18 fev 2012

Vesespero

Submitted by bardo

Kripto

Uma explosão no galpão abandonado. É noite, muito tarde da noite. A cidade dorme ao longe e, após a curva da praia, nem se imagina a importância do confronto que perdura.

"Uma emboscada..." É um homem escondido atrás do muro. Suas roupas não são muito comuns: um uniforme preto e cinza, com uma cruz ornamental desenhada em seu peito. Seu nome verdadeiro é desconhecido do grande público, perante o qual atende pelo nome de Kripto. A dor e o temor do que pode acontecer esta noite o faz esquecer, por um tempo, que é um super-herói.

"Maldito Sargento Ogro!" Ele olha ao redor procurando uma saída. Uma gargalhada ecoa pela noite.

- Hahahaha! Finalmente peguei vocês de jeito! O que achou da surpresinha, hã? - É o tal Sargento Ogro, grande vilão estrategista. Com sua roupa militar em tons de bege e um lança-granadas descansando no ombro, o vilão patrulha o terreno. - Kripto? Eu sei que está aí, querido! Apareça! Precisamos conversar. Eu prometo que será breve!

"Como será que está o Torpedo? Droga!" Kripto se abaixa um pouco, descansando a cabeça entre as mãos.

Torpedo Amarelo é seu parceiro de patrulhas em Jekinzo, sua cidade natal.

Hoje os dois caçavam Diabo Sujo, um perigoso vilão de corpo horrendo e garras cheias de metal e veneno. Um vilão perigoso que vem matando estudantes da Universidade local, mas que era um só; eles, dois. O objetivo: encontrá-lo, neutralizá-lo e entregá-lo às autoridades.

Não que Kripto desejasse isso. Ele preferia simplesmente matá-lo, mas Torpedo Amarelo não aceitaria outro desfecho para o embate. Independente da vontade dos dois, outro desfecho se fez.

"Quem diria... O Sargento trabalhando junto com o Diabo Sujo! Seus objetivos nunca tiveram nada em comum! O que está havendo, droga?"

Um lamento vem do prédio vizinho.

"É Torpedo!"

- Ora, ora! Sabia que o Torpedo tinha sido atingido! Eu vi bem quando o acertei! Agora vamos terminar o que começamos.

"Tenho que fazer alguma coisa."

Kripto voa por cima do prédio onde estava para interceptar o Sargento Ogro.

- Ora, ora! Olha quem apareceu!

Posicionando a arma, ele dispara uma granada na direção de Kripto, que mergulha de onde estava, não apenas desviando do projétil como conseguindo, num razante, atingir o vilão em cheio e arremessá-lo para longe.

"Onde está o..." Ele diria Diabo Sujo, mas não tem tempo para concluir a frase. Algo sai do chão e se engalfinha com ele próprio.

Tudo é muito rápido e ele perde o controle do voo, caindo no galpão ao lado. Não, não é o Diabo Sujo: é mais um. Este, um antigo conhecido de Kripto: Verme de Aço.

Nenhuma palavra é trocada. Os dois se golpeiam. Kripto soca e tenta imobilizar seu arqui-inimigo, enquando ele o golpeia e eventualmente o fere.

Buscando forças nunca encontradas em outro momento, num golpe de sorte Kripto consegue nocautear Diabo Sujo. Só então sente uma dor estranha. Nunca antes deixara ser atingido por esse inimigo, capaz de cavar o chão. Olha e, para seu terror, constata que é mesmo o que pensava: perdeu o pé direito!

Um barulho à porta já denuncia que alguém o procura.

"Não ouço o Sargento Ogro, também não sei o que aconteceu com o Diabo Sujo. Não deve ser nenhum dos dois aí fora: este não é o modo de eles agirem. Depois daquela granada que o Sargento atirou em mim, não ouvi qualquer outra explosão. Talvez ele esteja caído. Tenho que ser forte nisso e bolar um plano."

Um pesada mesa velha de escritório voa contra a porta, arremessada por Kripto, enquanto ele salta a janela, entrando no outro galpão, de onde vinham os gemidos.

- Torpedo?

Ali está ele, caído sobre umas caixas velhas. Seu uniforme amarelo e preto, com o capacete em formato de projétil. Está inconsciente. Apesar de o uniforme estar bastante rasgado e o capacete estar amassado, ainda respira, o que por ora já é o bastante.

