A Saga de um Encanador

A Saga de um Encanador

Se você pensa que é fácil
A vida de encanador
É melhor pensar de novo
Pra ver se dá mais valor
Os canos trazem perigos
Desafios e inimigos
Pro corajoso transpor

Veja o exemplo do Mario
Bigodudo sem esmero
Que enfrentou desafios
Andou por quantos castelos?
Foi com coragem e presteza
Procurando a princesa
Do Reino dos Cogumelos

Hoje vamos conhecer
Uma grande aventura
Na qual Mario se envolveu
Pra ver como a vida é dura
Sem preconceito, vê bem
Encanador também tem
Lugar na Literatura

Andando pela floresta
Um cogumelo lhe aumenta
Entrando num cano verde
(Sem cano azul ou magenta)
Há moedas lá embaixo
E após a escada que acho
Uma bandeira se sustenta

Depois pelo subsolo
De novo entrando no cano
Há tartarugas e blocos
Um mundo escuro e profano
Mas tem que ficar esperto
A vida corre no teto
Sem blocos, fácil a pegamos

No alto verde das montanhas
O perigo só aumenta
Quando as tábuas vão e vem
Queda é morte violenta
Mario não para por nada
Nem tartarugas aladas
(É pouco o que não se inventa)

Saltando pelas montanhas
O castelo é encontrado
De lava e fogo que gira
O Kopa cai com o machado
"Agora sim, com certeza!
Vou encontrar minha princesa!"
Mas não encontra, o coitado

A busca então continua
Nova floresta à frente
O céu azul lá em cima
Nada muito diferente
No cano há plantas plantadas
Com dentes, sempre enfezadas
Mas o Mario é persistente

E o nosso herói vai pro mar
Perigo aumenta ainda mais
Tem peixe cinza e vermelho
Tem lula que vai atrás
Difícil locomoção
Contida a respiração
E vai sem olhar pra trás

Depois do rio uma ponte
Enorme é o lucro encontrado
Além do risco da queda
Tem peixes pra todo lado
Peixes vermelhos saltando
Piranhas loucas em bando
No rio que não dá pra nado

Depois da ponte infinita
O herói encontra afinal
Um novo mundo sombrio
Novo castelo do mal
Com pressa corre, e firmeza,
Querendo achar sua princesa
Mas não está no final

Tudo continua escuro
É noite naquela terra
As tartarugas e plantas
Quanto perigo o espera!
E há tartarugas - mistério -
Que estão jogando martelos!
Que bichos que não dão trégua!

E o mundo segue no escuro
E nosso herói vai na luta
Por sua princesa querida
Pula num casco e chuta
Cuidado: depois tem cano!
Se o casco volta: que dano!
Sua vida bem logo encurta

E eis que aquelas montanhas
Altas de grama no topo
Com criaturas nocivas
Também existem de noite
De novo lá, quem diria?
E como é grande a alegria
Quando se escapa por pouco!

E o herói chega de novo
De coração tão singelo
Buscando sua princesa
Encontrando um cogumelo
Que diz: desculpa, beleza?
Mas é que nossa princesa
Está em outro castelo

E vê que vida de cão!
O encanador se refez
E continua a procura
E nem que termine o mês
Seguirá mesmo sozinho
Mesmo ouvindo do baixinho
Aquilo a terceira vez

Saindo em nova floresta
O encanador sem igual
Logo depois de uma planta
Tem que correr pro final
Ele chega ao fim por sorte
Maldita nuvem-transporte
Que lança ouriço infernal

No submundo de lá
O Mario vive os apuros
Uma flor lhe dá poderes
Mas mesmo isso não é seguro
As bolas de fogo batem
E nenhum dano elas fazem
Nos bichos de casco escuro

Para que servem roldanas?
Para atrapalhar a vida!
Elevador ou gangorra?
É o que nesse céu se abriga
Se pula em um lado e espera
O outro lado se eleva
Que construção esquisita!

Ficará preso pra sempre
Mesmo sem bicho e sem casco
Pois esse quarto castelo
É amaldiçoado, eu acho
Primeiro passe por cima
Depois de mudar o clima
Deve passar lá por baixo

Tudo pra quê, se a princesa
Não espera aflita, nem dorme
Não está ali de novo
E de novo à floresta corre
E tem que enfrentar perigos
E além dos tais inimigos
Fugir de balas enormes

Mais balas e desafios
E agora um trampolim
Ajuda Mário a saltar
Que perigoso jardim!
Um cano leva pro mar
E ele vai lá por pensar
Que será mais fácil assim

E preso num Dejavu
De novo pelas montanhas
As antigas plataformas
São pequenas, tão estranhas
Balas rasgando o ar
Vamos deixar o lugar
Senão a morte nos ganha!

Novo castelo parece
Um desafio passado
Língua de fogo gigante
E chamas pra todo lado
É que tornam diferente
Depois do chefe lá em frente
Um cogumelo é encontrado

De noite é tudo sombrio
Mais outra nuvem, que droga!
Jogando tantos ouriços
Essa nuvem não dá folga
Com sacrifício, derruba
A nuvem, mas na sua fuga
Vem outra nuvem que joga...

Ainda é noite e agora
É uma plantação de canos
Tem cano pra todo lado
E plantas tem outros tantos
Plantas bem cheias de dente
Daquelas que comem gente
Mas não o Mario, garanto!

E agora a terra da neve
Como ele escapará ileso?
No céu, escuro e deserto
Como se sente indefeso!
Difícil achar um lugar
Há poucos onde ficar
E alguns não suportam o peso

Outro castelo pequeno
Esconde o monstro horroroso
Pois mesmo sendo pequeno
Não é menos perigoso
O Kopa desse reinado
Joga milhões de machados
Depois das línguas de fogo

Depois é dia de novo
(Já tava sentindo falta)
E as balas são disparadas
De todo canto na mata
Mas falta pouco e ele vai
Da sua princesa vai atrás
E corre e se abaixa e salta

E cai de novo no mar
É tudo bem parecido
Mas a festa já tá boa
O mar tá cheio, entupido
De peixes e lulas brancas
Ó cano verde, onde andas?
Vê se aparece, maldito!

Enfim o cano o carrega
À ponte imensa de antes
Com piranhas saltitantes
E milhares de passantes
Tartarugas bem sortidas
Se o Mário atento não fica
Se acaba tudo num instante

E nesse novo castelo
Um labirinto bem quente
Dividido em dois momentos
Preste atenção no repente
Por baixo, meio e por cima
Por cima, meio e por cima
E o Kopa espera lá em frente

Já foram sete castelos
Só cogumelos, que jeito?
De novo pela floresta
Como se nada foi feito
Ele chega ao fim por sorte
Aos saltos perto da morte
Nesses lugares estreitos

E na floresta prossegue
Nosso herói encanador
Entre balas e criaturas
De todo tipo e de cor
O risco já é sem noção
Ai que saudades de chão
Mas logo acaba essa dor

Já está do lado de fora
De um gigantesco castelo
Deve estar lá a princesa
Pelo menos é o que espero
Mario dispara por lá
Ele tem que se virar,
Desviar de bala e martelo

E no castelo final
É mesmo o último castelo?
Mario consegue chegar
Quando acaba o pesadelo?
O Mario já está cansado
Buscar princesa, que fardo,
E só achar cogumelo!

Um labirinto de canos
Até por água passou
O Mário e no fim, o Kopa
Joga martelos e fogo
Mas enfim, ó que beleza
Mario resgata a princesa
Que diz: sua busca acabou!

-- Cárlisson Galdino

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