10 mar 2012

O Monstro da Igreja

Submitted by bardo

Cidade de Jetitotú. Uma cidade comum, com sua praça, sua igreja ao deus Kualkèr e sua taverna. Claro, e seus moradores. Pessoas sofridas que vivem sua vida do campo, plantando e colhendo. Pessoas que têm que se esforçar para viverem cada dia e, como se não bastassem as dificuldades, ainda tem que lidar dia a dia com um monstro.

Mas a aflição tem seus dias contados, pois pela estrada vem o bravo guerreiro Pruph com seu cachorro Oko.

Ele não entra pela entrada principal da pequena cidade, mas logo vem ele pela entrada que passa perto da prefeitura. Com seu machado nas costas e sua cara de mal ele não para até chegar à praça.

Pelo caminho já ouve o que anuncia o seu destino exato.

As pessoas reclamam.

- Quando é que ele vai embora?

- É verdade que ele matou o Eguelú pra ficar no seu lugar?

- Ninguém sabe! Ninguém sabe! É mesmo uma criatura horrenda!

Pruph infla o peito e grita:

- Onde está o monstro?!

Todos apontam para o seu destino: a igreja.

- Oko?

Mas o pobre cão apenas se senta e começa a coçar a orelha.

- Oko!?

O animal não reage.

- Oko!

Girando a cabeça lentamente na direção de Pruph, o cachorro começa a rosnar. Logo se deita.

- Oko!

Pruph bota seu machado dentro da mochila (é, ele é maleável) e caminha até o pobre dorminhoco animal. Então o levanta do chão e o joga também dentro da mochila, comentando com desprezo a situação.

- Oko! Onde está o monstro!

Com satisfação o herói caminha em direção à tal da igreja para dar cabo do sujeito maligno que assusta a cidade. Sim, é a ingrata tarefa dos heróis lidar com essas bestas estranhas e ele não teme.

À porta do templo ele para e pega novamente o machado. Em um golpe, estilhaços da porta se espalham e a luz ilumina o lugar.

- Quem está aí?

- Eu sou Pruph, matador de monstros!

- Mais outro... Bem, temos que lidar com isso, não é mesmo? Pelo menos você sabe falar!

Há cinco fileiras de bancos e, lá na frente, o monstro terrível espera. Uma múmia azul.

- É uma vida muito ingrata essa de monstro. Não temos nem com quem conversar. De onde você vem?

- Onde está o monstro!

- Tudo que é bom dura pouco mesmo... Devia ter imaginado que não sabe falar mais nada. Humanos são deprimentes. Heróis são mais ainda.

- Eu sou Pruph, matador de monstros!

- Tá, e a mocinha sabe falar mais alguma coisa?

Pruph para por instante, então joga a mochila no chão para fazer deslizar seu conteúdo, incluindo seu querido animal, que gira no chão como uma trouxa de pano.

- Oko!

O cachorro levanta a cabeça, olha ao redor e arqueia uma das sobrancelhas com desdém. Logo volta a dormir.

- O que você quer aqui? Me derrotar? Criatura estúpida! Nunca vai conseguir me vencer! Eu sou superior!

- Eu sou Pruph, matador de monstros!

Tomado de fúria, Pruph corre em direção ao maligno, cravando o machado no pé enfaixado azul. Só então ele percebe algo novo. O monstro é enorme! Tem mais de dois metros de altura, apesar de ser uma múmia (e apesar de ser azul).

O monstro abre a boca, mostrando seus dentes (que não são azuis, naquele tempo ainda não havia essas tecnologias todas).

- Você! Você é mais forte do que eu pensei que fosse! Mas não vai me derrotar, como eu já disse!

Com grande violência, a múmia ergue seu braço e desce velozmente contra Pruph. O pobre herói vê aquele golpe inevitável prestes a acontecer e faz a única coisa que poderia nessa situação.

