1 jun 2013

Agenda Mundial #15 - Cerco

Submitted by bardo

Um erro muitas vezes nos empurra para outro

Demorou um pouco para passar outra besta. Enquanto a esperava passar, Claudia curtia um sentimento de ansiedade sem igual, de medo e desespero. Demorou, mas enfim o transporte chegou.

Na viagem ela se lembrou de que estava quase sem dinheiro. Não estava levando roupas, só uma bolsa com seus pertences habituais, além do tablet.

Passado o susto das últimas horas, ela pensa em tudo o que fez.

“É insano isso! Por que eu estou fugindo? Do que estou fugindo afinal? Eu devia ter agido com naturalidade, ter entregue essa porcaria logo e pronto! Me livrava disso! Esse stress, essa... Essa correria que não tem nada a ver comigo! Ou não era pra ter...”

“Mas agora de que adianta pensar nessas coisas? Não tem mais como voltar e dar uma desculpa. Não vai colar... No fim, eles podem simplesmente pegar o tablet e sumir da minha vida, mas podem também achar que eu estou envolvida em sei lá o quê e aí já era.”

“Foi um erro ter fugido. Foi um erro ter pego essa bomba em Salvador...”

E de repente anoiteceu.

 

Ainda estava muito antes de São Miguel quando um assunto na besta despertou sua curiosidade em um dejavú.

- A blitz ainda estava quando você veio?

- Estava sim. Igual a de Arapiraca.

- É estranho isso, né?

- Eles devem estar querendo pegar alguém.

- É verdade. Teve fuga lá em Arapiraca?

- Como!?

- No presídio!

- Não soube de nada não... Mas se tivesse tido fuga os bandidos não iam viajar pra fora assim tão cedo, né?

- É verdade... Mas não sei, às vezes pra ficar perto da família.

- Eu pensei que os presos fossem de Arapiraca mesmo.

- São?

- Não sei. Pensei que fossem.

- De qualquer forma, acho que deve ser algo mais grave. Talvez estejam na cola de um traficante ou algo assim.

- Sequestro?

- Pode ser.

- Espero que acabem mesmo com essa bandidagem.

- Sabe o que é curioso?

- O quê?

- Logo cedo essa blitz não tava aí, só tinha a de Arapiraca.

- Será que eles acham que fugiram de lá?

- Isso deve passar num jornal mais tarde. - Um passageiro comenta.

- Eita! Ia ser bom ver a nossa terrinha no Fantástico!

- Ia nada, só passa desgraça daqui. Cadê que passa coisa boa?

- Podem parar aqui? - Claudia pede, timidamente.

O motorista diminui a velocidade e encosta.

- Aqui mesmo?

- É.

- Não é perigoso não?

- Não, aqui está ótimo.

Ela paga e desce.

A besta vai embora e ela vê o terreno à sua frente. O medo continua igual, mas a causa é outra: o desconhecido. O risco que corre.

E se a polícia não estiver procurando por ela, mas por um assassino em série ou uma loucura assim? E se ele descer por aqui?

Com cuidado, Claudia atravessa a pista e caminha entre as ruas desertas e vazias, quase que somente de terrenos.

Caminha por um bom tempo até encontrar um galpão recuado da rua. Ela se senta, encostada ao portão e chora.

Chora de medo e por não saber o que vai ser de sua vida daqui pra frente. Por não saber o que fazer.

31 mai 2013

CyanPack 13.2 - Gramophone

Submitted by bardo

CyanPack 13.1 - Gramophone

  • Papel de parede da edição baseado em Randomwire, de David, sob licença Creative Commons.
  • Atualizações: Firefox 21.0, Geany 1.23.1, LibreOffice 4.0.3, LibreOffice Magazine #4, Miro 6.0, Python 3.3.2, Revista Nintendo Blast #42 e #43, Revista PlayStation Blast #10 e #11, Thunderbird 4.0.6, VLC 2.0.6 e Zim 0.60

CyanPack é uma distribuição de aplicativos livres para Windows que inclui uma personalização do Trisquel-mini (incluindo a versão GNU/Linux dos mesmos aplicativos), quando executado como Live-DVD.

A nova edição do CyanPack corrige alguns "bugs" em nossa personalização de Trisquel Mini (agora temos gdm em vez de LXDM, gparted está de volta, bem como a ferramenta gráfica de gerenciar usuários e grupos). Os pacotes do Trisquel estão atualizados.

