29 fev 2012

Há algumas décadas era fundamental para qualquer sujeito cursar datilografia. O tempo foi passando e a datilografia foi sendo substituída pouco a pouco pelos cursos de digitação. O princípio prevalecia: o usuário praticava para ter familiaridade com o teclado, tornando-se capaz de atingir alto desempenho com um teclado alfabético na frente.

O tempo foi passando mais um pouco e os cursos de informática foram ofuscando os de digitação. Hoje não se faz mais cursos de digitação. Resultado é que é comum leigos se admirarem quando veem alguém da outra geração digitando mais do que três caracteres por segundo ou digitando sem olhar para o monitor. Foi uma das perícias que se perderam com a evolução.

Mas se você perdeu o bonde e não teve oportunidade de fazer um curso de digitação, não tem problema! Existem softwares que viabilizam um curso autodidata de digitação. Um deles é o Klavaro.

Você pode obter o Klavaro a partir do site do projeto. Ele tem suporte a português (além de vários outros idiomas) e tem versão para GNU/Linux, MacOS X e Windows, além de vir junto no CyanPack, caso você o tenha baixado.

O Klavaro (cujo nome significa teclado, em Esperanto) apresenta cinco modos:

  1. Introdução: explicando como dispor os dedos no teclado e boas práticas na digitação.
  2. Curso Básico - treinamento inicial
  3. Adaptabilidade - prática com teclas aleatórias
  4. Rapidez - prática com palavras aleatórias
  5. Fluidez - prática com textos inteiros

Quem não tinha acesso a um curso de digitação agora não tem mais desculpa: basta instalar esse excelente software e mandar ver!

Curiosidade: o Klavaro também oferece curso e práticas com o teclado Dvorak ao invés do QUERTY-ABNT2.

Special: 
28 fev 2012

Dynasty Warriors

Submitted by bardo

Dynasty Warriors DS

Hoje mais uma grande franquia de jogos faz aniversário. Trata-se da Dynasty Warriors, uma franquia de jogos de estratégia tática criada pela Tecmo Koei, inspirada no Romance dos Três Reinos, que completa 15 anos hoje.

Nos jogos da série, você escolhe um entre três reinos (Wu, Shu ou Wei) e segue china afora derrotando rivais menores e, por fim, derrotando os genearais dos outros dois reinos. Para isso, usa-se estratégia do avanço através do mapa, combinado com ação nos momentos de confronto, contra os soldados e arqueiros do oponente. O objetivo final é conseguir a unificação da China.

O título mais recente da série é o Dynasty Warriors 7, para Playstation 3, Xbox 360 e Windows. O curioso é que apenas a partir do segundo, o jogo passou a ter esse formato hoje conhecido. O primeiro título era um jogo de luta tipo Tekken, tanto que a série de estratégia no Japão se chama Shin Sangokumusou e tem uma contagem diferente da ocidental: por exemplo, Dynasty Warriors 3 lá é Shin Sangokumusou 2.

  1. Dynasty Warriors (1997) - Playstation
  2. Dynasty Warriors 2 (2000) - Playstation 2
  3. Dynasty Warriors 3 (2001) - Playstation 2 e Xbox
  4. Dynasty Warriors 4 (2003) - Playstation 2, Xbox e Microsoft Windows
  5. Dynasty Warriors (2004) - Playstation Portable
  6. Dynasty Warriors Advance (2005) - GameBoy Advance
  7. Dynasty Warriors 5 (2005) - Playstation 2, Xbox e Microsoft Windows
  8. Dynasty Warriors Vol. 2 (2006) - Playstation Portable
  9. Dynasty Warriors DS: Fighter's Battle (2007) - Nintendo DS
  10. Dynasty Warriors 6 (2007) - Playstation 3, Playstation 2, Playstation Portable, Xbox 360 e Microsoft Windows
  11. Dynasty Warriors: Strikeforce (2009) - Playtation 3, Playstation Portable, Xbox 360
  12. Dynasty Warriors Next (2011) - Playstation Vita
  13. Dynasty Warriors 7 (2011) - Playstation 3, X-Box 360 e Microsoft Windows

A série se estende por vários títulos mais, inclusive com uma variante (com vários títulos também) onde se joga com mechas (aqueles robôs gigantes controláveis dos animes e mangás): Dynasty Warriors Gundam.

