O Espaço para quem vê

De noite no céu da cidadeLágrima Lunar
Do campo, se vê ainda mais
Pessoas contemplam a imagem
Da dança dos seres astrais

De noite é que se pode ver
Lá na escuridão do infinito
Com olhos, desde o entardecer
O Espaço imenso e bonito

A visão é nosso sentido
É ela que nos abre a porta
De perceber todo o Universo

Os seres no cosmo dispersos
De outro sentido, outra norma
Como é que percebem tudo isso?

-- Cárlisson Galdino

Special: 

Escarlate III #13 - Conspiremos

Ontem, em comemoração ao Primeiro de Abril, foi publicado um episódio falso. Por isso, hoje está no ar o verdadeiro Episódio 13 de Escarlate III. Espero que não tenham ficado chateados com a brincadeira. :-P

O episódio i3 fez homenagens a personagens e situações do mundo dos videogames. Você notou todas?


Escarlate III #13 - Conspiremos

Evy, cidade de Noak, 4 horas da tarde. Num templo de adoração um grupo de 19 pessoas se reúne em torno de Viex. Todos estão trajando roupas mundanas, mas têm o típico tipo físico de diversos aventureiros. Bárbaros, guerreiros, arqueiros...

- Então nós temos que chegar no coração do país, certo? - É um sujeito estranho quem fala, um loiro de olhos inquietos. Loiro como dezoito dos presentes.

- Certo. - Viex responde, sentado em uma cadeira diante de uma fileira de bancos, onde estão todos os outros.

- Como foi da outra vez? Você disse que chegou lá antes...

- Era outra realidade. - Viex por algum tempo olha para uma das janelas pensativo. Então completa. - O mesmo método não vai funcionar uma segunda vez.

- Ok... Podíamos ir numa carroça, disfarçados de mercadoria.

- Arriscado demais. Estou certo de que eles achariam suspeito.

- Por que a gente não chega lá e pronto? - O mais forte dos presentes é quem pergunta. Um loiro a quem chamam de Krid - Poderíamos seguir pela entrada principal ou em uma das alternativas, a galope. Eles não conseguiriam reagir rápido o suficiente.

- Talvez. - Viex fala, olhando em sua direção. - O mais provável, porém, é que consigam nos atrasar na entrada do castelo e que seja justamente ali que todos os soldados que nos viram passar e nos perseguiam finalmente nos encurrale.

Todos se entreolham preocupados. Um homem afastado do grupo finalmente se pronuncia.

- Perdão, senhores, mas vejo um jeito.

Todos olham na expectativa de uma resposta de Epowi, o sacerdote que zela pelo templo onde agora estão.

- Podemos nos separar em duplas ou trios e montar disfarces distintos. Uma equipe vai como marceneiros, outra como comerciantes, outra ainda como mendigos.

- Não levantaríamos suspeitas do mesmo jeito? - A única mulher do grupo, em um vestido esverdeado e de cabelos curtos loiros, pergunta.

- Não, não. - Epowi prossegue. - Os grupos iriam separados também. Entrariam por locais diferentes da cidade e também em momentos diferentes. Então os grupos se reuniriam numa hora combinada em um local apropriado, mas já próximo o suficiente para uma ação mais rápida e direta.

- Fico me perguntando que ação seria essa... - Um sujeito comenta, do lado da mulher. Ele, com um aspecto forte e de ar arrogante, mas de cabelos escuros. Poilt é seu nome.

Os olhos de Viex saltam para outra das janelas do templo e a vigiam por um instante. Só então ele responde.

- Em um jogo de Xadrez o que interessa é derrubar o Rei. Nosso objetivo será descobrir quem está coordenando essas forças de Dessurdi e dar um jeito nisso.

- Então você pensa que os Dessurdi é que estão por trás de tudo? - Poilt pergunta, coçando o queixo.

- Não tenho dúvidas.

- Hmmm... Certo... Podemos sair daqui amanhã cedo.

- Vamos começar ainda hoje. - Retruca Viex - Epowi, você poderia nos conseguir os disfarces?

- Vou ver o que posso fazer.

- Ok, nós nos encontramos aqui daqui a uma hora? - Poilt pergunta.

