2 abr 2012

Escarlate III #13 - Conspiremos

Submitted by bardo

Ontem, em comemoração ao Primeiro de Abril, foi publicado um episódio falso. Por isso, hoje está no ar o verdadeiro Episódio 13 de Escarlate III. Espero que não tenham ficado chateados com a brincadeira. :-P

O episódio i3 fez homenagens a personagens e situações do mundo dos videogames. Você notou todas?


Escarlate III #13 - Conspiremos

Evy, cidade de Noak, 4 horas da tarde. Num templo de adoração um grupo de 19 pessoas se reúne em torno de Viex. Todos estão trajando roupas mundanas, mas têm o típico tipo físico de diversos aventureiros. Bárbaros, guerreiros, arqueiros...

- Então nós temos que chegar no coração do país, certo? - É um sujeito estranho quem fala, um loiro de olhos inquietos. Loiro como dezoito dos presentes.

- Certo. - Viex responde, sentado em uma cadeira diante de uma fileira de bancos, onde estão todos os outros.

- Como foi da outra vez? Você disse que chegou lá antes...

- Era outra realidade. - Viex por algum tempo olha para uma das janelas pensativo. Então completa. - O mesmo método não vai funcionar uma segunda vez.

- Ok... Podíamos ir numa carroça, disfarçados de mercadoria.

- Arriscado demais. Estou certo de que eles achariam suspeito.

- Por que a gente não chega lá e pronto? - O mais forte dos presentes é quem pergunta. Um loiro a quem chamam de Krid - Poderíamos seguir pela entrada principal ou em uma das alternativas, a galope. Eles não conseguiriam reagir rápido o suficiente.

- Talvez. - Viex fala, olhando em sua direção. - O mais provável, porém, é que consigam nos atrasar na entrada do castelo e que seja justamente ali que todos os soldados que nos viram passar e nos perseguiam finalmente nos encurrale.

Todos se entreolham preocupados. Um homem afastado do grupo finalmente se pronuncia.

- Perdão, senhores, mas vejo um jeito.

Todos olham na expectativa de uma resposta de Epowi, o sacerdote que zela pelo templo onde agora estão.

- Podemos nos separar em duplas ou trios e montar disfarces distintos. Uma equipe vai como marceneiros, outra como comerciantes, outra ainda como mendigos.

- Não levantaríamos suspeitas do mesmo jeito? - A única mulher do grupo, em um vestido esverdeado e de cabelos curtos loiros, pergunta.

- Não, não. - Epowi prossegue. - Os grupos iriam separados também. Entrariam por locais diferentes da cidade e também em momentos diferentes. Então os grupos se reuniriam numa hora combinada em um local apropriado, mas já próximo o suficiente para uma ação mais rápida e direta.

- Fico me perguntando que ação seria essa... - Um sujeito comenta, do lado da mulher. Ele, com um aspecto forte e de ar arrogante, mas de cabelos escuros. Poilt é seu nome.

Os olhos de Viex saltam para outra das janelas do templo e a vigiam por um instante. Só então ele responde.

- Em um jogo de Xadrez o que interessa é derrubar o Rei. Nosso objetivo será descobrir quem está coordenando essas forças de Dessurdi e dar um jeito nisso.

- Então você pensa que os Dessurdi é que estão por trás de tudo? - Poilt pergunta, coçando o queixo.

- Não tenho dúvidas.

- Hmmm... Certo... Podemos sair daqui amanhã cedo.

- Vamos começar ainda hoje. - Retruca Viex - Epowi, você poderia nos conseguir os disfarces?

- Vou ver o que posso fazer.

- Ok, nós nos encontramos aqui daqui a uma hora? - Poilt pergunta.

- Não. - Viex responde secamente. - Não devemos levantar suspeitas.

- Peraí! Não podemos sair assim do nada, sem preparativos! - O alvoroço é comum, mas a voz que se sobressai é a da mulher.

- Sinto muito, mas somos muita gente para que possamos arriscar que a informação da viagem vaze. Além do mais, não podemos levar armas, estragaria nosso disfarce.

- Como não? - Poilt protesta. - Creio que todos aqui temos pequenos objetos e armas que podem ser úteis nessa jornada!

- Quando marquei esta reunião, eu insisti que não trouxéssemos nada chamativo, por isso viemos assim, como simples camponeses. Creio que todos os que tinham pequenos objetos e armas que pudessem ocultar já estejam equipados agora, não?

- Haha! E quem aqui está armado?

- Eu vi suas adagas e estrelas de ferro.

Poilt sorri meio sem graça, enquanto Viex olha ao redor tenso. Repentinamente, Viex salta de lado, desviando de um dardo. Alguns do grupo caem. Enquanto as portas se abrem para a entrada de homens armados, Epowi se abaixa e se aproxima de Viex.

- Uma cilada?

- Parece que sim.

- Que está havendo afinal!? - É um rapaz baixo que se aproxima rápido do grupo. Viex já tinha a mão em Janliet, mas para sua ação. O rapaz, como Poilt, tem cabelos escuros, mas não é Poilt.

- Temos que sair daqui.

- Conheço um caminho. - Epowi sorri e os conduz por um dos corredores do templo. Eles terminam diante de uma janela, que todos percebem que seria facilmente quebrada. Logo abaixo, algo os anima.

- Cavalos!?

- Sim, sempre notei que esses negociantes de animais vem aqui perto. Podemos saltar e...

- Corram. - É o gigante Krid quem se aproxima, apontando para dentro do templo. Ele próprio salta sobre a janela e os outros três o seguem.

Tomando cavalos à força, eles escapam. Os criminosos ainda chegam à janela e disparam dardos contra o grupo. O cavalo de Krid é atingido.

O veneno age após alguns minutos e eles mudam a formação: vão Epowi e o baixo Tierby dividindo uma mesma montaria para que Krid possa galopar só. Com todo esforço, eles conseguem escapar de Evy, mas para onde?

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