Escarlate #35 - A Longa Jornada

21 nov 2009

“Eis como é a vida de aventureiros. Mal chegamos a Explody, já partimos. Agora, para Iufi.” É uma cidade não tão grande, mas é uma cidade. Bem maior que Explody. No reino de Surdi, e lá vai o grupo atravessar o continente numa longa viagem...

- Tem certeza de que foi ele? - Halkond ainda reclama, afinal é uma viagem longa. E se for a troco de nada?

- Eu conheci Vextro. Ele tinha mesmo esse hábito. E o que está escrito lá é geralmente o que ele costuma escrever.

- E o que ele escreveu?

- Nada demais... Só palavrões e vandalismo, em trunion simplificado.

- Você conhece essa língua?

- Não, mas eu conheço Vextro. E sei o que ele costuma escrever quando está entediado.

- Gente, vamos... - Rubi resolve intervi para acalmar os ânimos. - Não custa nada a gente ir lá atrás desse sujeito. Além do mais, não temos nenhuma outra pista. E isso que Zand diz parece fazer sentido. Esse Vextro seria um mercenário que trabalhou para quem realmente pegou a lança.

- Tudo bem, não temos escolha mesmo. Mas não me diga que não custa nada... Estamos atravessando o continente, ora!

- Halkond, não seja assim... Já, já a gente chega.

- E se ele estiver só nos afastando da Serra do Fogo pra proteger o dragão?

Rubi olha para os dois com aquele olhar de mãe que repreende com certa ternura as malcriações dos filhos... Então se volta para Zand.

- Podia aproveitar e nos falar mais sobre esse sujeito.

- Não tem muito o que se falar sobre Vextro. É um mercenário. Um bárbaro. Forte como poucos, mas pouco inteligente. E tem um fraco pela bebida, o que não lhe ajuda muito...

- E o que ele queria com a lança de Raphro?

- Provavelmente nada. Como eu já disse antes, ele deve ter sido contratado por alguém. Esse que o contratou é que quebrou os bloqueios místicos que protegiam a lança e a levou. Provavelmente, Vextro foi apenas um guarda-costas e quebra-galho, para nossa sorte.


 

Ainda é cedo, quando o grupo se afasta de mais uma cidade em sua jornada. Os quatro a cavalo. Rubi e Zand bem próximos, apesar de virem evitando canças demais um dos cavalos: agora a maior parte do tempo, cada um no seu.

- Essas viagens cansam, né? - Halkond reclama, e encara Azkelph - Ainda não sei porque não usamos teletransporte...

- Não é sábio usar magia quando há outros caminhos.

- Você e suas superstições! Devia ter sido guerreiro ao invés de mago então! Não aguento mais passar por essas cidades inúteis que nem sei o nome.

- Não fale assim... - Zand intervém. - A maioria dos grandes nomes da nossa História vêm de cidades assim pequenas.

- E eu com isso? Continuam sendo inúteis! Se eles tivessem nascido em cidades maiores, teriam sido nomes maiores ainda na nossa História!

- Pliup... Depois Glukiu... - Rubi começa. - Esqueci a terceira.

- Cyon. - Zand ajuda.

- Isso! E essa agora Chaglas!

- Exatamente.

- Vocês são loucos...

- Que tipo de viajante é você, que nem ao menos sabe por onde anda?

- Não me importa. O que me importa é chegar logo. E esse reino que não chega...

- Que reino? Já estamos em Surdi.

- Desde quando?

- Desde ontem de tarde. Em uns dois dias, nós chegaremos.

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