Aqui está o trailler do Dynasty Warriors 7:

Detalhe que no Japão eles não devem comemorar esses 15 anos, já que a série Shin Sangokumusou só começou no ano 2000, no que há dois anos eles comemoraram 10 anos da série.

Special: 
25 fev 2012

Warning Zone #34 - T. A.

Submitted by bardo

Warning Zone #34 - T. A.

No episódio anterior, Pandora e Darrel se veem dentro de um carro desconhecido. Descobrem que foram salvos pelo Júnior, estagiário da antiga SysAtom Technology. Antiga porque, devido ao terrível acidente envolvendo o AtionVir, ela foi destruída.

Hoje, a base está lá, mas tem muito menos a apresentar no quesito Construção do que antes do acidente. Reerguida na forma de uma “oca de metal” (oca indígena, bom ressaltar), hoje abriga o Grupo Satã, liderado por Tungstênio. E é lá o Grupo Satã que discute suas próximas ações.

Tungstênio: Vocês perceberam quanto estamos fortes, não perceberam?

Enxofre: Claro, chefia!

Tungstênio: Pois está na hora de dar continuidade com o plano.

Enxofre: Vamos invadir Brasília?

Tungstênio: Ainda não. Vocês não viram os gráficos?

Montanha: Vimos, mas já faz um bom tempo. Acho que ninguém lembra mais.

Tungstênio: Então basta OLHAREM A PAREDE!

Montanha: Ah!

Enxofre: E o que quer dizer TT?

Seamonkey: Vamos tentar twittar até ficarmos famosos? Hehe.

Tungstênio: Transporte Terrestre.

Montanha: Cale-se, molher-mulhada, para de interromper o chefe.

Tungstênio: De qualquer forma, não era isso que queria mostrar, mas o próximo passo. O Transporte Terrestre nós já temos.

Seamonkey: Tá, agora vamos procurar Transporte Aéreo.

Tungstênio: Exato. O TA.

Enxofre: E o RM é o quê, chefe? Quer dizer que a gente vai dar rm no Cigano?

Montanha: Isso já devíamos ter feito.

Tungstênio: Recrutar Mercenários.

Seamonkey: Devia ser RH ao invés de RM...

Tungstênio: É o que eu quiser que seja. Será que podemos falar do plano logo?!

Montanha: Desculpe a gente. Vá em frente, chefe.

Tungstênio: Obrigado! Pois bem, como vocês sabem não é qualquer transporte aéreo que serve pra nós. Não temos uma pista de pouso adequada e, por outro lado, estamos muito pesados hoje em dia.

Enxofre: Diaxo! E o que é que a gente vai pegar dessa vez? Um avião-cegonha?

Tungstênio: Precisamos de um helicóptero militar.

Montanha: Perfeito! Um daqueles que tem duas hélices!

Enxofre: Todo helicóptero tem duas hélices, né meu fío?

Montanha: Ah, tem as do lado! Eu quero dizer dos que tem duas hélices em cima!

Seamonkey: Aquilo não é hélice.

Montanha: Ah, vai ver se eu tou na esquina!

Tungstênio: Seria bom um desses grandes mesmo. Assim poderemos nos deslocar com mais facilidade.

Enxofre: Que massa! Peraí, onde a gente guarda ele?

Tungstênio: Encontramos um jeito. Podemos usar o terreno vizinho.

Enxofre: Mas como se tem uma empresa lá?

Tungstênio muda para uma expressão maligna.

Tungstênio: Por enquanto...

Enxofre: Gostei!

Seamonkey: E onde a gente vai achar um desses? Num container?!

Tungstênio: Eu tenho um plano. E de qualquer forma, você não vai mesmo. Este é um trabalho para homens.

Montanha: Claro, né? Vamos lidar com o exército.

Seamonkey se levanta com raiva e sai para o lugar que ela chama de quarto.

Tungstênio: Vamos até a Base Aérea de Salvador.

Enxofre: E tem isso é? Onde fica?

Tungstênio: Claro que tem. A gente descobre onde fica.

Montanha: É nessas horas que faz falta alguém que mexa em computadores.

Enxofre: E o notebook?