- Vamos, amigo. Temos que dar um jeito de sumir daqui.

Ele joga o corpo do Tornado por sobre os próprios ombros e ouve barulhos lá fora. Vozes.

- Ele foi por ali!

- Vamos!

- O chefe disse que temos que cercá-lo.

Ele olha para o lado e dá um sorriso discreto. Diabo Sujo está ali, caído também. A luta com ele também deve ter sido difícil.

A perna está amarrada para estancar o sangue pelo pé amputado. A dor é enorme, mas ele tem que continuar. Se ele não fizer isso, quem fará? Suas forças não o deixam voar mais, por enquanto, mas ainda pode fazer um pequeno truque.

Carregando seu amigo, ele estoura os portões desse galpão e sai. Alguns homens se levantam em meio à fumaça. Homens normais, meros capangas do Sargento Ogro.

Com sua expressão mais severa, transbordando de ódio, Kripto grita:

- Corram ou morrem!

Os capangas o olham, sem saber ainda como reagir. Kripto caminha a passos firmes e eles sentem que não está brincando. Eles afastam, mas alguns param, denunciando mais alguém no lugar. Alguém diferente deles próprios.

- Bando de covardes! Deixem que eu cuido dele!

"Essa voz..."

- Gladiador!?

É certeiro o chute de Kripto. A voz é mesmo daquele brutamontes.

- Hahahaha! Se não é Kripto... Bem que o Sargento falou.

- O que diabo vocês...

- É da sua conta? - Ele então para, enquanto escolhe sua arma. - Somos um clã agora. Vesespero e vocês nunca mais vão nos atrapalhar.

Gladiador. Um sujeito que sangra se levar balas e cortes, mas que dez segundos depois já está pronto para outra. Com sua máscara branca e seus brinquedos - chicote, tridente e rede -, lá vem ele.

"Quase funcionou. Posso usar o voo para fingir que ainda tenho os dois pés ao caminhar, mas não posso enfrentar o Gladiador. Não agora. Não nessas condições. Tenho que tentar..."

Kripto lentamente se eleva. Quando o Gladiador chega na entrada do galpão, Kripto e Torpedo já estão a alguns metros de altura.

- Desça aqui, covarde, e dou cabo de você!

"Ainda bem que nem todos podem voar."

A vista escurecida, falhando como uma lâmpada incandescente em quedas de tensão, ele voa, tentando ir à cidade e para o alto, tanto quando possível.

- O que houve? - Torpedo finalmente acorda. - Minhas costas doem.

Antes de desmaiar, Kripto apenas diz:

- Não dá. Precisamos de ajuda. Um grupo...

E na outra metade do caminho é Torpedo Amarelo quem leva Kripto até o hospital.

17 fev 2012

Nameless

Submitted by bardo

Nameless

Em 2001 eu criei uma ambientação para RPG inspirada em Arquivo X, tanto que o slogan era "A verdade não está lá fora: está aqui, bem perto...".

Era um conjunto de textos sobre diversos elementos do cenário, sem vínculo com nenhum sistema de regras em especial. Se você for se aventurar por Nameless já previno que foi escrito há mais de dez anos quando eu ainda estava chegando à idade adulta. Estou publicando aqui, como parte do projeto de resgate do meu passado literário (ou algo assim), apenas a título de curiosidade.

Nameless começava com uma poesia também chamada Nameless:

Ele sonhava com a verdade
Da cidade ele partiu
Em sua falsa liberdade
Sob o falso céu anil

Ele buscava a verdade
Na cidade, toda hora
Na floresta, no deserto

Não sabia que a verdade
Não se acharia lá fora
Ela estava ali, tão perto

Ele buscava a verdade
Quando a viu, assustadora
Como ela sempre fôra
Quis parar, mas era tarde

E até hoje, na verdade
Ninguém sabe, ninguém viu
Se ele se foi por lealdade
Ou a verdade o consumiu

Todo mundo que escreve tem uma história pra contar sobre como perdeu um texto excelente, ou uma ideia, para todo o sempre. Eu escrevi um conto há cerca de 5 anos exatamente no mundo de Nameless. A lembrança que tenho é que o conto era sobre agentes especiais (estilo MIB) e que era realmente muito bom, mas ele terminou sumindo num acidente digital. Espero que esteja bem lá onde está, no lugar mágico onde vão parar todas as coisas perdidas...