- Arghhh! Você me mordeu!? - Horrorizado, o monstro recolhe a mão, olhando para Pruph ofegante. - Você me mordeu, criatura estúpida! Você! Você é um herói! Quem devia morder era ele!

Oko abre os olhos, ainda deitado à porta da igreja, olha um pouco a cena e volta a dormir. Pruph sorri malicioso diante do comentário. Pena que esse sorriso não consegue protegê-lo de um belo chute da múmia, que faz com que ele voe alguns bancos depois.

- Eu sou superior! Já disse! Não acredito que você me mordeu! Droga! Olha só pra isso!

Ele caminha até o altar, mancando com o pé machucado e com a os esparadrapos azuis da mão se soltando.

Pega um frasco vermelho pequeno que estava ali na mesinha e o toma. A mão se cura e os esparadrapos se fecham misteriosamente, deixando a mão totalmente ilesa e sadia.

Então ele se volta para Pruph e o vê ainda jogado, tentando se levantar.

- Agora tenho que dar um jeito em você, criatura estúpida! Não saia daí.

Antes que consiga se aproximar, porém, Pruph já está de pé heroicamente. Pronto para cumprir com sua nobre missão de eliminar essas criaturas monstruosas. Em especial, essa criatura monstruosa azul.

- Eu sou Pruph, o matador de monstros!

- Tá, tá, você já disse isso, criatura estúpida! Você acha mesmo que vai conseguir me derrotar?

Num grito bárbaro de “Okoooooooo!” Pruph salta novamente com seu machado. O monstro arregala os olhos e tenta pôr as mãos na frente para defender o golpe, mas o golpe ainda assim o acerta em cheio.

Instintivamente, o monstro vira as costas e olha a mesinha no altar. Não há mais outro frasco como aquele de antes. Ele olha novamente Pruph, que vinha atacando de novo. O machado acerta o chão e o monstro encara novamente a mesinha. E o Pruph. E a mesinha. E o Pruph. Ele simplesmente não sabe mais o que fazer.

- Para! Por que você quer me matar, criatura estúpida!? Eu sou um ser soberano, sou um nobre descendente da dinastia dos Monstros-Múmia Azulânticos e nada fiz contra você, apenas estou aqui na minha cidade, na minha casa e...

O machado cai em sua cabeça, dividindo-a em duas e o derrubando no chão. O fluido azul de seu sangue se espalha rapidamente por ali. Após um brilho em Pruph e Oko, Pruph tira o machado e encara o monstro derrotado. E antes de ir embora dali ,ele ainda, com aquele mesmo olhar malicioso de antes, fala:

- Criatura estúpida!

Special: 
9 mar 2012

Onslaught Arena

Vocês se lembram daquela página 404 que fiz pro Bardo WS? Em estilo RPG eletrônico clássico? Naquele tempo eu falei que a base foi um artigo do site Lost Decade Games. Pois bem, o projeto maior desse grupo, que é um jogo que está disponível para web, Android e iPhone, foi lançado como Software Livre!

Onslaught Arena não tem nada a ver com RPG exatamente. Apesar do visual parecido com RPG, trata-se de um jogo de tiro com temática em fantasia medieval, com desafios, chefes, pontuação e ítens que modificam o tipo de tiro.

Quem se interessar por esse projeto, que é feito em HTML 5, e quiser fuçar, pode ver no Git do projeto.

Fonte: Free Gamer.

8 mar 2012

Howto da Linuxchix

Hoje trago uma homenagem especial ao Dia Internacional da Mulher. As Linuxchix são um grupo que incentiva a participação feminina no mundo do Software Livre e que tinha inclusive um braço aqui no Brasil (não sei se ainda existe).

Há alguns anos, terminei encontrando um material muito bom preparado pela turma da Linuxchix Internacional e traduzido pela Sulamita Garcia. O material de que falo é o how-to: Como incentivar mulheres a usarem e permanecerem no Linux. É um ótimo texto e que exige reflexão de todos nós mesmo vários anos depois de sua publicação. Infelizmente, porém, não o tenho encontrado com facilidade na Internet (e o site da Linuxchix Brasil está fora do ar há um bom tempo). Desta forma, consegui resgatar o how-to traduzido, revisei-o e estou publicando aqui em PDF para quem quiser ver! Leiam que vale a pena!

