a isso), defesas que fugiam do assunto tanto na Câmara (pela família, por Deus e pelos criminosos do outro golpe) quanto no Senado (contra o desemprego, pela mudança…), o golpe aconteceu.

A princípio não me parecia um golpe tão semelhante ao militar de 64, mesmo porque militares não foram utilizados. Era um golpe branco, como anunciava/denunciava ainda em 2014 o neto de João Goulart. Quase dois anos depois, terminou acontecendo. Alguns sinais de intenção autoritária já começam a preocupar.

Primeiro, a opressão de revoltosos. Ainda não aconteceu, mas será inevitável. As medidas ultraneoliberais do presidente interino e seus amigos vão levar vários setores da sociedade às ruas, é inevitável. Acontece que quem for às ruas encontrará a Lei Anti-terrorismo (aprovada pela Dilma) e o Ministério da Justiça nas mãos de Alexandre de Moraes. Para quem não lembra, era até poucos dias atrás o Secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Aquele que botou a polícia para bater nos estudantes, que protestavam contra o fechamento de suas escolas (e ainda bota). O mesmo que bota a polícia para bater em manifestantes e jornalistas que cobrem uma manifestação. O mesmo que, depois da ação truculenta da polícia sob seu comando, não se constrangeu com as críticas e disse que a população apoiava seus atos. Pois é, junte esse Alexandre com a referida lei e bingo! Você reinventou a pólvora!

E o outro aspecto marcante de autoritarismos: a censura sobre a informação. Os maiores veículos de comunicação do país, como é sabido, pertencem a poucas famílias, que são também algumas das mais ricas. Como também é sabido, esse golpe branco já nasceu com amplo apoio desses grupos midiáticos. Eram poucos os que contrariavam a narrativa deles, baseada em um só lado da história, calando o debate e cultivando o ódio. Na TV comercial, não soube de alguém que quebrasse esse discurso. Quem são as emissoras comerciais afinal? Aquelas pertencentes às tais famílias mais ricas, com programação diversificada, e aquelas várias que vendem sua programação quase inteira para publicidade e programas religiosos. Quem sobra para fazer contraponto? A TV pública! Temos dois grandes veículos neste sentido: a TV Cultura e a TV Brasil. A primeira está totalmente sob controle do Governo de São Paulo, chegando a ter até mesmo programa conduzido pela Folha, sem contar que o famoso Roda Viva hoje está nas mãos de um colunista da Veja. Resta só uma. Somente a TV Brasil (e a rede a ela afiliada) têm coberto protestos dos dois lados, tem discutido com analistas políticos todo o processo de impeachment, inclusive com falas esclarecedoras, abrindo espaço para petistas, medebistas e tucanos. Nos últimos lances, inclusive, denunciando claramente os sinais de golpe (sem discurso único, com convidados discordando deste ponto de vista, outros concordando).

A TV Brasil, para quem não sabe, é mantida pela Empresa Brasil de Comunicação, que se pretende independente de interesses comerciais, político-partidários… (a favor da Sociedade, enfim, uma TV pública) tem um presidente de mandato fixo e um conselho curador com representantes da sociedade participando ativamente das decisões. Pois bem, começaram a veicular na imprensa suposições sobre um novo nome para a presidência da EBC. Pasmem! Mal se concretizou o golpe, querem tornar a TV pública em TV governamental! E assim, acabar com esta ameaça à narrativa global sobre o impeachment. O tema foi tratado ontem à noite no programa Ver TV (será reprisado de quarta para quinta).

Dias sombrios virão. Precisamos de muita força e posicionamentos claros, muita luta, para que esse golpe não se consolide ao cabo dos 180 dias.

Imagem do post: Wikipédia.

Marionetes do Ódio

Me angustia perceber como temos um congresso conservador e que joga contra os direitos do seu povo. Que o Estatuto da Família, sob pretexto de proteger, vem para humilhar todos os arranjos familiares com os quais certo grupo religioso não concorde. Que a reforma política nascida lá pretende tirar ainda mais poder do povo e fortalecer partidos fisiológicos. Que um projeto de lei pretende exigir que todo internauta brasileiro se cadastre para poder navegar e, ao mesmo tempo, que toda corrupção de políticos seja esquecida da Internet. Me angustia ver como Senado e Câmara jogam contra o Brasil e fazem de tudo para enfraquecer cada vez mais o Planalto, para impor seus programas nefastos.

