audio

Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.

De onde vem os deuses

Engenho: 

Vida existe em todo canto de todo o UniversoLágrima Lunar
O infinito é muito extenso pra não ter ninguém
E onde existe inteligência com certeza tem
Quem sonhe, quem admire olhar pro vazio

Desde os tempos mais remotos isso se seguiu
Sentimentos despejados nesse céu nanquim
Sentimentos que, jogados, não encontram fim
Mas se juntam e criam vidas de tipos diversos

E assim nascem seres cósmicos da imensidão
Imortais e poderosos, de brilho estelar
Dos planetas vão cuidando, pastores astrais

Esses deuses vivem longe dos pobres mortais
Ninguém vê, mas não espanta se você lembrar:
Os do céu não tem costume de andar no chão

-- Cárlisson Galdino

Quando depois vem?

Quando depois vem?
Um dia calmo, um dia a mais
Um dia assim sem pressa, sem sentido
E sem previsão, como mágica

A espera de alguém, sem saber
Quem, a esperança de tudo
Fazer sentido ou perder de vez

E o dia... Que era calmo...
Se tornou... Uma valsa, um castelo, um amor
Que era claro... Se tornou...
Uma história a mais

Um vínculo tão forte contra
A correnteza, contra tudo
Que nos certa. E daí se há jogo da seleção

E o tempo foi passando
Em volta, devorando tudo
E hoje olho pra trás: o que restou?

Um dia... Que era claro...
Se tornou... Um retrato, a distância e a cor
Do passado... Perguntou...
"Quem ficou para trás afinal?"

Um sonho pra viver a dois
Como aconteceu?
Distante, muito além
Deixamos tudo pra depois
E então amanheceu
Quando é que "depois" vem?

-- Cárlisson Galdino

Autossabotagem

Special: 

Hoje estou feliz
Os ventos do destino
Resolveram desmanchar
Meus planos... de autossabotagem!

Andando pelas ruas
Fazendo o que não se faz
Correndo entre os carros
Tendo idéias banais

As pernas levam onde querem ir
E não importa o caminho!

Às vezes basta uma vez
E tudo em volta se desfaz
Pra despencar no abismo basta um passo

Esqueci a senha
Nem lembro quanto tempo faz
Quem está no controle?
Já não importa mais

As pernas levam onde querem ir
E não importa o caminho!

Às vezes basta uma vez
E tudo fica para trás
Às vezes pra ruína basta um fracasso!


O sonho assusta menos que a realidade

O Primeiro Golpe - primeiro conto narrado

De vez em quando eu gravo uma coisinha ou outra em audio e publico por aqui. Já coloquei alguns "rascunhos de música", cordéis... O endereço podcast.bardo.ws reune os posts com audio que publiquei, funcionando como um "podcast um tanto tosco".

Agora estou colocando a primeira narrativa em audio:  O Primeiro Golpe narrado como um audiobook (está mais pra "audiopage" :-P)

E aí? O que acharam? Escutem e opinem!

P. S.: A música de fundo é da banda Epic Soul Factory.

Special: 

Que Heróis?

Enquanto muitos tentam remar contra a maré
A maré vai levando o mundo embora
E nesse desespero, o mais estranho é
Quem tem remo tá nem aí agora

Enquanto a violência e o tráfico estão
Quebrando toda a nossa sociedade
Quem tá em Brasília e tem poder de decisão
Ganha seu Lobby pra que não acabe

Onde estão nossos heróis?
Os vilões estão aí!
Há desastres e crimes por impedir!
Onde estão nossos talentos?
Nos levando pro futuro?
Ou foram contratados contra nós?

