29 abr 2012

Escarlate III #17 - Resgate?

Submitted by bardo

Escarlate III #17 - Resgate?

- Ora, olha quem temos aqui! - O sujeito magro comenta apoiado no cajado. Suas roupas elegantes e seu ar que mistura arrogância com ingenuidade não nega sua natureza.

- Azkelph!?

- Também é um prazer revê-lo, Zand. A que devemos a honra dessa visita?

Azkelph encara “Rubi”, que desfaz a expressão de espanto. Ele sorri com sua surpresa.

Do outro lado, os cinco estão cercados e, agora, à mostra de todos. Zand não encontra palavras para confrontar o mago.

“Ele está vivo!? Não tinha sido assassinado pelos Raxx e substituído por Protages?”

- Zand, olha lá! Poderia pedir ao seu coleguinha bardo para parar de tocar flauta? Não estou com paciência para música e hoje também não tou afim de pagar cover artístico.

Viex para e olha pra Zand, que lê uma mensagem em seu olhar. Uma mensagem difícil de decifrar. Como quem está no controle da situação.

- Boa noite, Azkelph e Rubi. - É Viex quem toma a dianteira. - Sou daqui de Noak mesmo, como bem podes ver, e estou aqui com meus amigos para questionar o porque de a sua guarda interromper um culto religioso. Estávamos em um culto de adoração quando homens, creio que seus, atacaram o lugar, sem mais nem menos. Revolvemos correr até aqui para perguntar qual a razão disso. Por acaso, no novo reino de Noak que vocês vão construir está proibida a religião?

Azkelph olha por um tempo, como se estivesse procurando uma resposta, e termina soltando uma gargalhada.

- Vocês bardos me divertem, sabiam?

Sem uma resposta em palavras, ele gesticula algo para os outros. É nesse instante que o grupo se arma instantaneamente. Viex aciona sua Janliet para nublar a visão dos inimigos, dificultando que dardos os atinjam. Zand salta contra dois dos tais “soltados de Azkelph”, golpeando-os com sua Roph-Raph. Os outros três se posicionam para entrar também na briga.

Zand, já desmontado, luta de maneira praticamente automática, com medo de pensar em quem seria aquela mulher ao lado de Azkelph. Sim, Azkelph está vivo e este é um mistério, mas isso não tem qualquer importância para ele perto do mistério da identidade daquela mulher.

Ela veste uma roupa de couro, ressaltando suas curvas. Nas mãos, duas luvas brancas, as mesmas que usava quando Zand a encontrou em Froik. Em apenas uma das luvas, a direita, há uma pedra inserida, que muda de cor a depender do ângulo em que é vista. Suas mãos se movimentam lentamente, sem que ninguém perceba e alcançam um pequeno bastão escrito “E-60”.

- O quê?! - Azkelph grita espantado quando vê seu cajado voar de sua mão para longe e nota o corte em seu braço. Antes que a guarda possa fazer alguma coisa a respeito, aquela mulher já está descendo a escada em velocidade, indo em direção ao grupo.

- Zand, vamos! É Eve. - Viex fala, por medo de um desentendimento terminar numa tragédia. Zand a vê chegar. A lâmina azulada da E-60 corta dois meliantes e ela salta, montando Tornado.

- Me sigam. - Ela diz simplesmente, enquanto segue em uma direção.

A lâmina da E-60 oscila e falha por uns instantes, como se estivesse perdendo seu efeito. Eve prepara um golpe contra três brutamontes que bloqueavam o caminho. Por uma fração de segundo e exatamente no momento do golpe, a lâmina se expande num impacto violento, arremessando os três para longe, já inconscientes. Depois disso, a lâmina é desativada e guardada.

- Vamos! - Ela olha rapidamente para o grupo, em especial para Zand, já que está com sua montaria. Então segue rápido até alguns cavalos parados e muito pouco precisa esperar pelo grupo.

Guiados por Eve através de um estranho trajeto, entrando em ruas apertadas, finalmente eles saem de Beniw.

A saída é pela estrada que leva a Dri Gnat, mas Eve os guia por um caminho alternativo, uma estrada de pouco uso que leva a uma cidade que não mais existe, e que é usada nos dias de hoje por quem quer ir a Jaq Lanol ou Fyulet com mais sossego.

Só depois de muito adentrar na escuridão por essa estrada, quando estão longe o suficiente da capital de Beniw, é que Eve reduz a velocidade de sua montaria e conversa com os cinco.

- O que vocês pensam que estão fazendo?!

- Viemos te resgatar, Eve. - Zand responde, com naturalidade.

- Me resgatar!? Vocês estão malucos! Vocês iam morrer!

- Mas a gente conseguiu, não foi? - Krid fala alegre.

Nenhum sinal de alegria vem ao rosto de Eve.

- Não! Quase todas as ruas estão tomadas. Vocês iriam ser mortos facilmente ali sem ajuda de alguém que presenciou discussão dos últimos planos de preenchimento da cidade.

- Ah, é? Agora acredita quando eu digo que não temos condições de enfrentar aquele pessoal? - Viex pergunta e Eve o ignora. Ela respira fundo e conclui

- O que está feito está feito. Enquanto me passei por Rubi, tive acesso a informações ainda mais preocupantes. Não estamos em um bom lugar para conversar a respeito, entretanto. Vamos nos apressar para chegar a Rhidewar o quanto antes. Lá conversamos.

- Você sabia que essa cidade não existe mais? - Viex provoca.

Eve responde com um olhar de desprezo e galopa em seguida. Zand vai logo atrás, seguido pelos outros quatro.

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