Me angustia quando a Corrupção é institucionalizada e quando eu percebo que os provavelmente mais corruptos são os que mais a usam como arma para atacar os outros, com todo apoio da imprensa para esconderem suas sujeiras. Que quem tem teto de vidro é quem mais atira pedras, pois tem o apoio das famílias mais ricas e influentes do Brasil, com a certeza da impunidade.

Me angustia essa certeza de impunidade ser personificada na tentativa de proibir acesso público a documentos relacionados a um caso de corrupção relacionado ao Metrô de São Paulo, por 25 anos. E termos um presidente da Câmara, sob acusações fortíssimas, que clara e descaradamente mentiu diante de uma CPI, sendo investigado por crimes de colarinho branco até na Suíça, mas que é blindado por partidos e projetos de oposição, tornando-se, mesmo assim, quase intocável.

E o que dizer de termos um partido que foi financiado por empresas investigadas pela Lava Jato, uma grande investigação sobre corruptos e corruptores, tentando tirar do poder outro partido por ter sido financiado pelas mesmas empresas, em escala muito parecida de investimentos? Me angustia a hipocrisia reinante.

E quando até mesmo um juiz do Supremo escancara seu partidarismo, com um discurso de ódio a um partido político? Juizes que deveriam zelar pela isenção, mas evitam, como podem cumprir bem seu importante papel em nossa sociedade? Se não eles, quem cumprirá?

E o ódio... Esse ódio também traz muita angústia. É saber que as famílias mais ricas do país ainda detém os mais influentes veículos de informação. E que, talvez por acordos com um partido de oposição mais comparsa da Elite, talvez por medo de regras que limitem sua influência (prometido pela presidenta em campanha), talvez por outro motivo, talvez mesmo por pura safadeza, eles manipulam o povo. Como não podem inventar notícias (exceto por casos como a bolinha de papel jogada contra um presidenciável em 2010, que na mão dos Marinho virou quase um tijolo), eles simplesmente omitem boas notícias (que sim, existem) e, principalmente, enviezam discursos. Nunca promovem debates (exceto os exigidos pelo TSE), mas apenas a pregação da opinião que eles querem que seja a aceita, informando o povo como um professor a dar aula na 5ª série, de uma matéria pretendida como verdade absoluta.

Me angustia saber que a campanha eleitoral da oposição ainda não acabou, mesmo após quase um ano do período eleitoral. Ao invés disso, ela se transformou em uma campanha para conquistar o poder. Conquistar no sentido mais medieval possível, à força se for preciso. E que essa campanha, junto com a postura parcial da mídia tem manipulado tanto nosso povo. Me angustia o grande número de marionetes, controladas com talento pelos fios do ódio.

Pode parecer exagero, mas esse ódio está se tornando cada vez mais perigoso para a nossa vida civilizada. Hoje todos entendem como foi horrível os nazistas matarem tantos judeus; como é horrível o Estado Islâmico aniquilar vilas e cidades; como obrigar refugiados de guerra a voltar para o seu país sem assistência alguma é condenar famílias inteiras à morte; como a força militar oprimia estudantes e condenava suspeitos sem investigar (a não ser que torturas incapacitantes possam ser consideradas como investigação). Os frutos do ódio são fáceis de perceber quando olhados com distanciamento, mas muitos não o notam olhando de perto. Quando um homem não pode visitar parente em hospital sem que eufóricos tumultuem o ambiente, ou quando uma família tem que se deparar com manifestações de ódio durante um enterro de um ente querido, ou quando alguém é agredido na rua simplesmente por ter um posicionamento político diferente, temos alguma coisa muito errada acontecendo.

E esse ódio serve a um interesse: o projeto de tomada de poder um partido que foi derrotado nas urnas. Me angustia quando até juizes estão contaminados por esse ódio. Quando pretendem "fazer justiça" em nome desse ódio ao invés de julgar.

Sabe o que mais? Estão avançando aos poucos. Talvez amanhã não tenhamos mais a presidenta atual e é triste ver que as marionetes não percebem para onde o país está sendo levado.

