Escarlate III #20 - Os Reis de Klavorini Norte II

20 mai 2012

Escarlate III #20 - Os Reis de Klavorini Norte II

Os representantes de Wimow – principalmente o general Plórius – cumprimentam Zand e Viex, recém-chegados à reunião.

- Perdemos muito, Eve? - Zand pergunta discretamente.

- Não, Zand. Estava resumindo a história toda. - Ela responde e então volta a erguer a voz para que todos na sala a ouçam. - Continuando... Enquanto o plano tinha como foco central Klavorini Sul, Halkond, Rubi e Protages foram infelizes em suas decisões e terminaram sendo derrotados especialmente por este guerreiro e bardo que acabou de chegar à reunião.

- É verdade. Vi parte desta história! - O general Plórius fala orgulhoso.

- Ok, um problema a menos. E quanto ao irmão? - O rei Obwir pergunta, quase caindo da cadeira de curiosidade.

- Após a queda de Halkond e Rubi – Eve continua -, houve uma certa paz em Noak, até o momento em que Azkelph voltou a Beniw para finalizar o tratado com os Dessurdi. De lá pra cá, Beniw foi retomada e a esta altura a frota de Noak já deve ter retornado, muito provavelmente com os reforços, fruto desse acordo com os habitantes de Klavorini Sul.

- Não vejo com o que devemos nos preocupar, ora! - Rei Obwir fala novamente. - Em que esse pessoal do além pode nos ameaçar, se eles precisaram de apoio daqui pra resolver o problema deles.

Eve olha por um momento, esperando pararem as conversas que já começavam a se iniciar na sala. Então responde.

- Eles são muito bons na fabricação de armas pesadas, que é o que costumam fazer. Sua fraqueza está no uso de magia. O povo de Klavorini Sul simplesmente desconhecia sua existência. O pacto de Kokond levaria justamente os magos para desequilibrar a guerra entre o poder lá instituído e o grupo de revoltosos a que se aliou.

- Vocês têm tido conhecimento do golpe de Noak por terceiros. Nós de Wimow estivemos diretamente envolvidos no caso. - O rei Gyo I fala, chamando facilmente a atenção de todos para si. - Apesar de não ter entendido como se deu o fim de Halkond e Rubi, creio que temos uma questão importante nas mãos. Uma questão que exige alguns encaminhamentos. De início – ele se vira para seu general Plórius – lembre-me Plórius de decretar a proibição do funcionamento da Academia para Magos de Vli.

- Perdão, majestade, mas não seria punir inocentes pelo crime de poucos culpados? - Zand questiona.

- Os assuntos do meu reino resolvo eu e quero que sirvam de exemplo para todos os grupos que pensam em contrariar a ordem e a paz que a custo nós temos.

- Se me permitem voltar a pintar o quadro – Eve retoma a palavra -, o que estamos prestes a enfrentar é uma aliança formada pelo que era a frota de uma das quatro nações de nossas terras, a maior guilda de ladrões daqui, o mais conceituado clã de assassinos, a mais conhecida escola de magos, junto com povos estrangeiros bons em armas pesadas.

- Ainda não entendi o que quer dizer exatamente com “armas pesadas”. - O rei Gyo questiona.

Eve suspira um pouco e então conclui.

- Sinceramente ainda não descobri. Acredito que sejam armas de metal bem trabalhadas para confronto corpo a corpo.

- Em verdade pouco importa. - O rei Elbva, de Wiogee, se pronuncia – Já temos o suficiente para concluirmos que há um grande perigo. E, como Eve já nos adiantou, o que eles pretendem é unificar Klavorini Norte, colocando essas terras sob uma única bandeira, uma bandeira dos Raxx.

- Que absurdo! - O rei Obwir se levanta, de sobressalto. - É uma calúnia uma coisa dessas!

- E eles estão se articulando para poderem conseguirem realizar seu intento.

De repente uma voz suave e quase inexpressiva toma o lugar. Todos olham para aquela estranha figura feminina, a fada.

- Há uns dias senti uma energia ruim pairando, como se algo terrível estivesse próximo de acontecer. Tudo faz sentido.

- Sim, certamente que faz. - Aquele homem de armas de Surdi que há pouco defendeu Eve e que se apresentou como Gloanloi fala, enquanto desvia o olhar para o vazio por uns instantes.

Suas palavras são as últimas por um longo tempo. Alguns minutos em que se faz silêncio, onde todos pensam no que podem fazer para impedir o grande mal que os espera.

- Talvez – Eve volta a trazer para si a atenção. - devamos fazer uma pausa. Proponho que paremos a reunião por meia hora para que vossas majestades possam discutir em privacidade junto a seus homens de confiança, ao fim do qual nos reuniríamos novamente aqui para definirmos a melhor rota de ação. De acordo?

Todos concordam e logo se retiram da sala, cada grupo em busca de um aposento para uma reunião particular.

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