- Não. - Viex responde secamente. - Não devemos levantar suspeitas.

- Peraí! Não podemos sair assim do nada, sem preparativos! - O alvoroço é comum, mas a voz que se sobressai é a da mulher.

- Sinto muito, mas somos muita gente para que possamos arriscar que a informação da viagem vaze. Além do mais, não podemos levar armas, estragaria nosso disfarce.

- Como não? - Poilt protesta. - Creio que todos aqui temos pequenos objetos e armas que podem ser úteis nessa jornada!

- Quando marquei esta reunião, eu insisti que não trouxéssemos nada chamativo, por isso viemos assim, como simples camponeses. Creio que todos os que tinham pequenos objetos e armas que pudessem ocultar já estejam equipados agora, não?

- Haha! E quem aqui está armado?

- Eu vi suas adagas e estrelas de ferro.

Poilt sorri meio sem graça, enquanto Viex olha ao redor tenso. Repentinamente, Viex salta de lado, desviando de um dardo. Alguns do grupo caem. Enquanto as portas se abrem para a entrada de homens armados, Epowi se abaixa e se aproxima de Viex.

- Uma cilada?

- Parece que sim.

- Que está havendo afinal!? - É um rapaz baixo que se aproxima rápido do grupo. Viex já tinha a mão em Janliet, mas para sua ação. O rapaz, como Poilt, tem cabelos escuros, mas não é Poilt.

- Temos que sair daqui.

- Conheço um caminho. - Epowi sorri e os conduz por um dos corredores do templo. Eles terminam diante de uma janela, que todos percebem que seria facilmente quebrada. Logo abaixo, algo os anima.

- Cavalos!?

- Sim, sempre notei que esses negociantes de animais vem aqui perto. Podemos saltar e...

- Corram. - É o gigante Krid quem se aproxima, apontando para dentro do templo. Ele próprio salta sobre a janela e os outros três o seguem.

Tomando cavalos à força, eles escapam. Os criminosos ainda chegam à janela e disparam dardos contra o grupo. O cavalo de Krid é atingido.

O veneno age após alguns minutos e eles mudam a formação: vão Epowi e o baixo Tierby dividindo uma mesma montaria para que Krid possa galopar só. Com todo esforço, eles conseguem escapar de Evy, mas para onde?

Escarlate III #I3 - Castelo de Beniw

Escarlate III #I3 - Castelo de Beniw

Episódio especial (falso) de 1º de abril

Em busca de Eve, Zand se aproxima de Beniw e decide descer do cavalo para enfrentar aquela floresta.

As árvores ao fundo e alguns barris rolando pelo caminho. Ele segue levando consigo a Roph-Raph, a lira de Knova e sua armadura de escamas de dragão. De Knova. Vira a esquina.

“Um rio... Um rio pequeno, mas com três jacarés. Eu poderia derrotá-los ou tentar saltar sobre suas cabeças, mas tenho impressão de ter visto um bueiro mais atrás.”

Ele abandona aqueles três jacarés boquiabertos e volta, encontrando o tal bueiro que viu há pouco tempo. Desce por uma escada e entra naquele mundo sombrio.

“Quanta escuridão! Mas tenho que prosseguir. Eve corre perigo. Espere! O que é aquilo ali na frente? Parece um escorpião!”

De fato era um escorpião, um escorpião gigante.

Não tão gigante assim, mas escorpiões normais não costumam ter um metro de altura, a contar do chão até o topo de sua calda levantada.

“Maldição! Como vou manusear a Roph-Raph nesse apertado!?”

Ele saca a lança e a coloca para a frente. Começa a trocar golpes com a criatura. A lança Roph-Raph e o ferrão do escorpião trocam golpes, acertando o solo, mas cada golpe visando o oponente.

Finalmente Zand consegue acertar a cabeça do escorpião gigante, extinguindo-lhe a vida.

- É isso. Tenho que prosseguir.

O caminho segue e, uma hora e três escorpiões gigantes depois, o leva até um lugar que Zand facilmente reconhece.

- A entrada do castelo! Esse atalho foi mesmo providencial.

- Parado aí!

- Quem!?

Zand se vira e olha com curiosidade aquele menino de boné que vem caminhando por detrás de uma das colunas.