Imagine um congresso com presidente igualmente conservador. E com que cara iremos para a Associação dos Países Golpistas Anônimos? Ao invés de dizermos "Estamos há 30 anos em democracia" vamos ter que aceitar uma recaída. Isso pode parecer "besteira", mas não é. Você pode chamar esse movimento pelo impeachment do que quiser, mas quando poderes são manipulados para forçar a saída de um presidente eleito, quando o acusador tem todas as características de indício que ele aponta no acusado, quando o projeto de impeachment nasce 1 ano antes de a causa ser definida ("Ela tem que ser presa, depois a gente inventa pelo quê"), temos sim um golpe em andamento.

Como em qualquer grupo de recuperação de dependentes sabe, quando temos uma recaída é difícil sair, é preciso muita força de vontade. Se esse projeto de tomada do poder for bem-sucedido, teremos algumas décadas de presidentes em risco de serem botados para fora caso não atendam aos interesses dos poderosos. Você acredita que o grau de investimento do país melhora em um cenário assim?

Sabe outra coisa que me angustia também? Termos tantos motivos para criticar a presidenta e ver que esses motivos não são vistos pelas marionetes do ódio, nem pela grande mídia, nem pela oposição. Sabe por quê? Porque parte desses motivos foram impostos a ela na tentativa de "garantir governabilidade" e são apoiados por esses grandes grupos. Me angustia olhar para a frente: tenho medo de ver o abismo que foi construído para nós.

-- Cárlisson  Galdino

Os Donos do País

Era uma vez um país. Um país cujos cidadãos viviam felizes, até que um dia ocorreu uma tragédia. Uma tragédia chamada “golpe militar”.

Mas essa tragédia não aconteceu por acaso, nem foi de surpresa. Os donos do país tinham muito medo, pois viam outros países passando por transformações em nome da igualdade entre as pessoas. Os donos desse país sabiam muito bem que igualdade social significa garantir direitos a todos. E sabiam que o aumento de direitos da população significaria também diminuição de privilégios seus. Por isso o medo.

O medo fez com que atacassem o governo e, para isso, utilizaram seu principal instrumento. A pena é mais forte que a espada, então começou a acusar o governo e noticiar de maneira obstinada e enfática qualquer suspeita de corrupção, para que a as pessoas tivessem cada vez mais ódio daquele governo. Tudo isso terminou com os militares tomando o poder.

Os donos do país ficaram felizes, pois o risco havia passado. Logo depois perceberam que, na verdade, iam perder privilégios de qualquer maneira. A partir daquele dia, foram proibidos de falar sobre corrupção no novo governo. Talvez os militares tenham percebido como “corrupção” era um tema capaz de mover montanhas. E, assim como não podiam falar de corrupção, nada de falarem de censura, ditadura, nada de falar mal do poder. Nada de noticiar desaparecimentos de pessoas. Não podiam mais sequer se reunir para conversar sem serem vistos com desconfiança - ou mesmo serem acusados e levados embora – pelos militares daquele país.

Mas tudo bem, afinal seus privilégios econômicos estavam assegurados.

O tempo passou e a ditadura militar caiu, décadas depois. Foi um alívio para os donos do país, que agora teriam novamente os privilégios perdidos. Foi muito bom ter poder econômico, mas aquele poder verbal, que havia sido capaz de derrubar um governo, fazia muita falta.

O bom para eles é que nessas décadas de poder militar, por obrigação imposta, os donos do país terminaram aprendendo a escrever distorcendo as verdades, destacando pontos que interessavam, omitindo outros; construindo assim notícias que atendessem às necessidades daquele tempo em que não se podia falar o que se pensa. Com o fim da tal ditadura, os donos do país resolveram continuar agindo daquela mesma forma, só que dessa vez para atender a interesses próprios.

Na ponta da pena ou da câmera de seus funcionários, ilustres desconhecidos se tornam heróis ou vilões, gigantes massas de insatisfeitos desaparecem, punhados de outros insatisfeitos viram manchete, políticos viram sábios salvadores, enquanto outros se tornam corruptos incorrigíveis. Assim seguiram os donos do país até hoje, controlando as pessoas com seu poder verbal, em todas as formas de noticiar. Jornais cheiram muito mal, mas como o povo, que o lê há tantos anos, vai notar o cheiro? Ora, já se acostumou a ele e sequer o sente!

