O Porco Filósofo

O Porco Filósofo

O Porco Filósofo - 100 Experiências de pensamento para a vida cotidiana. Escrito por Julian Baggini, este livro reune 100 desafios mentais, desafios que não pedem uma resposta, pedem apenas que pensemos a respeito. No espírito filosófico, procuram fazer o leitor passar a questionar certas coisas e, especialmente o leitor leigo no âmbito filosófico, a expandir um pouco seus horizontes.

Quando a Filosofia era um caminho mais próximo dos problemas reais do mundo, mais próxima das pessoas, as coisas eram bem diferentes. Aparentemente, a Filosofia sofre do mesmo academicismo que outras ciências, tentando separar seus estudiosos da vida mundana, especialmente ao discutir sobre a linguagem e sobre si própria.

Talvez seja mesmo necessário que a Filosofia siga esse caminho, mas o que se perde é o contato com a sociedade, com a realidade.

O Porco Filósofo é um livro muito leve e divertido de ser lido. Como é dito logo nas primeiras páginas, experiências de pensamento são criações mentais de determinadas situações, elimnando elementos cotidianos para focarmos apenas certos aspectos (o objeto de análise), por vezes levando-se situações a extremos para que possamos pensar melhor a seu respeito.

O livro traz cem dessas experiências de pensamento, algumas inspiradas em autores clássicos, outras totalmente novas (ou quase isso), algumas até inspiradas em obras de ficção científica. É este o caso da experiência inspirada no boi que aparece no Restaurante do Fim do Universo, de Douglas Adams, um novilho que sabia que ia ser devorado e não tinha qualquer queixa a esse respeito, pelo contrário, gostaria de sê-lo. Esta situação, em especial, inspirou a experiência de pensamento do porco que quer ser comido, que deu, inclusive, nome ao livro.

Vale realmente a pena ser lido. Foi-me indicado por um amigo professor de Filosofia (Stanley) e devo dizer que realmente vale a pena! Conheçam-no!

Special: 

O Fim da Gente

Se os sonhos blindam a alma humanaLágrima Lunar
Que eles existam e não caiam ao chão
Que a Lua seja um abrigo seguro
Contra esse mundo de desconfiança

Somente assim haverá esperança
De construirmos um melhor futuro
Uma esperança de libertação
Contra a força capital soberana

A vida é hoje insana e lá no fundo
Todos temos a triste sensação
Que o fim da gente é a verdade crua

Somente quem pode ir da Terra à Lua
Contra qualquer cético de plantão
Tem força e gana pra mundar o mundo

-- Cárlisson Galdino

Special: 

Escarlate III #14 - Ajuda dos Pescadores

Escarlate III #14 - Ajuda dos Pescadores

Na praia ao norte de Beufu, dois sujeitos caminham mais uma vez à procura de uma embarcação que os leve de volta para casa (e sua casa é móvel).

Os dois param e apreciam a vista: vários barcos encostados, alguns ainda chegando. É final de tarde e eles estão entrando na vila dos pescadores de Beufu. De novo.

Breig e Uglu se olham e então partem para continuar a pesquisa.

- Boa noite, senhor!

- Boa noite.

- Sabe dizer onde conseguimos transporte para ir a Wimow?

- Não.

O homem de chapéu se volta para o barco que puxava para a terra com ajuda de dois rapazes, provavelmente filhos ou parentes de outro grau. Uglu e Breig os deixam e seguem adiante.

- Breig... Estou começando a achar que foi uma péssima ideia essa de a gente sair daqui de barco.

- Parece, né?

- Um barco pequeno não resolve e barcos grandes não tem mais, já deu pra perceber. Não seria melhor a gente sair a cavalo mesmo?

- Talvez.

- Lembro que o Tzarend queria vir pra cá por navio porque as fronteiras estavam sendo vigiadas pelo exército, não é? Agora que a guerra acabou...

- Agora que você tocou no assunto... Não sabemos como estão as fronteiras. Quando saímos de Beniw, foi por percebermos que a guerra não tinha exatamente acabado. No máximo, estão criando outra.

- Mas é muito recente. As fronteiras devem estar tranquilas ainda.

- Talvez, mas sabe quantos dias de viagem levaríamos pra chegar na fronteira, mesmo a cavalo?

- É verdade.

- Já que estamos aqui, vamos continuar tentando. Se não der jeito, a gente muda a estratégia.