- Eu sou Kermes e você não vai passar por aqui.

Zand se vira para o menino e olha com mais calma. Parece ter 10 anos de idade, como uma criança mediana qualquer. Com luvas estranhas, luvas que não cobrem os dedos.

- E o que você vai fazer para me impedir, criança?

Um sorriso discreto brota de seu rosto. Com a mão direita ele gira a aba do boné para trás e então faz uma estranha conjuração.

Logo Zand se vê diante de um sapo gigante. Um sapo gigante e ameaçador, mas que traz nas costas alguma espécie de planta parasita. Ao contrário dos escorpiões que havia no caminho, “gigante” quer dizer pelo menos 3 metros de altura.

- Maldição! Faltava essa agora!

- Ataque de força!

O sapo vem correndo em disparada contra Zand, que salta de lado.

Posição oportuna: ele crava a Roph-Raph no sapo, que grita de dor e some no ar.

O garoto sorri de onde estava.

- Haha! Estamos apenas aquecendo! Vai Mags!

Outra criatura é maerializada. Dessa fez, um estranho lagarto amarelado, com um colar de folhas que parecem brotar dele próprio e um nariz que é outra folha, esta curavada para cima. O lagarto parece dócil e tem patas redondas e firmes como de jabutis, e o pescoço comprido.

- Aromaterapia!

- O quê!?

- Estou falando com Mags.

- Você é maluco, pivete? Me deixa passar logo!

- De jeito nenhum. Mags, Raio solar!

O tal de Mags entende o comando de Kermes. Suas folhas começam a brilhar captando a luz do Sol. Zand vê um pequeno globo se formar pouco acima dos olhos da criatura e, pouco depois, um raio parte de lá, quase atingindo Zand, que salta em mais uma esquiva.

- Tá, já cansei disso. - Zand se levanta e chega até Mags, que está ofegante, e o acerta também com a lança.

- Faísca!

- Como?!

Perto de Zand aparece um lagarto estranho, de costas escuras, de onde parece sair uma fogueira. Sem esperar mais, Zand o golpeia também. Ele some. Ou as criaturas são muito menos perigosas do que parecem ou a Roph-Raph é realmente uma arma muito boa. Zand vai com a segunda opção.

- Raia, é com você!

- Ai que saco... O que agora?

- Ataque de sementes!

Zand mal se vira e vê uma arraia voadora, que vem num rasante cuspindo sementes em sua direção. Uma acerta seu braço com força, apenas para que Zand perceba que elas machucam (e machucariam mais, caso ele não estivesse com esta armadura).

- Você não conseguirá me derrotar.

- Que palhaçada é essa, menino?

- Hahahaha! Raia, bolha tóxica!

Zand vê quando um globo gosmento é cuspido da tal arraia. Salta mais uma vez para se esquivar, mas vai em direção ao moleque.

Com a parte menos perigosa da lança, ele o derruba e golpeia, enquanto pede:

- Pare com isso agora.

- Raia, volte... Arghhh... Isso não vale!

- Agora me diga: quem mandou você aqui?

- Ninguém! Só vim ver Rubi!

- Rubi!?

- É, ela é uma ótima treinadora!

- ??

- É, de monstros portáteis! Só que ouvi dizer que ela só tinha um...

“Rubi? Hmmm...”

- Tudo bem. Vá embora com seus bichinhos antes que eu me arrependa.

- Ok, você venceu. Tome.

- O que é isso?

- São oitenta e cinco pratas por me vencer.

- Você é maluco?

O garoto então se levanta, coloca o boné de novo com aba para frente e sai com as mãos no bolso, assobiando e cantarolando "para nooossa alegria"...

Zand entra no castelo e encontra alguém amarrado. Corre até lá e o solta: é Viex.

- Que bom que você veio, Zand! Muito obrigado!

- Você viu...

- Eu sei o que veio procurar: Eve.

- E onde ela está?

- Sinto muito, Zand, mas sua Eve está em outro castelo!

Pedra Humana Alada

”No alto de um prédio está um homem. Esquisito, muito estranhamente vestido. Com roupa em vermelho, amarelo e azul. Roupa como de borracha. Estranho? Não muito, mas eu ainda não disse que ele tinha asas.

