As Asas da Águia, o Livro

As Asas da Águia

Hoje está sendo publicado Lágrima Lunar, geralmente com uma poesia por segunda-feira. Você conhece As Asas da Águia? Este livro foi publicado integralmente aqui no Bardo WS. Está disponível à venda via Bookess.

Leiam! E se gostarem comprem o livro! Não sai tão caro, mesmo porque o frete é grátis! ;-)

Veja a primeira poesia do livro:

O Último Falcão

Lá se vai o último falcão
Chega ao chão mais uma pena torta
Depois de tanta perseguição
Vai ao chão como uma folha morta

O céu muda a cor para abraçar
Seu querido filho ora alado
Que somente por poder voar
Já se encontra todo estraçalhado

Foi-se o tempo da inocente dança
Só silêncio sapateia o chão
Trespassado por tão fria lança

Toda a luta por paz foi em vão
Já se foi a última esperança
Lá se foi o último falcão

-- Cárlisson Galdino

A Menina das Estrelas

Sempre que ela adormeciaLágrima Lunar
Ela buscava as estrelas
Nos sonhos, na fantasia
É onde queria estar

E a vida era poesia
Olhos fechados, sorriso
Mas enfim amanhecia
Não tinha como evitar

E a vida de correria
De olhos abertos que era
Problemas do dia a dia
Tão ruins de solucionar

Na lembrança ela só via
Estrelas, Lua e cometas
Do momento em que dormia
Saudades desse lugar!

O mundo só contraria
Quis lhe tirar a esperança
Mas ela não desistia
De sonho, estrela e luar

Acordada ou se dormia
Gostava tanto de estrelas
Eram a sua alegria
As estrelas a brilhar

Tanto ir ao espaço queria
Visitá-las acordada
E já que ir não podia
Quem sabe venham pra cá

Quem sabe num belo dia
Chegando perto do espaço
Sorrindo estrelas colhia
Para fazer um colar

-- Cárlisson Galdino

Special: 

Escarlate III #15 - À Beira do Rio Cretoa

Escarlate III #15 - À Beira do Rio Cretoa

Quatro cavaleiros em três cavalos no meio da estrada param.

- E agora? O que vamos fazer? Está tudo perdido. - Tierby, um homem baixo e de cabelos escuros, lamenta, de seu cavalo que divide com Epowi.

- Ainda não. - Viex responde prontamente.

- Agora é que temos que agir. Isso ou nunca mais conseguirei voltar para o meu templo. - É o sacerdote Epowi quem fala.

- Então vamos pra Beniw resolver logo isso. - Krid opina.

- Não faz o menor sentido, Krid. Não tínhamos força suficiente para uma investida dessas lá no templo, o que dizer agora que somos somente quatro? O que temos que fazer é escolher uma outra cidade e montar uma nova base de operações. Sorte termos conseguido escapar.

- Pra onde então, Viex?

- Deixa eu pensar...

Viex olha o horizonte pensativo. Antes que uma resposta venha, nota a rápida aproximação de alguém.

- Rápido, vocês são viajantes e eu um artista tocando por uns trocados.

- Como!?

Antes que os outros três entendam com mais clareza o plano, Viex puxa a Janliet e começa a tocar uma música suave. Enquanto tenta ouvir pensamentos, pensa em qual será o próximo passo.

“Talvez o mais prudente seja voltarmos e nos aproximarmos da Floresta Noaknezt. Poderíamos ir para Cyiat, mas os únicos caminhos diretos a partir daqui passam por Evy ou Beniw e isso certamente não é prudente. Só se cruzarmos o rio e voltarmos pelo outro lado. O caminho que vai de Fyulet a Flovecrai passa suficientemente longe de Evy e nos deixa tão perto da entrada da floresta quanto Cyiat.”

“Não acho que estaremos em condições de entrar nessa guerra em menos de um ano. A guerra será longa e teremos que manter uma base de operações. Mais sensato talvez seja nem mesmo ir a Cretoa, mas acampar na floresta...”

E eis que o aventureiro se aproxima o suficiente para que Viex abandone seus pensamentos e até mesmo a composição que executava com Janliet.