Para o Windows, os seguintes aplicativos foram atualizados: Firefox 21,0, Geany 1.23.1, LibreOffice 4.0.3, LibreOffice Magazine # 4, Miro 6.0, Python 3.3.2, Revista Nintendo Blast # 42 e # 43, # 10 Revista PlayStation Blast e n º 11, Thunderbird 4.0.6, VLC 2.0.6 e Zim 0,60.

Baixe CyanPack 13.2

Visite o novo site do projeto: CyanPack.Sourceforge.Net

Softwares desta edição:

Software

Versão Windows

Versão Trisquel

Licença

7-Zip

9.20

Use o File Roller

GNU LGPL

Audacity

2.0.3

2.0.0

GNU GPL

Ekiga

4.0.1

3.3.2

GNU GPL

Evince

2.32.0

3.4.0

GNU GPL

FBReader

0.12.10

0.12.10

GNU GPL

Firefox

21.0

21.0

MPL

Geany

1.23.1

0.21

GNU GPL

Gimp

2.8.4

2.6.12

GNU GPL

Gtk2 Runtime

2.24.10

2.24.10

GNU LGPL

InfraRecorder

0.53

Use o Xfburn

GNU GPLv3

Inkscape

0.48.4

0.48.3

GNU GPL

KeePassX

0.4.3

0.4.3

GNU GPL

Klavaro

1.9.7

1.9.3

GNU GPL

LibreOffice

4.0.3

3.5.7

GNU LGPLv3

MD5 Summer

1.2.0.05

Use md5sum

GNU GPL

Miro

6.0

4.0.4

GNU GPL

Pidgin

2.10.7

2.10.3

GNU GPL

Python

3.3.2

2.7.3

PSF

Qbittorrent

3.0.9

2.9.7

GNU GPL

SpeedCrunch

0.10.1

0.10.1

GNU GPL

Thunderbird

17.0.6

17.0.6

MPL

uGet

1.10.3

1.8.0

GNU LGPL

VLC

2.0.6

2.0.5

GNU GPL

Xournal

0.4.7

0.4.6

GNU GPL

Zim

0.60

0.54

GNU GPL

27 mai 2013

Chocolates

Submitted by bardo

A noite vem e assim, como quem não quer nada
O sono vaga denso, se espalha no chão
E passam arrastadas, quase sem passar
As horas torturantes quando estás distante

Mas como haver descanso, se a qualquer instante
Seu vulto indefinido e belo vai chegar?
Distante, inalcançável, quase aparição
E a noite sem sentido será transformada

Oh que desejo intenso esse de te ver
Se fecho os olhos, te vejo linda sorrir
De olhos abertos, quase te ouço falar

De quantos chocolates eu vou precisar?
Não vou fechar os olhos, não quero dormir
E ter a chance de não sonhar com você


-- Cárlisson Galdino

25 mai 2013

A luz no fim do túneo quase sempre é mesmo um trem

Agenda Mundial #14 - Retirada

- Já falou com eles?

- Ainda não. Eles foram na escola e devem estar na minha casa.

- Como soube deles?

- Eu vi o carro saindo. A menina da secretaria disse que estavam indo na minha casa.

- E você saiu?

- Disse que ia lá também ver o que queriam.

- Isso é mal, a menos que vá agora. Mas, como eu disse, terá que ser capaz de convencê-los de que não faz ideia do que eles estão falando quando falarem de tudo aquilo. Sabe blefar?

- Sou péssima...

- Foi o que pensei. Nesse caso, o mais seguro é ir comigo.

- Onde!?

- Maceió.

- Está doido?! E meu emprego, e o Herbert?

- Seu namorado... Bom, deixa ver. Se você demorar, eles vão falar com seus vizinhos e pegar informações sobre o seu namorado. Em seguida, vão procurá-lo no trabalho dele. Não sei o que vão dizer nem como ele vai reagir, mas terminarão sabendo de parte da história. Talvez o levem, talvez o deixem. Se deixá-lo, tenha certeza de que ele será grampeado e vigiado por um bom tempo.

- Ai meu Deus...

- Hmmm... Onde você pegou a moto?

- Em frente à escola.

- Vamos! - Ele se levanta, de súbito. Vai até o balcão. - Senhorita...

- Cyntia.

- São irmãs, não são?

Ela faz que sim com a cabeça.

- Ótimo. Se gosta dela e quer que ela viva, nós dois não estivemos aqui.

Ele estende uma nota de cinquenta.

- Está sequestrando minha irmã!?

- Não, estou protegendo. E se lembre: a polícia não vai vir para proteger.

 

Claudia segue com Caio até um hotel algumas quadras depois. Seu coração bate desesperadamente.

Vão partir imediatamente, ou quase isso: ele precisa pagar antes a hospedagem.