Montanha: Você sabe que a Semonkey queimou dois. E você quebrou um.

Enxofre: Mas eu tou falando é do outro!

Montanha: O outro a gente deixou guardado pra uma necessidade.

Enxofre: Tou ligado.

Tungstênio: De qualquer forma a culpa foi sua mesmo! Se você tivesse conseguido sequestrar alguém no pólo tecnológico enquanto estávamos no porto não teríamos esse problema hoje.

Enxofre: Pô, foi mal! Já falei!

Montanha: Temos um problema. Bases militares são muito protegidas. Como vamos fazer? Se formos até lá em um caminhão cegonha, antes de chegarmos na base já vamos ver tanques e soldados.

Tungstênio: Isso é verdade. Talvez tenhamos que arrumar um caminhão-baú.

Enxofre: E cabe a gente num caminhão-baú?

Montanha: Podemos tentar. E se lá não houver um helicóptero desses, o que a gente faz?

Tungstênio: Você acha que se não tiver um desses lá isso vai ser um grande problema? Eles têm muito brinquedo lá! De qualquer forma a gente vai encontrar algumas coisas divertidas, mas eu acho que tem sim. A Base de Salvador deve ser uma base grande.

Montanha: Ok, então a gente vai lá e...

Enxofre: Podíamos sequestrar o coronel!

Montanha: E aeronáutica tem coronel?

Enxofre: E tem o quê?!

Tungstênio: Quietos vocês dois! Não vai ser fácil chegar lá na base, imagine descobrir quem é que comanda pra sequestrar. Estamos sem Internet, esqueceram?

Enxofre: Ih, é!

Seamonkey: Essa missão de vocês não vai dar certo.

Seamonkey volta à sala, com ar triunfal.

Montanha: Por quê, sabichona?

Seamonkey: Primeiro porque um helicóptero de transporte é um alvo muito fácil para as forças armadas. Segundo porque se eu não for com vocês, quem é que vai dirigir?

Os outros três se olham espantados, procurando o que dizer em resposta.

P. S.: Publicada inicialmente na Revista Espírito Livre.

24 fev 2012

Antes de mais nada, este artigo foi escrito para leigos, que não sabem o que é isso de CMS ou sistema de Blog. Se você sabe o que é CMS, pode ignorar este artigo sem peso na consciência.

Anos 1990

Para entendermos como tudo isso funciona, precisamos voltar no tempo para a década de 1990. Com o início da popularização da Internet, veio a ideia de que qualquer pessoa pode compartilhar algo com o mundo inteiro. Isso era feito, naquele tempo, através de homepages, que eram parecidos com blogs e sites atuais no sentido de que a gente os acessava através de um endereço. Se você pagasse o necessário e tivesse conhecimento de HTML (ou pagasse alguém que tivesse esse conhecimento) poderia ter o endereço minhapagina.com. Parecido com os blogs de hoje, mas com algumas diferenças muito importantes.

1) Você não poderia alterar facilmente o conteúdo das páginas. Tudo era feito diretamente nessa linguagem HTML. Precisaríamos de um programa para acessar o servidor remotamente (geralmente um gerenciador de arquivos remotos via FTP), editar a página em um programa específico (Netscape Composer?), salvar e reenviar para o servidor. Claro que não é tão simples e alguns preferiam pagar pra alguém fazer isso. Claro que se você pagasse pra alguém pra que fizesse isso por você, você ficava preso e teria que recorrer a essa pessoa sempre que precisasse atualizar a sua homepage.

2) Não tinha como ter interação com visitantes. Ao invés de comentários, o que geralmente tínhamos eram livros de visitas, que eram como tópicos em um outro site, mas linkados a partir do nosso, e nesse sim as pessoas poderiam comentar.

Resumindo: não havia interatividade.

O que é HTML?

Agora vamos dar uma pausa para explicar melhor o que é isso de HTML afinal.

Quando você digita google.com e dá ENTER, ou bardo.ws, ou fsf.org, ou trezentos.blog.br e dá ENTER, o navegador vai procurar o servidor correspondente a esse endereço. O servidor então enviará ao navegador um código estranho: o HTML. Estranho para nós, não para o navegador, pois esse código diz exatamente como a página deve ser montada. Ele diz que textos estão na página, que estilo cada porção de texto segue, que imagens estão e onde devem aparecer, quais os links e para onde apontam... Enfim, o conteúdo da página é passado para o navegador nesse formato HTML. O navegador lê esse código, coça o queixo e diz: "Ah, entendi!". Então ele reproduz na tela, para você ver, todo o texto e imagens, tudo devidamente diagramado e formatado.

