16 jan 2010

Escarlate #43 - Aberturas

Submitted by bardo

O caminho prossegue por aqueles corredores. Nesse ponto, todos estão tentando fazer o mínimo possível de barulho. De repente, Rubi para e se abaixa.

- O que houve? - Zand pergunta, baixinho.

- Olhe.

Ela mostra na parede uma abertura pequena, de menos de dez centímetros, à altura do diafragma. Rubi gesticula para Azkelph, que trata de apagar a tocha que Halkond trazia antes que ele se aproxime do lugar.

- Dá pra ver que estamos no caminho certo.

Através da abertura, pode-se ver que há uma área enorme. Não dá pra medir tudo com precisão, mas nota-se claramente que passaria uma criatura gigantesca por ali. Talvez um dragão.

Rubi se acomoda e observa atentamente, coletando as informações que puder. Enquanto isso, o grupo se senta próximo e permanece no escuro, esperando uma resolução da líder.

Finalmente ela se afasta e se encosta na parede, sentada também.

- Então... - Azkelph começa a falar, mas é interrompido por Rubi.

Ela arrasta o grupo por dois minutos, num caminho de volta, então eles param e reacendem a tocha.

- Estamos no caminho certo. - Começa enfim. - Em último caso, bastaria a gente quebrar a parede e cair dentro do salão principal.

- Grande! A gente fazer esse rodeio todo pra perder o fator surpresa no fim!

- Claro que não é nossa idéia fazer isso, Halkond. É só no caso extremo.

- Então, - Willen se pronuncia - a gente continua nesse corredor em busca de uma passagem real, que não precise ser explodida.

- Certo, mas eu estava pensado em outra ideia... - Rubi fala e todos esperam para ouvir o que ela planeja. - Há uma passagem mais acima logo ali, antes do buraco na parede. Desconfio que ela contorne a caverna por cima. Se for isso mesmo, é ótimo, pois podemos nos dividir e fazermos um ataque em duas frentes.

- Parece interessante. - Halkond fala.

“Pode ser perigoso, mas ela tem razão. Ladinos são especialmente hábeis com oponentes distraídos ou encurralados...”

- Então você vai com cobertura e outro grupo continua aqui, certo? - Willen conclui. - Zand vai com você, pois os dois são mais habilidosos em não fazer barulho.

- Não. - Zand finalmente fala, quase ao mesmo tempo em que ouve a voz de Eve em sua mente dizendo também “Não!”. - Vou chamar a atenção de Knova e estragar a ideia de Rubi. Infelizmente, Rubi e eu temos que nos separar.

- Verdade... - Rubi fala, meio sem graça. - Então quem vem me dar cobertura?

- Façamos o seguinte. - Willen sugere - Vocês já estão acostumados em agir em equipe e nós aqui nos entendemos, então por que não vão vocês três para lá enquanto nós dois procuramos outra passagem por aqui?

- Boa ideia... - Rubi fala, um pouco triste. - Então deixa ver... Quando encontrarmos uma passagem do outro lado, a gente dará um jeito de fazer barulho. Aí vocês entram.

- Se não tiverem achado uma passagem ainda? - Halkond questiona.

“Não tem problema. Posso abrir a parede para nossa entrada na sala principal.”

- A gente dá um jeito. Não se preocupem. - Zand assegura. - Quando ouvirmos o sinal.

- Um trovão está bom? - Azkelph pergunta, começando a se empolgar.

- Certo. Quando ouvirmos um trovão, a gente estará dentro da arena também em pouco tempo.

- Ok, mas estamos planejando muito sem ter algumas certezas. - Willen fala. - Primeiro: a passagem por cima realmente leva a um corredor?

- Isso vou ter que ver com calma... - Rubi responde.

- Tudo bem. E outra: não basta encontrarmos a passagem. Esse canto aqui se tornou uma armadilha para o dragão. Depois de enconttrarmos a passagem, teremos que esperar o dragão passarara podermos fazer a entrada e o ataque.

- Correto. - Halkond fala. - Então vamos dividir as provisões pois isso pode levar muito tempo. E se não der em nada, a gente volta e procura vocês.

Provisões divididas, o grupo cautelosamente volta em direção à abertura na parede. Antes de chegar lá, porém, param. Rubi aponta para cima.

Há uma entrada na parede, justamente do lado da grande caverna por onde anda Knova. Rubi beija Zand em despedida e sobe, apoiando-se nos companheiros.

Passa um bom tempo até que uma corda apareça pela passagem por onde Rubi entrara e sumira. Azkelph vai em seguida e, por fim, Halkond.

Zand e Willen esperam que os três sumam de vista, então caminham eles próprios, com Zand no controle, em busca de uma outra abertura na parede. Uma abertura por onde possam passar eles próprios.

Avalie: 
No votes yet

Comentar