Autossabotagem

Hoje estou feliz
Os ventos do destino
Resolveram desmanchar
Meus planos... de autossabotagem!

Andando pelas ruas
Fazendo o que não se faz
Correndo entre os carros
Tendo idéias banais

As pernas levam onde querem ir
E não importa o caminho!

Às vezes basta uma vez
E tudo em volta se desfaz
Pra despencar no abismo basta um passo

Esqueci a senha
Nem lembro quanto tempo faz
Quem está no controle?
Já não importa mais

As pernas levam onde querem ir
E não importa o caminho!

Às vezes basta uma vez
E tudo fica para trás
Às vezes pra ruína basta um fracasso!


O sonho assusta menos que a realidade

Special: 

UFAL + Presídio

Semana passada aconteceu um incidente na UFAL.Mais uma fuga de presidiários e mais uma vez tiros são disparados em direção aos prédios do Campus Arapiraca, durante o dia e em momento de aulas.

O resultado é esperado: caos. Correria, gente se machucando. Felizmente ninguém da comunidade acadêmica se machucou com os tiros, mas se machucaram com o caos gerado. Sem contar que os fugitivos sequestraram a besta que traz os professores que moram em Maceió. A besta e o motorista.

Para quem não sabe como são as coisas por aqui, um resumo: o campus oferece hoje em Arapiraca 14 cursos, 3 dos quais são noturnos. Inaugurada em 2006, desde aquela época, temos um bloco extra. O presídio fica dentro do terreno que foi cedido para construção da UFAL (há quem diga que o terreno já estava destinado à UFAL antes mesmo de o presídio chegar). Dentro mesmo. Dos quatro lados do prédio que é o presídio, 3 fazem fronteira com o terreno da UFAL.

Havia uma promessa de que os presos seriam transferidos para Maceió. Devido a essa promessa, colocaram o carro na frente dos bois e transferiram parte dos funcionários antes de assegurarem que a reforma necessária para viabilizar a transferência dos presos estivesse concluída. Resultado? A situação só piorou. Não há previsão para a reforma de lá e há menos funcionários hoje do que havia antes.

Devido a toda essa problemática, o Campus Arapiraca da UFAL está paralisado, cobrando que sejam tomadas ações de fato para solucionar o problema da segurança em nosso ambiente de trabalho (e estudo).

O Governo do Estado (que parece ser o maior causador de todo esse problema) pede à Prefeitura um terreno para a construção do presídio. O prefeito diz que não tem um terreno que atenda às especificações necessárias para um presídio e que o Estado tem com o Município uma dívida de mais de 1 milhão de reais e que, se a dívida for paga, todo esse valor será empregado na aquisição de um terreno para esse fim.

Enquanto uma solução não aparece, a Direção do Campus não se responsabiliza por uma volta às atividades antes que uma solução seja iniciada (e não apenas prometida. Não é a primeira vez que acontece uma fuga e que acontecem tiros e promessas já recebemos muitas); o Conselho da UFAL em Maceió votou em apoio à paralização e estão sendo feitas cobranças.

Enquanto isso, alunos ficam sem aula (mas estão ativamente envolvidos nessa causa)...

Special: 

Segunda Era de Larkoddan

Suno e Luna viviam sós em Larkoddan, quando chegaram Fairprincina e Glacistelo, deuses de mundos distantes, deuses cujas matérias se encontravam também muito distantes, que lhes fizeram amizade e companhia por uns tempos.

Nesses tempos, Suno e Luna tiveram dois filhos: Mara e Aero, que se materializavam no mar e nos ares.

O casal visitante teve seus filhos também: Roko, deus das rochas, pedras, montanhas e terra; e Kurana, deusa da vida.

Logo eles cresceram e se conheceram. Roko e Mara se uniram e deles nasceu Mákya, deusa da magia.

Kurana e Aero também se uniram e nesse momento nasceram as linhas da vida, uma malha invisível que envolve todo o planeta. Futuramente, sua sobrinha Mákya preencheu essas linhas com uma energia especial. Hoe essas linhas são chamadas simplesmente como "A Malha". Kurana e Aero também tiveram filhos: Kreskaya, deusa da Natureza, e Bestial, deus dos animais.

No final do que hoje é conhecido como Segunda Era de Larkoddan, Fairprincina e Glacistelo partiram de volta às suas próprias terras. Deixaram, porém, seus filhos, que nasceram em Larkoddan e já faziam parte da família de Suno e Luna.

Só depois da partida de Glacistelo e Fairprincina é que Larkoddan se encheu de vida, graças a seus netos. E as terras se cobriram de vegetação, e animais, insetos, aves e peixes preencheram a superfície, os céus e os mares, de acordo com a natureza de cada um deles.

