14 ago 2010

Escarlate II #15 - Ey Vieo

Submitted by bardo

Poucas praias, muitos rochedos. Casas fazem ruas estranhas subindo nos morros de pedra no decorrer do litoral. No topo de um dos rochedos, um tanto distante mas também à beira do mar, pode-se ver claramente o templo ecumênico, erguido de mármore. Enorme e branco, é o ponto mais conhecido da cidade e não é difícil perceber a razão. É majestoso e transmite toda uma paz a um mero olhar. Também é raro templos assim, que servem à adoração de todos os deuses. É fim de tarde.

Zand e os outros homens da Diabo M colocam os pés no chão.

- Bem, aqui estamos! - Alguém falou. - Vamos à Corvo Bebum!

“O que é isso?”

“É um bar e hospedaria, Eve. É um ponto forte aqui em Ey Vieo.”

“Que nome estranho!”

- E mais tarde... - Been ajeita o chapéu nas mãos, pouco antes de colocá-lo na cabeça novamente. - ...vamos dar um pulinho na casa da Greka!

A turma segue eufórica entre aquelas ruas estranhas, apertadas e ladeirosas. Alguns curiosos com sua passagem, mas a maioria parece não estar nem aí...

“Dinastia Raxx... Rubi Raxx... Tudo o que ela queria era poder e riquezas que lhe garantissem uma vida de rainha. E deram o golpe de estado, dominando o exército de Noak rapidamente. Como é comum em política entre reinos, e como as relações de Noak com os outros reinos sempre foi morna, isso parece não ter atraído a atenção das outras nações.”

“Talvez elas estejam esperando as coisas andarem um pouco mais, para sentirem onde exatamente Halkond e Rubi querem chegar, antes de tomarem uma posição a respeito.”

“Eve!”

“Que foi?”

“Deixa pra lá...”


 

Com uma ótima vista para a cidade e muitas mesas a céu aberto. Com a escultura de um corvo cambaleando sobre o telhado. Assim é o bar Corvo Bebum.

Quartos e mesas para nove pessoas, e logo estão eles bebendo e conversando besteira noite adentro. Zand apenas observa, bebendo muito pouco.

Logo Zand está ali, deitado em um dos quartos, olhando para o teto, tentando dormir.

“Talvez você tenha se precipitado muito, sabia?”

“Por que diz isso?”

“As outras nações devem estar preocupadas com o golpe, mas ninguém quer uma guerra a essa altura. Talvez você conseguisse apoio de Wimow e Surdi, que são reinos vizinhos.”

“Talvez...”

“Em Wimow você já tinha um contato muito importante, e tem a confiança do general. E Surdi é enorme e tem uma área muito vasta de fronteira com Noak.”

“Certo, mas você sabe muito bem que essa briga é pessoal.”

“Claro, mas você também sabe muito bem que pra certo tipo de confronto um grupo pequeno e altamente competente é muito melhor que um batalhão de soldados. Talvez você conseguisse aliados e recursos para a missão.”

“E talvez se passassem meses até conseguir isso. Não importa mais.”

“Calma, é só uma ideia.”

“Uma ideia estúpida e que vem na hora errada.”

E Zand adormece, frustrado com tudo.


 

Rua Céu Azul. Ainda é muito cedo e poucas lojas abriram. Zand procura o número 53.

“...porque ainda há tempo de voltar para Ey Vudeon e procurar o general Plórius. Tem certeza de que...”

“Cala a boca, Eve!”

“Tenho certeza de que ele teria interesse em financiar essa missão.”

“Pra quê?”

“Equipamentos, contratar um pequeno grupo de apoio...”

“Ali!”

“O quê?”

“O endereço! Encontrei.”

“Você está me escutando?”

“Infelizmente.”

- Bom dia.

- Bom dia. Pediram para entregar isso.

- Hmmm... De Di. Tudo bem, muito obrigado.

Antes de ir voltar para o Corvo Bebum para tomarem café e partirem de Ey Vieo, Zand olha em volta. Baús, caixas e bolsas por todo o estabelecimento.

- Vocês vendem baús!? Cadeados também?

- Temos sim.

Zand olha para a Eve-64 por um instante.

- Vocês têm um onde caiba isso?

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