Special: 
7 mar 2012

100% Pure JIPL

Submitted by bardo

Nos tempos antigos, quando uma grande diversão para mim era criar sistemas e cenários de RPG, terminei "formalizando" uma modalidade de jogo sem dados e sem muitas regras. Inspirado pela principal licença do mundo do Software Livre (com o qual eu tinha os primeiros contatos naquela época), terminei chamando esse método de JIPL: Jogos de Interpretação de Papéis Livres.

O projeto-conceito desse método foi o 100p - 100% Pure JIPL. Um nome estranho para um sistema muito simples e sem tanta expressão. Estou resgatando esse sistema tal qual foi publicado há mais de 10 anos, apenas como referência e curiosidade. Talvez te interesse ver como eu fiz para definir um "sistema sem dados".

Special: 
6 mar 2012

Revista Nintendo Blast #29

Submitted by bardo

Revista Nintendo Blast #29

Saiu a edição 29 da Revista Nintendo Blast, trazendo como matéria de capa o recém-lançado Resident Evil: Revelations para Nintendo 3DS.

A franquia Resident Evil surgiu em 1996, como um jogo de horror e ficção científica para Playstation. A história gira em torno da Umbrella Corporation, uma empresa de armas militares que desenvolve um vírus capaz de matar e reanimar os corpos em seguida.

A série deu tanto certo que até hoje continua forte, com jogos sendo lançados, além de ter entrado no mundo dos quadrinhos e do cinema (com a Milla Jovovich).

Com o tempo, a série foi se modificando. Resident Evil 4, por exemplo, não traz mais zumbis convencionais, mas espanhóis infectados por uma tal de "la plaga", que são capazes de portar armas, correr e abrir portas. E a coisa foi ficando ainda mais distante do padrão zumbi.

Além de Revelations (para 3DS), está na praça o Resident Evil 5 (para PS3, XBox 360 e MS Windows) e é aguardado com ansiedade o Resident Evil 6, previsto para 20 de novembro.

Sabe o que faz falta hoje em dia? Um jogo de zumbis que coloque todos em um ambiente único (a cidade inteira sendo carregada no jogo, sem ser dividida em partes), acrescido da implementação de sentidos do zumbi (especialmente audição). Imagine um jogo em equipe onde um tiro realmente atrairá zumbis mais distantes! Assim não basta sair atirando, muito pelo contrário: é preciso estratégia, cabeça fria e trabalho em equipe. Não sei se já existe algum jogo assim, mas para os padrões de hoje em dia é perfeitamente viável. (e não duvido que se tornasse rapidamente um sucesso)

Bom, além de Resident Evil, a edição 29 da Revista Nintendo Blast traz uma análise do jogo Tintim para Wii, algumas prévias e artigos de colunas mensais. Confiram esta edição, que está, como sempre, muito boa!

Special: 
5 mar 2012

Se na Lua uma TV

Submitted by bardo

Que tédio, não sei mais o que fazerLágrima Lunar
Se aqui tivesse uma televisão
Talvez encolhesse minha agonia
Ou talvez fosse exatamente o oposto

Se bem me lembro aquilo era um desgosto!
Não me interessa essa tela vadia
Não me interessa essa programação
Vivo na Lua, se é que isso é viver

Pensando bem até queria ver
Lembro bem quando a FIFA sorteou
Uma Copa do Mundo no Brasil

E eu vou perder, sozinho no vazio
O astronauta que aqui pisou
Trouxe bandeira ao invés de TV

-- Cárlisson Galdino

Special: 
4 mar 2012

Escarlate III #09 - Codebar

- Tudo bem, estamos chegando em Beufu. Qual é mesmo o plano, Breig?

