Os Índios e o Monstro do Espaço

Os Índios e o Monstro do Espaço

Os índios olhavam o céu
O céu sempre esteve por lá
Mas a noite trouxe ao lugar
Espanto que ninguém sonhou
Brilhando à luz do luar
Viram um navio baixar
Na floresta o barco atracou

Peri, corajoso, saltou
Correu, galopou para o "cais"
Correu o coração ainda mais
O barco era mesmo tamanho
Junto a força dos ancestrais
Correu com seu povo atrás
O barco tinha um brilho estranho

"Que barco gigante! Medonho!"
Peri via o barco dormir
Logo que chegaram ali
O suor corria da testa
Juntou seus irmãos o Peri
"Como veio o barco até aqui?
Do céu no meio da floresta?"

E o barco mostrou que não presta
Barulho calou seus ouvidos
Pancadas, fumaça, rugidos
"E agora o que será de nós?!"
Os índios olhavam aturdidos
Desacreditando os sentidos:
O barco era um monstro feroz

E o barco gritou logo após
A forma não era de barco
A ilusão passou, viram o casco
De uma tartaruga de aço
E Peri se sentiu tão fraco
Diante do barco - que barco? -
Diante do monstro do espaço

Num giro de pata, um pedaço
Da floresta foi pelos ares
Os índios rolavam aos pares
Fugindo dos golpes da fera
"São fortes as bestas lunares"
Logo não houve mais lugares
Protegidos dessa quimera

Depois do cansaço a espera
Do golpe que finda essa vida
Os índios viram em despedida
Com dor e tristeza no olhar
A fera ainda enlouquecida
Olhando com a pata erguida
Foi quando ele quis chegar

Chegando de qualquer lugar
Disparou com o canhão do braço
Bolas de luz no ser do espaço
Era um ser de aço também
Tiros deixam o monstro em pedaços
E o menino azul dá um passo
E diz se chamar Megaman

E a criança volta pro além
E a tribo respira em paz
Mas essa noite foi demais
Louca demais pra um ser humano
A noite em que seres fatais
Corrompem as regras normais
Com aço animado profano!

Pois viram debaixo do pano
Que o mundo é muito maior
Como podem dormir sem dor?
Como será a noite que vem?
Essa noite um monstro chegou
Na noite que um robô salvou
Quem não esperava ninguém

-- Cárlisson Galdino

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