Na Era das Homepages, o que fazíamos era criar páginas em HTML mesmo e deixar lá no servidor. Quando um navegador chegasse procurando por uma página chamada "sobremim.html", existia um arquivo lá no servidor com esse nome exato e que tinha mesmo um código HTML dentro. Todo o trabalho que o servidor tinha era mandar esse arquivo pro navegador, e todos os demais arquivos que fossem sendo pedidos: as fotos que constavam na página, a outra página quando a gente clicasse num link, etc.

Peraí! E se...

Lembra aquele lance de Livro de Visitas de que falei? Pois bem, ele era bem diferente das homepages. Não era uma página salva em HTML que estava nos servidor, mas sim um programa. Um software que era capaz de ler a partir de um arquivo informações organizadas, como uma tabela contendo informações como: nome, email, homepage e comentário. Assim, sempre que o navegador apontava para aquele servidor, esse programa era acionado. O programa lia o arquivo e criava um código HTML, mandando para o navegador, como se fosse uma página estática antiga. Além disso, esse programa era capaz de gravar novos comentários no final na sua tabelinha. O visitante que chegasse depois veria esse novo comentário acrescentado.

Então alguém deve ter pensado: se um programa pode funcionar em um servidor e guardar comentários... E se a homepage todinha fosse na verdade um programa? Um programa mas que o visitante nunca desconfia que é um programa: ele só vê as páginas normais, como era antigamente. Mas poderia ter um banco de dados com as informações das páginas armazenadas e o programa montaria a homepage de maneira dinâmica! E se a gente pudesse editar essas páginas no próprio navegador sem precisar de editor de HTML nem de FTP?

Foi assim que começaram a aparecer gerenciadores de conteúdo. Aí alguém pensou: e se eu fizesse um diário, com os artigos sendo publicados em ordem de defasagem: os mais novos empurrando os mais antigos para baixo? E se cada artigo desses permitisse que os visitantes comentassem, complementando, discordando ou ratificando cada artigo?

Assim foi que a Internet de blogs e sites como conhecemos hoje foi se desenhando. Hoje são raros os endereços que guardam páginas com código HTML. A grande maioria dos endereços hoje encontram programas capazes de gerar esse código dinamicamente. Blogs são programas, wikis são programas. As redes sociais são programas que rodam no servidor. O sistema de busca é um programa

Sistemas de Blog e CMS

Existem sistemas prontos para atender os usuários sem que eles saibam nada sobre programação ou administração de sistemas. E há alguns gratuitos que são assim. O próprio Google oferece o Blogger, nesses moldes.

Para quem tem seu próprio endereço e prefere gerenciar seu site com minúcia, existem bons softwares livres que fazem as vezes de blogs (e wikis, e CMSs...). Os softwares para gerenciar blog mais famosos de hoje em dia creio que sejam o Wordpress, Joomla, Plone e Drupal.

O Wordpress nasceu como um sistema para gerenciar blog, mas hoje suporta diversos outros recursos além desse. O legal é que há um serviço de blog gratuito usando o Wordpress para quem quer usar a feramenta e não quer ter que instalar e gerenciar num servidor próprio: wordpress.com.

Joomla é o grupo dissidente do Mambo. É um gerenciador de conteúdo bem completo, o que quer dizer que oferece recursos de forum, envio de arquivos, dentre vários outros.

Plone é outro bastante completo e muito utilizado aqui em Alagoas, em especial pelo Governo e pela UFAL. Um lado negativo para usuários menores é que a estrutura necessária para fazê-lo funcionar não é exatamente trivial: exige alguns programas mais difíceis de instalar do que os outros que apresentei.

E o Drupal, claro! O Drupal é o CMS que utilizo no Bardo WS. Ele oferece diversos recursos também e tem me atendido desde que comecei a utilizá-lo.

Bom, deu pra entender um pouco como funcionam blogs por dentro? Algumas dúvidas mais? Pode mandar ver!