Breig e Uglu estão a cavalo ainda nas imediações da cidade litorânea de Beufu. Breig olha ao redor e diz:

- O que você acha?

- Eu acho que a chance de a DiaboM estar por aqui é mínima.

- Claro que não estão, mas não há muito o que possamos fazer. Temos que sair daqui logo, de preferência para Wimow.

- Você acha que eles estão lá?

- Diria que é o mais provável. Por isso, meu plano é procurarmos uma embarcação que nos tire daqui.

- Mais ou menos fazendo o caminho de volta.

- É, mais ou menos.

- Ei, Breig! Você já viu a Rubi antes?

- Não.

- E como você a reconheceu?

- Não vi, mas já me falaram muito dela nessas últimas semanas.

- Tem razão. Você acha que era mesmo ela?

- Não sei, Uglu, não sei! Já disse que cansei dessa confusão toda. Vamos nos preocupar com nossas próprias vidas. Hmmm... Codebar...

Breig desce do cavalo e o amarra em uma das colunas daquele prédio engraçado. Uglu o acompanha. Codebar é o nome esculpido em madeira que se vê sobre a porta.

Breig e Uglu entram e vão confirmando gradualmente a informação de que ali tem mesmo comida.

- Bom dia, gostaríamos de almoçar aqui. - Breig fala com o velho do balcão.

- Não são dessas terras, hã?

- Hã, não.

- E que peguem seus pratos ali e se sirvam. É uma peça o almoço.

Breig sorri e vai fazer seu prato. Ele se lembra de quando deixou a DiaboM com Zand. Bem que ele falara que o sotaque o denunciaria.

Tanto faz, de qualquer forma. Eles vão até uma das sete mesas – todas vazias – fazer sua refeição.


- Duas peças.

- Sim, aqui estão.

- Grato em ser útil.

- Olha, senhor... Como bem notaste não somos daqui. Precisamos voltar para nossas terras.

Uglu sai do lugar para verificar os cavalos enquanto Breig conversa com o velho.

- Estão bem longe, posso ver.

- É, estamos. Precisamos ir a Wimow. Sabe onde podemos procurar um barco que nos leve lá?

- Wimow? Ihhhh... Vocês podem tentar arrumar um barco! Mas é difícil arrumar um barco. Aqui em Beufu não temos barcos muito grandes, só os da marinha, mas nunca mais os vimos.

- Bom, é justamente de um barco que precisamos. Sabe onde podemos encontrar um?

- Ihhhh... - O velho se encosta na cadeira e coça o queixo barbudo. - Você vai até a praia e procura os pescadores. E que eles talvez saibam de algum, mas acho difícil ter.

- Onde eles ficam?

- No mar... - Os olhos do velho vão longe em pensamentos, enquanto Breig espera uma resposta. De repente, o homem se dá conta da incompletude da resposta. - Eles deixam os barcos fora da cidade: é que é a lei! Tente no caminho pra Beufy, por ali! Talvez tenham sorte.

- Ah, muito obrigado senhor.

- Vão ao caminho do Sol.

Breig para por um instante. “A caminho do Sol? Não é na direção que ele apontou...” De repente ele se lembra de quando esteve por ali há uns dois meses. Sorri.

- Do Sol vamos!

O velho acena enquanto eles se afastam da Codebar.

- Vamos sair de Beufu.

- Com, Breig!? Arrumou um barco por acaso? Acabamos de chegar!

- O velho da Codebar disse que os pescadores é que devem saber onde há barcos grandes, que nos levem até Wimow.

- Pescador não gosta de aventureiros!

- É o que podemos fazer.

- Poderíamos simplesmente tomar um barco deles emprestado, não é?

Breig olha para Uglu por um instante tentando identificar o grau de seriedade e de humor da sua ideia.

- Não... - Diz, por fim, sem chegar a uma conclusão.

- Tá, e a gente tá indo pra onde?

