Escarlate II #04 - Ey Vudeon

29 mai 2010

Já é noite. Zand passa pelas primeiras ruas da movimentada cidade de Ey Vudeon. As ruas por onde passa ainda têm construções e plantações. Mesmo sendo uma parte pacata da cidade, já se nota que não se trata de mais uma mera cidade daqui. Num ponto alto, Zand observa o tapete de luzes que o espera logo adiante.

Ele passa por ruas e parques... O maravilhoso Parque das Orquídeas, movimentado como sempre. Passa e não dá valor. Vai direto ao Hotel Prata reservar um quarto.

A passagem por Azt fôra conforme prometido a Eve. Chegou à noite e terminou saindo somente após o almoço, mais para dar descanso ao Tornado e Eve deixá-lo em paz do que pensando em seu próprio repouso.


 

- Pois não, senhor?

- Quero um quarto. E estábulos para o meu cavalo.

- Pois não... - O jovem atendente arregala os olhos ao perceber por sob o manto o brilho inconfundível das escamas de um dragão vermelho. - Qual o nome do senhor?

- Tzarend.

- Quarto cinquenta e nove. - E lhe entrega as chaves.

Zand deixa a recepção e segue com o Tornado por um espaço aberto. No sexto prédio ele pára. Ali está o número 59, junto dos outros nove que chegam a 60. Após o portão baixo, uma área de feno e água, com instalações para o cavalo. Ao fundo, uma escada rústica leva ao quarto no primeiro andar. Simples e prático.

Zand simplesmente sobe e dorme. Amanhã vai ser um longo dia...


 

Capital do reino de Wimow. Uma das cidades mais apreciadas deste continente. Em Ey Vudeon se encontra o palácio real da dinastia Reck/Gyo. Fundado há séculos, quando Druh Reck mudou a capital de Wimow de Ey Dlir para cá. Ambas cidades costeiras, assim como Ey Tiphax e Ey Vieo. Mas Ey Vudeon parece geograficamente melhor protegida que as outras três. Por isso a mudança.

Hoje, Wimow é governada daqui por Gyo I, o que seria Reck IX se não tivesse tanto ódio do seu pai a ponto de mudar de nome antes de assumir o trono.

No meio da cidade, com paredes sólidas acinzentadas, mas sempre com algum detalhe vermelho em algum lugar, se encontra o palácio real, tão admirado. Na entrada, uma bandeira totalmente vermelha representa todo o reino. No meio do único bairro cujo acesso não é permitido assim tão fácil. Lá só mora a família real, as forças armadas e alguns nobres escolhidos a dedo.

Tzarend olha entre as casas o palácio ao longe, a partir de um ponto relativamente alto da cidade. Escondendo a armadura com um manto, sobre seu cavalo Tornado.

“Eis Ey Vudeon! E agora o que planeja?”

“Vamos aos hotéis da cidade durante o dia. De noite, às lojas de jóias.”

“Você é bem otimista...”

“E o que você sugere então?”

“Eu sugiro que procuremos um mago para...”

“Eve falando de procurar um mago?!”

“Um mago para melhorar magicamente sua armadura: é só pra isso que essa raça serve!”

“Não temos tempo para isso.”

“Provavelmente temos. Além do mais, poderíamos deixar a armadura e continuar sem ela por um tempo.”

“Isso não.”

“Eu aconselhei a fazer duas armaduras, mas você não quis!”

“Não quero que uma armadura de Knova caia em outras mãos, ou termine colocando em risco a vida de Willen.”

“Se tivesse duas, poderia deixar uma delas sendo aprimorada enquanto você usava a outra e depois voltaríamos para pegá-la.”

“Isso não é um jogo, Eve.”

“É esse seu problema, Zand...”

“Tzarend agora!”

“Para Rubi isso sempre foi um jogo e você até agora parece que não percebeu. E se encararmos como um jogo, ela jogou muito bem...”

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