Escarlate II #45 - Reencontro

12 mar 2011

É uma casa grande. Tem primeiro andar. No primeiro andar, uma varanda. A janela aberta.

Não é dificuldade nenhuma para um aventureiro escalar a frente de uma casa e transpor a janela. Não demora e Zand está ali, dentro do quarto.

“Não pode ser...”

A vista vai se acostumando à escuridão e Zand percebe que não há ninguém. Os lençóis na cama estão revirados, mas nem sinal de quem os revirou. Não há sinal de Rubi.

Ao lado, na parede, um guarda-roupas bastante grande. A porta está quase de frente à janela. Está entreaberta. A cama é de casal.

- Me procurando?! - Uma voz vem de fora da casa.

“Céus! Eu reconheceria essa voz até no inferno!”

Zand vai até a janela e consegue ver. Ainda de babydoll, Rubi, ali, em frente à casa, olhando para cima.

“Como ela soube?!”

Zand salta da casa e cai diante dela.

- O gentil Zand que conheci não tinha o costume de invadir o quarto de senhoras.

- Cale-se! Já basta de você! Vim terminar isso de uma vez por todas.

Rubi dá de ombros, com desdém. Não parece surpresa por ver Zand.

“Ela parece não ter se surpreendido com a armadura de escamas. Talvez não tenha reparado bem ainda, afinal, estava dormindo.”

- Você não devia ter vindo.

- Mas vim. Quais suas últimas palavras?

Uma gargalhada de divertimento ecoa pela noite.

- Você me diverte... Faz alguns dias que não tenho diversão por aqui. - Ela alonga o pescoço, como se estivesse prestes a fazer um mero exercício matinal. - Gostou da minha casa? É, era dos meus pais, mas isso não importa mais, sabe? Ora, que interessante!

Ela olha com curiosidade para Zand.

- Vejo que encontrou a lira! Hahaha! Que bom! Eu também encontrei algumas coisas por aí, sabia?

Ela apresenta a mão direita.

- Não...

- Sim! Eve está comigo. É uma companhia legal... Ela me fala muito de você.

“Eve!? Traição! Mas... A essa altura eu já devia estar bem acostumado a não confiar nas pessoas. Maldita Eve! Não esperava isso de você!”

- Tudo bem, pode ficar com ela. Também terminei encontrando algo por aí... - Zand mostra o sabre.

- Halkond?! Você o matou?! Não acredito... Como ele pôde deixar isso acontecer!? Bem, acho que sobrou para mim vingá-lo, não é mesmo?

“Com que frieza a mulher recebe a notícia de morte do marido!? Ela não tem mesmo coração!?”

- Você vai... - Zand começa a correr contra ela, mas é interrompido por um barulho vindo dos céus.

Enquanto Zand pára novamente, Rubi se afasta com dois rodopios para trás. Diante dela, num estrondo, cai uma criatura monstruosa. Agitando os tentáculos vermelhos, a enorme criatura branca encara Zand com seu olhar felino. Olhar felino em uma cabeça de águia gigante.

- Haha! O que acha do meu bichinho, meu bem? Nazavo gosta?! Hahahahahaha!

- Não vai adiantar se esconder atrás de um Poodle! Você vai pagar por tudo o que fez, maldita!

- Apenas tente...

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