Escarlate II #09 - Um Bardo na Praia

3 jul 2010

“Acha mesmo que ela vai estar aqui? Nesses bares fracos?”

“Está bem, Eve. Vamos à Praia então.”

Zand deixa um dos bares à beira-mar de Ey Vudeon. Já andou por um bom punhado deles. Poucos têm clientes a essa hora. Os que têm são marinheiros ou aventureiros que os acompanham. É final de tarde e a noite começa a se aproximar. Então ele parte para o irônico bar a Praia.

- Tzarend! Aqui! Junte-se a nós! - Mal Zand entra e já encontra o grupo de aventureiros ali, comemorando.

- Onde está Oatiw?

- Descansando. Foi demais pra ele hoje. - É o paladino quem responde. - Sente-se, Tzarend! Pode ficar à vontade!

Zand se senta e presta mais atenção ao movimento. Há mais mesas ocupadas, mais aventureiros. Um sujeito lhe parece familiar próximo ao balcão, mas ele logo é chamado ao assunto da mesa.

- Estamos indo a Wiogee. - O paladino fala para Zand, e completa. - Poderia vir conosco.

- Tenho minha própria missão a cumprir.

- Entendo, mas se...

Um som de lira começa a soar pela Praia. Todos olham para o balcão. Exatamente aquele sujeito de trajes alaranjados é quem toca a lira.

- Trago notícias de outras terras! Nobres aventureiros, mal sabem o que há. É a o ciclo da História se movendo!

“No reino de Noak, aqui do lado
Uma tragédia se abateu
Um golpe de estado e num instante
Toda a monarquia morreu!

O Rei e a Rainha Fuzeddin
Nesse golpe tão de repente
Foram mortos, com seus serviçais
E todos os seus descendentes!

Quem imaginaria tal perversão
Um golpe e então novos reis?
No reino de Noak, aqui do lado
Mas o inesperado se fez!

Um novo rei, nova rainha
Que tomaram o poder a força
A confusão está criada
Tudo por um homem e uma moça

Ainda vai levar uns anos
Pra Noak se estabilizar
O golpe foi forte e agora
É tempo de se organizar!

Poucos já ouviram dos dois
Que deram esse golpe fatal
Foi um casal de criminosos
Eu posso cantar o final?”

Ele encara Zand, que já está bem próximo do balcão e do bardo.

- Prossiga.

“Noak está sitiada
Soldado que não acaba mais
Por todo e qualquer caminho
Ninguém mais entra e nem sai

Com força e muita tirania
Como há muito tempo não vi
Começa a nova dinastia
Raxx: por Halkond e Rubi”

Todos se assustam no bar quando Zand bate no balcão com toda a força.

- Ora, meu amigo

“Oh calma, meu bom companheiro
Que sua força assim desperdiça
Não fiz esse golpe de estado
Sou bardo, só trago a notícia!”

Zand se recompõe, agradece e deixa pago o bar e paga o bardo pela informação.

- “Ora, meu caro. Obrigado!
E eu posso estar enganado
Mas sei que conheço esse rosto
Apesar de estar bem mudado
 

Esse mundo é mesmo pequeno
Bem menor que o que se diz
Me diga se eu estou certo
Isso me fará bem feliz!
Acaso não és do meu ramo?
O Zand, meu jovem aprendiz?”

Zand nega com a cabeça, agradece sem soltar uma palavra e deixa o bar.

“Quem era ele?”

“Altapion.”

“Quem é Altapion?”

“Foi meu mestre bardo, quem pensei que estivesse morto.”

“E se decepcionou por não estar?”

“Não. Mas tenho mais o que fazer do que reviver um passado que não volta. E agora que sei exatamente onde Rubi está, vou agora mesmo atrás dela.”

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