Escarlate II #10 - O Melhor Caminho

10 jul 2010

Zand caminha pela rua decidido. Um grito vem de trás.

- Ei! Tzarend! - É o paladino Phioz. - Ei, que bicho te mordeu?

Zand continua, apenas diminui o passo para que Phioz consiga acompanhá-lo.

- O que houve? Pareceu muito abalado! Noak é sua terra?

- Não tenho terra.

- E então...

- Encontrei a pista que procurava há meses.

- Entendo. Você conhece esses bandidos que deram o golpe em Noak, não é?

- Digamos que sim.

- Se não tivéssemos nossa própria missão em Wiogee, eu adoraria acompanhá-lo. Você é um guerreiro muito bom!

- Agradeço, mas nessa eu prefiro ir sozinho. Além do mais, é importante vocês seguirem seu caminho, ele tem muito a lhes ensinar ainda.

- Tudo bem. Então - E pára Zand, colocando a mão esquerda em seu ombro, estendendo a direita para um aperto de mãos. -, boa sorte! Espero nos vermos por aí.

- Para vocês também.


 

“O que vai fazer?”

“Estamos indo buscar o Tornado para partirmos.”

“Agora de noite? Assim do nada?!”

Zand não responde aos questionamentos de Eve, enquanto segue apressado pelas ruas escuras de Ey Vudeon.

“Então eles utilizaram o tesouro de Knova para articular um golpe de estado em Noak...”

“Quem diria, não é? Rei Halkond e Rainha Rubi...”

“Não por muito tempo.”

“Ei, Tzarend... Você ouviu o que ele disse sobre soldados bloqueando a entrada?”

“Claro, mas isso não vai me deter.”

“Certamente. Certamente você derrotaria todos os soldados que houvesse no caminho. Mas certamente isso alertaria a Rubi e daria tempo de ela deixar o palácio ou se preparar melhor para recebê-lo.”

“Não tem problema.”

“Ah, tem. Você sabe como ela é sagaz.”

“E o que sugere, 'gênia da estratégia militar'?”

“Por mar!”

Zand pára por um instante.

“Até que não é má ideia. Só que é um caminho que levará muito tempo.”

“Nem tanto. O tempo a mais será compensado pelo fator surpresa.”

“Mas Beniw não é uma cidade costeira como Ey Vudeon.”

“Não, não é, mas a capital de Noak é muito mais perto do mar do que das fronteiras com Wimow.”

“Tem razão. É um caminho longo demais da fronteira até Beniw. Vou por mar.”

“Ótimo, então vamos voltar ao Hotel Prata e descansar, que marinheiro dorme e acorda com o Sol.”

“Eve, entenda uma coisa. O fato de eu ter aceito uma sugestão sua não significa que você manda em mim.”

“Quem te disse que eu mando em você?”

“Basta ver o modo como fala.”

“Escute aqui você, eu estou me empenhando em te ajudar nessa missão que você inventou e...”

“Inventei?! E agora eu inventei! Não se esqueça que fui eu que te resgatei daquela masmorra...”

“Com que objetivo?! Oh, Zand salvador de pessoas aprisionadas em objetos mágicos!”

“E para de me chamar de Zand! Já te disse que Zand morreu!”

Eles voltam ao Hotel Prata, onde Zand descansa (ou tenta) esperando pelo amanhã que não tarda.

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