Escarlate #36 - Vextro, a Lança!

28 nov 2009

Ainda é metade da tarde, quando ao longe se vê os primeiros traços de Iufi.

Todos seguem Zand, e não é de agora. Ele passa pela cidade com olhar atento. Uma pequena cidade e seus olhos hostis. Então, sem pedir informações a quem quer que seja, Zand sai da rua principal em uma rua esquisita qualquer e diminui a velocidade do Tornado à medida em que se aproxima de uma peculiar casa de pedras na calçada à sua direita.

Zand desce e caminha até a porta da casa. Rubi resolve descer também, enquanto os outros dois apenas observam de suas próprias montarias.

- Vextro!!!

Discretamente Rubi se aproxima, mas não vai para junto de Zand. Ao invés disso caminha para o lado da casa.

- Ei! - Ela grita, e os dois a cavalo prontamente reagem galopando na direção que Rubi aponta.

Em pouco tempo ali está o bárbaro encurralado contra uma das paredes da sua própria casa.

- Por que ia fugir, Vextro? - Zand começa a abordagem.

- Não é da sua conta!

- Você sabe o que nós queremos, por acaso?

- Claro que sim! Não sou burro. Mas vocês não vão me levar a lugar algum!

Zand e Rubi trocam olhares. Ela toma a frente.

- Olha, garoto, queremos saber apenas uma coisa: quem contratou você?

- Como assim?

- Sim, quem contratou você para ir até Explody? É melhor você responder, porque nossos amigos ali não estão de bom humor hoje.

- Explody... Sim, o vulcão. Então... É, eu fui lá.

- Diga: quem contratou você?

De repente Vextro desata a rir alto.

- Então vocês não sabem? Vocês não vieram atrás de mim!? Hahahahahaha!

- Explique-se, porque pode ser que nós mudemos de idéia. - Zand volta a confrontá-lo.

- Não, tudo bem... O que vocês querem de mim então?

- Queremos saber quem contratou você! Ela já perguntou!

- Pra que vocês querem saber?

- Não é da sua conta.

- Talvez agora seja.

- Por que não diz logo quem contratou você, droga!? - Halkond, com raiva, desce do cavalo.

- Vocês... São quem? Por que não dizem logo o que estão querendo? Talvez eu possa ajudar.

- Muito bem... - Zand fala. - Queremos um objeto mágico que foi roubado do vulcão.

- Precisamos dele para que o espírito do vulcão viva em paz. - Rubi completa. - Pelo menos é o que acredita aquele povo idiota de Explody, por isso nos contratou.

- Hahahahaha!! Espírito do vulcão? Hahahaha! Está bem, está bem... Talvez eu possa mesmo ajudar vocês. Quanto estão dispostos a gastar pelo objeto mágico?

- Ora, você o roubou?

- Quanto?

- Cem peças de ouro. - Zand responde.

- É muito pouco!

- Não é. É parte da recompensa. - Complementa. - Recebemos quinhentas peças de ouro. Isso dividido por nós quatro e por você dá cem para cada. E ainda estamos em desvantagem pois tivemos gastos com a viagem.

- Ainda assim.

- Entenda uma coisa, sujeito. - Halkond volta a interferir. - Nós vamos levar aquela lança de um jeito ou de outro.

- Tudo bem, vocês podem levá-la.


 

A caminho de volta, e a Roph-Raph sendo levada por Azkelph. Rubi aninhada nos braços de Zand, sobre o Tornado.

- Ele se comportou de uma maneira muito estranha, esse Vextro, não Zandinho?

- Ele achou que estávamos atrás dele.

- Justamente o que estive pensando... Seja lá quem o contratou como escudeiro não teve lá uma boa idéia.

- Você acha mesmo que ele matou o contratante?

- Zand, este mundo é cheio de traições...

Eles seguem um pouco mais, até que Zand pára todo o grupo.

- Sabem de uma coisa? Já que estamos por aqui ainda, que tal a gente permanecer mais um tempo?

- Por quê? - Halkond retruca, voltando em seu cavalo, contrariado. - Já temos o que viemos buscar.

- Acabo de me lembrar de uma lenda sobre uma espada que não está muito distante daqui. Alguém já ouviu falar de Eve-64?

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