- Quando?

- Quando a gente se encher dessa gente. Em uns três dias, acredito eu.

- Tudo bem, vamos lá.

- Por aqui. - Breig chama Uglu para uma cabana, na qual notou alguma movimentação. - Olá? Tem alguém aqui?

- Olá. - Uma mulher responde, de dentro da cabana, e vem até a porta recebê-los. - O que querem?

- Boa noite. Somos estrangeiros e estamos procurando uma forma de voltar para casa. A senhora conhece algum barco ou navio que vá para Wimow?

- Não. - Ela responde secamente e volta para dentro da cabana cuidar de seus afazeres.

Breig e Uglu se afastam de lá, seguindo pela praia.

- Estou começando a suspeitar que esse povo tem algum ressentimento com quem é de Wimow... - Uglu comenta.

- Será?

- Sei lá... Talvez tenha a ver com a guerra, com a intervenção do povo de lá. Não sei. Estranho.

- Vamos ali! - Breig fala e acelera o passo, sendo seguido por Uglu.

O que vira foram cinco pescadores conversando e sorrindo encostados em seus barcos. O que Breig pensou, obviamente, foi que seria ao menos mais agradável procurar informações entre pessoas que estão de bom humor (coisa rara hoje em dia).

- Olá, senhores! Boa noite!

- Boa. - Eles ainda mantêm o sorriso, mas adquirem uma expressão desconfiada.

- Desculpe incomodá-los. Nós não somos daqui e estamos procurando um barco para ir pra Wimow.

- Bora! - Um rapaz que estava sentado se levanta, indo em direção ao mar, sob gargalhadas gerais. Após poucos passos ele volta.

- Que é isso, hein?! Vou mostrar a vocês o que é engraçado! - Uglu já ia se aproximando, mas é interrompido por Breig.

- Perdão, mas é sério. Sei que um barco desses não é adequado para uma viagem até Wimow, mas vocês são do mar, ora, devem conhecem barcos maiores da redondeza, sejam de pesca ou não. Foi somente isso que nós pensamos ao procurá-los.

- E vocês vem com esse desrespeito! - Uglu cospe no chão, de lado.

- Tá, tá, desculpe então ter tomado tempo de vocês.

- Espere. - Um dos cinco, de bigode cheio, se desencosta do barco onde estava. - Ebyublar, não tinha um navio de Wimow que estava vindo de Kreuk mais cedo?

- Sim, é verdade. Deve estar ainda lá. - Um homem de chapéu sem camisa responde.

- Isso! É exatamente disso que nós precisamos.

- Que bom. Deve estar ainda lá, estava navegando longe da costa. - O mesmo bigodudo complementa. Agora é só vocês chegarem lá.

- Vocês não poderiam nos levar?

- O que ganhamos?

- Hmmm... Podem ficar com nossos cavalos, mesmo porque não vamos precisar deles.

- Cavalos, cavalos... - o de bigode pensa um instante. - Bora. Pega os animais que eu levo vocês.

 

Finalmente os dois conseguem um barco. Um barco menor que os leve a um adequado. No meio do caminho, uma percepção os perturba.

- O que é aquilo? São pedras? - O pescador aponta para longe.

Breig e Uglu observam atentamente e se olham preocupados.

- Volte! Mudamos de ideia.

“É a frota de Noak...”

Por trás do manto de matas

Eu sou Kleber Inácio, um ecólogo que foi recentemente indicado para entrar na Floresta Amazônica para examinar espécimes. Eu aceitei. Éramos um grupo de cinco: eu, dois outros especialistas em ecologia, um fiscal e um guia. Partimos numa terça-feira, após o café-da-manhã. Entramos na floresta analisando seres e, à tarde, nos encontramos com uma tribo indígena amiga que nos convidou para passar a noite. Até esse ponto tudo correu bem, mas a tranqüilidade não durou muito...

Eram nove horas quando todos fomos dormir. Entramos, os cinco, em uma oca e nos deitamos. Isso foi logo após os rituais pós-rango. Como nunca tivesse dormido no meio de uma floresta - e talvez o chão frio, os barulhos e as lendas hoje contadas tenham ajudado um pouco -, não consegui dormir. Às dez horas, como tinha insônia, resolvi sair e olhar um pouco a floresta. No início achei interessante. Havia corujas e outros seres noturnos ativos. E foi assim até as onze e vinte e três, quando vi uma luz forte vindo do meio da floresta. Imediatamente, pensei em acordar a equipe para ir até lá, mas ao vê-los dormindo tão tranqüilamente achei que seria melhor ir sozinho. Peguei minhas armas (câmera fotográfica, bloco de anotações, caneta esferográfica e um punhal) e parti.

