Sombrio, de Adler Nobre

Sombrio, de Adler Nobre

Soube do livro Sombrio através do blog E-books Grátis e seu projeto Novos Escritores, que inclusive apresentou meu livro Jasmim.

Augusto Walker é um garoto que tem sua vida apinhada de segredos escondidos por todos os cantos possíveis, porém, ele vê seu mundo transformar-se completamente quando alguns destes segredos começam a ser desvendados. A busca pelo o que é Augusto inicia-se quando ele descobre que sua mãe fora um anjo antes de ser assassinada por um espírito sanguinário e cruel chamado Huire, que misteriosamente está ligado a Augusto, mesmo que os dois estejam destinados a um encontro possivelmente letal, já que o espírito busca o garoto para a morte. Uma aventura repleta de demônios, exorcistas, anjos e até mesmo doces bruxas está escrita nas páginas de Sombrio.

A mistura de elementos a princípio parece um tanto infantil: bruxas, demônios, anjos e exorcistas. Eles fazem sentido dentro do universo do autor, apesar de existirem lacunas que nem os personagens do livro que são mais conhecedores podem esclarecer. Apesar de essa mistura me parecer um tanto estranha (especialmente "exorcistas X bruxas"), a história segue um caminho fluido que facilmente prende o leitor.

De qualquer forma, recomendo a leitura do livro como um entretenimento bacana e recomendo que fiquem de olho no autor, que acredito que nos trará grandes obras no futuro. De cara, Sombrio já nos aponta uma continuação.

Escrito por Adler Nobre, Sombrio está disponível para download gratuito e está à venda na Bookess.

Special: 

Astro Ilusionista

A noite e seu manto que cobrem o chãoLágrima Lunar
Revelam estrelas e ninguém entende
A noite e seu brilho e por isso temem
Sem ver que é a noite que traz a razão

O Sol pinta o dia e corrompe a visão
Aquece e consola, mas qual o sentido?
A noite é escura e fria: é preciso
O azul do dia é uma ilusão

Todos amam Sol e temem o escuro
O escuro é a origem, que dizem, do mal
O calor do dia nos salva do apuro

Mas veja: espaço é vazio, o normal,
Que fica escondido por um azul muro
Qual dos astros é mais honesto afinal?

-- Cárlisson Galdino

Special: 

Escarlate III #18 - Em Rhidewar

Escarlate III #18 - Em Rhidewar

Uma cidade abandonada, uma cidade fantasma. Era uma cidade relativamente grande, ao que se nota. A maioria das casas que ainda estão de pé estão sem o telhado ou parte dele. Eve os conduz até um casarão, onde eles entram com seus cavalos. Lá fora, ruídos de criaturas da noite.

- Então... - Zand deixa escapar, mas não continua, quando estão todos reunidos em um quarto com areia e sem móveis.

- Então a grande Eve teve a chance de acabar com tudo e deixou passar! Tudo o que fez foi um corte no braço daquele mago, não foi?

Eve respira fundo e encara Zand.

- Lembra quando chegávamos a Noak? Lembra que a frota de Noak se afastava do continente?

- Lembro sim.

- Parece que todos por aqui esqueceram, mas no meu tempo havia uma lenda que falava de outros reinos além do mar. A lenda dizia que, por castigo, os deuses separaram esses reinos por água e bloqueios mágicos. Pois bem, descobriram um novo continente ao Sul do nosso. Pelo que entendi, o contato foi através de magia há alguns anos e eles se denominam Klavorini e nos chamam de Klavorini Norte.

- E como são esses povos? - Epowi pergunta, curioso.

- São um povo rude, pelo que pude entender. Eles não conheciam a Magia, mas talvez justamente por isso desenvolveram armas de guerra pesadas.

- Eles adoram algum deus?

- Eu não sei, sacerdote. Não sei. O que sei é que os Raxx fizeram uma aliança com eles.

- Que aliança?

- Os Raxx? Estão mortos! - Zand protesta.

- Nem todos. - Eve retruca. - Halkond tinha um irmão, que foi justamente aquele que iniciou essa aliança.

- Um irmão!?

- Kokond, general do mar de Noak. Ele levou a frota lá para ajudá-los em uma guerra interna, especialmente com magia. Em troca, a turma lá do sul mandaria armamento e alguns soldados para a guerra dele.

- Que seria? - Viex pergunta preocupado.

