Warning Zone #36 - Missão CS

30 jun 2012

Warning Zone #36 - Missão CS

No episódio anterior, Tungstênio ordena que seu grupo vá dar uma voltinha para tentar ter alguma ideia. Seamonkey, Enxofre e Montanha caminham por Stringtown e terminam entrando em uma empresa de segurança na esperança de descobrir o que estão falando deles no noticiário.

Os três conseguem assistir o telejornal em uma televisão que já estava ligada, mas não sobre eles. A matéria fala sobre Dênis Jakobson, cientista de Stringtown que acaba de receber um prêmio internacional. Enxofre tem a ideia de sequestrá-lo.

No dia seguinte, na base do Grupo Satã...

Tungstênio: Estão todos prontos?

Enxofre: Na hora, chefia!

Montanha: Ainda não acredito que a gente vai fazer isso.

Enxofre: Por quê?

Montanha: Pra quê!?

Tungstênio: Você não percebe, Montanha? Desta vez o Enxofre teve realmente uma ideia brilhante! Jakobson tem pesquisas prevendo um futuro, um futuro que podemos mudar!

Montanha: E toda aquela ideia de assaltar o Exército?

Enxofre: Depois a gente vê isso, né?

Seamonkey: ...Se Dênis achar isso uma boa ideia.

Montanha: Já está assim? Com essa intimidade toda com ele?

Seamonkey: Que foi, Fred Flinstones, tá com ciume?

Montanha se afasta com raiva.

Enxofre: Não entendo esses dois, sabia?

Tungstênio: Tá, vamos deixar de conversa e mãos à obra! Temos muito o que fazer hoje.

 

Base do Grupo Satã. Um corsa verde estaciona com três tripulantes.

Darrel: Vamos nessa. Estão prontos?

xFencer: Estou.

Darrel: Vamos lá! Temos que pegá-los de surpresa!

xFencer: Tem certeza que essas correntes seguram eles?

Darrel: Certeza não tenho, mas temos que tentar!

Pandora: Tá, deixa eu ver então: a gente entra lá, taca spray de pimenta neles e tenta fazer eles desmaiarem com éter...

Darrel: Isso.

xFencer: Sabe que me ocorreu uma coisa agora?

Darrel: O quê?

xFencer: Se eles são de água, pedra e de metal, o funcionamento do organismo deles deve estar totalmente modificado. Quem garante que o éter funciona?

Darrel: Você quer garantia demais. Quem é que defendia que a gente programasse direto, sem diagramas? Pois vamos lá! Tentativa e erro.

xFencer: São coisas diferentes.

Pandora: E cê vai levar mesmo essa espada?

xFencer: Claro.

Pandora: A gente não precisa matar eles não.

xFencer: É por garantia.

Darrel olha para ele mais uma vez e balança a cabeça.

xFencer: Que foi?

Darrel: Nada. Vamos!

Os três correm para o prédio que era, até pouco tempo atrás, a empresa SysAtom Technology.

Darrel: Esperem. Vamos devagar. Em formação.

Pandora: Como assim?

xFencer: Como no CS.

Pandora: Que é isso?

Darrel: Counter Strike.

Pandora: Ah...

Darrel: Me esperem aqui e fiquem prontos para entrar ao meu sinal, Vou ver se está limpo.

Pandora: Oquêi!

Darrel entra correndo e se esconde encostado na parede. Olha lentamente ao redor enquanto a vista se acostuma ao ambiente mais escuro. Seus ouvidos atentos a qualquer ruído. Então faz sinal para os outros dois, que o seguem.

Vão até a sala e a encontram vazia.

Chegam a um dos quartos: nada. Depois de percorrer mais alguns ambientes do prédio improvisado eles se encontram na entrada.

xFencer: É, nada deles dessa vez.

Pandora: E agora?

xFencer: Eu tenho que ir embora. Posso demorar muito aqui não que eu tenho um trabalho de Análise 2 para entregar.

Darrel: Certo. Agora não deu... Vamos embora mesmo.

Pandora: A gente veio aqui pra nada!

Darrel: Vamos nos preparar que eles certamente estão aprontando alguma.

xFencer: Com certeza! Olha, a gente devia ter trazido explosivos!

Darrel: Para destruir a base?

xFencer: Claro! Eles não teriam mais para onde ir e iam levar tempo arrumando.

Darrel: Não é uma ideia tão boa. Eles poderiam ocupar outro terreno e teríamos mais trabalho para descobrir onde estão.

xFencer: Verdade... Será que eles já mudaram pra outro canto?

Darrel: Não sei. Depois a gente tenta de novo. Que jeito?

Os três entram no corsa verde e partem daquela base abandonada.

P. S.: Publicado inicialmente na Revista Espírito Livre #36.

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