Depois de alguns minutos, penetrando na floresta em direção ao lugar onde a luz surgiu, parei um pouco. Não ouvia nem via nada de estranho. Estaria enlouquecendo? Resolvi continuar seguindo em frente. Minutos depois parei novamente. Já devia ter chegado ao lugar. Haveria eu tomado a trilha errada? Fiquei lá esperando algum movimento, algum novo raio de luz, mas nada aconteceu. Quando pensei em partir e comecei a me virar, ouvi um barulho nos arbustos. De repente, vi a coisa mais estranha e bizarra que já vira até hoje. Um cogumelo de dois metros de altura, aproximadamente, sai do arbusto voando de cabeça e cai no chão deslizando até bater em uma árvore. Foi aí que percebi algo inacreditável: ele tinha braços e pernas. Malfeitos sim, mas ele os tinha. Tinha também olhos e boca. Estava imóvel, ainda no chão, talvez devido à pancada. Senti uma necessidade de me aproximar dele. Dei alguns passos em sua direção quando percebi um barulho vindo do lugar de onde viera essa bizarrice. Resolvi ver do que se tratava. Aproximei-me lentamente do arbusto e o abri com as mãos, de modo que pudesse ver o que havia atrás.

Nada! Não havia nada de estranho. Mas o barulho persistia. Barulho de pancadas. Resolvi seguir em sua direção. A cada passo meu sangue fervia mais. O barulho se tornava mais e mais alto, até um ponto em que eu tive a certeza de que estava diante da última barreira: o último arbusto. Receei por alguns segundos, mas finalmente tomei coragem e abri um pequeno buraco com as mãos. O que vi foi ainda mais extraordinário do que o ser que havia visto pouco tempo atrás. Havia um ser parecido com jacaré, com cerca de quatro metros e meio de altura, lutando contra outro ser igual ao que estava imóvel lá atrás, duas aves humanóides e um humanóide de aparência bestial, castanho escuro, com espinhos dos pés à cabeça. Eles estavam a uns quinze metros de mim, mas mesmo assim fui visto. Eu só havia colocado a cabeça do outro lado quando o ser espinhoso gritou e apontou para mim. Poucos segundos depois senti um espinho furando minhas costas. Senti-me fraco e só vi, antes de cair, um homem pequeno, amarelo e preto, com asas finas e transparentes, voando perto de mim. Pareceu-me uma abelha bípede e com feições humanas.

Quando me acordei já era dia. Eu estava com a tribo e a minha equipe, naquela mesma oca. Estava deitado e tinha um pano molhado na cabeça: tinha febre e só me recuperei totalmente perto da hora do almoço. Disseram-me que um membro da tribo havia me encontrado na floresta com febre alta. Prometi agradecer-lhe mais tarde pelo resgate, mas depois do almoço não consegui pensar em outra coisa que não fosse o que havia visto ontem. Teria sido real? Pouco provável. Se me encontraram com febre alta, certamente o que vira não passara de efeitos alucinógenos. Quando estava convencido de que tudo fôra obra da febre lembrei de procurar meu salvador. Saí a sua procura, mas não o encontrava. Até que alguém disse que ele havia ido à floresta há muito pouco tempo. Pensei rápido e optei por segui-lo. Corri pela floresta na direção que me havia sido indicada e o vi de longe. Era ele mesmo. Bom, pelo menos foi por algum tempo pois, enquanto andava, metamorfoseou-se em um ser como o que vira ontem, cheio de espinhos. E mais: a meus olhos parecia ser o mesmo. Não restavam dúvidas. Tudo o que vira à noite foi real... Mas como não queria passar minhas férias num hospício, o jeito foi voltar e dizer que não vira nada...

Revista Nintendo Blast #30

Revista Nintendo Blast #30

Saiu a edição 30 da Revista Nintendo Blast. Nesta edição o tema principal é o Metal Gear Solid 3D - Snake Eater. Assim, há alguns artigos tratando do jogo, de uma franquia que estava afastada da Nintendo e agora volta.