- A turma lá do sul está concluindo um golpe no poder atuante e pretende criar o Reino Unificado de Jex. Eles querem unificar os reinos daqui também, criando o Reino Unificado de Raxx.

- Caramba...

- Os planos eram chegar esta semana aqui, mas Azkelph veio antes dos outros para ir preparando tudo. Depois de ver que o poder foi desfeito em Beniw, ele conseguiu resposta do clã Dessurdi, que era a aliança que faltava aqui no norte, e começou a retomar tudo.

- Espere um pouco. Nesta semana!?

- Sim, eles já devem ter chegado.

Os outros param pensativos. Não há muito o que dizerem a respeito de tais revelações. É tudo muito maior do que qualquer um deles tivesse pensado.

- Isso é... Terrível! - Viex fala por fim. - Seria loucura, não fossem essas alianças novas. Agora, tudo está no plano do realizável! Temos que pedir ajuda.

- Sim. - Eve responde, tranquila – É o que precisamos fazer. Estamos no meio de uma guerra de proporções colossais e isso está muito além de nós. Por isso mesmo devemos marcar uma reunião para daqui a duas semanas, uma reunião entre as autoridades máximas de Klavorini Norte.

- Haha! Já adotou mesmo o nome que eles nos deram, né? - É Krid quem se diverte um pouco, tentando quebrar o clima de tensão.

- Por isso – Eve continua, o ignorando – amanhã pela manhã devemos nos dividir. Minha sugestão é que Zand procure o rei de Wimow em Ey Vudeon, já que o conhece; Viex procure o rei de Surdi em Phyuge; enquanto eu irei a Cyad Woe em busca do rei de Wiogee.

- E como será essa reunião? - Viex questiona – Onde...

- Ofy. É uma cidade de Surdi que fica no estreito entre Wimow e Wiogee, equidistante dos dois. Creio que seja a melhor cidade para isso.

- Mas não contatamos ainda ninguém de lá? - Viex protesta. - Onde exatamente será?

- Esta questão é urgente, bardo. Não precisamos complicar. A reunião será na casa do gestor da cidade, do conde. Mesmo que ele seja pego de surpresa, não haverá problemas se você tiver cumprido sua parte de trazer o rei de Surdi a essa reunião.

- E nós? - Krid pergunta.

- Vocês... Não sei, só os conheci hoje. Façam o que acharem melhor. Por ora, devemos todos descansar para partirmos amanhã cedo. - Ela se vira então para Zand. - Zand? Precisamos conversar.

- Tudo bem.

- E quanto a vocês, descansem.

Ela sai puxando Zand para um quarto ao lado, enquanto os outros da sala se olham sorrindo em silêncio.

Mal entram no outro quarto, destruído e cheio de poeira, de móveis se desfazendo ao mínimo toque, os dois se dão um abraço demorado.

Vida Errada

Era fim de tarde e eu queria a morte. Olhava aquelas pessoas hipócritas e passava mal. Até aquela galera que se encontrava sempre na pracinha não passava de um bando de falsos. Emos falando de sofrimento só pra ver se conseguiam sair com alguém. Amigos do peito que só sabem falar mal pelas costas. Um bando de santinhos que longe dos olhos de todos fazem tudo errado...

- Cê tá legal?

- Tou.

Essa vadia vem me perguntar se estou legal... Até parece... É a mais falsa de todos. Quero morrer hoje se ela não deu pra todo mundo da turma já. Pensando bem, quero morrer hoje independente disso...

Ninguém tá nem aí pra nada mesmo... Se o professor de Literatura dá em cima dos meninos, se a Jose foi estuprada pelos colegas da classe na última festa e começou a usar drogas pra fugir, ninguém tá nem aí pra nada mesmo...

Pior que eu tou ficando igual. Não queria ter dito "Tô" praquela outra. Queria ter mandado ela se foder. Essa vida é uma merda mesmo. Ninguém aqui sabe o que quer da vida e acham que vão viver essa vidinha pra sempre.

A ponte... Já estou aqui, é? Nem notei que tinha saído de lá. Já que tou aqui, vou pular logo. Dizem que à tardinha é quando passam os anjos. Vai que eles me levam. Também, se não levarem que se fodam.

- Ei! Vera!

Água... Antes de cair alguém gritou o meu nome. Merda! Vão me tirar daqui. Posso nem morrer em paz? Eu só queria a morte. Por que ela não me quer?