16 fev 2012

O CyanPack é um conjunto de softwares livres para Windows similar ao projeto OpenDisc, mas com características bem próprias.

Disponível em dois formatos: CD e DVD. O CD traz softwares livres para Windows apenas em formato executável, enquando a versão em DVD acrescenta o código-fonte de todos esses softwares, além de uma versão sutilmente remasterizada do sistema operacional livre Trisquel.

Tanto o CD como o DVD trazem além de software, material diverso para leitura, incluindo a edição mais recente de revistas digitais como a Revista Espírito Livre, a Revista Programar e a Revista Nintendo Blast. Trazem também alguns livros digitais, dentre eles muitos de Cárlisson Galdino (incluindo cordéis).

A edição mais recente, a 12.0 - Mitromorpha Azorensis - marca o projeto como o quinquagésimo release. Por isso, aqui você verá uma breve história do projeto CyanPack, algumas curiosidades sobre o projeto e a lista de todas as versões já liberadas. Espero que você goste! (E se você estiver na rede social SoftwareLivre.org, não deixe de participar também da comunidade CyanPack)

História

Criado em 2006 para facilitar a instalação de softwares no Campus Arapiraca da UFAL, o projeto NTI-CD reunia softwares gratuitos cujas licenças permitissem redistribuição. Em 2007, passou a ter lançamentos mensais de novas versões. Na versão 7.2 (primeira a ser tornada pública), passou a funcionar também como utilitário, ao incorporar a distribuição GNU/Linux DSL, funcionando como um LiveCD.

Em janeiro de 2008, em sua versão 8.1, o nome do projeto mudou para CyanCD, continuando com edições mensais.

Em janeiro de 2010, o projeto passou a ser bimestral, mas em 2011 sua periodicidade ficou indefinida, tendo versões publicadas com diferença de um ou de dois meses para suas antecessoras.

Em janeiro de 2011, o projeto deixou de trazer softwares gratuitos para Windows para trazer exclusivamente softwares livres. Na versão 11.5 (julho de 2011), ocorreu nova mudança de nome. O projeto, para oferecer ainda mais a seus usuários, mudou de CyanCD para CyanPack.

Curiosidades

Cada edição do CyanPack, desde a época em que se chamava NTI-CD, traz um papel de parede temático. Posteriormente, o pacote passou a trazer duas versões do papel de parede: uma normal e outra sob aplicação de algum efeito. A finalidade do papel de parede de cada edição é para servir de informação visual.

Quando atualizamos os softwares em um computador a partir do CyanPack, nós mudamos o papel de parede do Administrador para o que veio naquela edição do CyanPack. Assim, quando nos depararmos com aquele mesmo computador no futuro saberemos quais softwares precisamos atualizar (considerando que o CyanPack traz memória da última atualização de cada programa, até 3 releases do CyanPack de distância).

O papel de parede com aplicação de efeito vem do uso do Firefox para atualizar um computador. Primeiro, fazemos download a partir do CyanPack de todos os programas que precisamos atualizar. Ao terminarmos esse passo, nós mudamos o papel de parede para o temático-alterado. Assim, se precisarmos interromper as atualizações por uma razão qualquer, ao nos depararmos com o computador saberemos: primeiro, que ele não está atualizado, pois parou no meio de uma atualização; segundo, qual a versão que estava sendo atualizada no momento. Se a versão era a mais recente, então basta abrir o Firefox e continuar a execução dos programas salvos. Apagando cada instalador da lista de download tão logo sua execução seja concluída.

Outra curiosidade é sobre os nomes de versão. Muitas vezes vinham estudantes ao NTI pedindo para modificar a senha. O Sistema Acadêmico da época nos permitia criar novas senhas provisórias (daquelas que, ao primeiro login, obrigam o usuário a definir uma nova senha). Era prática comum naquele tempo se colocar senhas provisórias como “12345”. A ideia de usar codinomes para o CyanPack na época foi para aproveitar esse nome como “senha provisória”. Quem mudou a senha em setembro de 2007 tinha como senha provisória “pedras”.

Com o tempo essa estratégia passou a ser não apenas desnecessária, como impraticável. Já pensou tentar explicar ao usuário como escrever uma senha provisória “kraepelini” ou “sophiae”?