Special: 
23 fev 2012

Watchmen

Submitted by bardo

Watchmen

Eu não conhecia Watchmen até um dia que me deparei com o filme. Só este ano pude ler a Graphic Novel que começou toda a história. Não é difícil se envolver e terminar apaixonado por essa história, principalmente quando passamos a perceber a influência que ela teve no mundo dos heróis. Sabe aqueles marcos que dividem eras? Nos quadrinhos, existe o mundo antes e depois de Watchmen.

A história de Watchmen parte do questionamento de como seria se houvesse heróis de verdade no mundo real (e até mesmo um super-herói). Você pode dizer “Tá, grande coisa! Histórias como Batman e Homem-Aranha tratam exatamente disso!”, mas não. Os quadrinhos tradicionais são (ou, mais precisamente, eram) muito limitados como exercícios de previsão e lógica. Prova disso é a forma como os anos se passam nos quadrinhos a uma velocidade muito menor do que no mundo real e, no entanto, eventos e tecnologias do mundo real são transferidos para os quadrinhos.

Então o que temos é um mundo transformado profundamente pela presença dos heróis em plena época da Guerra Fria. Tudo começa com um herói fantasiado, que termina inspirando outros a fazerem o mesmo. Criam um grupo chamado Homens-Minuto. Vários anos depois disso acontece um grande evento: o surgimento de um super-herói (alguém com superpoderes incontestáveis). A partir daí, temos as maiores mudanças no mundo: como se sentiriam os heróis anteriores? Como reagiria o governo? Como reagiriam as nações inimigas? E a polícia? E a população? O que aconteceria com o mundo?

A história Watchmen tenta responder todas essas perguntas e muito mais, em um roteiro genial com personagens altamente bem construídos.

O filme difere do Graphic Novel, como sempre ocorre. Há alguns pequenos furos e mudanças sutis que não há nos quadrinhos. O principal é que em termos de estética visual o filme está muito fiel. O roteiro está muito próximo, apesar das pequenas mudanças. O filme é realmente algo para apreciar. Recomendo, porém, se você tiver acesso ao Graphic Novel, não exite em lê-lo.

Além dos quadrinhos que narram a história em 12 volumes, numa narrativa que nos prende sem dó, há vários textos. Por exemplo: um dos heróis da velha guarda (os Homens-Minuto) se aposentou e escreveu um livro, revelando sua identidade. O Graphic Novel já no episódio 1 traz páginas desse livro fictício. E há vários textos interessantes que complementam esse mundo tão bem construído de Watchmen. Sem contar o fator replay (aquilo abstrato que nos leva a reapreciar uma obra – reler, jogar novamente, reassistir) altíssimo.

Watchmen influenciou toda a geração atual dos quadrinhos e além. Você gostou da série Heroes? Nota-se a influência de Watchmen (além da óbvia influência de X-Men). Os Incríveis são uma produção bacana, não? Muitos dos aspectos do universo dos Incríveis também tem um pé em Watchmen.

Para quem gosta de RPG, há uma adaptação de Watchmen (1) para o brasileiro Sistema Daemon (3). E há mais sobre o assunto no Nerdcast 151.

P. S.: Foto original do post é de Steve Rhodes.

22 fev 2012

A Cor do Dia

Submitted by bardo

Analisando números hexadecimais e data, percebi uma coisa legal: dá pra representar um dia com 6 números! O ano ocupa 3 dígitos em hexadecimal; o dia ocupa dois e o mês ocupa apenas um. Seis dígitos! O tamanho de uma cor em HTML (e outras representações).

Por exemplo: 18 de janeiro deste ano, o dia em que houve o blackout na Internet contra a SOPA. 2012 em hexadecimal é 7DC; janeiro é 1 mesmo, mas 18 equivale ao número hexadecimal 12. Assim, poderíamos representar essa importante data como #7DC112.

Seguindo nessa brincadeira, fiz uma função em PHP que retorna a cor para um determinado dia e criei um script que mostra a cor do dia atual: basta visitar bardo.ws/daycolor.php. Se quiser testar a função com datas arbitrárias, basta chamar o daycolor passando a data na variável date. Por exemplo, para o dia que usei como exemplo aqui, o endereço seria bardo.ws/daycolor.php?date=2012-01-18.