Assim como a Primeira Era, a Segunda Era é tratada pelos mortais apenas como referência, já que não havia ainda vida inteligente naqueles tempos. Mesmo a vida animal e vegetal só veio existir na transição entre esta e a próxima era. De qualquer forma, os amigos dos deuses contam que naqueles tempos o ano era dividido em onze meses, sendo quatro meses maiores e sete meses menores. Os meses maiores eram Sunar, Lunar, Glacir e Fair, tendo 42 dias cada; enquanto os sete menores Maran, Rokon, Aeron, Kuran, Makyan, Kreskan e Tialan. Enquanto os meses maiores duravam 42 dias, os menores duravam 28.

Special: 

O Porco Filósofo

O Porco Filósofo

O Porco Filósofo - 100 Experiências de pensamento para a vida cotidiana. Escrito por Julian Baggini, este livro reune 100 desafios mentais, desafios que não pedem uma resposta, pedem apenas que pensemos a respeito. No espírito filosófico, procuram fazer o leitor passar a questionar certas coisas e, especialmente o leitor leigo no âmbito filosófico, a expandir um pouco seus horizontes.

Quando a Filosofia era um caminho mais próximo dos problemas reais do mundo, mais próxima das pessoas, as coisas eram bem diferentes. Aparentemente, a Filosofia sofre do mesmo academicismo que outras ciências, tentando separar seus estudiosos da vida mundana, especialmente ao discutir sobre a linguagem e sobre si própria.

Talvez seja mesmo necessário que a Filosofia siga esse caminho, mas o que se perde é o contato com a sociedade, com a realidade.

O Porco Filósofo é um livro muito leve e divertido de ser lido. Como é dito logo nas primeiras páginas, experiências de pensamento são criações mentais de determinadas situações, elimnando elementos cotidianos para focarmos apenas certos aspectos (o objeto de análise), por vezes levando-se situações a extremos para que possamos pensar melhor a seu respeito.

O livro traz cem dessas experiências de pensamento, algumas inspiradas em autores clássicos, outras totalmente novas (ou quase isso), algumas até inspiradas em obras de ficção científica. É este o caso da experiência inspirada no boi que aparece no Restaurante do Fim do Universo, de Douglas Adams, um novilho que sabia que ia ser devorado e não tinha qualquer queixa a esse respeito, pelo contrário, gostaria de sê-lo. Esta situação, em especial, inspirou a experiência de pensamento do porco que quer ser comido, que deu, inclusive, nome ao livro.

Vale realmente a pena ser lido. Foi-me indicado por um amigo professor de Filosofia (Stanley) e devo dizer que realmente vale a pena! Conheçam-no!

Special: 

O Fim da Gente

Se os sonhos blindam a alma humanaLágrima Lunar
Que eles existam e não caiam ao chão
Que a Lua seja um abrigo seguro
Contra esse mundo de desconfiança

Somente assim haverá esperança
De construirmos um melhor futuro
Uma esperança de libertação
Contra a força capital soberana

A vida é hoje insana e lá no fundo
Todos temos a triste sensação
Que o fim da gente é a verdade crua

Somente quem pode ir da Terra à Lua
Contra qualquer cético de plantão
Tem força e gana pra mundar o mundo

-- Cárlisson Galdino

Special: 

Escarlate III #14 - Ajuda dos Pescadores

Escarlate III #14 - Ajuda dos Pescadores

Na praia ao norte de Beufu, dois sujeitos caminham mais uma vez à procura de uma embarcação que os leve de volta para casa (e sua casa é móvel).

Os dois param e apreciam a vista: vários barcos encostados, alguns ainda chegando. É final de tarde e eles estão entrando na vila dos pescadores de Beufu. De novo.

Breig e Uglu se olham e então partem para continuar a pesquisa.

- Boa noite, senhor!

- Boa noite.

- Sabe dizer onde conseguimos transporte para ir a Wimow?

- Não.

O homem de chapéu se volta para o barco que puxava para a terra com ajuda de dois rapazes, provavelmente filhos ou parentes de outro grau. Uglu e Breig os deixam e seguem adiante.

- Breig... Estou começando a achar que foi uma péssima ideia essa de a gente sair daqui de barco.

- Parece, né?

- Um barco pequeno não resolve e barcos grandes não tem mais, já deu pra perceber. Não seria melhor a gente sair a cavalo mesmo?

- Talvez.

- Lembro que o Tzarend queria vir pra cá por navio porque as fronteiras estavam sendo vigiadas pelo exército, não é? Agora que a guerra acabou...