A história é sempre a mesma sempre que acontece
Alguma catástrofe natural
Enquanto alguns se matam tentando estender a mão
Outros só pensam em aumentar o capital

-- Cárlisson Galdino

Cidade Morta

Special: 
Gênero: 

Ela caminhava todo dia pelas ruas da cidade morta
Como se esperasse que o Futuro abrisse a porta para ela viver

Ela caminhava todo dia pelas ruas da cidade morta
Como se esperasse o fim da chuva
Como se esperasse que isso um dia fosse acontecer

Mas a cidade não quer saber dela
Só quer crescer e esmagar seu coração

Ela caminhava todo dia pelas ruas da cidade morta
Entre carros que fingem que basta ser do ano, estar na moda

Ela caminhava todo dia pelas ruas da cidade morta
Com seus trapos, tanto frio
E sofria vendo o fim do mundo ao seu redor

Mas a cidade não quer saber dela
Só quer crescer e esmagar seu coração

Ela caminhava todo dia pelas ruas da cidade morta
Enquanto caminhar podia, enquanto havia esperança de tudo mudar

Ela caminhava todo dia pelas ruas da cidade morta
Hoje não está aqui mas, de milhões de cidadãos, quem se importa?

Pois a cidade não quis saber dela
Não sabia que só ela tinha a salvação

-- Cárlisson Galdino

Diana

Special: 
Engenho: 

Aquele Sol, aquela tarde, aquele dia que passou
Em minha volta as lembranças que você deixou
Aqueles lábios que sorriam das bobagens que dizia
Beijados antes que voltassemm pra casa no fim do dia

Nessa vida torta, às vezes não tem volta
Às vezes na saída...
Às vezes nessa vida, um presente bate à porta
E às vezes somos nós

Sei que algo te aflige mas você não quer dizer
Desde aquele dia os meus pensamentos são por você
Nas paredes tão normais, nos olhos que se mexiam (e não deviam)
Enquanto as coisas ao nosso redor se repetiam

Nessa vida torta, às vezes não tem volta
Às vezes na saída...
Às vezes nessa vida, um presente bate à porta
E às vezes somos nós

Nessa vida torta, às vezes não tem volta
Às vezes faz sentido
Às vezes faz calor, às vezes se duvida
Vem ser meu amor!

-- Cárlisson Galdino

Asas Negras

Era uma casa simples no serrado
O Sol batia às cinco na janela
Sai Dun pro novo dia de trabalho
Sai Omora a varrer a casa dela

E ainda dorme Clais, sono profundo
E Hink, seu irmão, no quarto junto
Um menino e uma moça donzela

A Clais despertará em um segundo
E Hink, pra aborrecer todo mundo
É dia e todo dia a vida é aquela

 

Dun, o pai da Clais vive do campo
Cortando lenha como um condenado
Omora, sua mãe, dona de casa
Trabalha ela também outro bocado

E Hink, seu irmão, ainda moleque
É um carro de corrimão sem breque
Brinca com tudo certo e tudo errado

E Clais sonha, antes que a vida seque
Viver e a aflição é o que consegue
E tempo pra viver tendo um bocado

 

Ó que vida! Clais lamenta
Lá no topo da igreja
Quer morrer! A dor aumenta
Pois viver é o que deseja

"Ó que louca!" O povo grita
Lá do chão, olhando a Clais
"Vai pular!" A gente aflita
E ainda vem chegando mais

Ó que vida! A vida é cruel
Numa cidade de interior
O que será? Inferno ou céu?
Poderia ser pior?

Um brinquedo vai ao chão
Lá da esquina, no outro lado
É o Hink, seu irmão
Que a olha paralisado

Aves passeiam no azul
Clais queria ir também
Com asas de uirapuru
Ir bem rápido, ir além

Mas a vida é uma prisão
Com um braço machucado
Está distante do chão
Chora dali do telhado

No mundo sempre foi só
Baixa a cabeça descansa
Fecha os olhos contra o Sol
E vem aquela lembrança

 

- Ó Clais, a vida não é sempre ruim
Ó Clais, amiga, não fique tão triste
Há muita coisa chata por aí
Mas muita coisa boa também existe

- Yendi, não se preocupe comigo
Sei que a vida é boa, mas não consigo
Ver isso mesmo quando a gente insiste

- Ó Clais, só precisa de um ombro amigo
É só uma fase, ouça o que te digo
Verás um mundo bom se ainda não viste

 

- Yendi, sei, não quer me ver sofrer
Mas esse sofrimento é que me ensina
A viver essa vida ruim, viver!
Sei que vou me afogar, e a chuva é fina

- Ó Clais, pára com isso, vou embora
Você é nova e linda, ria agora!
Pois sofrer desse jeito não combina

- Yendi, se quer há rua lá fora
Não estou triste pra estar na moda
Tristeza é minha vida; a dor, a sina

 

"Nem mesmo minha amiga mais amiga
Entende o sofrimento que me mata
Que vá embora então, não a chamei!
Vem porque quer, então vá, sua ingrata!"