Pena que as cores ficam muito parecidas, evoluindo desse jeito tão lentamente... Pena também que o timestamp conte apenas de 1970 para cá. Bom, então é isso. Só uma curiosidade que talvez você ache interessante (o plano de fundo da página mostra a variação da cor dos últimos 550 dias - hoje é a linha mais abaixo.)

21 fev 2012

Revista Espírito Livre #034

Finalmente saiu a edição de janeiro da Revista Espírito Livre, em pleno Carnaval! Quem voltar da folia já vai poder acompanhar essa grande revista livre e gratuita brasileira, que trata não apenas de Software Livre, mas de cultura e atualidades. E traz sempre uma edição da série Warning Zone!

Atrasou muito, mas se considerarmos que o Ano Novo Brasileiro é o Carnaval, até que chegou na hora. ;-)

O ano de 2012 começa animado para uns e paradão para outros. Enquanto alguns de nós simplesmente não sabe o que são férias, outros conseguem a tão sonhada paz de espírito em um mês quase “morto” em nosso calendário. Mas como assim um mês morto? Simples. A quem diga que o ano realmente só começa depois do nosso amado e odiado Carnaval. E não é pra menos. Vários de nós só faz planos realmente para depois deste feriado. E o que isso tem a ver com tecnologia? Tudo! Afinal, a rede não para, as conexões não param, os servidores não param para uma folga de fim de semana ou feriado prolongado. Pense por um instante: em qual momento os seus processos no servidor estão mais desprotegidos? No momento em que você está com o terminal aberto, monitorando as ações do servidor ou no meio da noite, enquanto muitos de nós dormem e alguns poucos navegam pela estrada da informação? Pense nisso. Ainda tem mais: e quando você dorme com o inimigo, tendo ao lado de sua mesa alguém que pode por em risco toda sua infraestrutura de dados? Mas quem invade um sistema comprometendo-o a ponto de inutilizá-lo é o mesmo que lhe informa, reportando sobre um bug no seu sistema? Você realmente acha que estes indivíduos são todos iguais? Pense de novo, afinal não podemos afirmar que um chaveiro é também um arrombador, como bem esclarece Wilkens Lenon em seu artigo. Alguns veículos de mídia normalmente colocam todos “dentro do mesmo balaio”, como se hackers, crackers, piratas, ativistas, usuários, fossem todos a mesma coisa, o que não é bem verdade. Talvez isso ocorra pra privilegiar alguns poucos ou simplesmente por falta de informação. Mas será mesmo falta de informação quando estamos falando justamente da sociedade da informação (e conhecimento)?

O tema de capa desta edição é bastante controverso, polêmico, por muitas vezes confuso e divide opiniões, já que muita gente diz muita coisa a respeito do tema. Alguns falam sem conhecimento de causa, simplesmente por que leram um texto ou tutorial na rede, e se colocam como se fossem hackers, por exemplo. Enquanto outros, por anos não puderam sequer se aproximar de algum computador ou celular. Sendo assim, de certa forma é compreensível haver tanta dúvida sobre o tema. Alguns são contra os hackers, outros são a favor. E existem outros que são contra os crackers e acham que todos estes são a mesma coisa: vândalos ou simplesmente piratas. Piratas de computador. Alguns, para se beneficiar, buscam criar legislações em países e/ou grupos para tratar os crimes cibernéticos. Leis que bloqueiam isso e aquilo, vasculham e peneiram seus dados, filtrando sabe lá o que. O que sabemos é que com o avanço da tecnologia, teremos cada vez mais novos dispositivos para saciar nossa ânsia e gosto por novidades, mas também teremos a nossa disposição (e também contra nós), cada vez mais possibilidades. Talvez sejam exatamente as possibilidades que todos estes buscam. Os mocinhos e também os bandidos.

E ficam algumas questões para reflexão: você já pensou na sua vida sem a presença dos hackers? Já pensou em todos os equipamentos que você já destravou, desbloqueou, dando aquele “jeitinho” ou com aquela gambiarra? Já pensou em todas as facilidades que os hackers trouxeram a sua vida e em todos os sistemas que você provavelmente usa justamente porque um hacker o fez e disponibilizou na rede? E pior, imagine se todos eles resolvessem cruzar os braços?