O vulto avermelhado se aproxima a cavalo, com uma lança presa às costas e uma lira suspensa por uma tira de couro.

- Zand?!

Os três desfazem sua cara de “apreciadores da cultura popular” - ou o que eles acreditavam serem caras de apreciadores – e assumem uma expressão de espanto e alívio.

- Você o conhece?

Zand reduz sua velocidade e se aproxima do grupo após avistar Viex.

- Ora, quem encontro aqui no meio da estrada?

- Prazer revê-lo também. Está a passeio?

- Estou indo em missão de resgate e não tenho tempo a perder.

- Resgate?

- Sim. Estou indo a Beniw.

Enquanto Epowi e Tierby quase caem do cavalo, Krid não pode evitar um pequeno riso.

- Eve?

Zand o encara esperando que Viex prossiga.

- Ela esteve aqui há alguns dias. Estávamos tentando montar um grupo, mas ela desistiu e foi sozinha a Beniw antes da hora.

- E você deixou que ela fosse sozinha?

- Foi uma ação totalmente precipitada. Não tínhamos ainda gente suficiente para confrontar a Dessurdi.

Zand simplesmente gira o tornado e se volta para continuar no caminho que seguia. Os três aliados de Viex apenas olham, ainda mais espantados, aquele guerreiro com uma armadura de escamas de dragão se preparando para ir embora.

- O que você está fazendo?

- Eu vou resgatá-la.

- Você está maluco?! Os Dessurdi tomaram Beniw! Dri Gnat e até mesmo Evy já foram tomadas também. Estamos deixando Evy agora logo depois de o clã nos encontrar e atacar a base!

- Você já foi mais corajoso.

- Não é falta de coragem: é prudência! Da outra vez estávamos lidando com guerreiros e não com ladinos, além do que a tropa de Noak estava na fronteira. Era o momento mais apropriado.

- E quando será o momento mais apropriado dessa vez? - Zand o encara por um tempo, mas Viex não tem resposta.

- Está bem, está bem. Eu sei que vou me arrepender disso, mas você vai precisar de ajuda. Vamos a Fyulet e partimos amanhã cedo, ok?

Zand respira fundo antes de dar uma resposta. Em sua mente vem as palavras de Eve sobre Tornado em outra ocasião.

“Ele estaria reclamando que está sendo forçado a caminhar mais de dezesseis horas por dia quase sem parar. Você quer perder o animal também?”

Então pensa em como isso pode ser um truque para ganhar tempo, para tentar convencê-lo a uma abordagem mais lenta. Então se decide.

- Não. Vou agora mesmo. Se quiserem me acompanhar, venham, senão eu vou sozinho.

- Cara, como vocês são mesmo parecidos! Está bem! Está bem! Eu vou. E vocês?

Krid já se movimenta com um sorriso. Afinal, uma abordagem direta era tudo o que queria desde o começo.

- Já tivemos ação demais para um dia, não acham? - Epowi fala timidamente. Sabe que não vai conseguir convencer aquele guerreiro a mudar de ideia. Tenta só por tentar. - Está bem, mas vamos conversando sobre um plano. Não podemos chegar assim sem nada na cabeça.

- E você, Tierby?

- Vamos nessa.

O Segredo da Floresta

Estava em minha forma humana quando recebi um chamado. Pena, o mensageiro de nosso grupo, chegou a mim e disse que precisavam de minha ajuda em uma importante missão. Não podendo abandonar meu amigos, parti. Penetrando na floresta, abandonei minha identidade humana, Antônio Mateus, e tornei-me Vento Mortal, o hoep que na verdade sou. Segui, então, com meu amigo habe, Pena, as dezenas de metros que nos separavam do acampamento.

Chegando finalmente ao espaço determinado, encontrei os ejens Stóf’lif e Kint’s-Telt e os hutos Estrela Cadente e Fogo Negro. Disseram-me que havia um hoxen nas proximidades da minha tribo. Devíamos detê-lo a qualquer custo, principalmente agora que meu povo resolveu acolher um grupo de pesquisadores. A essa altura o sol já estava se pondo. Resolvemos esperar algumas horas para agir, dar tempo suficiente para que os pesquisadores dormissem. Pena, Estrela Cadente e Fogo Negro ficaram conversando sobre assuntos inúteis durante todo esse tempo, enquanto eu, junto com Stóf’lif e Kint’s-Telt, tentei fazer algum plano. A hora, a tática que seria usada na batalha: tudo foi pensado e analisado.

