Escarlate II #18 - Parados

4 set 2010

Na cabine da Diabo M, Ched, Gwat, Zand e Phri Xovi, que não foi exatamente convidado para a reunião, mas resolveu aparecer. Na pequena mesa, um mapa.

- Nós estamos aqui. Faz muito pouco tempo que conseguimos entrar em território de Noak. - Ched analisa o mapa, pensativo.

- Beniw, apesar de tudo, ainda é muito afastado das praias. - Phri comenta. - Claro que a gente já planejava ir para uma cidade do litoral mesmo. Daí pra frente é com Tzarend. Mas fica difícil decidir qual o melhor lugar, não é? É tudo longe no fim das contas!

- Ainda assim, se as proporções do mapa estiverem certas, Beufu ainda parece ligeiramente mais perto.

- É verdade...

- Capitão! - Um dos rapazes de apoio, o Grebo, chega na sala. - Koenji pediu para avisar que avistou barcos longe.

- Onde?

- Lá na nossa frente, se afastando do litoral.

- Dá pra identificar...

- Parecem da marinha de Noak.

- Rápido! Temos que fazer algo!

O grupo sai da cabine apressado, enquanto o rapaz os acompanha, ainda falando.

- Eles não parecem estar vindo pra cá, pelo que o Koenji falou. Então nós baixamos as velas e ficamos parados, por ordem de Koenji.

- Ótimo! Era exatamente o que eu iria mandar fazer. - Ched se vira para Zand. - Se estamos de frente para eles somos menores. Se virarmos o barco para nos afastar vamos chamar atenção. Melhor esperar eles passarem,

- Desde o início sabíamos dos riscos de vir aqui, então este é apenas um dos perigos. - Phri complementa. - Um confronto direto seria suicídio. Não importa quem esteja no barco, ao enfrentar barcos, barcos são barcos. Ao serem atingidos, afundam.

- Não há muito o que fazer senão esperar...


 

Zand desce até onde dormem, onde está Eve.

“Que foi agora? Precisando de mim?”

“Talvez?”

“E o que está havendo?”

“Barcos inimigos ao longe.”

“Sei...”

- Tzarend? Esteja preparado. Se eles nos virem e quiserem prisioneiros, será bom porque poderemos lutar, mas se não essa espada não terá utilidade nenhuma.


 

“Às vezes a gente precisa confiar mais nas pessoas, Tzarend. Às vezes é a única forma de sobrevivermos.”

“Como você pode dizer que eu não consigo resolver meus problemas sozinho?”

“Há vários tipos de problemas. E alguns simplesmente não dá pra se resolver sozinho.”

“Fala por experiência própria? O que conheço da sua história é sobre uma guerreira solitária e louca.”

“Conhece pouco da minha história. Eu sempre tive metas na vida e sempre soube o que fazer, louca nunca fui. Além disso, o que você ouviu falar sobre mim é de muitos séculos atrás. É informação inútil, desatualizada.”

“Sei.”

- Estamos demorando muito.

- Calma Tzarend... É preciso paciência. - Breig fala. Está por ali, esperando a situação se resolver.

- Mas estamos aqui há horas!

- Eles já estão indo, mas dizem que apareceram mais barcos, então não sei quanto tempo ainda falta.

- Vamos ficar aqui a vida inteira?

- Tenha calma... Não podemos fazer nada. Pelo menos não você e eu e mais alguns daqui. Nada a não ser esperar...

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