UFAL + Presídio #2

Se houvesse um Monopoly Arapiraca, com o vermelho sendo as instituições de ensino, a UFAL não ficaria só pertinho do presídio, mas com o presídio dentro.

Como já disse em outro post, a UFAL está paralisada em Arapiraca devido ao sério problema de segurança enfrentado há anos e que só se agrava.

Na última quarta-feira a fuga que levou a uma "basta" por parte da comunidade acadêmica fez aniversário de um mês. O que temos? Muitos obstáculos já foram superados e novos obstáculos apareceram.

O problema das fugas do presídio (que estranhamente fica dentro do terreno da UFAL) é recorrente, assim como as promessas governamentais de ao menos amenizar o problema. Em 2011 o Governador prometeu a construção de um muro que supostamente melhoraria a segurança. No final do ano, nada feito ainda, prometeu que o recurso que seria destinado ao muro seria realocado para a reforma de celas em Maceió que estavam sem uso, para que os reeducandos fossem transferidos provisoriamente para Maceió.

Pois bem, uma das notícias que temos é de que as 100 celas (que receberiam provisoriamente nossos cerca de 200 detentos) já estão reformadas, mas estão sendo ocupadas. Alega-se que houve aumento de 400 detentos na capital nos últimos meses. O prazo que o Governador deu em dezembro foi de 90 dias, o que já venceu faz tempo. E aí? Como fica?

Agora vamos ao novo presídio. Depois de receber uma cobrança da Prefeitura de Arapiraca em resposta ao seu pedido de terreno para a construção do presídio ("não temos terreno adequado. Vocês nos devem X milhões. O que podemos fazer é autorizar que esse recurso que vocês nos devem seja usado para a compra do terreno"), tem-se dito que a prefeitura de Craíbas, que fica perto de Arapiraca, cedeu o terreno. Ok!

Em reunião em Brasília para tratar do assunto, nosso Diretor Geral foi informado de que há uma verba de R$ 14,5 milhões pronta para a construção do novo presídio. Segudo disseram, basta o Governo Estadual apresentar que tem o terreno com o destino e o projeto de construção, que a verba estará à disposição no dia seguinte. Ok 2.

Assim temos duas pendências: a situação provisória, que é a transferência dos detentos para a capital esbarrou em um juiz de lá, que alega que a capital não pode receber esses presos. A construção do presídio (que leva 2 meses se for em pré-moldado ou de 8 a 12 se for uma construção convencional - há projetos do Governo Federal já prontos para as duas modalidades, à disposição do Estado; e que pode ser pedida em licitação emergencial) espera não se sabe o quê.

Enquanto o Governo não toma atitude (duas apenas: cumprir com a promessa da remoção e iniciar logo os trâmites para a construção do novo presídio), a UFAL continua parada por tempo indeterminado; estudantes estão sem aula e em breve correrão riscos de perderem o semestre.

Enquanto isso vamos às ruas, e para esta sexta-feira 4 está programado um seminário sobre a Universidade e o Sistema Prisional. O seminário ocorrerá a partir das 8 horas na Casa da Cultura, tomará toda a manhã e está aberto à toda a sociedade.

Para acompanhar melhor as ações de mobilização, sigam o blog UFAL Segura.

Special: 

Revista Nintendo Blast #31

Revista Nintendo Blast #31

Depois de duas décadas sumido, Pit vola em mais um jogo de sucesso do universo Nintendo. É Kid Icarus Uprising que chega recentemente para 3DS e ganha a matéria de capa desta edição da Revista Nintendo Blast.

Além de Kid Icarus, aparecem na edição análises de The Last Story (Wii) e Sonic Generations (3DS), além de um curioso passo-a-passo de como conseguir encontrar e capturar o Mew nos jogos da primeira geração de Pokémon (Red/Blue/Yellow).

Confiram lá a Nintendo Blast!

Special: 

Blogópolis #1

Com o provável fim do CyanZine (mas o CyanPack continua), falta um lugar para divulgar artigos que eu veja em minha vizinhança digital e ache interessantes. É assim que nasce esta coluna semanal Blogópolis.

Como minhas áreas de interesse abrangem muitas categorias - e este blog está ligado diretamente à minha criação e às minhas áreas de interesse -, espere por assuntos diversos aqui. De tecnologia a leitura., de videogames a Software Livre, de política internacional a novidades de Arapiraca. Mas a diversidade não será algo necessariamente ruim. Primeiro porque aqui vou publicando os links que mais achei interessantes na semana. Se não aparecer nenhum, ok, nenhum link virá.

