De onde vem os deuses

Engenho: 

Vida existe em todo canto de todo o UniversoLágrima Lunar
O infinito é muito extenso pra não ter ninguém
E onde existe inteligência com certeza tem
Quem sonhe, quem admire olhar pro vazio

Desde os tempos mais remotos isso se seguiu
Sentimentos despejados nesse céu nanquim
Sentimentos que, jogados, não encontram fim
Mas se juntam e criam vidas de tipos diversos

E assim nascem seres cósmicos da imensidão
Imortais e poderosos, de brilho estelar
Dos planetas vão cuidando, pastores astrais

Esses deuses vivem longe dos pobres mortais
Ninguém vê, mas não espanta se você lembrar:
Os do céu não tem costume de andar no chão

-- Cárlisson Galdino

Quando depois vem?

Quando depois vem?
Um dia calmo, um dia a mais
Um dia assim sem pressa, sem sentido
E sem previsão, como mágica

A espera de alguém, sem saber
Quem, a esperança de tudo
Fazer sentido ou perder de vez

E o dia... Que era calmo...
Se tornou... Uma valsa, um castelo, um amor
Que era claro... Se tornou...
Uma história a mais

Um vínculo tão forte contra
A correnteza, contra tudo
Que nos certa. E daí se há jogo da seleção

E o tempo foi passando
Em volta, devorando tudo
E hoje olho pra trás: o que restou?

Um dia... Que era claro...
Se tornou... Um retrato, a distância e a cor
Do passado... Perguntou...
"Quem ficou para trás afinal?"

Um sonho pra viver a dois
Como aconteceu?
Distante, muito além
Deixamos tudo pra depois
E então amanheceu
Quando é que "depois" vem?

-- Cárlisson Galdino

Corinto Meffe falando sobre Software Público

Ministro do Planejamento, Corinto Meffe falou com muita propriedade em defesa do Portal do Software Público, do Governo Federal, em audiência pública debatendo o marco legal que rege o setor de Informática.

A história toda é que as empresas vieram com mimimi reclamar que o Software Livre está prejudicando seus negócios, que apoiar Software Livre não é apoiar o "Software Nacional" e que estão sendo obrigadas a desenvolver Software Livre para poder trabalharem com o Governo.

Vale muito a pena ver o posicionamento do Corinto, figura de grande importância nacional e que está sempre presente nos eventos de Software Livre mais relevantes do país (já o vi em alguns).

Para quem não vai ver o video mesmo, vou dizer só duas das coisas que ele fala: "O Software Público alcançou consenso no Governo por resultados" e "mais de 56 soluções no portal hoje e nenhum ofertante pediu pra sair". Assistam! Vale mesmo a pena!

Video visto no twitter de @ValessioBrito.

Batman Arkham City - HQ

Batman Arkham City

Batman Arkham City foi um dos jogos de videogame mais fortes do ano passado. Em versões para Playstation 3 e XBox 360 (infelizmente nada lançado para a Nintendo), o jogo dá continuidade ao sucesso de Batman Arkham Asylum.

Ainda não tive oportunidade de conhecer esse jogo (nem o anterior). Quem sabe um dia, se eles lançarem pra Wii U (e eu conseguir um Wii U :-P)...

Acontece que foi lançada uma HQ trazendo a história entre Arkham Asylum e Arkham City. O nome da HQ é justamente Batman Arkham City. Este sim eu adquiri.

Li em algum lugar uma opinião de que o HQ não seria adequando para quem não jogou Arkham Asylum. Dane-se! A história é muito boa e muito do que aconteceu é mostrado. Não dá pra "ficar voando". Claro, isso é um ponto negativo se você pretende ainda jogar Arkham Asylum.

O principio do jogo Arkham City é que o Arkham Asylum é fechado, mas um bairro inteiro de Gothan se torna o novo asilo, como uma prisão enorme onde ninguém entra e de onde ninguém sai, a não ser pelos trâmites legais de pena e soltura. Batman tem que infiltrar lá e assim começa a história.

O HQ Arkham City, como já disse, fica entre os dois jogos. Nele, vemos que o Batman já esteve no Arkham City tão logo estavam começando a colocar o projeto em prática. Podemos ver pistas do que houve no jogo anterior e ver as alianças se formando. Enfim, é uma história legal do Cavaleiro das Trevas e vale a pena ser lida.

Blogópolis #3

O Bitcoin está tomando o Brasil? Será? Espero que sim!

Foi triste a notícia de que a esposa de Cacilhας não suportou o problema de saúde que lhe apareceu. Felizmente tenho certeza de que ela teve em seus últimos dias muito carinho e atenção de sua família, superando até mesmo as expectativas médicas. O que podemos fazer com essa Medicina?

Lamento pela enorme e irreparável perda e faço votos de superação. Que ela esteja feliz, onde quer que se encontre; que ele tenha força para superar esse grande golpe da vida.

Ao antigo vizinho de blogópolis, do blog Monte Gasppa.

Há 5 anos era postado: poesia A Arma

  • Os 10 livros mais vendidos no mundo dos últimos 50 anos. Paulo Coelho em 5º \o/ http://ur1.ca/97ckg
  • Nossa! