16 out 2010

Escarlate II #24 - Protages

Submitted by bardo

Entre vinte soldados de Noak, o grupo de Zand prontamente age. O confronto não dura mais do que dez segundos.

- Vamos rápido! Talvez a canção tenha perdido o efeito. - Viex volta a tocar a mesma canção de quando entraram.

E o grupo segue e logo estão em um salão enorme, e com diversos soldados. Todos olham para a entrada, deixando claro que aquela canção não funciona mais.

Com um sorriso leve, Viex apenas fala.

- Acho que é hora de mudar o repertório...

E começa uma nova música. Uma música confusa, de compassos incertos e oscilação de tons entre graves e agudos.

- Matem os invasores! - A voz vem de trás daquele grupo de soldados.

“Você ganhou. Não é Azkelph.”

- Droga! - Uglu grita e tira um dardo que acabaram de disparar em seu braço esquerdo.

Dardos voam pelo lugar, parecem atirar às cegas. Independente dos dardos, os irmãos, Zand e Breig partem para cima dos soldados. Breig vai por um dos lados, próximo à parede, Zand vai pelo outro. Pelo meio os dois irmãos lutam como loucos, desferindo golpes de espada em soldados que parecem atordoados.

De repente a música para: é Viex que rolou no chão para se esquivar dos dardos. Por um instante, os soldados parecem notar onde cada um do grupo está.

Viex toca uma melodia rápida e quase indecifrável e uma lâmina sai de sua flauta, transformando-a em uma espada curta. Ele luta.

À medida em que sua espada corta o ar, canais na lâmina jogam parte desse ar para dentro da flauta e, enquanto golpeia e gira, Viex faz uma melodia lenta e constante.

“Um efeito de encorajamento...”

Zand continua abrindo caminho entre os soldados.

“Ali!”

Zand já pode ver o tal mago, com um manto verde escuro e olhar desconfiado para os lados. De repente ele resmunga qualquer coisa e salta de sua mão uma pequena bola de fogo, que acerta Di em cheio.

- Não! - Uglu grita, no momento em que Zand chega, frente a frente com Protages.

Dois passos largos e um salto, mas antes que alcance Protages para golpeá-lo, é o próprio Protages quem aponta o cajado para Zand e o atinge com outra bola de fogo. Zand é arremessado para trás.

O brilho vermelho das escamas na armadura de Zand traz de Protages uma expressão assustada. Nesse instante, Di salta sobre ele, mas não há ninguém quando chega ao chão. Ele recebe um misterioso impacto nas costas e rola no chão, permanecendo imóvel.

Protages olha de lado e avista Viex lutando. Em poucos gestos, paredes se erguem, isolando o bardo do restante do grupo.

- Então você deve ser Zand.

“Falaram de você!”

- Halkond me falou de um panaca que eles utilizaram para matar o dragão. Não acharam que você fosse sobreviver à situação lá. É uma surpresa e devo dizer que eles também vão ficar muito surpresos ao te ver.

“Ele está ganhando tempo para enfraquecer o grupo e traçar uma estratégia melhor.”

“Tenho que acabar logo com isso! O objetivo é a Rubi e não ele!”

Zand olha por alto e vê que dois soldados estão gigantes, lutando contra Uglu, já ferido. Mal se ouve a flauta lá do outro lado do muro... Ele parte contra Protages, mas recebe outro golpe de fogo, que o joga mais uma vez para trás.

- Acho que isso não tem muita utilidade contra você, não é? Com essa armadura...

Das mãos de Protages sai um globo branco, que Eve simplesmente dissolve no ar.

- Vejo que está bem equipado. Isso não vai bastar.

Protages ergue uma pedra e arremessa contra Zand, que se esquiva com esforço, para ser atingido, de surpresa por outra bola de fogo.


 

Na entrada do salão, Viex ainda luta contra os soldados. Seus dedos alternam entre os buracos da flauta, enquanto a gira no ar, ferindo oponentes ou deslizando em suas armas em bonitas esquivas.

Há três muros, impedindo, em conjunto, a passagem para a parte maior do salão.

- Essa não! - Viex avista a entrada e enxerga algumas dezenas de soldados mais chegando a cavalo. - Tenho que dar um jeito nisso!

Viex enfia a espada no peito de um dos dois soldados restantes e arremessa uma pequena adaga no pescoço do outro. Num giro de trezentos e sessenta graus, produz em sua flauta uma outra melodia rápida e difícil de identificar. A flauta responde recolhendo a lâmina e voltando a ser apenas uma flauta transversal.

Ele começa a tocar uma nova canção, enquanto sai calmamente do castelo para receber os soldados que se aproximam.

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