Esta sessão será sempre dividida da seguinte forma: uma imagem (tá, não vou prometer. Talvez não tenha tempo sempre pra arrumar uma); um texto de opinião (sobre algum assunto especial tratado no decorrer da semana ou sei lá); meus microposts mais relevantes da semana no identi.ca; tirinhas e links de Blogópolis.

Se tiver alguma opinião sobre a ideia, falaí ô!

  • RT @Luzdeluma @carlisson Oi, Bardo!! Obrigada pela participação no BookCrossing Blogueiro. Veja a lista dos particip. http://t.co/XT54l9tC
  • Ruralistas vencem votação sobre Código Florestal. Como votou cada deputado goo.gl/UcLrF (voto 'não' = voto ruralista) via @DrRosinha

Mentirinhas #265
Mentirinhas #265 - Mentirinhas

Atrasado pro trabalho - Talco e Show
2.0 - Vida de Programador

Foto original do post: Habitat Neighborhood de colincookman

As Bases de um Poeta Completo

Camões falava de Saber, Engenho e Arte em suas poesias. Considero, ao menos em minha interpretação, estas como as três características fundamentais para um poeta completo. Aqui, falo um pouco de cada uma delas na forma como vejo (não há garantia de que seja a forma como Camões pensava, embora ache até possível que de repente tenha sido).

Saber

Um poeta tem que ter o conhecimento do que vai falar. Para poesias filosóficas, conhecer filosofia; para narrar casos acontecidos, traçar bem o que houve. Enfim, tem que ter o tema. Um poeta de muito saber tem jogo de cintura e conhece vários temas. Se for um repentista, tem uma boa desenvoltura temática.

Engenho

Um poeta que não tem noção de ritmo e métrica não é um poeta completo. Essa é a parte que pode "obscurecer" o que o poeta quer dizer, mas é o caminho mais longo o que nos fortalece.

É difícil eu me afeiçoar com poesias modernas, que são poesias para serem declamadas teatralmente e não seguindo um ritmo.

Todas as regras são convenções e podem ser quebradas, mas quem planeja quebrar regras tem que saber o que está fazendo. Regras devem ser seguidas à risca enquanto não as entendemos. Só quando dominamos as regras é que podemos quebrá-las, se quisermos. Nesse ponto, teremos plena ciência de que estamos quebrando onde queremos um efeito diferente do convencional e, para quem também conhecer as regras, isso ficará muito claro.

Um exemplo mais claro dessa postura de conhecimento é a famosa licença poética, que dá liberdade ao poeta para burlar as regras do Português. Erros vindos do desconhecimento nunca foram nem serão licença poética, ela existe para mudanças conscientes nas regras do Português, mudanças que vêm para atender algum interesse do poeta.

Aplique-se o mesmo a métrica, rima, ritmo...

Arte

Esse é o fundamental de um poeta. Isso porque o Saber pode ser adquirido com leitura e o Engenho desenvolvido com o estudo e a prática. Se você tem Saber e Engenho, mas não Arte, produzirá poesias perfeitas estruturalmente, bem organizadas, mas sem vida, incapazes de despertar emoções no leitor.

Por outro lado, é até comum algumas pessoas que têm Arte, mas não Engenho ou Saber. Muitos desses nem tentam fazer poesias, limitando-se a escrever textos muito bem escritos e de agradabilíssima leitura.

Poetas Perfeitos

Um bom caminho para poetas perfeitos é dos violeiros, que desenvolvem a desenvoltura no Saber e aprimoram de maneira sublime o Engenho, quando atentos a ele (pois às vezes forçam métrica esticando sílabas cá e atropelando sílabas acolá). Se o cabra tiver Arte, não há quem segure.

Se quiser aprender mais sobre o Engenho, pesquise os estilos populares. São dos mais ricos e complexos que encontrei.

Para finalizar, uma estrofe de um galope à beira-mar, de Dimas Batista, que demonstra bem a superioridade do violeiro e repentista diante de muitos ditos poetas por aí...

"Eu acho engraçado um poeta de praça
Que passa dois meses fazendo um quarteto
Com um ano de luta, é que finda um soneto
Depois que termina, ainda sem graça
Com tinta e papel, o esboço ele traça
Contando nos dedos pra metrificar
Que noites de sono ele perde a pensar
A fim de mostrar tão minguado produto
Pois desses, eu faço, dois, três, num minuto
Cantando galope na beira do mar."

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