5 ago 2012

Escarlate III #31 - Diante do Trono

Submitted by bardo

Escarlate III #31 - Diante do Trono

Um salão enorme, em uma reunião. Num trono, um homem ainda vestindo a roupa da marinha de Noak. Com um bigode fino e traços que não negam o parentesco com um antigo conhecido de Zand e Eve. É Kokond Raxx.

Perto dele há mais alguns homens, em conversa discreta. São três assassinos do clã 20 Horas, cinco outros membros da marinha de Noak, mais alguns ladinos comuns, provavelmente do Dessurdi.

Ao redor, por todo o salão, pode-se ver algumas dezenas de homens musculosos, bebendo e conversando em uma língua estranha. É fácil perceber que não são daqui. Seus rostos tem traços estranhos para os povos de Klavorini Norte. Olhos mais arredondados e, ao mesmo tempo, puxados para o lado.

É no meio deste mesmo salão que Viex, Zand, Ubaen e Eve aparecem, do nada.

Viex cai de costas no chão. Enquanto Zand o ajuda a se erguer, Eve já corre em disparada em direção ao trono.

A surpresa da aliança dos clãs dura alguns poucos segundos. Logo alguns saltam aqui e ali, e o grupo se organiza. E o caminho de Eve é interrompido por um dos brutamontes, que se interpõe na frente, com um martelo de guerra.

“Droga! Eu definitivamente preciso de um escudo.”

Não demora para que todos do grupo percebam que precisavam mesmo de escudos. Os golpes dos estrangeiros são lentos, mas temíveis.

Recuando, Zand se junta aos demais. Estão cercados.

- O que está havendo aqui afinal!? - Kokond berra, já de pé. - Como vocês chegaram? Na verdade, isso pouco me importa. Prendam-nos. Depois vejo o que faço com eles.

- Prendê-los, Kokond? - Um dos assassinos lhe questiona.

Kokond passa o dedo sobre o bigode e conclui.

- Prendam-nos. Se resistirem, podem matá-los.

Ao primeiro passo dos bárbaros, um som de flauta preenche o salão. Viex começa seu show. Os bárbaros olham ao redor e não parecem entender o que está acontecendo.

- Vamos, Zand. - Eve sugere e os dois começam a luta.

Quando o terceiro bárbaro cai no chão ferido, um dardo corta o ar e derruba Viex. A música para e, com ela, a percepção dos bárbaros parece voltar ao normal.

“Droga! E isso agora!”

Num salto, Viex se recompõe e volta a tocar, dessa vez caminhando rápido pelo salão, entre os inimigos.

- Ubaen... - Eve comenta com Zand, lembrando-se da proteção magicamente aplicada ao grupo, contra venenos. E ela continua a golpear os bárbaros.

- Por falar nela...

“Ela sumiu.”

Eve salta para trás, desviando de um golpe de machado, saltando imediatamente de volta para golpear a mão do agressor.

“Pelos seus padrões recorrentes de comportamento, devo imaginar que ela está se deslocando para trás dos assassinos.”

Eve olha de lado e vê Zand retirando a lendária lança do peito de um inimigo caído e investindo com ela contra o oponente mais próximo.

Nenhum golpe dos bárbaros os atingiu até o momento e Eve não se lamenta por isso. Os bárbaros, sob efeito da canção de Viex, não os enxergam com clareza, mas continuam golpeando, como bêbados perigosos e desesperados. Alguns golpes que erram levam pedaços do chão.

“Esses bárbaros não usam qualquer armadura. Quanta imprudência. Pior é que isso continua me privando de um escudo.”

Num movimento rápido, Eve passa por baixo do braço de um dos inimigos, abrindo com a E-60 um corte transversal do peito até o pescoço.

“Se eu tivesse um bom escudo... Não dá pra se sentir à vontade nessa bagunça assim sem nada.”

- Ei, Zand!

Eve grita, mas já é tarde. Zand correu de onde estava em direção a uma porta aberta. Correu no encalço de Azkelph.

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