O prédio é alto e em seu topo o Guardião mantém-se imóvel, mirando o infinito no asfalto das ruas. Não se sabe o que passa pela sua cabeça, mas ele tem asas. Isso, por si só, automaticamente já o tornaria diferente dos demais cidadãos. Como se não bastasse ainda se comporta dessa maneira. Agora está ele lá sobre o edifício, ainda imóvel. O que espera? Só ele e Deus sabem.

Super-Herói? Não zela por sua identidade, nada secreta, além do mais ainda não o vi combater crimes. Super-Vilão? Também não o vi executar um crime. O que será ele então? Um anjo? Não diria isso, não se porta como um. Não é um defensor das pessoas nem um arrogante. Talvez, se for anjo, um anjo caído que não sabe a que veio, mas acho difícil que seja. Mutante? Vamos parar de nos perguntar o que ele é, se continuarmos nisso certamente não chegaremos a lugar nenhum. É melhor olhá-lo e deixar que o tempo nos dê a resposta.

Está abaixado desde que o vi. Deve ter cerca de um metro e noventa quando de pé. Tem cabelos negros, pele branca - o que é estranho, se ele está ao sol há tanto tempo - e olhos brancos. Não aquele branco de cegueira, mas um branco quase cinza, vendo-se claramente a pupila escura no centro. Suas asas também são brancas, empenadas como as de uma ave. São asas majestosas, mas que não se movem em resposta ao vento. Ele está realmente imóvel.

O que será que ele vê com um olhar tão penetrante e ao mesmo tempo distante? Na rua há algum movimento. Uma quantidade de movimento incompatível com o tamanho da cidade, aparentemente grande. Um movimento de dia de domingo. Não há muito o que olhar nessas ruas. Há agora dois casais passando em sentidos opostos, com filhos. Há um homem em um carrinho de pipocas. Nada de tão interessante passando pelas ruas.

Sei que é de pouca importância saber quem ou o que ele é, mas não consigo afastar de mim essa curiosidade. O que estaria um ser alado fazendo ali em cima de um prédio em uma tarde de domingo? Que tipo de ser será ele? Não está simplesmente parado. Como notei há algum tempo, ele está completamente imóvel. Será um tipo andróide? Não posso dizer se sim ou se não, mas o que um andróide estaria fazendo ali? Ou melhor, quem nesse planeta tem tecnologia para fabricar um andróide? Não conheço ninguém capaz de algo tão grande, principalmente que construa um com asas de penas. Mas o que será ele?

A noite chega e ele permanece imóvel, imóvel como pedra. Apenas seus cabelos e as penas das asas balançam ao vento... Pedra? Está se mexendo? Só pode seu um gáaaaaaaaaahhh!!!”

A Primeira Era de Larkoddan

Larkoddan é um pequeno planeta que gira em torno de uma estrela amarela. Era só um planeta sem vida até a chegada dos imortais, seres que vagam pelo espaço. Seres cuja essência abraça a matéria para lhes dar identidade e cujo poder alcança níveis estranhos e supremos. Hoje Larkoddan tem onze imortais presentes, mais quatro que tem menos força. Mas até chegar aos dias de hoje, Larkoddan passou por vários estágios. E tudo começou com apenas dois.

Tudo começou quando dois imortais chegaram, Suno e Luna. Eles abraçaram a estrela e o satélite que giravam em torno de Larkoddan. Dessa forma, eles podem olhar para todo o planeta, apesar de em turnos distintos. Às vezes juntos, às vezes separados.

Foi um período longo em que não havia outras formas de vida a não ser eles dois. Às vezes eles desciam e nadavam nos rios e nas praias e corriam pela superfície. Eles se amavam no planeta que era só deles dois.

Há muito poucos registros sobre essa era de Larkoddan, a que os amigos dos deuses se referem como a Primeira Era. Em seus registros, os amigos dos deuses relatam que naquele tempo os anos teriam apenas dois meses: o mês Sunar e o Lunar, cada um deles com 182 dias.

Essa simplificação do ano poderia funcionar muito bem até os dias de hoje, se considerarmos que a terra dos deuses é Niccha, que fica no mais extremo norte do planeta. Os meses ali poderiam ser divididos em dois, com base no período do ano em que há Sol e no período em que não ha. Poderia se não fossem os eventos que ocorreram depois, afinal, Niccha é conhecida como uma terra de regras caóticas, onde a Física não se comporta como deveria.