"Nem sei dizer donde vem a tristeza
Só sei que contra ela não há defesa
Ela vem e se instala e me maltrata"

"Se a vida é uma lata de surpresa
Trazendo algo de bom, tenho certeza
Que alguém abriu primeiro a minha lata"

 

Ia Clais pelo mundo entristecida
Olhando o rio, o verde, bicho e gente
Buscando uma resposta sem saída
Chorando por saber: ninguém a entende

Nem seus pais, irmão ou quem mais tentasse
Nem sua amiga ou mais ninguém da classe
Ninguém sabe sentir o que Clais sente

Como se um sonho estranho terminasse
O sol que queima forte à sua face
Lhe traz de supetão para o presente

 

A multidão se juntou
Assiste a vida de Clais
Cidade do interior
E um assunto pros jornais

Não há quem suba na igreja
Não há quem estenda a mão
Mas isso ela não deseja
Já sabe como eles são

"Ó vida cruel essa minha"
Pensa, não há esperança
Se é que isso ela tinha
O vento quente a balança

E logo Clais se levanta
Olhando toda essa gente
Sua angústia nunca foi tanta
Olha ao redor novamente

"Será que eu estou louca?"
Diz ao olhar pro seu lado
Ao ver com nitidez pouca
Um jovem anjo alado

- Meu nome é Shad, meu bem
Ele no mesmo telhado
Agachado aos poucos vem
De asas de um branco azulado

Pra Clais falta voz agora
"De onde ele veio? De onde?"
Ele a segura e decola
Levando Clais para longe

 

Nos braços desse anjo voa Clais
"Que lindo anjo os céus me têm mandado!"
Muito além de onde estavam ele vai
Até o porão de um lar abandonado

E o que agora restou pra essa moça?
Não há palavras mais, ou choro ou força
Só o delírio de ao céu ter chegado

E como o sonho de uma jovem louca
O anjo lhe abraça e busca a boca
Distantes do mundo civilizado

 

E a dor se torna em êxtase no beijo
E os olhos fecham, escondem novo brilho
E a tristeza se transforma em desejo
Desejo de ser dele e possuí-lo

No seu pescoço, a dor e ela deseja
São dentes que lhe cortam sem que veja
Língua, dentes e o que faz sentido?

E a força, que era pouca, já lhe deixa
Dormência e paz, mas a Clais não se queixa
E fecha os olhos pra jamais abrí-los

 

-- Cárlisson Galdino

Special: 

10 Centavos

Special: 
Gênero: 

Ei você
que passa aí do lado,
não me olhe assustado:
é com você que eu tou falando

Ei, então,
quase sempre alguém fala
você sempre vira a cara
e finge que não quer saber

Mas se o mundo está ruim é por você
Se o Governou robou, você votou
Se o crime aumentou, você plantou
o preconceito

Ei você
que vai pro seu trabalho
fecha o vidro do carro
pra não ouvir a consciência

Ei, então,
sai com raiva de tudo
descontando em todo mundo
as frustrações que construiu

Mas se o munto está ruim é por você
Se hoje existem sombras, você fez a luz
Se não falam contigo, você que negou
o "Bom dia"

Não temos super-homem: só você e eu
Um futuro melhor não vai cair do céu
A Humanidade passa com sua caixa de contribuições

São só dez centavos
Do seu tempo
E de boa vontade

São só dez centavos
Pra ajudar a Humanidade
A não morrer de Fome

São só dez centavos
Eu sei que você tem
Se você quiser
Não é tão difícil assim

A Humanidade agora está
Passando o chapéu
Pra quem quiser ajudar

Ela gosta daqui
E o Planeta já disse
Que se não pagar
Ela vai ter que sair

São só dez centavos
São só dez centavos
São só dez centavos

Dez centavos bastam
se todos ajudarem
(São só dez centavos)

-- Cárlisson Galdino

Páginas

Inscreva-se em RSS - audio