Nomes de versão

Nomear projetos e dar codinome de versão é um tipo de atividade muitas vezes necessária. Para isso terminei criando até mesmo um projeto próprio: o Multiverso.

Falando especificamente de CyanCD/CyanPack, a nomeação das versões não existia a princípio, depois passou por uma fase solta até 2008, quando passou a ter temas anuais. Cada ano o CyanCD/CyanPack tem um macrotema, um universo de nomes, e as versões daquele ano seguirão esse universo como guia.

Em 2008 tivemos a família vegetal Monardela; em 2009 foi a série Invent, homenageando inventores diversos; em 2010 foi a vez dos pilotos brasileiros de Fórmula 1; enquanto este ano de 2011 os nomes seguiram a série da família de formigas Technomyrmex. O universo de 2012 é dos moluscos Mitromorpha

Release

Versão

Mês de Lançamento

Codinome

Distibuição incluída

1

07/02/11

Fevereiro de 2007

Não tinha

DSL

2

07/04/11

Abril de 2007

Não tinha

?

3

07/05/11

Maio de 2007

Não tinha

?

4

07/06/11

Junho de 2007

Não tinha

Puppy Linux

5

07/07/11

Julho de 2007

Disco

Puppy Linux

6

07/08/11

Agosto de 2007

NTI

Puppy Linux

7

07/09/11

Setembro de 2007

Pedras

Puppy Linux

8

07/10/11

Outubro de 2007

Cogumelo

Puppy Linux

9

07/11/11

Novembro de 2007

Ilha

Puppy Linux

10

07/12/11

Dezembro de 2007

Natal

Puppy Linux

11

08/01/11

Janeiro de 2008

Monardela Antonina

Puppy Linux

12

08/02/11

Fevereiro de 2008

Monardela Cinerea

Puppy Linux

13

08/03/11

Março de 2008

Monardela Crispa

Puppy Linux

14

08/04/11

Abril de 2008

Monardela Glauca

Puppy Linux

15

08/05/11

Maio de 2008

Monardela Lanceolata

Puppy Linux

16

08/06/11

Junho de 2008

Monardela Linoides

Puppy Linux

17

08/07/11

Julho de 2008

Monardela Macrantha

Puppy Linux

18

08/08/11

Agosto de 2008

Monardela Nana

Puppy Linux

19

08/09/11

Setembro de 2008

Monardela Odoratissima

Puppy Linux

20

08/10/11

Outubro de 2008

Monardela Subglabra

Puppy Linux

21

08/11/11

Novembro de 2008

Monardela Undulata

Puppy Linux

22

08/12/11

Dezembro de 2008

Monardela Villosa

Puppy Linux

23

09/01/11

Janeiro de 2009

Adolph Rickenbacker

Puppy Linux

24

09/02/11

Fevereiro de 2009

Alberto Santos Dumont

Puppy Linux

25

09/03/11

Março de 2009

Alexander Grahan Bell

Puppy Linux

26

09/04/11

Abril de 2009

Bartolomeo Cristofori

Puppy Linux

27

9.4i (flisol)

Abril de 2009

Carlos Morimoto

Puppy Linux

28

09/05/11

Maio de 2009

Cornelius Drebbel

Puppy Linux

09/06/11

Junho de 2009

Não houve

 

29

09/07/11

Julho de 2009

Hans Lippershey

Puppy Linux

30

09/08/11

Agosto de 2009

Igor Sikorsky

Puppy Linux

31

09/09/11

Setembro de 2009

Louis e Auguste Lumière

Puppy Linux

32

09/10/11

Outubro de 2009

Martin Cooper

Puppy Linux

33

09/11/11

Novembro de 2009

Otto Wichterle

Puppy Linux

34

09/12/11

Dezembro de 2009

Robert Adler

Puppy Linux

35

10/01/11

Janeiro de 2010

Ayrton Senna

Puppy Linux

36

10/03/11

Março de 2010

Emerson Fittipaldi

Puppy Linux

37

10.4i (flisol)

