23 jul 2011

Warning Zone #14 - Porrada!

Submitted by bardo

No episódio anterior, Darrell e Pandora chegam à PerfWay destruída, mas conseguem chegar antes que o grupo de Tungstênio, autonomeado SATAV (SysAtom Technology/AtionVir), deixe o local. Após uma discussão, o confronto se torna inevitável.

Montanha: Você nunca vai nos derrotar! Como você acha que pode conosco! Olhe para nós e olhe para você mesmo! É patético, Cigano!

Darrell: Meu nome é Darrell!

Montanha: Tá, Cigano.

Darrell: E essa sua conversa está parecendo Cavaleiros do Zodíaco! Faça-me o favor...

Patinhas: Ah, véio, Cavaleiros era massa...

Darrell: Eu não quero lutar com vocês. Eu só quero que vocês deixem de lado essa ideia louca de dominação mundial e assassinatos.

Os três inimigos se olham por um tempo.

Montanha: Então não há acordo.

Patinhas: É! Para chegar até o santuário você terá que nos derrotar, cavaleiro! Eita, eu podia ser o Aldebaran! Quero mais não ser Patinhas! Agora me chamem de Aldebaran.

Seamonkey: Chega de conversa.

A ação ocorre de maneira simultânea. Seamonkey corre por um lado, enquanto, como uma ação totalmente isolada, Montanha dá uns passos em direção a uma moto para levantá-la. Darrell corre com a marreta em direção ao grupo. Pandora de um lado e Patinhas – ou melhor, Aldebaran – do outro, permanecem imóveis, como se estivessem em choque, sem saber o que fazer.

Pandora vê a cena em câmera lenta, o tempo alterado pela tal da adrenalina. Só vê o Darrell correndo em direção ao perigoso grupo, deixando-a sozinha. Sente medo. Vê o Montanha levantar uma moto e jogar quase exatamente em sua direção. Aquele objeto ameaçador vem pelo ar, em sua direção.

Felizmente cai a ficha em tempo que, mesmo a vista sendo emocionante ela não estava em uma sessão de cinema 3D, e ela consegue se jogar no chão, por pouco não sendo atingida. A moto cai num enorme barulho.

Darrell: Pandora!!!

Pandora: Ai! Oi!

Ao perceber que Pandora está bem, Darrell se volta novamente ao combate, e completa os passos que faltavam, acertando a marreta na canela do Aldebaran.

Aldebaran: Putaquepariu! Isso dói!

Outro golpe rápido e um estrondo de obras de construção. É a marreta acertando o Montanha, na altura do que seria sua caixa toráxica, ou do que é sua caixa toráxica. É difícil dizer se ainda há uma caixa toráxica por baixo dessa pele de pedras.

Montanha dá um passo para trás e tenta tirar a marreta de Darrell. Quase consegue. Consegue fazer com que ela caia das mãos de Darrell, mas o fim do movimento faz com que seus olhos curiosos encontrem apenas um spray de pimenta.

Montanha: Meus olhos! Isso dói!

Darrell olha em volta rapidamente, procurando pelos dois inimigos restantes. Nem sinal de Tungstênio, nem de...

Darrell: Ah, não...

O motivo da surpresa é claro e urgente: Ele vê Pandora se debatendo contra um borrão, como se a Seamonkey estivesse tentando “fagocitá-la”.

E ele parte instantaneamente. Logo Seamonkey cai, procurando aquele corpo que ela estava tentando asfixiar há um segundo.

Darrell: Você está bem?

Pandora: Estou... Eu acho...

Ela responde, mal conseguindo respirar. Está molhada e claramente nada bem.

Aldebaran: Ai! Ai! Acho que quebrei alguma coisa!

Darrell aparece por trás de um furgão. De lá avista o Montanha olhando em sua direção, com a marreta nas mãos. Aldebaran permanece caído como um jogador de futebol carente da atenção do juiz. Seamonkey, mais perto, o encara de pé, com olhar frio.

Darrell: Acho que por hoje basta. Quero que pensem no que eu disse a vocês hoje. E pensem nessa loucura de dominação mundial. Não faz o menor sentido! Oliver perdeu...

Montanha: É Tungstênio, maldito!

Darrell: ...o controle e o juízo. Se vocês forem na onda dele terão um triste final, podem apostar.

Montanha: Isso é uma ameaça?

Darrell: Nós vamos fazer a nossa parte para que isso aconteça.

Aldebaran: Isso o quê?! Ai...

Montanha: O final, chifrudo!

Então Montanha se volta para Darrell.

Montanha: Não delire. Somos quatro, vocês são só dois. Você viu o que acontece se nos desafiar. Por pouco a Seamonkey não acabou com a vida da sua bonequinha paraguaia.

Aldebaran: Sua o quê?!

Montanha: Da próxima vez ela terá mais sorte e... Espera um pouco. Por que a gente está conversando tanto ao invés de acabar de vez com isso?

Aldebaran: Não olhe pra mim...

Montanha: Seamonkey? Vamos lá!

Os dois correm e Darrell volta rapidamente para trás do furgão. Seamonkey vai por um lado, enquanto o Montanha vai pelo outro. Os dois chegam atrás do furgão praticamente ao mesmo tempo.

Montanha: Droga! Como ele faz isso?!

Montanha vira o furgão em fúria, ao ver o lugar vazio. Embaixo do furgão também não havia nada.

P. S.: Publicado inicialmente na Revista Espírito Livre.

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