O tablet, os agentes, esse tal Caio... Tudo deixa seu coração muito apertado. A cidade de repente ficou muito pequena, pequena demais.

Um segundo de distração e ela foge, deixando Caio no hotel. Corre um quarteirão e pega um taxi até a rua dos transportes para Maceió.

- A moça está bem?

- Estou.

- Notícia de família, né? Vai dar tudo certo.

- Obrigada.

Para sua sorte, uma besta já estava saindo. Ela respira fundo, um pouco mais tranquila, e toma um assento na frente.

“Enquanto não souber o que está havendo, é melhor manter distância desse sujeito. Não faz mal ir pra Maceió mesmo. Lá é mais fácil eu me esconder. Daqui a uns dias eu volto e justifico na escola. Ou não sei...”

- Você viu que encontraram um carro com dois mortos dentro?

- Como assim? - O motorista pergunta ao cobrador.

- Meu pai que tava falando que viu no jornal hoje de manhã. Os dois queimados.

- Onde isso!?

- Lá em Bananeira!

- É, aqui tá cada vez pior. É no que dá a polícia pegar leve com bandido.

- Não é, véi! Nada a ver isso.

- Se eu fosse da polícia queria nem saber de Direitos Humanos nem de nada, queimava essa praga era toda!

- E por que não vai pra polícia então?

- Nada, tem futuro não. O cara também fica marcado...

- …

- Parece que teve acidente aí na frente. Olha os caras cortando luz.

- É nada! É blits.

- Esse povo querendo dinheiro.

- Nada, se não mudaram enquanto eu vinha é da polícia essa aí.

Claudia leva um susto e pede pra parar.

- Vai descer aqui, moça? Mas a gente nem passou do trevo!

- Não, esqueci uma coisa lá em casa.

- Pede pra alguém mandar. Eu ligo pro Paulo, que vem mais tarde, que ele leva pra Maceió.

- Não dá. Só eu sei onde botei.

- Então tá.

“Que droga! Fecharam o cerco!”

Ela caminha por ruas de barro. Mais de meia hora depois é que alcança finalmente a estrada, depois da blitz. Com medo de reencontrar Caio, espera a próxima besta passar.

18 mai 2013

Agenda Mundial #13 - Start

Submitted by bardo

Eu só queria tempo, mas nem sempre nos dão

Agenda Mundial #13 - Start

Várias perguntas passeiam pela mente de Claudia. A principal é se eles devem ou não entregar o tablet. Há outras como: quem realmente está por trás disso? O que exatamente significa? Afinal, aquela história de que “tudo estaria perdido” e que tinha a ver com o bem de todos ela ainda não esqueceu. Pode ter sido conversa de um criminoso desesperado, como pensou a princípio, mas... Polícia será só um dos problemas no futuro. Isso foi uma ameaça ou uma previsão?

Herbert se animou com a conversa. Quer fazer parte disso tudo, acha que tem a ver com “Wikileaks” ou alguma ONG parecida. Claudia, como sempre, está mais cética.

Se há tanta gente assim procurando o tablet, então onde deixá-lo até resolver o que faz com ele? Claro, ela não pretende entregá-lo ainda. Aquela conversa no restaurante foi uma enrolação desnecessária. Quer mais explicações, não aquele ilusionismo com uma tabela de códigos.

Por isso ela pensou por um tempo onde deixaria o tablet. Deixar em casa seria mais seguro, mas seria o mais esperado também.

Andar com ele também não lhe pareceu uma boa ideia. Se encontrasse Caio novamente e ele estivesse disposto a lhe roubar? Achou graça ao lembrar que agora ela pratica Boxe e que Caio já deve ter mais de cinquenta anos, mas um revólver alteraria a balança contra ela.

A casa de Herbert seria outra opção, mas só quando ele voltar do trabalho.

Seu próprio trabalho, mais uma. Mas Caio sabe onde ela trabalha e isso tornaria a escola um ambiente de alto risco.

Talvez justamente por isso seja uma boa opção. Por parecer burrice, talvez seja um canto onde demorariam a procurar.

Por isso ela preferiu a escola mesmo e se aproxima da escola logo que um carro que estava parado à sua frente vira a esquina.

- Claudia? Falou com eles?

- Quem?

- Estavam procurando você. Fez alguma coisa errada?

- Não, por quê?

- Eram da polícia. Disseram que queriam fazer perguntas sobre um crime que você talvez tivesse presenciado. Tá envolvida com tráfico não, né?

- Eu? Claro que não!

- Dei o endereço a eles. Devem estar indo pra sua casa.

