Quem nunca se frustrou com Internet no Brasil? Nós pagamos o valor de uma Internet de alta qualidade para recebermos uma Internet de baixa velocidade (comparada com outros cantos do mundo). Para piorar, mesmo o serviço fraco contratado ainda sofre diversos problemas - ou melhor, nos trazem sofrimento.
Uma coisa que sempre foi difícil de engolir é a cláusula contratual na qual a empresa se obriga a fornecer apenas 10% do valor contratado. "Peraí! Eu posso me comprometer a pagar somente 10% da mensalidade?" "Não, é claro!" E assim cria-se uma opressão, numa regra desleal de uma única via.
Felizmente a coisa vai começar a moralizar com a nova resolução da Anatel. Essa cláusula vai ser nula e as regras vão ser gerais. Para mais detalhes, veja lá embaixo nos links o artigo que saiu no Infowester.
A cada dia o Sol te arranca um sorriso E quem olha pra você vê toda a paz do paraíso Durante o dia no trabalho, à noite é bebida E você sempre sorrindo, tão feliz da vida Tira do bolso um sorriso em cada esquina Escondendo que que por dentro só declina
E assim a vida segue em frente mais um dia Para o nosso mundo inteiro, seu mundo é de alegria No seu rosto, nas palavras, no aperto de mão Escondendo as lágrimas sob o colchão Ninguém mais sabe que de forma apática Essa felicidade é cenográfica
Então vá! Distribua seu cartão de visita Então vá! Sua cara satisfeita me irrita Porque dentro do seu coração Sob cartazes coloridos, só destruição
Tanta gente todo ano você deixa pra trás Ex-amantes, ex-amigos, inimigos e quem mais?! Sem tantos amigos como tinha antes Mas a produção pagou um monte de figurantes Vai a bares toda noite em busca de prazer É que precisa se drogar para esquecer
Chega das férias botando as fotos na rede Tem que divulgar pro mundo quão feliz esteve No seu mundo ser feliz é dever de cidadão E a felicidade vira uma competição E a sua vaidade é que rega a prática Dessa felicidade cenográfica
E não percebe! Que tudo isso é uma prisão Você não sabe! Que é só pra dar satisfação À sociedade! Que te quer sob controle Longe do que possa importar...
-- Cárlisson Galdino
P. S.: Foto utilizada para a imagem do post: 3º ano - maquete I, de Fabio Panico
Em 1999 eu lancei um livro impresso de poesias. Foi meu primeiro livro lançado, chamado Chuva Estelar. Ele trazia poesias girando em torno de um tema. Como eu já tinha várias poesias, quando veio a ideia/oportunidade de lançar um livro, eu preferi escrever poesias novas (aproveitando algumas que já estavam prontas) em torno de um tema ao invés de simplesmente montar uma seleção.
A partir daí vieram outras ideias de temas. Hoje estou publicando Lágrima Lunar, projeto antigo, mas com algumas poesias que estou publicando agora. Antes dele, eu publiquei o conjunto de poesias Bala de Fuzil. A primeira coleção de poesias que publiquei aqui no Bardo WS, porém, foi As Asas da Águia, que trazem uma história central.
Vou reformular a maneira como publico livros independentes. Todos estão desativados e vão sendo reativados aos poucos, todos com o selo de Beta na frente. Isso porque pretendo realizar lançamentos mais profissionais daqui por diante. Somente os livros já completos, com acréscimos, prefácio, solenidade de lançamento e tudo o que têm direito é que serão apresentados sem o selo.
Era uma vez um bispo que queria ser presidente, mas seu país não aceitava um sacerdote de qualquer religião assumindo um cargo desses (se todo mundo tivesse leis assim não teríamos políticos propondo leis ridículas, que privilegiam suas próprias crenças obrigando todos a seguirem-nas). Enão ele pediu ao Papa para deixar de ser bispo e se candidatou. Venceu e só depois o Papa finalmente aceitou seu pedido.
Foi o primeiro bispo na história da Igreja Católica a pedir (e conseguir) o estado laico para entrar na política.