Suno e Luna viveram felizes juntos por um longo período, por toda a Primeira Era. Até que um dia vieram dois outros imortais. E tanto o casal de Larkoddan como os estrangeiros tiveram filhos e, logo, netos, dando início ao nascimento de uma nova era.

P. S.: Em algumas semanas, se tudo der certo, começarei a mestrar uma mesa de RPG ambientada em Larkoddan, que é o planeta onde ocorrem as aventuras de Escarlate. As consequências disso para a expansão desse universo eu devo divulgar aos poucos por aqui. Também estou estudando RPGs livres e possivelmente o que adotarei para Larkoddan será futuramente publicado traduzido (talvez já unido ao cenário).

Special: 

Preparando o ambiente RenPy

RenPy é um engine para a criação de Visual Novels, aqueles jogos que funcionam como narrações visuais interativas. Já falei dele rapidamente em outra ocasião e agora vamos ver como preparar o ambiente para usá-lo.

Para começar - e creio que não deve causar nenhum espanto - você vai precisar do Python instalado. Enquanto a maioria das distribuições GNU/Linux já vem com Python (mesmo as distribuições pequenas), no Windows você precisará instalá-lo. Para isso, pode baixá-lo de Python.Org. O CyanPack inclui a versão mais recente do Python para Windows e se você tiver o CyanPack poderá instalar o Python a partir dele.

Se você usa Trisquel, Ubuntu, Debian ou algo parecido ou derivado, para instalar o RenPy basta procurar o pacote renpy via Synaptic e instalá-lo. Ou executar o comando apt-get install renpy (ou sudo apt-get install renpy). É bom instalar também o renpy-demo e o renpy-thequestion. Assim você terá exemplos completos de uso da ferramenta.

Pois bem, uma vez instalado o RenPy, a principal ferramenta que você vai utilizar - o que fará interface entre você e o RenPy propriamente - é o Launcher. Ele é feito em Python e tem rotina para criar e configurar os projetos, o que já ajuda muito e evita que você tenha que se preocupar com a criação dos diretórios e arquivos iniciais. O Launcher tem o seguinte aspecto:

RenPy Launcher

Nesta tela, você vê um projeto já criado (Agenda Mundial). As opções para o projeto aberto são:

  • Launch - executar o projeto (jogar)
  • Edit Script - editar o arquivo principal do projeto (o arquivo em que você vai efetivamente trabalhar) com o editor de textos padrão do RenPy (veremos sobre isso mais adiante)
  • Game Directory - abre a pasta do jogo no gerenciador de arquivos
  • Check Script (Lint) - checar o código-fonte do jogo em busca de erros, validar
  • Choose Theme - escolher a paleta de cores do projeto
  • Delet Persistent - tarefa de manutenção - remoção de arquivos persistentes do projeto
  • Archive Files - cria um arquivo compactado com tudo o que se encontra dentro da pasta de projeto
  • Build Distributions - parecido com Archive Files, mas já adiciona o script necessário para o Sistema Operacional desejado

As opções globais ficam na sessão Ren'Py e são:

  • Select Project - permite ecolher um projeto que exista no diretório padrão do RenPy
  • New Project - cria um novo projeto no diretório padrão do RenPy
  • Ren'Py Games List - vai para o site do projeto RenPy listar os jogos que estão lá cadastrados
  • Quit - dar o fora
  • Options - permite definir qual o editor de textos padrão do RenPy e qual o diretório padrão (onde estão os seus projetos de jogos)
  • Ren'Py Help - abre a documentação do RenPy no navegador

Bom, agora você já sabe do básico, mas isso não é tudo, pelo menos aqui na minha instalação do Trisquel não foi tudo.

O problema basicamente foi que o editorde textos não funcionou. Indo na configuração, vi que havia duas opções: Debian e jEdit. O problema é que o editor padrão do Debian é um editor sem interface gráfica e, por isso, não funciona direito aqui. Tudo bem, podemos escolher o jEdit, mas isso também não é uma solução por si, já que o jEdit não vem com o RenPy.