Perplexa, sem saber se brigava ou não com a atendente da secretaria, Clauda apenas fala antes de sair.

- Então vou lá ver o que querem.

“Eu sei o que querem. E o pior é que está comigo!”

Ela atravessa a rua e pega um mototáxi.

 

O lugar é estreito, com duas mesas e cadeiras. Na porta, escrito “Céu de Brigadeiro”. Atrás do balcão, uma mulher de cabelos pretos curtos e rosto arredondado sorri ao ver a chegada de sua irmã.

- Claudia! Como é que vai? Tudo bem com você?

- Tudo, quer dizer... Mais ou menos.

- O que houve?

- Estou encrencada e não sei o que fazer.

- Senta aí, vai. Quer alguma coisa?

- Aceito um suco.

- De quê?

- Qualquer coisa.

- Eu quero de manga. - Claudia se assusta com aquela voz masculina. Olha para trás e vê aquele rosto conhecido.

- Caio!? Como você me achou?

“Está me perseguindo!”

- Vi a senhorita passando de moto aqui perto. Parece assustada. Algum problema?

- Não se faça de besta! Você mandou seus homens atrás de mim!

- Hmmm... Aconteceu mais cedo do que eu previa. - Ele se senta. - Primeiro, não são meus homens. É a polícia, não é?

- E eles querem...?

- Sim, exato. Mas eles não tem certeza de que está com você. A não ser que você tenha agido de forma suspeita. Você pode fingir que não está com você e que não tem nada a ver com isso. Se eles acreditarem, vão te deixar em paz.

- E se não?

- Vão pensar que você faz parte da nossa organização. Aí vão encontrar o aparelho e vão levar você e ele. Farão tortura e outras coisas assim.

- Não se faz mais isso hoje!

- Você quer dizer “não se noticia mais isso hoje”...

13 mai 2013

Escalando

Submitted by bardo

Mas quanto que custa
U'a lança de justa
Sublime e robusta
Pro meu pelotão?

E quanto dinheiro
Me paga um arqueiro
De tiro certeiro
Perfeita visão?

E um grupo guerreiro
Exército inteiro
Armado e ligeiro
De espada e canhão?

Pois bem menos custa
A quem você assusta
Se uma causa injusta
For o seu brasão

-- Cárlisson Galdino

11 mai 2013

Cada parte da casa é um mundo...

Agenda Mundial #12 - A Reforma

Claudia e Herbert passam pelas cerâmicas, chegando ao restaurante que se esconde dentro da loja.

- Cadê ele?

- Não sei. Ele disse que estaria aqui.

- Já é uma e cinco.

- Eu sei... Bom, vamos nos sentar. Não sei quanto vai demorar essa reunião e a gente tem o que fazer ainda. Se ele não vier, paciência.

Os dois vão ao self-service e voltam para uma mesa, com os pratos feitos.

Logo que se sentam, veem um homem caminhar rápido por entre as prateleiras.

- É ele.

Caio os cumprimenta amigavelmente e vai fazer seu prato. Pouco depois, volta e se senta junto com os dois.

- Boa tarde. Desculpe-me pela demora. Quem é ele?

- Meu namorado.

- Entendo, e...

- É, ele está sabendo do...

- Tudo bem! Olha, quero que vocês vejam isso.

Ele estende para os dois um panfleto colorido, como se fossem propagandas de material de construção, mas há uma caixa de texto em fonte pequena no rodapé.

- O que é isso?

- Vejam! Leiam o panfleto todo. Achei interessante.

“Dicionário? Salvador: banheiro; Arapiraca: quarto; Brasília: jardim; Recife...”

- O que é isso?

Caio apenas gesticula para que continuemos a leitura.

- É, parece mesmo interessante, Claudia. - Herbert se anima. - Quer dizer que há risco de infiltração?

- Pois é... Falei com o pedreiro e ele disse que tem risco sim. Só no quarto que a infiltração não está aparecendo, mas a estrutura está toda comprometida.

- Hmmm...

- E é época de chuva. Na próxima chuva que tiver ele garantiu que já vão aparecer as manchas, se ninguém fizer nada.

- E o que a gente faz então?

- Ele disse que vocês tem que trocar o telhado.

“Trocar o telhado... Trocar o telhado... Entregar o aparelho!? Peraí!”

- Mas eu não vou trocar o telhado antes de saber qual o problema dele!

- Ora, senhorita... Talvez o telhado esteja gasto, ou talvez seja de um material arriscado de se ter em casa hoje em dia.

Claudia se aproxima de Caio e fala baixo:

- Não dá pra ser direto?