- Pra fora de Beufu, já disse.

- Hmmm! Que bom! Pro norte! Na pior das hipóteses a gente chega a Wimow a pé mesmo!

- Também não é pra tanto. Vamos caminhar bem pouco, eu espero. Só até as casas dos pescadores.

- Pescadores... Não gosto dessa gente!

- Acho que a gente nem chega a Beuf-V.

- Onde?

- Hahahaha! Estamos saindo de Beufu em direção a Beufy, o que pode haver no caminho?

- Ainda não entendi.

- Ah, deixa pra lá...

3 mar 2012

Um Herói Paulistano

Submitted by bardo

Nove horas da manhã, segunda-feira. Ele sai de casa como todo dia, de terno e com uma pasta. Em sua cabeça, os problemas de contabilidade da empresa onde atua. Contas que não batem. E como se não bastassem todos esses problemas, ainda tem a sua esposa: os dois tem brigado muito ultimamente. Seus pais, que são do interior, exigiram que ele fosse para as festas de comemoração aos trinta anos de casados, e justo nesse dia há uma apresentação importante na empresa, e o chefe exigiu a presença de todos.

Com tanta coisa na cabeça, como Fred prestaria atenção ao seu redor? É claro que não notou o moleque se aproximando como quem não quer nada.

- Ei! Ladrão!

Grita, mas para quem? O moleque corre com a pasta, levando os papéis e o notebook, antes de Fred chegar ao carro. Fred bota a mão na cabeça. Tão distraído que não viu a aproximação do moleque. Nem viu que o ar estava mais puro por ali, a paisagem não estava tão cinza.

O delinquente mirim vira a esquina, olhando para os lados desconfiado, quando bate na parede e cai.

Parede? Ele se levanta assustado e pega a pasta novamente. Olha para a frente e não há parede alguma. “Tenho que pegar leve com a cola, véi” Ele corre de novo e bate mais uma vez na parede invisível.

Atordoado, ele se levanta devagar e olha para trás. Tudo que vê são as pessoas ao seu redor paradas, olhando para cima. Olha para cima...

- Tufão...

Tufão vem descendo suavemente no ar, com aquela roupa azul brilhante. Um azul tão bonito e forte, é como se até o Sol brilhasse com mais gosto para ele. A visão dura pouco, pois logo em seguida ele leva um soco de um punho invisível. Tufão aterrisa. A pasta vem voando até sua mão e ele caminha, dobrando a esquina.

Fred já vinha, com expressão assustada ao ver a reação das pessoas por ali. Tufão lhe entrega a pasta.

- Espero que ele não tenha quebrado nada.

Fred recebe a resposta e não tem palavras para agradecer. Tufão se vira de volta, sempre com aquele ar imponente e com um sorriso discreto no rosto. Um sorriso de quem faz o que gosta de fazer. Dá alguns passos apressados até a esquina e olha o corpo do jovem delinquente caído.

- Bom, pessoal! O show terminou! Tenho que ir entregar uma encomenda na Febem. Tenham um bom dia, cidadãos!

Um pequeno tufão se forma em volta do corpo do jovem por uns instantes e logo que ele se encontra a alguns centímetros do chão, o pequeno ciclone some. Tufão sobe pelos ares e o corpo do jovem sobe junto. Os dois logo somem de vista.

Pouco a pouco a cidade vai voltando ao normal. Inclusive a poluição reaparece aos poucos. Aquela velha poluição que quase se pode pegar, a velha marca da cidade que é uma das maiores do mundo.

Fred vai para o trabalho como um robô, ainda sem saber como reagir a tudo o que aconteceu. A multidão se desfaz aos poucos e só se ouve comentários do tipo “você viu o que ele fez?” “É bom a cidade estar protegida!”

Todos espantados seguem no seu dia a dia de sempre. Não tem como não manter um pouco de sorriso no rosto. Eles vão naquela sensação de que estão em uma cidade ao menos um pouco mais segura...

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