- Agora que você tocou no assunto... Não sabemos como estão as fronteiras. Quando saímos de Beniw, foi por percebermos que a guerra não tinha exatamente acabado. No máximo, estão criando outra.

- Mas é muito recente. As fronteiras devem estar tranquilas ainda.

- Talvez, mas sabe quantos dias de viagem levaríamos pra chegar na fronteira, mesmo a cavalo?

- É verdade.

- Já que estamos aqui, vamos continuar tentando. Se não der jeito, a gente muda a estratégia.

- Quando?

- Quando a gente se encher dessa gente. Em uns três dias, acredito eu.

- Tudo bem, vamos lá.

- Por aqui. - Breig chama Uglu para uma cabana, na qual notou alguma movimentação. - Olá? Tem alguém aqui?

- Olá. - Uma mulher responde, de dentro da cabana, e vem até a porta recebê-los. - O que querem?

- Boa noite. Somos estrangeiros e estamos procurando uma forma de voltar para casa. A senhora conhece algum barco ou navio que vá para Wimow?

- Não. - Ela responde secamente e volta para dentro da cabana cuidar de seus afazeres.

Breig e Uglu se afastam de lá, seguindo pela praia.

- Estou começando a suspeitar que esse povo tem algum ressentimento com quem é de Wimow... - Uglu comenta.

- Será?

- Sei lá... Talvez tenha a ver com a guerra, com a intervenção do povo de lá. Não sei. Estranho.

- Vamos ali! - Breig fala e acelera o passo, sendo seguido por Uglu.

O que vira foram cinco pescadores conversando e sorrindo encostados em seus barcos. O que Breig pensou, obviamente, foi que seria ao menos mais agradável procurar informações entre pessoas que estão de bom humor (coisa rara hoje em dia).

- Olá, senhores! Boa noite!

- Boa. - Eles ainda mantêm o sorriso, mas adquirem uma expressão desconfiada.

- Desculpe incomodá-los. Nós não somos daqui e estamos procurando um barco para ir pra Wimow.

- Bora! - Um rapaz que estava sentado se levanta, indo em direção ao mar, sob gargalhadas gerais. Após poucos passos ele volta.

- Que é isso, hein?! Vou mostrar a vocês o que é engraçado! - Uglu já ia se aproximando, mas é interrompido por Breig.

- Perdão, mas é sério. Sei que um barco desses não é adequado para uma viagem até Wimow, mas vocês são do mar, ora, devem conhecem barcos maiores da redondeza, sejam de pesca ou não. Foi somente isso que nós pensamos ao procurá-los.

- E vocês vem com esse desrespeito! - Uglu cospe no chão, de lado.

- Tá, tá, desculpe então ter tomado tempo de vocês.

- Espere. - Um dos cinco, de bigode cheio, se desencosta do barco onde estava. - Ebyublar, não tinha um navio de Wimow que estava vindo de Kreuk mais cedo?

- Sim, é verdade. Deve estar ainda lá. - Um homem de chapéu sem camisa responde.

- Isso! É exatamente disso que nós precisamos.

- Que bom. Deve estar ainda lá, estava navegando longe da costa. - O mesmo bigodudo complementa. Agora é só vocês chegarem lá.

- Vocês não poderiam nos levar?

- O que ganhamos?

- Hmmm... Podem ficar com nossos cavalos, mesmo porque não vamos precisar deles.

- Cavalos, cavalos... - o de bigode pensa um instante. - Bora. Pega os animais que eu levo vocês.

 

Finalmente os dois conseguem um barco. Um barco menor que os leve a um adequado. No meio do caminho, uma percepção os perturba.

- O que é aquilo? São pedras? - O pescador aponta para longe.

Breig e Uglu observam atentamente e se olham preocupados.

- Volte! Mudamos de ideia.

“É a frota de Noak...”

Por trás do manto de matas

Eu sou Kleber Inácio, um ecólogo que foi recentemente indicado para entrar na Floresta Amazônica para examinar espécimes. Eu aceitei. Éramos um grupo de cinco: eu, dois outros especialistas em ecologia, um fiscal e um guia. Partimos numa terça-feira, após o café-da-manhã. Entramos na floresta analisando seres e, à tarde, nos encontramos com uma tribo indígena amiga que nos convidou para passar a noite. Até esse ponto tudo correu bem, mas a tranqüilidade não durou muito...