Abril de 2010

Supertux Kart

Puppy Linux

38

10/05/11

Maio de 2010

Felipe Massa

Puppy Linux

39

10/07/11

Julho de 2010

Nelson Piquet

Puppy Linux

40

10/09/11

Setembro de 2010

José Carlos Pace

Puppy Linux

41

10/11/11

Novembro de 2010

Rubens Barrichello

Puppy Linux

42

11/01/11

Janeiro de 2011

Technomyrmex Albipes

Puppy Linux

43

11/02/11

Fevereiro de 2011

Technomyrmex Fulvus

Puppy Linux

44

11/03/11

Abril de 2011

Technomyrmex Ilgi

MacPup

45

11/04/11

Maio de 2011

Technomyrmex Jocosus

MacPup

46

11/05/11

Julho de 2011

Technomyrmex Kraepelini

Trisquel

47

11/06/11

Setembro de 2011

Technomyrmex Madecassus

Trisquel

48

11/07/11

Outubro de 2011

Technomyrmex Pallipes

Trisquel

49

11/08/11

Dezembro de 2011

Technomyrmex Sophiae

Trisquel

5031/01/12Fevereiro de 2012Mitromorpha AzorensisTrisquel
Special: 
15 fev 2012

Professor Layton and the Mask of Miracle

Segundo a Wikipedia, os jogos da franquia Professor Layton já somam mais de 11 milhões de cópias vendidas, superando até o famoso God of War.

A série nasceu em 2007, ou seja, conseguiu esse índice em apenas 5 anos. Criada pela Level 5, já conta com 5 títulos (quanto 5! Parece até promoção do Bardo WS!):

  1. Professor Layton and the Curious Village para Nintendo DS
  2. Professor Layton and the Diabolical Box para Nintendo DS
  3. Professor Layton and the Unwound Future para Nintendo DS
  4. Professor Layton and the Last Specter para Nintendo DS
  5. Professor Layton and the Mask of Miracle para Nintendo 3DS

Os jogos são adventures com uma infinidade de puzzles para que se possa desvendar mistérios e resolver suas histórias. O Professor Layton and the Last Specter, em especial, chega a trazer como bônus um RPG inteiro que se passa em Londres.

Não é à toa que a série é um sucesso! Feliz aniversário ao professor! Para quem tiver 3DS, o quinto título - Professor Layton and the Mask of Miracle (com promessa de puzzles diários baixáveis por wifi) - está em pré-venda por menos de 40 dólares na eStarLand.

14 fev 2012

Estou trabalhando em um manual de Informática em cordel. O manual servirá de materia para cursos de treinamento em informática, sendo constituído basicamente por cordéis e imagens auxiliares (como infogramas).

Conteúdo:

CapítuloCordelEstado
Software LivreCordel do Software LivreConcluído
Licensas de Uso de SoftwareDo Livre e do GrátisConcluído
Introdução ao Sistema Operacional GNU/LinuxCordel do GNU/LinuxConcluído
Ambiente de Trabalho GNOMECordel do GNOMEConcluído
Acessando AplicativosCordel dos AplicativosConcluído
Recursos de um Ambiente  
Gerenciamento de Arquivos e Pastas  
Permissões de Acesso  
Noções de Segurança  
Compactação de Arquivos  
Gravação de CDs e DVDs  
Navegação na Internet  
Ferramentas para Desenho  
Ferramentas de Produtividade  
Ferramentas para Entretenimento e Multimídia  
Gerenciamento de Pacotes  

Como vocês podem ver, ainda falta muita coisa, mas a ideia está, aos poucos, evoluindo. Quem tiver infográficos e imagens verticais em geral que possam ajudar a ensinar informática (e puderem ser distribuídas sob licenças livres), me mandem!

13 fev 2012

Exploradores Espaciais

Submitted by bardo

Brancas nuvens no céuLágrima Lunar
O céu não mais importa pra quem pode andar nas nuvens
O espaço é infinito
Mas a sede de aventuras não tem tamanho

Tamanha força que nos empurra
Num mar de flores em nanquim sem forma
Um dia fomos filhos do Sol
Hoje somos exploradores espaciais

Uma caravana ao desconhecido
Sete caravelas em busca de paz
Algo mais
Uma razão pra viver (pra viver, pra viver...)