Onze horas: deveríamos partir, mas antes mandamos Pena localizar o hoxen. Ele voltou dois minutos depois e então partimos. Não demorou muito para que nós víssemos os dentes mortais em sua horrenda cabeça. Agimos como havia sido combinado. Pena voou para o alto para vigiar o lugar enquanto nós três - Estrela Cadente, Fogo Negro e eu - o atacávamos com força total: disparei espinhos e os hutos lançaram relâmpagos. Mas, como havia sido previsto, isso não foi suficiente para detê-lo. Partimos, os cinco, para uma luta corporal. Acertamos alguns golpes e recebemos outros. Depois de alguns minutos o hoxen nos atacou criando em nós um cubo de fogo. Isso certamente nos enfraqueceu, mas mesmo assim não desistimos. Continuamos lutando. Ele pouco me acertava, mas não posso dizer o mesmo dos meus companheiros. Stóf’lif foi atingido várias vezes. Tanto que, passados alguns minutos, não conseguiu se desviar de um golpe de calda. O pobre ejen voou e sumiu entre os arbustos. Continuamos a lutar. O hoxen, até o momento, parecia imortal. Só alguns minutos depois de Stóf’lif ter se chocado com a calda do monstro, nossos golpes mais poderosos pareceram fazer efeito.

A batalha seguia quando vi, de relance, um humano a nos espreitar detrás de uma moita. Só faltava isso. Na busca de o que fazer lembrei-me que Pena deveria estar sobrevoando a região. O jeito seria passar essa batata quente para ele. Apontei na direção do humano e gritei. Pena entendeu rapidamente a mensagem e fez seu ataque paralisante. A luta continuou por vários minutos. Estrela Cadente também sucumbiu. Vencido o inimigo, com o último golpe dado por Kint’s-Telt, fomos até a Estrela Cadente. Ela estava viva, só que inconsciente. O humano também estava vivo, claro, o ataque foi apenas paralisante. Mas, de qualquer modo, ele não podia saber nada sobre nós, embora eu fosse contra seu extermínio. Mandei Kint’s-Telt, com Pena, localizar e resgatar Stóf’lif, enquanto Fogo Negro e eu voltávamos para o nosso acampamento, trazendo Estrela Cadente e o humano. Lá chegando, começamos a cuidar de nossos ferimentos e, principalmente, dos de Estrela Cadente. As ervas já haviam sido coletadas, como sempre, facilitando muito as nossas vidas. Mas havia um problema: o efeito paralisante sobre o humano iria terminar em pouco tempo. Pensando um pouco, ocorreu-me uma ótima idéia. Saí do acampamento procurando uma planta em especial. Uma planta venenosa aos humanos, que causa febres altíssimas. Depois de alguns minutos de busca, enfim, a encontrei. Retornei ao acampamento. Com o humano em estado febril, ninguém irá acreditar nele. Todos pensarão que ele só viu ilusões. Ao chegar de volta ao acampamento, Kint’s-Telt e Pena já haviam chegado com Stóf’lif, que estava inconsciente. Dei as ervas ao humano, despedi-me do grupo, prometendo visitá-los pela manhã, e parti levando o pesquisador.

Já era muito tarde: estava próximo o amanhecer. Cheguei à tribo na forma humana, trazendo o pesquisador, que ainda estava inconsciente. Quando cheguei, o restante da tribo cercou-me e logo vieram os outros pesquisadores e mandaram-me colocá-lo na oca. Ele esteve com febre alta e inconsciente por muito tempo. Achei isso muito estranho, pois o efeito normalmente dura pouco. Fiquei sempre nas proximidades. Estava um pouco preocupado pois, apesar de tudo, não desejava sua morte.