Eram nove horas quando todos fomos dormir. Entramos, os cinco, em uma oca e nos deitamos. Isso foi logo após os rituais pós-rango. Como nunca tivesse dormido no meio de uma floresta - e talvez o chão frio, os barulhos e as lendas hoje contadas tenham ajudado um pouco -, não consegui dormir. Às dez horas, como tinha insônia, resolvi sair e olhar um pouco a floresta. No início achei interessante. Havia corujas e outros seres noturnos ativos. E foi assim até as onze e vinte e três, quando vi uma luz forte vindo do meio da floresta. Imediatamente, pensei em acordar a equipe para ir até lá, mas ao vê-los dormindo tão tranqüilamente achei que seria melhor ir sozinho. Peguei minhas armas (câmera fotográfica, bloco de anotações, caneta esferográfica e um punhal) e parti.

Depois de alguns minutos, penetrando na floresta em direção ao lugar onde a luz surgiu, parei um pouco. Não ouvia nem via nada de estranho. Estaria enlouquecendo? Resolvi continuar seguindo em frente. Minutos depois parei novamente. Já devia ter chegado ao lugar. Haveria eu tomado a trilha errada? Fiquei lá esperando algum movimento, algum novo raio de luz, mas nada aconteceu. Quando pensei em partir e comecei a me virar, ouvi um barulho nos arbustos. De repente, vi a coisa mais estranha e bizarra que já vira até hoje. Um cogumelo de dois metros de altura, aproximadamente, sai do arbusto voando de cabeça e cai no chão deslizando até bater em uma árvore. Foi aí que percebi algo inacreditável: ele tinha braços e pernas. Malfeitos sim, mas ele os tinha. Tinha também olhos e boca. Estava imóvel, ainda no chão, talvez devido à pancada. Senti uma necessidade de me aproximar dele. Dei alguns passos em sua direção quando percebi um barulho vindo do lugar de onde viera essa bizarrice. Resolvi ver do que se tratava. Aproximei-me lentamente do arbusto e o abri com as mãos, de modo que pudesse ver o que havia atrás.

Nada! Não havia nada de estranho. Mas o barulho persistia. Barulho de pancadas. Resolvi seguir em sua direção. A cada passo meu sangue fervia mais. O barulho se tornava mais e mais alto, até um ponto em que eu tive a certeza de que estava diante da última barreira: o último arbusto. Receei por alguns segundos, mas finalmente tomei coragem e abri um pequeno buraco com as mãos. O que vi foi ainda mais extraordinário do que o ser que havia visto pouco tempo atrás. Havia um ser parecido com jacaré, com cerca de quatro metros e meio de altura, lutando contra outro ser igual ao que estava imóvel lá atrás, duas aves humanóides e um humanóide de aparência bestial, castanho escuro, com espinhos dos pés à cabeça. Eles estavam a uns quinze metros de mim, mas mesmo assim fui visto. Eu só havia colocado a cabeça do outro lado quando o ser espinhoso gritou e apontou para mim. Poucos segundos depois senti um espinho furando minhas costas. Senti-me fraco e só vi, antes de cair, um homem pequeno, amarelo e preto, com asas finas e transparentes, voando perto de mim. Pareceu-me uma abelha bípede e com feições humanas.

Quando me acordei já era dia. Eu estava com a tribo e a minha equipe, naquela mesma oca. Estava deitado e tinha um pano molhado na cabeça: tinha febre e só me recuperei totalmente perto da hora do almoço. Disseram-me que um membro da tribo havia me encontrado na floresta com febre alta. Prometi agradecer-lhe mais tarde pelo resgate, mas depois do almoço não consegui pensar em outra coisa que não fosse o que havia visto ontem. Teria sido real? Pouco provável. Se me encontraram com febre alta, certamente o que vira não passara de efeitos alucinógenos. Quando estava convencido de que tudo fôra obra da febre lembrei de procurar meu salvador. Saí a sua procura, mas não o encontrava. Até que alguém disse que ele havia ido à floresta há muito pouco tempo. Pensei rápido e optei por segui-lo. Corri pela floresta na direção que me havia sido indicada e o vi de longe. Era ele mesmo. Bom, pelo menos foi por algum tempo pois, enquanto andava, metamorfoseou-se em um ser como o que vira ontem, cheio de espinhos. E mais: a meus olhos parecia ser o mesmo. Não restavam dúvidas. Tudo o que vira à noite foi real... Mas como não queria passar minhas férias num hospício, o jeito foi voltar e dizer que não vira nada...

Revista Nintendo Blast #30

Revista Nintendo Blast #30

Saiu a edição 30 da Revista Nintendo Blast. Nesta edição o tema principal é o Metal Gear Solid 3D - Snake Eater. Assim, há alguns artigos tratando do jogo, de uma franquia que estava afastada da Nintendo e agora volta.

Além do Snake Eater, sobra espaço para falar do Mario Party 9, Tekken 3D Prime Edition e da História da Konami, dentre outras coisas. Confira lá!

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