11 set 2010

Escarlate II #19 - A Última Noite

Submitted by bardo

- Não aguento mais esperar!

- Tzarend, precisamos rever uma coisa.

- O quê?

Ched olha para o horizonte preocupado.

- Não conseguiremos aportar em uma cidade, não com Noak desse jeito que se encontra. Mas faremos o seguinte: quando avistarmos terra, você deixa a Diabo M em um barco. Daí pra frente é com você.

- Tudo bem, eu dou um jeito.

- E não vai ser numa cidade, mas tentaremos deixá-lo em Beufy.

Beufy vem antes de Beufu, parece um pouco mais longe da capital pelo mapa, mas muito pouco.

- É uma missão muito perigosa para um homem sozinho. - Breig fala, ajeitando sua capa vinho. - O que teria a oferecer a um possível aliado?

- Ainda não sei. O que tenho é pessoal.

- Uma parte igual à sua na recompensa final desta missão e eu topo ir contigo.

- Você está louco?

- Been? O que faz aqui ouvindo conversa alheia?

- É uma missão suicida!

- Ele tem razão. - Zand fala, ainda de olho no horizonte. Mais para a vista repousar em algum lugar do que tentando ver a frota de Noak.

- Eu que decido por mim, não é? - Breig se aproxima de Zand. - Fechado?

“Lembre-se, Tzarend, aliados são sempre importantes.”

- Fechado. - Os dois celebram o acordo em um aperto de mãos.


 

Já é bem próximo do anoitecer quando a Diabo M volta a navegar. O próprio Ched e seu braço direito é que a conduzem pelo mar. Pelo visto, Koenji estava exausto.

Das crianças, somente o Kroen continua por ali, de um lado para o outro. Os demais devem estar descansando desse longo dia.

“O que acha de Breig?”

“Não sei, Eve. Não estou com paciência pra conversa.”

“Ele me parece um bom sujeito, sensato. Só tem...”

“Quer parar?! Não me interessa o que pensa de Breig!”

“Tudo bem então... Mas eu acho que...”

“Eve! Vou jogar você no mar se não parar essa matraca!”


 

Todos na cabine. Todos os despertos, pelo menos, mas estes ainda são maioria na tripulação.

- Então, chegamos ao ponto. - Ched fala. - Aqui nos separamos para darmos seguimento a nossos próprios destinos.

- Muito grato pela ajuda. Grande parte doo sucesso desta missão eu deverei a vocês.

- Não há de quê, Tzarend. Só acho que é um tanto difícil concluir sua missão. É difícil demais pra ir sozinho.

- Ele não vai só. Vou com ele. - Breig interrompe.

- Vai acompanhá-lo? E a Diabo M?

- Se tudo correr bem, depois da missão eu dou um jeito de voltar. Além do mais, a tripulação da Diabo M está bem grande hoje em dia, não? Não creio que vá fazer tanta falta assim.

- Se é o que quer.

Os dois irmãos se olham e então se apresentam.

- O que tem pra nós, se os acompanharmos?

- Uglu? Di?

- Creio que pode ser uma participação igual também, nos espólios da missão. - Breig sugere. - O que acha, Tzarend?

- Tudo bem.

- Mas ora! - Ched olha ao redor surpreso. - Mais alguém? Continuar assim e quem vai ficar no barco sou eu e vocês é que vão levar a Diabo M!

Alguns sorriem, mas termina a escalação. Os quatro vão ao barco e são descidos até encontrarem as águas. Libertos das cordas, começam a remar para a praia. É um barco de madeira diferente da Diabo M. Estilo diferente também. Claramente foi adquirido depois.

- Curiosidade. Por que resolveram vir? - Breig pergunta aos dois.

- A gente precisa de ação um pouco. Essa vida no mar termina enferrujando a gente.

Di completa o que o irmão falou:

- E você é confiável, Breig. Sei que se tudo der certo, nós três podemos seguir juntos depois dessa missão até encontrarmos a Diabo M de novo.

- Muito obrigado pela confiança.

- E você? Por que veio?

- Sabe, a gente precisa ter tato pra perceber quando estamos perto de um acontecimento grandioso. Não é todo dia que um casal consegue aplicar um golpe e tomar o poder de uma nação inteira. Nem é todo dia que aparece alguém com uma armadura de escamas de dragão pra desafiar um tirano...

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