Bem, então vou apresentar duas soluções de editor de textos que funcionam em GNU/Linux.

Usando o jEdit

Não importa em que Sistema Operacional você vai usar o jEdit. Para usá-lo, obviamente, você precisará de suporte Java instalado.

Em Windows, você pode baixar o Java diretamente do site Java.com. O jedit você baixa de jEdit.org e de preferência o coloca dentro do diretório onde ficou instalado o RenPy. Isso deve funcionar.

Agora, se estamos utilizando uma distribuição GNU/Linux que use pacotes .deb, certamente queremos as coisas mais organizadas. Por isso, devemos instalar o pacote jedit via Synaptic. Ou, como antes, simplesmente executar o comando apt-get install jedit. Isso por si só instalará o Java - caso não esteja insatlado - e o jEdit.

Tá, mas não acabou. Isso muito bem instala o jEdit, mas o RenPy não vai encontrá-lo. Para que o RenPy o encontre, execute esta linha no terminal:

ln -s /usr/share/jedit /usr/games/renpy

Isso criará um link simbólico para toda a pasta do jedit, como se ele tivesse sido instalado dentro do RenPy. Assim, o RenPy vai chamar o jEdit sem problemas.

Usando o Geany

Uma opção mais atrativa talvez seja usar o editor Geany, especialmente para quem utiliza o Trisquel que é distribuído junto com o CyanPack, já que o Geany já vem instalado nesse caso.

Se você ainda não tem o Geany instalado, instale o pacote geany.

Para usar o Geany, você vai precisar adicionar um arquivo de sintaxe e alterar outro, ambos da instalação do próprio Geany, além de um do próprio RenPy. Todas essas operações devem ser feitas com privilégios administrativos (como usuário root ou com sudo).

Comece baixando este arquivo. Você vai descompactá-lo e jogar o arquivo geany.editor.py no diretório /usr/share/games/renpy/launcher. Pronto, isso basta para que o RenPy possa reconhecer o Geany como um editor de textos (para usá-lo de fato, você deve alterar o editor de textos padrão via interface Launcher - em Options. Ao reabrir o RenPy depois de colocado o tal arquivo lá, o RenPy já vai listar o Geany como opção de editor, junto com o Debian e o jEdit).

Bem, agora o RenPy já abre o Geany com os arquivos que queremos editar, mas o Geany não colore. Para que o destaque sintático do Geany funcione, você precisa adicionar o arquivo filetypes.Ren'Py source.conf ao diretório /usr/share/geany. O arquivo está dentro deste arquivo compactado.

Ok, falta pouco. Agora abra o arquivo /usr/share/geany/filetype_extensions.conf e adicione a linha:

Ren'Py source=*.rpy;*.rpym;

Pronto! Está feito! Agora você já tem o ambiente RenPy funcional e pode criar suas próprias histórias interativas! Claro, numa sintaxe própria derivada do Python. Uma sintaxe da qual falarei em uma outra oportunidade...

Special: 

Kingdom Hearts: 10 anos entre Disney e Final Fantasy

Em 28 de março de 2002 era lançado no Japão o jogo Kingdom Hearts para Playstation 2. Um jogo inovador idealizado e projetado por duas grandes empresas do mercado de entretenimento, misturando conceitos e personagens: Square (atualmente Square Enix), produtora de jogos famosa com sua série Final Fantasy; Disney, nome indiscutivelmente famoso na área de desenhos e animações. O novo título era um mistério para o público e trazia uma só pergunta a todos: isso vai dar certo?

Deu certo. Hoje Kingdom Hearts completa 10 anos de vida e continua tendo títulos lançados e fazendo sucesso em vários consoles. Os títulos mais importantes (sim, ainda há outros) da série são:

  1. Kingdom Hearts, para Playstation 2 (2002)
  2. Kingdom Hearts: Chain of Memories, para Game Boy Advance (2004)
  3. Kingdom Hearts II, para Playstation 2 (2005)
  4. Kingdom Hearts 358/2 Days, para Nintendo DS (2009)
  5. Kingdom Hearts Birth by Sleep, para Playstation Portable (2010)

As aventuras acontecem em um universo criado especialmente para a série. Sora, o personagem principal de grande parte da série, tem que partir a procura de seus amigos, interagindo com personagens da Disney e do universo de Final Fantasy, vagando por cenários variados (como o mundo da Pequena Sereia, a terra do Rei Leão e o mundo digital de Tron). Usando uma curiosa espada em formato de chave, a Keyblade, objeto mágico fundamental em toda a história.