Assim seguem os donos do país, controlando as massas com closes e vírgulas, enquanto morrem de medo de terem seu poder limitado. Sempre houve quem diga que as pessoas têm direito de serem informadas corretamente sobre os fatos, mas os donos do país sabem muito bem que esse direito afetaria um importante privilégio que hoje eles têm: o Monopólio de Opinião.

-- Cárlisson Galdino
-- Publicado no Informativo ACALA 2015

Special: 

Qual a sua anestesia?

Hoje todos nós vivemos sob controle, escravos de um sistema terrível. Um sistema que gira em torno de lucros cada vez maiores e que nos obriga cada vez mais a participar de uma corrida desenfreada por nada. Custo de vida aumentando cada vez mais. Pessoas que sempre viveram da natureza veem suas terras sendo destruídas e se veem obrigados a trabalhar em indústrias. Leis cada vez mais rígidas para manter lucros de grandes empresas e cada vez menos eficazes para o bem estar social.

Quem governa o mundo não é o Legislativo, nem o Executivo, nem o Judiciário: é o Lucro.

Nada disso é novidade e nada disso é facilmente contornável. Nada bom. Como confrontar poderes econômicos? Que outros poderes podem ser fortes o bastante e ainda não foram corrompidos pelo poder? Séculos atrás o controle era feito pela Religião. Hoje, quando a Religião não é tão eficaz assim, o controle é feito pela fé no Lucro.

Mergulhar nesse mundo nos traz cada vez mais revelações terríveis. Que seria possível acabar a Fome no mundo se “eles” quisessem. Que 1% da população mundial detinha 40% de todos os recursos do mundo. Que 11 de setembro foi uma farsa. Que os governos não são democráticos: são executores a serviço de quem tem o “verdadeiro poder que move o mundo”.

Por isso há tantas formas de alienação:

  • Religiões alienantes têm se expandido assustadoramente nas últimas décadas, e giram em torno de Dinheiro

  • Profissões exigem cada vez mais especialização e a cada passo em uma especialização temos forte chance de perder a percepção do todo. Além disso, as exigências do mercado roubam nosso tempo e nos impedem de pensar, exigindo foco em nossas carreiras.

  • Livros são substituídos por filmes

  • A Televisão se torna o novo Livro Sagrado dessa religião monetária. Pessoas não pensam nem leem, simplesmente aceitam o que veem no quadro mágico.

  • Consumo e comércio de drogas crescem assustadoramente mundo afora e os governos não parecem muito interessados em combater isso.

  • A Indústria do Entretenimento cresce cada vez mais. Jogos eletrônicos pela Internet, nos celulares...

Quantos já falaram sobre isso? Quantas pistas? Matrix, por exemplo, foi das mais explícitas, mas as pessoas não conseguem mais enxergar nada além de efeitos especiais. Nada além de sombras. Estamos caindo em um abismo, numa viagem irreversível.

Ver os males do mundo e perceber todas essas coisas fere os nossos olhos. Qual a sua anestesia?

P. S.: Imagem do post: Xeringues, de rofi

Special: 

Programas antigos no Windows: OCX + Vista

Foi necessário instalar um software em um dos computadores daqui da instituição. O problema: o Windows Vista e as dependências OCX.

De início, a instalação funcionou corretamente, mas apenas no usuário Administrador. Ao executar como usuário sem privilégios, o programa reclamava do registro de uma biblioteca OCX. Tentei várias soluções e cheguei finalmente à resposta. Para resolver essa dependência, pelo menos o que funcionou comigo, basta:

  1. Copiar o arquivo OCX da pasta Windows\System32 para a pasta do programa que está tentando executar
  2. Desregistrar o OCX com o comando regsvr32 /u ARQUIVO.OCX
  3. Abrir o programa como administrador

Ao fazer isso, o programa continuou sem funcionar como usuário normal, mas pedia outra dependência OCX. Assim, bastou repetir esse procedimento para cada OCX que ele pediu e chegou um momento em que o programa simplesmente funcionou!

Bibliotecas são uma coisa muito boa, mas têm suas desvantagens. Por isso é tão bom viver sob um Sistema Operacional com um controle de dependências eficiente e prático como Debian e derivados. :-)

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