Escarlate #22 - Quatro Caminhos

22 ago 2009

Pedras encaixadas formam as paredes do corredor por onde vão Halkond, Rubi, Zand e Azkelph. A iluminação escassa vem de um anel mágico de Azkelph, que mantém uma luz parcial no lugar, como se estivesse vindo do chão. Segundo ele, é mais preciosa que uma luz forte, pois luz forte chama mais atenção e às vezes até danifica algumas preciosidades sensíveis...

- Chegamos em uma câmara. - Halkond anuncia. Vou entrar.

- Espere! - Rubi protesta, mas não surte efeito: Halkond já está dentro da tal câmara. Logo os demais chegam.

O lugar não é muito amplo e tem quatro passagens: quatro corredores. Rubi investiga minuciosamente o lugar em busca por qualquer mecanismo que possa disparar algum tipo de armadilha. Nada encontra.

- E agora? O que fazemos daqui?

- Vamos nos separar! - Halkond fala, em um tom irônico que todos percebem, ninguém leva a sério mesmo.

- Há alguma pista de qual o caminho melhor para nós? - Zand fala. - Não, não é? Então escolham um corredor e vamos ver o que tem lá.

- Tem razão. - Halkond concorda. - Já perdemos muito tempo. Rubi, o que sua intuição diz? Qual dos quatro caminhos vamos seguir?

- Vamos por este. - E caminha em direção ao terceiro corredor. O grupo a segue.

A cada dois passos, um atraso. Rubi buscando armadilhas.

- É uma frescura isso, sabia? - Halkond fica impaciente.

- É um mal necessário. - Azkelph responde. - Melhor perdermos um tempo do que ter alguém envenenado ou ter que enfrentar alçapões e fogo. Aliás, por pouco Rubi e Zand não se queimaram por sua causa.

- Está bem, está bem... O que quer que eu faça? Não era praquilo exmplodir. Como é que pode? Era pra armadilha ser acionada quando fosse puxada e não empurrada.

- Provavelmente a passagem era utilizada normalmente e a armadilha era justamente pra quem pensasse que a corda era uma armadilha e tentasse desarmar. - Rubi explica, sem perder a concentração na busca por novas armadilhas no corredor. - Um dispositivo embaixo e a corda na certa sustentava algum peso. Se caísse, acionaria a explosão. Um truque interessante e que afeta só grupos mais “espertos”. Inteligente porque grupos menos espertos provavelmente não chegariam 'aquela sala.

- Muito bem, doutora! - Halkond ironiza. - Podemos ir agora?

- Calma. Pode haver armadilhas ainda.

- Que saco... - E se volta para o Zand. - Ei, Nazavo! Você já é um aventureiro experiente também, não é? Já deve ter participado de algumas equipes, não?

- Claro, mas nos últimos anos tenho seguido sozinho. E me afastado de missões.

- E o que o traz de volta à atividade?

- Depois conversamos. Vamos concentrar nossos esforços nesta missão, ok?

- Tudo bem!


 

- Olha ali! Um baú! - É Azkelph que vê lá à frente, em cima de uma mesa de pedra.

- É, acho que chegamos. - Rubi se aproxima com cuidado do baú. - Vamos todos para cá.

Ela junta todo o grupo atrás do baú, sentados no chão, de modo a ficarem abaixo da altura onde o baú está.

- Agora, Halkond, por gentileza arrombe o baú.

- Assim, abaixado?

- É. O baú está cheio de lâminas nos outros lados. Pode haver um mecanismo que dispare essas lâminas caso tentemos abrí-lo. O mais seguro é tentar arrombar pelo lado da dobradiça. Todos abaixados, por precaução.

Halkond golpeia o baú várias vezes para conseguir tirar a dobradiça estando agachado. O baú abre sem problemas. As lâminas não eram projéteis. Provavelmente eram envenenadas e seu objetivo era apenas ferir quem tentasse abrir o baú sem cuidado. E ali, dentro do baú, está o cetro procurado.

- Azkelph, com você.

- Espera! - Rubi, que olha se há armadilhas ainda. - Pode ir.

O mago se aproxima do baú e coloca as mãos sobre o cetro.

- Há fluxo de mana através do cetro.

- Ok, isso quer dizer que é ele mesmo, então vamos embora daqui. - Halkond fala.

- Bom, na verdade...

- Conseguirmos! - Rubi abraça e beija Zand.


 

O caminho de volta é tranquilo. Sem lanoas, sem armadilhas, sem mais nada. Exceto uma pulga atrás da orelha de Zand: o que havia nas outras quatro portas? Será que eles acertaram mesmo assim de primeira?

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