É uma série que certamente deve ser apreciada por quem gosta de RPG ou da Disney. RPGs com qualidade Square Enix e o carisma de Mickey, Donald e outros. Inclusive, com as vozes oficiais dos personagens.

Estão por vir Kingdom Hearts III (para Playstation 3 e sem data prevista) e, comemorando os 10 anos da franquia, Kingdom Hearts 3D: Dream Drop Distance (para Nintendo 3DS). Esse último será lançado amanhã no Japão, com direito a kit especial comemorativo, com um 3DS temático mais o jogo. Com a popularidade cada vez mais crescente do 3DS não duvido que será outro sucesso. Veja um trailer:

Apesar de ser lançado amanhã no Japão, a versão americana só deve vir no final do ano. De qualquer forma, já está disponível em pré-venda no eStarLand.

Special: 

Desafio a Pedro Cevada

Desafio a Pedro Cevada

No sertão de Alagoas
Morava um certo artista
Chamado Pedro Cevada
Poeta e humorista
Nem simpático nem novo
Mas querido pelo povo
E metido a repentista

Um dia ele acorda
Com Maria, sua senhora
Que lhe traz uma notícia
Que o pobre se apavora
É alguém que ela viu
Lhe fazendo um desafio
Procurando ele lá fora

- Mas Maria, tou lascado!
Vou fugir dessa cidade
- Home, é só um repentista
Tu é frouxo pra sua idade
- Ele é como tu falou?
Me confirma, por favor!
- É assim mesmo, verdade!

- Não tem jeito, vou-me embora
Que danado! Que meleca!
Como vou passar por isso?
Quase borrei a cueca
Eu sendo desafiado
Por um cabra de outro estado
Um cego com uma rabeca!

- Que vergonha, meu Pedrinho
Que enorme embaraço
Não é você que me diz
"Tudo o que eu quero eu faço
Pois só besta arruma briga
Com quem faz cordel, cantiga
É humorista ou palhaço"?

- Home, esqueça dessa história
Traz biscoito pra mim, traz?
Uma garrafa de água
Ou cachaça, tanto faz
Tou com medo e não nego
Mas um repentista cego!
Com rabeca ainda mais!

Esse povo é perigoso
Isso desde a antiguidade
Trucida qualquer rival
Sem a menor piedade
E tu ainda vem dizer
Que um desse veio me ver
Aqui na nossa cidade

- Você quer dizer, Pedrinho
Que cê vai me abandonar?
Fugindo prum canto e outro
Como um bandido vulgar?
Vou passar necessidade
Só pra sua vaidade
Poder em paz descansar?

- Pode ser, mas olha: eu volto!
Lá pra março ou fevereiro
Deixa ele ir embora
Pra ver que chego ligeiro
Não quero viver nas ruas
É uma semana ou duas
Nem carece desespero

- Pois Pedro, preste atenção
Nisso que vou te falar
Se passar daquela porta
Não precisa mais voltar
Eu arrumo outro parceiro
Volte que te quebro inteiro
Com a tábua de cortar

- Maria, minha criança
Não me dê ao urubu
Olha aqui a minha trouxa
E a janela dá pro Sul
Me perdoa, vou embora
É que o meu medo de agora
É mais dele que de tu

-- Cárlisson Galdino

Universo Retrato

O tempo que passa não voltaráLágrima Lunar
O Universo se expande, é natural
E não há gravidade que reverta
Ou talvez tudo vá se repetir

Talvez o Universo vá se fundir
E um novo Big Bang aconteça
E sempre se repita, sempre igual
Assim como voltam chuvas pro mar

Olhando para o Sistema Solar
Do solo dessa Lua sem ninguém
É que se nota o quanto isso é fato

O Universo é quase um retrato
E quando muda um pouco, é por bem
Que tudo volte pro mesmo lugar

-- Cárlisson Galdino

Special: 

Páginas