Em meio a esta confusão toda, tivemos o prazer de conversar com o Barba Ruiva (personagem criado por Alexandre Oliva). Barba Ruiva nos esclarece alguns pontos importantes em toda essa temática. Esperamos vê-lo por aqui outras vezes, mesmo este sendo um camarada muito ocupado.
Então cuidado ao confundir crackers, hackers, piratas, newbies, usuários avançados, peritos, modders e tantos outros, afinal, mocinhos e bandidos não são a mesma coisa. Seus propósitos são diferentes. E mais: ninguém gosta de ser confundido com o seu oposto.

Um grande abraço!

20 fev 2012

O Lobo e a Lua

Submitted by bardo

Todos os dias ele sai perdidoLágrima Lunar
Pela floresta sem ter que fazer
Nada vê, nada chega ao seu ouvido
E dentre as frutas acha o que comer

Todas as noites escala as montanhas
Apenas uma coisa tem em mente
Total alerta, sob a luz se banha
Saúda a dama com um uivo ardente

Todos os dias perto da montanha
Cada fêmea um cortejo lhe faz
Ele foge qual quem guarda fortuna

Todas as noites de uma forma estranha
Ele deixa as fêmeas mortais pra trás
Pois só tem olhos pra Artêmis Luna

-- Cárlisson Galdino

Special: 
18 fev 2012

Vesespero

Submitted by bardo

Kripto

Uma explosão no galpão abandonado. É noite, muito tarde da noite. A cidade dorme ao longe e, após a curva da praia, nem se imagina a importância do confronto que perdura.

"Uma emboscada..." É um homem escondido atrás do muro. Suas roupas não são muito comuns: um uniforme preto e cinza, com uma cruz ornamental desenhada em seu peito. Seu nome verdadeiro é desconhecido do grande público, perante o qual atende pelo nome de Kripto. A dor e o temor do que pode acontecer esta noite o faz esquecer, por um tempo, que é um super-herói.

"Maldito Sargento Ogro!" Ele olha ao redor procurando uma saída. Uma gargalhada ecoa pela noite.

- Hahahaha! Finalmente peguei vocês de jeito! O que achou da surpresinha, hã? - É o tal Sargento Ogro, grande vilão estrategista. Com sua roupa militar em tons de bege e um lança-granadas descansando no ombro, o vilão patrulha o terreno. - Kripto? Eu sei que está aí, querido! Apareça! Precisamos conversar. Eu prometo que será breve!

"Como será que está o Torpedo? Droga!" Kripto se abaixa um pouco, descansando a cabeça entre as mãos.

Torpedo Amarelo é seu parceiro de patrulhas em Jekinzo, sua cidade natal.

Hoje os dois caçavam Diabo Sujo, um perigoso vilão de corpo horrendo e garras cheias de metal e veneno. Um vilão perigoso que vem matando estudantes da Universidade local, mas que era um só; eles, dois. O objetivo: encontrá-lo, neutralizá-lo e entregá-lo às autoridades.

Não que Kripto desejasse isso. Ele preferia simplesmente matá-lo, mas Torpedo Amarelo não aceitaria outro desfecho para o embate. Independente da vontade dos dois, outro desfecho se fez.

"Quem diria... O Sargento trabalhando junto com o Diabo Sujo! Seus objetivos nunca tiveram nada em comum! O que está havendo, droga?"

Um lamento vem do prédio vizinho.

"É Torpedo!"

- Ora, ora! Sabia que o Torpedo tinha sido atingido! Eu vi bem quando o acertei! Agora vamos terminar o que começamos.

"Tenho que fazer alguma coisa."

Kripto voa por cima do prédio onde estava para interceptar o Sargento Ogro.

- Ora, ora! Olha quem apareceu!

Posicionando a arma, ele dispara uma granada na direção de Kripto, que mergulha de onde estava, não apenas desviando do projétil como conseguindo, num razante, atingir o vilão em cheio e arremessá-lo para longe.

"Onde está o..." Ele diria Diabo Sujo, mas não tem tempo para concluir a frase. Algo sai do chão e se engalfinha com ele próprio.

