Escarlate II #27 - Chegada da Tropa

6 nov 2010

Os três galopam por Beniw, buscando a saída da cidade. Enquanto Zand segue imerso em pensamentos, os outros dois conversam.

- Quer dizer que você usava essa E-60 antes da...

- Janliet! Isso mesmo.

- E quem deu esse nome?

- Meu avô. Quando projetou e a encomendou de um reino do além-mar. Você não imagina como é difícil fazer um instrumento desses. Envolve armeiro, ferreiro, artistas, magos...

- E antes dela, como você fazia?

- Como é tradição entre os bardos de Noak, eu já tocava pífano. Ainda tenho uns na casa da minha mãe.

- Interessante...

Breig coça a nuca e olha para o céu por um instante.

- Viex...

- Oi.

- O que você falou lá no castelo, sobre o que o mago lançou em mim... É verdade mesmo?

- Claro que sim.

- Acho que vou desistir de querer ser mago. É muito complicado. Além do mais, tem suas vantagens não ser mago.

- Você pode ser um farsante. Um guerreiro que se veste e age como mago. Pode ser muito perigoso em alguns momentos, mas pode ser muito vantajoso em outros, como foi hoje.

- Tem razão! Sabe que não é má ideia?

- Depois posso te contar algumas histórias de magos e algumas coisas mais sobre magos, pra você melhorar seu disfarce.

- Obrigado.

- Esperem.

Viex faz sinal pra que parem. Então, conduz, devagar, os três por uma rua.

Poucos segundos depois, os outros dois ouvem o galope de uma tropa se aproximando.

Zand olha discretamente e vê que os cavalos vêm trazendo guerreiros em armaduras salmão. E à frente deles, uma figura conhecida. Zand sai do “esconderijo”, sob o protesto silencioso de Viex e pára no meio da estrada.

O grupo logo pára diante daquele guerreiro com uma armadura de escamas de dragão vermelho.

- Tzarend!?

- Plórius!

- O que faz aqui?

- Vim resolver assuntos pessoais com os Raxx. Assuntos que se resolvem à espada.

- Que bom! Então podemos ir todos até o palácio!

A esta altura, Breig e Viex já estão ao lado de Zand, acompanhando a conversa.

- E esses dois?

- Esses são Breig e Woate, aliados.

- Não pode ser. Woate já deve estar bem velho, se ainda estiver vivo.

- Sou descendente dele, sou Viex Woate.

O general olha com um certo desprezo, e prossegue.

- Que seja! Bom, Tzarend, vamos! Não temos tempo a perder!

- Espere! Eles não estão no castelo. Estão em Gurian.

- Como sabe?

- Derrotamos Protages, o líder deles.

- Nesse caso...

- Senhor... - Um subordinado lhe chega e fala, discretamente. - Deveríamos verificar se o que dizem é verdadeiro.

- Não, rapaz! - Plórius fala, olhando para qualquer lugar onde não haja uma pessoa. - Quem está falando é Tzarend, um guerreiro que respeito e com quem já trabalhei, e ao lado de um descendente de Woate. São nobres o suficiente para não andarem mentindo à toa: vamos todos para Gurian! Ou melhor...

- Mas senhor...

- Tá, pensei melhor! Junte dois homens e vá ao castelo. O restante me acompanha. Vocês três avaliem completamente a situação e voltem para me acompanhar. Caso a situação esteja realmente complicada no castelo e exija ação urgente, mande os dois comunicarem às tropas da fronteira e venha sozinho para Gurian. Afinal, vai demorar até vocês nos alcançarem, já que temos que partir rápido.

- Entendido, senhor!

- Vamos!

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