Escarlate III #19 - Os Reis de Klavorini Norte

13 mai 2012

Escarlate III #19 - Os Reis de Klavorini Norte

Uma mesa na sala reúne as principais autoridades de toda Klavorini Norte, com seus próprios conselheiros.

Gyo I trouxe seus generais do mar e da terra, além de sua esposa Phiana e do jovem Aux Fuzeddin, e está a um lado. Ele próprio rei de Wimow, com Aux Fuzeddin sob seus cuidados, este o rei de direito de Noak, o reino ainda tomado pelo golpe dos Raxx.

Do lado esquerdo deles, pode-se ver um casal de pele extremamente pálida e cabelos quase brancos. São os reis de Wiogee. O rei Elbva Astri, que além da rainha Tuwi, que está do seu lado direito, tem, do esquerdo, uma estranha figura feminina de traços suaves e olhar distante. Uma rara representante do povo das fadas. Ao lado da rainha, a princesa Cyel olha a tudo impressionada.

Outro lado da mesa é ocupado por Obwir Saipu, rei de Surdi e, assim como Gyo I, ele trouxe dois homens de armas que esbanjam força. Diferente de Gyo, porém, não trouxe sua rainha. Ao invés disso, completa a lateral da mesa a presença do barão da pequena cidade de Ofy e anfitrião do evento.

No canto restante, três lugares, mas apenas um está ocupado. Ocupado por Eve.

A sala é muito pequena para uma reunião tão grande. Foi improvisada a recepção na sala de estar do próprio barão Kridol.

Os cômodos próximos estão ainda mais tumultuados. Não pela esposa do barão e seus filhos e funcionários, que estão todos na casa de sua sogra. Estão cheios sim de soldados, soldados dos três reinos.

- Boa tarde às autoridades aqui reunidas. - É Eve quem começa a reunião. - Creio que todos estejam informados dos últimos acontecimentos em Noak. De qualquer forma, para evitar que assuntos corram em círculo por falta de informação ou informação imprecisa obtida por algum dos presentes, deixe-me resumir os fatos.

Ela se levanta, de modo a prender melhor a atenção de todos. Então continua.

- Tudo começou quando Kokond Raxx, general do mar de Noak, descobriu por acidente a existência de uma outra extensão de terra ao Sul do nosso continente. Não se trata, porém, de uma ilha como Awra, menos ainda de uma gente inofensiva e pacata. Uma vez lá, ele tomou ciência da política e fez aliança com um grupo de revoltosos. Fez um pacto de ajuda mútuo e voltou, sem relatar ao rei sobre suas descobertas. Ele precisava de magos e precisava se fortalecer por aqui. A partir deste ponto chamarei de Klavorini Sul a terra descoberta e Klavorini Norte a nossa própria terra, que é como se têm chamado.

Em uma pausa, ela vê a expressão de cada um dos presentes. Todos curiosos com a narrativa, apreensivos com a informação de uma nova terra.

- Kokond foi a Wimow procurar a Academia para Magos de Vli, onde conheceu e ganhou confiança de Azkelph, um dos mestres da instituição. Marcaram uma reunião para poucos dias depois. A reunião trouxe também representantes de clãs de assassinos e bandidos. Naquela ocasião, seu irmão Halkond, junto com Rubi e o próprio Azkelph apresentaram o que haviam retirado do covil do dragão vermelho que habitava ali próximo. Isso serviu de chave para viabilizar a participação dos clãs no golpe. Os clãs ficaram impressionados, mas pediram mais uma demonstração de poder: o grupo saquearia o dragão novamente e parte do recolhido serviria também como pré-pagamento. Halkond ficou com a missão e Kokond voltou a Noak para evitar que se criassem suspeitas sobre si.

Alguns começam a demonstrar impaciência e Eve para um pouco.

- Alguma pergunta?

- Sim, eu tenho. - Quem intervem é o general do mar de Wimow, Glouvry. - Com meu perdão, quem é a senhorita afinal?

- Eu pulei essa parte do assunto por conta de a resposta não ser tão simples. Peço apenas que confiem em mim. E podem me chamar de Eve.

- Mais uma vez perdão, senhorita, mas um nome apenas é muito pouco para que possamos confiar em você. De onde vem? Quem és? Quais seus laços políticos e sociais?

- Posso? - Um dos homens de confiança do rei Obwir levanta a mão.

- Pois não. - Eve lhe concede a palavra.

- Não faço ideia de quem seja Eve, mas posso garantir, pelo dom divino a mim concedido, que é uma pessoa confiável, de coração justo e nobre. Peço a todos que voltemos a esta questão só depois de tudo, caso haja tempo. O assunto me parece bastante urgente para que percamos tempo discutindo méritos.

- Obrigada, …?

- Gloanloi.

- Senhor? - Ela pergunta educadamente ao general Glouvry.

- Tudo bem. De acordo.

- Com o cumprimento da missão de Halkond, o pacto foi fechado. Imediatamente Azkelph trouxe alunos e aliados; enquanto as guildas Ranamat e 20 Horas uniram forças ao golpe, planejando e executando o golpe de Noak do qual todos tivemos notícias. Uma vez instituído o novo poder, Kokond partiu com os clãs para Klavorini Sul, deixando o irmão Halkond com Rubi e um aliado de Azkelph, Protages, no comando de Beniw. Por ser uma guilda enorme, só recentemente os Dessurdi confirmaram apoio aos Raxx. ...Zand?

Zand e Viex entram na sala e se sentam perto de Eve.

- Desculpem-nos pelo atraso. Tivemos alguns contratempos.

- Espiões infiltrados. - Viex completa -, mas fiquem sossegados que já está tudo sob controle. Podemos prosseguir com a reunião.

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