Depois de algumas horas, isolei-me em minha oca. Passei um bom tempo meditando, até que Pena apareceu-me, perguntando-me o porquê de não os ter visitado como havia prometido. Disse-lhe que fosse, pois eu partiria logo em seguida. Ele saiu. Levantei-me, saí da oca e dirigi-me ao acampamento dos meus amigos defensores das matas. Pobre pesquisador, aquele. Pensa que não o vi seguindo-me durante a minha transformação. A maioria dos homens urbanos não aprendeu a aceitar o desconhecido. Aquele pobre homem logo estará louco e então o segredo da floresta permanecerá guardado...

Autossabotagem

Hoje estou feliz
Os ventos do destino
Resolveram desmanchar
Meus planos... de autossabotagem!

Andando pelas ruas
Fazendo o que não se faz
Correndo entre os carros
Tendo idéias banais

As pernas levam onde querem ir
E não importa o caminho!

Às vezes basta uma vez
E tudo em volta se desfaz
Pra despencar no abismo basta um passo

Esqueci a senha
Nem lembro quanto tempo faz
Quem está no controle?
Já não importa mais

As pernas levam onde querem ir
E não importa o caminho!

Às vezes basta uma vez
E tudo fica para trás
Às vezes pra ruína basta um fracasso!


O sonho assusta menos que a realidade

Special: 

UFAL + Presídio

Semana passada aconteceu um incidente na UFAL.Mais uma fuga de presidiários e mais uma vez tiros são disparados em direção aos prédios do Campus Arapiraca, durante o dia e em momento de aulas.

O resultado é esperado: caos. Correria, gente se machucando. Felizmente ninguém da comunidade acadêmica se machucou com os tiros, mas se machucaram com o caos gerado. Sem contar que os fugitivos sequestraram a besta que traz os professores que moram em Maceió. A besta e o motorista.

Para quem não sabe como são as coisas por aqui, um resumo: o campus oferece hoje em Arapiraca 14 cursos, 3 dos quais são noturnos. Inaugurada em 2006, desde aquela época, temos um bloco extra. O presídio fica dentro do terreno que foi cedido para construção da UFAL (há quem diga que o terreno já estava destinado à UFAL antes mesmo de o presídio chegar). Dentro mesmo. Dos quatro lados do prédio que é o presídio, 3 fazem fronteira com o terreno da UFAL.

Havia uma promessa de que os presos seriam transferidos para Maceió. Devido a essa promessa, colocaram o carro na frente dos bois e transferiram parte dos funcionários antes de assegurarem que a reforma necessária para viabilizar a transferência dos presos estivesse concluída. Resultado? A situação só piorou. Não há previsão para a reforma de lá e há menos funcionários hoje do que havia antes.

Devido a toda essa problemática, o Campus Arapiraca da UFAL está paralisado, cobrando que sejam tomadas ações de fato para solucionar o problema da segurança em nosso ambiente de trabalho (e estudo).

O Governo do Estado (que parece ser o maior causador de todo esse problema) pede à Prefeitura um terreno para a construção do presídio. O prefeito diz que não tem um terreno que atenda às especificações necessárias para um presídio e que o Estado tem com o Município uma dívida de mais de 1 milhão de reais e que, se a dívida for paga, todo esse valor será empregado na aquisição de um terreno para esse fim.

Enquanto uma solução não aparece, a Direção do Campus não se responsabiliza por uma volta às atividades antes que uma solução seja iniciada (e não apenas prometida. Não é a primeira vez que acontece uma fuga e que acontecem tiros e promessas já recebemos muitas); o Conselho da UFAL em Maceió votou em apoio à paralização e estão sendo feitas cobranças.

Enquanto isso, alunos ficam sem aula (mas estão ativamente envolvidos nessa causa)...

Special: 

Segunda Era de Larkoddan

Suno e Luna viviam sós em Larkoddan, quando chegaram Fairprincina e Glacistelo, deuses de mundos distantes, deuses cujas matérias se encontravam também muito distantes, que lhes fizeram amizade e companhia por uns tempos.

Nesses tempos, Suno e Luna tiveram dois filhos: Mara e Aero, que se materializavam no mar e nos ares.

O casal visitante teve seus filhos também: Roko, deus das rochas, pedras, montanhas e terra; e Kurana, deusa da vida.

Logo eles cresceram e se conheceram. Roko e Mara se uniram e deles nasceu Mákya, deusa da magia.