Eu só quero um bote
Que me leve às estrelas
Pra que eu possa acompanhar a caravana clandestino
Ou siga em busca de meu próprio caminho

Quero ser um sucessor do andarilho
Seguir seus passos traçando os meus próprios
Pra nunca mais ter que seguir os passos de ninguém
E daqui por diante só ser clone de mim mesmo

O infinito é tão longe, e a vida tão curta
Não verei o fim de tudo antes do meu fim
Mas não quero viver a ver
Sempre as mesmas coisas e paisagens, os mesmos lugares

Quero navegar em busca de um cometa
Atrás de uma nebulosa
Ou de uma estrela perfeita
Mas se a perfeição está além da realidade...

Vou pra outro sistema
Vou fugir da guerra
Vou fugir da Terra
Vou construir meu próprio mundo

-- Cárlisson Galdino

Gênero: 
Special: 
11 fev 2012

Redblade #10 - Patente da Magia

O que não havia
Ou não se sabia
Em um belo dia
Passou a haver

E o povo iludido
Em ganância aturdido
Quer uso exclusivo
Daquele poder

Se alguém merecer
Pode ter certeza
Patente de tudo
É a Mãe Natureza

- Professor? O senhor precisa ver isso: “O Escritório de Patentes e Marcas dos Estados Unidos tem recebido diversos pedidos de patente da Magia.” Que pilantras!

- Não vejo com muito espanto. Esta reação é até esperada.

- Mas “patente da Magia”!? Como se eles tivessem inventado isso!

- E quem inventou certas plantas? Não foi a natureza? E o DNA humano?

- Realmente, professor.

- Veja, Fábio. Nada disso de patentes e de propriedade sobre coisas imateriais que eles inventam tem fundamento. No fundo, sempre se resumiu em uma única intenção: garantir monopólios para as empresas norte-americanas.

- Não entendo.

- Qual o propósito de uma patente?

- Não é registrar pra que possam pagar direitos autorais?

- Não, não! São duas coisas distintas! Uma patente diz que um processo ou um conceito são de uso exclusivo de uma determinada pessoa ou empresa.

- Entendo.

- Por exemplo, se houvesse uma patente do automóvel em vigor e esta fosse minha, somente eu teria o direito de fabricar automóveis. E para a Citroën fabricar automóveis, eles teriam que me pagar o quanto eu pedisse, ou eu os processaria.

- Hmmm... E por que alguém seria tão especial para ter uma “patente do automóvel”?

- O “inventor”. E este é protegido pelo governo durante a vida da patente, percebe?

- Sim.

- Pois bem. Agora digamos que eu tenha um país que inventou toda esta baboseira e agora incentivo todo mundo do meu país a apostar suas fichas em patentes. O que há de ocorrer?

- Não sei... As coisas ficarão mais caras?

- Não, Fábio! Não estás a ver o cerne da questão! Agora digamos que eu queira forçar os outros países a adotarem do mesmo esquema. O que acontece então?

- Deixa ver... Empresas de outros países podem ser impedidas de trabalhar em coisas que elas já vinham trabalhando.

- Exato! E isso não é pelas minhas empresas terem inventado as coisas antes, mas porque as minhas empresas as registraram antes! E as outras, mesmo que tenham inventado antes, serão impedidas! Vê a face cruel das patentes no mundo globalizado?

- Acho que agora entendo.

- Trata-se, Fábio, de uma forma de proteção, de subsídios, De deslealdade!

- Agora que o senhor falou...

- Entende porque não é tão absurdo que muita gente queira registrar a “patente da Magia”? Ninguém sabe como isso tudo funciona, mas eles percebem que já é algo importante, que está a afetar o mundo. E aí todos hão de chutar como a magia funciona, como numa loteria. Aquele que acertar será milionário neste mundo torto que eles próprios criaram.

- Entendo...

De fato agora faz sentido. Patentes então são uma forma de garantir monopólios sobre certas ideias. Bem, então olhando mais além...

- Professor? E como se registra uma patente?

- Eles contratam advogados e os advogados escrevem o texto da patente em sua linguagem apropriada.

- Advogados? Mas não era pra ser científico?

- Era, mas as patentes são escritas para advogados lerem.

- Caramba...

- Então são submetidas a avaliação e só depois o escritório dá o veredito se a patente foi ou não aceita.

- Mas isso deve custar caro!

- Geralmente sim.

- E quem registra patentes no fim das contas?

- Mais grandes corporações, Fábio. É o outro lado sombrio dessa coisa de patentes.

- Nossa...