- A senhorita que preferiu um local público. - Caio responde, também falando baixo, logo voltando ao seu tom normal. - O pedreiro falou de um lugar que está com uma promoção ótima. Ele consegue tudo por mil reais.

Claudia balança a cabeça preocupada.

- Claudia, olha aqui! - Herbert fala baixo, apontando para o panfleto.

“Preço: x10. Gastar: receber. Parcelamento: multiplica.”

- Chega dessa palhaçada. O que você quer e o que é exatamente aquilo?

Caio aponta para a própria boca, mostrando que está mastigando e por isso não pode responder.

- Já que está tão preocupada com isso, por que não vamos lá na casa ver o telhado nós mesmos?

Claudia olha para Herbert preocupada.

- Temos compromisso agora.

- Entendo. Só quero que se lembre que a época de chuva está chegando e esse telhado é muito frágil. A casa vai inundar com qualquer chovisco. Por que não quer aproveitar a promoção? Estou aqui só pra resolver esse problema!

- Devíamos levar à polícia!

Caio toma um susto e a encara.

- Não vai ser preciso. Ela vai vir assim que chover e morrer alguém pelo desabamento.

Ele se aproxima dos dois.

- Olhe bem: o que você tem é perigoso e sem utilidade pra vocês. A nossa organização lutou muito para conseguí-lo. Ele atrai muita coisa indesejável. Polícia é apenas uma delas. Vocês definitivamente não estão seguros e assim como eu encontrei vocês aqui, eles estão na pista e vão chegar a qualquer momento.

Ele se endireita na cadeira e limpa a boca com um guardanapo.

- Vão querer sobremesa?

- Preciso de um tempo.

- Talvez vocês não tenham.

- Quero arriscar.

- Tudo bem. Amanhã a gente almoça aqui de novo e vocês me dizem se querem ou não trocar o telhado?

- Combinado.

9 mai 2013

PCManFM: Mudando o padrão

Submitted by bardo

O PCManFM é um gerenciador de arquivos muito bom, que eu já conhecia desde antigamente, quando voltei a usar WindowMaker por um tempo. Ele monta automaticamente dispositivos, é feito em Gtk, tem suporte a abas...

Pois bem, ele é o gerenciador de arquivos padrão do Trisquel Mini e, portanto, do CyanPack rodando em modo Live (a customização que tenho chamado de Toutatis Records).

Apesar de ser um excelente gerenciador de arquivos, tenho enfrentado um problema com ele: o modo default de exibição mostra o conteúdo das pastas em ícone e de forma desordenada. Toda vez tenho que mudar para modo lista e ordenar da forma que eu quero. Adicionalmente, não encontrei nenhuma opção na janela de preferências que definisse isso.

Felizmente, fuçando por aí, descobri que há sim como definir isso, basta editar (com muito cuidado) o arquivo de configuração, que fica em .config/pcmanfm/LXDE/pcmanfm.conf. Mais especificamente a sessão [ui] (não, isso não é uma interjeição, mas a sigla de User Interface).

Olhando o arquivo, encontrei:

[ui]
always_show_tabs=0
max_tab_chars=32
win_width=784
win_height=588
splitter_pos=233
side_pane_mode=1
view_mode=0
show_hidden=0
sort_type=0
sort_by=0

Muito bonito, muito legal! É só mudar view_mode, sort_type e sort_by. ...mas pra que valores?

Então aqui está uma tabela do que significam os números nessas opções! E de quebra, ainda o significado disso para o painel!

Númeroview_modesort_type ou sort_by?sort_byside_pane_mode
0Visão em íconesOrdenar por nome Locais (Marcadores)
1Visão em listaOrdenar por tamanho Árvore de diretórios
2Visão compactaOrdenar por data de modificação  
3 Ordenar por tipo  
4 Ordenar por permissões  
5 Ordenar por dono  

Agora sim, você pode deixar o PCManFM do jeito que você quiser! :-)

6 mai 2013

Paranormal

Submitted by bardo

A toda noite sinto tua presença
Sei que está longe, mas isso não cala
A sua voz, que ouço quando pensa
O seu sussurro, sempre quando fala

É só fechar os olhos e uma imensa
Paz zen me vem pelas flores que exala
Que vence o espaço-tempo e nada a vença
Nem capital, blackout, pane ou bala

Me infectaste com um só olhar
O vírus grego, o vírus menino
E nada há que eu possa, pra escapar

Mas me rejeita seu beijo divino
Dá razão de viver, vida não dá
Como entender tão estranho destino?

-- Cárlisson Galdino

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