Kurana e Aero também se uniram e nesse momento nasceram as linhas da vida, uma malha invisível que envolve todo o planeta. Futuramente, sua sobrinha Mákya preencheu essas linhas com uma energia especial. Hoe essas linhas são chamadas simplesmente como "A Malha". Kurana e Aero também tiveram filhos: Kreskaya, deusa da Natureza, e Bestial, deus dos animais.

No final do que hoje é conhecido como Segunda Era de Larkoddan, Fairprincina e Glacistelo partiram de volta às suas próprias terras. Deixaram, porém, seus filhos, que nasceram em Larkoddan e já faziam parte da família de Suno e Luna.

Só depois da partida de Glacistelo e Fairprincina é que Larkoddan se encheu de vida, graças a seus netos. E as terras se cobriram de vegetação, e animais, insetos, aves e peixes preencheram a superfície, os céus e os mares, de acordo com a natureza de cada um deles.

Assim como a Primeira Era, a Segunda Era é tratada pelos mortais apenas como referência, já que não havia ainda vida inteligente naqueles tempos. Mesmo a vida animal e vegetal só veio existir na transição entre esta e a próxima era. De qualquer forma, os amigos dos deuses contam que naqueles tempos o ano era dividido em onze meses, sendo quatro meses maiores e sete meses menores. Os meses maiores eram Sunar, Lunar, Glacir e Fair, tendo 42 dias cada; enquanto os sete menores Maran, Rokon, Aeron, Kuran, Makyan, Kreskan e Tialan. Enquanto os meses maiores duravam 42 dias, os menores duravam 28.

Special: 

O Porco Filósofo

O Porco Filósofo

O Porco Filósofo - 100 Experiências de pensamento para a vida cotidiana. Escrito por Julian Baggini, este livro reune 100 desafios mentais, desafios que não pedem uma resposta, pedem apenas que pensemos a respeito. No espírito filosófico, procuram fazer o leitor passar a questionar certas coisas e, especialmente o leitor leigo no âmbito filosófico, a expandir um pouco seus horizontes.

Quando a Filosofia era um caminho mais próximo dos problemas reais do mundo, mais próxima das pessoas, as coisas eram bem diferentes. Aparentemente, a Filosofia sofre do mesmo academicismo que outras ciências, tentando separar seus estudiosos da vida mundana, especialmente ao discutir sobre a linguagem e sobre si própria.

Talvez seja mesmo necessário que a Filosofia siga esse caminho, mas o que se perde é o contato com a sociedade, com a realidade.

O Porco Filósofo é um livro muito leve e divertido de ser lido. Como é dito logo nas primeiras páginas, experiências de pensamento são criações mentais de determinadas situações, elimnando elementos cotidianos para focarmos apenas certos aspectos (o objeto de análise), por vezes levando-se situações a extremos para que possamos pensar melhor a seu respeito.

O livro traz cem dessas experiências de pensamento, algumas inspiradas em autores clássicos, outras totalmente novas (ou quase isso), algumas até inspiradas em obras de ficção científica. É este o caso da experiência inspirada no boi que aparece no Restaurante do Fim do Universo, de Douglas Adams, um novilho que sabia que ia ser devorado e não tinha qualquer queixa a esse respeito, pelo contrário, gostaria de sê-lo. Esta situação, em especial, inspirou a experiência de pensamento do porco que quer ser comido, que deu, inclusive, nome ao livro.

Vale realmente a pena ser lido. Foi-me indicado por um amigo professor de Filosofia (Stanley) e devo dizer que realmente vale a pena! Conheçam-no!

Special: 

O Fim da Gente

Se os sonhos blindam a alma humanaLágrima Lunar
Que eles existam e não caiam ao chão
Que a Lua seja um abrigo seguro
Contra esse mundo de desconfiança

Somente assim haverá esperança
De construirmos um melhor futuro
Uma esperança de libertação
Contra a força capital soberana

A vida é hoje insana e lá no fundo
Todos temos a triste sensação
Que o fim da gente é a verdade crua

Somente quem pode ir da Terra à Lua
Contra qualquer cético de plantão
Tem força e gana pra mundar o mundo

-- Cárlisson Galdino

Special: 

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