Além do Snake Eater, sobra espaço para falar do Mario Party 9, Tekken 3D Prime Edition e da História da Konami, dentre outras coisas. Confira lá!

Special: 

Revista Espírito Livre #35 (sem Warning Zone)

Revista Espírito Livre #35

Organizar um evento não é tarefa fácil. Quem já organizou eventos, mesmo pequenos e de expressão local, sabe que não é uma tarefa simples. Organizar o I Fórum da Revista Espírito Livre foi muito gratificante, entretanto extremamente trabalhoso. Ao final senti aquela sensação de dever cumprido, de missão cumprida. Realmente algo muito bom de sentir.

Mas para quem não acompanhou as notícias do final do ano de 2011, no final do mês de novembro, mais precisamente no dia 29/11, a capital capixaba, Vitória, recebeu a primeira edição do Fórum da Revista Espírito Livre. O evento foi um sucesso e contou com a participação de muitos colaboradores da publicação, além é claro, de vários leitores que estiveram presentes durante todo o dia, em busca de conhecimento, informação de qualidade, ou para conhecer aqueles que fazem a Revista Espírito Livre regularmente.

A principal motivação para a realização do fórum da Revista Espírito Livre surgiu da necessidade de encurtar as distâncias entre leitores e colaboradores, já que a publicação existe apenas como uma revista digital. Outra motivação era a de levantar recursos para ajudar a sustentar a produção da revista, algo extremamente importante. Além disso, a proposta era de, ao final do evento, serem reunidos os trabalhos apresentados durante todo o dia, e compilados em uma edição especial, com a contribuição de textos dos palestrantes e parceiros envolvidos. Esta, portanto, a primeira de muitas. Assim espero.

Já estamos planejando edições em outras cidades, na esperança de poder atingir um público ainda maior de pessoas. Nas páginas desta edição você irá conferir alguns dos principais temas abordados durante o evento ocorrido em Vitória/ES.

Um forte abraço a todos!

Enfim, esta edição especial não traz também o episódio 35 de Warning Zone. Tal episódio será apresentado junto com o episódio 36 na edição 36 da revista.

Confira a Revista Espírito Livre 35.

O Espaço para quem vê

De noite no céu da cidadeLágrima Lunar
Do campo, se vê ainda mais
Pessoas contemplam a imagem
Da dança dos seres astrais

De noite é que se pode ver
Lá na escuridão do infinito
Com olhos, desde o entardecer
O Espaço imenso e bonito

A visão é nosso sentido
É ela que nos abre a porta
De perceber todo o Universo

Os seres no cosmo dispersos
De outro sentido, outra norma
Como é que percebem tudo isso?

-- Cárlisson Galdino

Special: 

Escarlate III #13 - Conspiremos

Ontem, em comemoração ao Primeiro de Abril, foi publicado um episódio falso. Por isso, hoje está no ar o verdadeiro Episódio 13 de Escarlate III. Espero que não tenham ficado chateados com a brincadeira. :-P

O episódio i3 fez homenagens a personagens e situações do mundo dos videogames. Você notou todas?


Escarlate III #13 - Conspiremos

Evy, cidade de Noak, 4 horas da tarde. Num templo de adoração um grupo de 19 pessoas se reúne em torno de Viex. Todos estão trajando roupas mundanas, mas têm o típico tipo físico de diversos aventureiros. Bárbaros, guerreiros, arqueiros...

- Então nós temos que chegar no coração do país, certo? - É um sujeito estranho quem fala, um loiro de olhos inquietos. Loiro como dezoito dos presentes.

- Certo. - Viex responde, sentado em uma cadeira diante de uma fileira de bancos, onde estão todos os outros.

- Como foi da outra vez? Você disse que chegou lá antes...

- Era outra realidade. - Viex por algum tempo olha para uma das janelas pensativo. Então completa. - O mesmo método não vai funcionar uma segunda vez.

- Ok... Podíamos ir numa carroça, disfarçados de mercadoria.

- Arriscado demais. Estou certo de que eles achariam suspeito.

- Por que a gente não chega lá e pronto? - O mais forte dos presentes é quem pergunta. Um loiro a quem chamam de Krid - Poderíamos seguir pela entrada principal ou em uma das alternativas, a galope. Eles não conseguiriam reagir rápido o suficiente.