“...pedidos por semana. Na falta de uma legislação clara sobre como proceder nestas circunstâncias, várias 'patentes da Magia' já foram concedidas. O advogado Joseph Moriah alerta para a possibilidade de existência de patentes primordias nesta questão. 'Pelo menos duas patentes relacionadas a magia já se tornaram conhecidas. São patentes mal redigidas, mas que nos deixam clara a possibilidade de haver mais, e de todas essas patentes novas perderem seu valor.' 'E como essas pessoas todas podem ter certeza de que não estão jogando dinheiro fora ao querer patentear a magia?' 'Não há forma alguma de ter certeza. Se alguém registrou há muito tempo uma patente que cubra essa nova realidade, certamente será uma patente submarino. Virá à tona quando seu detentor achar que é o momento mais lucrativo.' 'Isso é uma loteria?' 'É como se fosse. Não desencorajamos nossos clientes a fazerem suas apostas na Patente da Magia, mas esperamos que entendam que se trata exatamente disto: uma aposta.'” Caramba...

P. S.: Publicado inicialmente na Revista BrOffice #21.

10 fev 2012

Ano passado participei do I ESLAPE, Encontro de Software Livre do Agreste Pernambucano. Organizado por Marcelo Santana, o evento foi muito bom, apesar de alguns contratempos.

É comum haver contratempos. Nós planejamos o evento com atenção a todos os detalhes e no dia simplesmente algumas coisas terminam dando errado. É gente da equipe que adoece, são parceiros que não cumprem acordos (por esquecimento ou desleixo). Nós que já organizamos eventos (apesar de menores) sabemos bem como é. O que importa é que no final o evento foi muito bom e pretendo ir para uma eventual edição 2012.

Mas o que quero comentar aqui é sobre parte da palestra do Maddog Hall, diretor executivo da Linux International, o braço direito de Linus Torvalds.

Tive de voltar para casa logo depois da palestra por conta de um compromisso no dia seguinte, durante o dia. Por conta disso terminei não podendo acompanhar a palestra inteira, só um pedaço mesmo.

Uma parte que me lembro claramente e achei muito interessante, entretanto, diz respeito ao mundo atual, ao capitalismo, à indústria e o consumo, não estando preso ao "Linux" ou ao Software Livre. Ele disse que as pessoas não querem produtos, elas querem serviços.

Pode parecer estranho, mas se analisar bem isso é verdade. Há produtos que marcam e há pessoas que são fãs de certos produtos ou de certas tecnologias. Esses querem realmente os produtos. A maioria da população, porém, não é assim.

As pessoas não compram um carro porque querem ter o produto. O que elas querem ter é transporte de qualidade no momento em que for preciso. Isso se estende a muitas outras áreas e serve como base para justificar a importância cada vez maior da Computação nas Nuvens.

Pense bem: qual a vantagem de pensarmos em produtos, especialmente hoje num dia a dia de obsolecência programada e extrema? Claro: o fator econômico. Por isso faz mais sentido comprar um carro do que contratar serviço de uma empresa.

Outra coisa interessante que ele falou foi sobre commodities. Ele disse que a indústria tem usado o termo commodity de maneira inapropriada. Arroz é commodity, mas carro não é. Quando se vai comprar arroz, você não sabe dizer com clareza a diferença entre um produto e outro. Na prática, você termina levando em conta fatores como preço e afinidade com fabricante. Quando vai comprar um automóvel, você tem muitas características para avaliar: conforto, consumo, manutenbilidade, além do preço. Em sua visão, pra resumir, um commodity não é só um tipo de produto muito popular, mas um produto que não sabemos tanto a diferença entre os modelos no mercado. Você pode dizer para alguém "compre arroz para mim" e não se importar com a marca, mas dificilmente vai dizer para alguém "eu preciso de um carro: compre um pra mim".

É isso. Só umas ideias interessantes que vi na palestra e gostaria de compartilhar aqui com vocês. Apesar de ter levado um bom tempo para isso, finalmente aqui estão.

Special: 
9 fev 2012

Topo Gigio e o Computador

Submitted by bardo

Cara! Eu me lembro dessa musiquinha! Prestem atenção na letra: o que era um "computador" para a sociedade naquela época.

Eu não tenho tantas recordações do Topo Gigio, mas me lembro dele. Acho que eu era criança naquela época. De qualquer forma, eu tinha um vinil dele e essa música sobre computador era A música. :-)

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