Com campanhas versando sobre reforma agrária e redução da desigualdade social, esse ex-bispo seguiu. Mas ele tinha um vice de outro partido, que não gostava mais do caminho que sua política estava tomando. E tinha um rival que pensava nas próximas eleições e tinha medo. Um que desejava a presidência e temia o carismático "Bispo dos Pobres".
Assim foi que, num certo dia, o bispo recebeu um processo de Impeachment. A razão foi um incidente entre manifestantes e policiais, nos campos, que levou a quase vinte mortes. Um incidente atribuído ao bispo. E assim, cerca de um dia depois, sem ter tempo para uma defesa, ele é deposto do poder e substituído pelo seu vice.
Essa historinha não é uma fábula. Está acontecendo agora. O bispo se chama Fernando Lugo, o vice é Federico Franco. O país, o Paraguai.
É triste ver como a América Latina se torna cada vez mais um ambiente podre politicamente. Em 2009 houve um golpe militar em Honduras, que até hoje não está solucionado. Agora, temos esse novo golpe de estado bem aqui entre nossos vizinhos.
Sobre o Paraguai ainda é muito cedo mas, assim como houve em Honduras, a posição que se está desenhando é de não reconhecimento pela comunidade internacional ao novo poder estabelecido mediante tal atentado à democracia. Só os EUA, "defensores da democracia" (devidamente entre aspas), é que pediram calma aos milhares de manifestantes paraguais que estão nas ruas pedindo que se desfaça essa lambança.
Aqui no Brasil, por outro lado, essa corja aumenta seus próprios salários sucessivas vezes (e em altos montantes a cada vez) ao passo em que corta direito dos funcionários de serviços públicos (estamos com mais de 50 universidades federais em greve). Onde é que isso tudo vai parar?
Está por fora desse Impeachment? Que tal dar uma olhada nessa matéria da Band?
Lembro quando o mundo dos videogames era mais simples, quando as coisas eram medidas em bits. Na Nintendo Blast esta semana pudemos ver o significado disso e o porque de não falarmos mais assim.
Falando em simplicidade, mais simples mesmo era a época do Atari, em que os jogos não tinham história nem fim e o desafio era jogar compulsivamente o mesmo jogo na tentativa de alcançar as mais altas pontuações.
O conceito se perdeu com o tempo. Ou não? Para aumentar o "fator replay", muitos jogos inventaram de usar "troféus", que só são conquistados quando batemos certas metas, desafios secundários. Isso lembra muito a era Atari, já que a intenção parece ser a que nós continuemos jogando e jogando o mesmo jogo. Apenas se trocaram pontuações por troféus. Enfim, certas coisas mudam completamente, outras mudam só de máscara.
O artista tem um papel fundamental na sociedade onde está incluído. Enquanto o que ele cria tiver alcance, sua responsabilidade será também grande. O desejável é que artistas se preocupem com questões sociais ao menos um pouco. Michael Jackson que era o rei do Pop se preocupava muito com esses aspectos! Os pequenos não têm desculpa para não seguir esse exemplo.
O que acontece, porém, muitas vezes, é que terminamos reproduzindo o meio no qual estamos inserindo. Escolhemos que aspectos vamos destacar, mas no fundo replicamos. Assim, depois de "descobrirem" racismo na obra de Monteiro Lobato, não estranha que a pesquisadora Cinthia Roberta Santos tenha chegado à conclusão que o cordel mostra o racismo da sociedade brasileira.
O Cordel Quilombola não é um passo muito longo contra o racismo, já que a defesa é pelos integrantes das comunidades quilombolas. Mas espero poder contribuir fazendo minha parte para mudar esse cenário ao longo dos tempos.
O tempo passa e continuam aparecendo projetos de lei de quem não entende nada do assunto. Lembra quando o Tiririca foi ser deputado? Seria o lugar certo pra ele por ser um grande circo. Nada a ver com o Tiririca dessa vez, mas o circo continua vivo e forte.
Houve a polêmica recente envolvendo a Carolina Dieckmann e já se apressaram em aprovar leis que restringem os direitos de TODOS na ânsia de facilitar investigações. Por que esses legisladores não percebem que o anonimato É necessário? Quando se vive em um clima de intenso medo, não se pode confrontar o poder (instituído legal ou ilegalmente) de maneira aberta e direta! E esta é apenas a ponta do iceberg...