- Talvez. - Viex fala, olhando em sua direção. - O mais provável, porém, é que consigam nos atrasar na entrada do castelo e que seja justamente ali que todos os soldados que nos viram passar e nos perseguiam finalmente nos encurrale.

Todos se entreolham preocupados. Um homem afastado do grupo finalmente se pronuncia.

- Perdão, senhores, mas vejo um jeito.

Todos olham na expectativa de uma resposta de Epowi, o sacerdote que zela pelo templo onde agora estão.

- Podemos nos separar em duplas ou trios e montar disfarces distintos. Uma equipe vai como marceneiros, outra como comerciantes, outra ainda como mendigos.

- Não levantaríamos suspeitas do mesmo jeito? - A única mulher do grupo, em um vestido esverdeado e de cabelos curtos loiros, pergunta.

- Não, não. - Epowi prossegue. - Os grupos iriam separados também. Entrariam por locais diferentes da cidade e também em momentos diferentes. Então os grupos se reuniriam numa hora combinada em um local apropriado, mas já próximo o suficiente para uma ação mais rápida e direta.

- Fico me perguntando que ação seria essa... - Um sujeito comenta, do lado da mulher. Ele, com um aspecto forte e de ar arrogante, mas de cabelos escuros. Poilt é seu nome.

Os olhos de Viex saltam para outra das janelas do templo e a vigiam por um instante. Só então ele responde.

- Em um jogo de Xadrez o que interessa é derrubar o Rei. Nosso objetivo será descobrir quem está coordenando essas forças de Dessurdi e dar um jeito nisso.

- Então você pensa que os Dessurdi é que estão por trás de tudo? - Poilt pergunta, coçando o queixo.

- Não tenho dúvidas.

- Hmmm... Certo... Podemos sair daqui amanhã cedo.

- Vamos começar ainda hoje. - Retruca Viex - Epowi, você poderia nos conseguir os disfarces?

- Vou ver o que posso fazer.

- Ok, nós nos encontramos aqui daqui a uma hora? - Poilt pergunta.

- Não. - Viex responde secamente. - Não devemos levantar suspeitas.

- Peraí! Não podemos sair assim do nada, sem preparativos! - O alvoroço é comum, mas a voz que se sobressai é a da mulher.

- Sinto muito, mas somos muita gente para que possamos arriscar que a informação da viagem vaze. Além do mais, não podemos levar armas, estragaria nosso disfarce.

- Como não? - Poilt protesta. - Creio que todos aqui temos pequenos objetos e armas que podem ser úteis nessa jornada!

- Quando marquei esta reunião, eu insisti que não trouxéssemos nada chamativo, por isso viemos assim, como simples camponeses. Creio que todos os que tinham pequenos objetos e armas que pudessem ocultar já estejam equipados agora, não?

- Haha! E quem aqui está armado?

- Eu vi suas adagas e estrelas de ferro.

Poilt sorri meio sem graça, enquanto Viex olha ao redor tenso. Repentinamente, Viex salta de lado, desviando de um dardo. Alguns do grupo caem. Enquanto as portas se abrem para a entrada de homens armados, Epowi se abaixa e se aproxima de Viex.

- Uma cilada?

- Parece que sim.

- Que está havendo afinal!? - É um rapaz baixo que se aproxima rápido do grupo. Viex já tinha a mão em Janliet, mas para sua ação. O rapaz, como Poilt, tem cabelos escuros, mas não é Poilt.

- Temos que sair daqui.

- Conheço um caminho. - Epowi sorri e os conduz por um dos corredores do templo. Eles terminam diante de uma janela, que todos percebem que seria facilmente quebrada. Logo abaixo, algo os anima.

- Cavalos!?

- Sim, sempre notei que esses negociantes de animais vem aqui perto. Podemos saltar e...

- Corram. - É o gigante Krid quem se aproxima, apontando para dentro do templo. Ele próprio salta sobre a janela e os outros três o seguem.

Tomando cavalos à força, eles escapam. Os criminosos ainda chegam à janela e disparam dardos contra o grupo. O cavalo de Krid é atingido.

O veneno age após alguns minutos e eles mudam a formação: vão Epowi e o baixo Tierby dividindo uma mesma montaria para que Krid possa galopar só. Com todo esforço, eles conseguem escapar de Evy, mas para onde?

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