Tudo é muito rápido e ele perde o controle do voo, caindo no galpão ao lado. Não, não é o Diabo Sujo: é mais um. Este, um antigo conhecido de Kripto: Verme de Aço.

Nenhuma palavra é trocada. Os dois se golpeiam. Kripto soca e tenta imobilizar seu arqui-inimigo, enquando ele o golpeia e eventualmente o fere.

Buscando forças nunca encontradas em outro momento, num golpe de sorte Kripto consegue nocautear Diabo Sujo. Só então sente uma dor estranha. Nunca antes deixara ser atingido por esse inimigo, capaz de cavar o chão. Olha e, para seu terror, constata que é mesmo o que pensava: perdeu o pé direito!

Um barulho à porta já denuncia que alguém o procura.

"Não ouço o Sargento Ogro, também não sei o que aconteceu com o Diabo Sujo. Não deve ser nenhum dos dois aí fora: este não é o modo de eles agirem. Depois daquela granada que o Sargento atirou em mim, não ouvi qualquer outra explosão. Talvez ele esteja caído. Tenho que ser forte nisso e bolar um plano."

Um pesada mesa velha de escritório voa contra a porta, arremessada por Kripto, enquanto ele salta a janela, entrando no outro galpão, de onde vinham os gemidos.

- Torpedo?

Ali está ele, caído sobre umas caixas velhas. Seu uniforme amarelo e preto, com o capacete em formato de projétil. Está inconsciente. Apesar de o uniforme estar bastante rasgado e o capacete estar amassado, ainda respira, o que por ora já é o bastante.

- Vamos, amigo. Temos que dar um jeito de sumir daqui.

Ele joga o corpo do Tornado por sobre os próprios ombros e ouve barulhos lá fora. Vozes.

- Ele foi por ali!

- Vamos!

- O chefe disse que temos que cercá-lo.

Ele olha para o lado e dá um sorriso discreto. Diabo Sujo está ali, caído também. A luta com ele também deve ter sido difícil.

A perna está amarrada para estancar o sangue pelo pé amputado. A dor é enorme, mas ele tem que continuar. Se ele não fizer isso, quem fará? Suas forças não o deixam voar mais, por enquanto, mas ainda pode fazer um pequeno truque.

Carregando seu amigo, ele estoura os portões desse galpão e sai. Alguns homens se levantam em meio à fumaça. Homens normais, meros capangas do Sargento Ogro.

Com sua expressão mais severa, transbordando de ódio, Kripto grita:

- Corram ou morrem!

Os capangas o olham, sem saber ainda como reagir. Kripto caminha a passos firmes e eles sentem que não está brincando. Eles afastam, mas alguns param, denunciando mais alguém no lugar. Alguém diferente deles próprios.

- Bando de covardes! Deixem que eu cuido dele!

"Essa voz..."

- Gladiador!?

É certeiro o chute de Kripto. A voz é mesmo daquele brutamontes.

- Hahahaha! Se não é Kripto... Bem que o Sargento falou.

- O que diabo vocês...

- É da sua conta? - Ele então para, enquanto escolhe sua arma. - Somos um clã agora. Vesespero e vocês nunca mais vão nos atrapalhar.

Gladiador. Um sujeito que sangra se levar balas e cortes, mas que dez segundos depois já está pronto para outra. Com sua máscara branca e seus brinquedos - chicote, tridente e rede -, lá vem ele.

"Quase funcionou. Posso usar o voo para fingir que ainda tenho os dois pés ao caminhar, mas não posso enfrentar o Gladiador. Não agora. Não nessas condições. Tenho que tentar..."

Kripto lentamente se eleva. Quando o Gladiador chega na entrada do galpão, Kripto e Torpedo já estão a alguns metros de altura.

- Desça aqui, covarde, e dou cabo de você!

"Ainda bem que nem todos podem voar."

A vista escurecida, falhando como uma lâmpada incandescente em quedas de tensão, ele voa, tentando ir à cidade e para o alto, tanto quando possível.

- O que houve? - Torpedo finalmente acorda. - Minhas costas doem.

Antes de desmaiar, Kripto apenas diz:

- Não dá. Precisamos de ajuda. Um grupo...

E na outra metade do caminho é Torpedo Amarelo quem leva Kripto até o hospital.

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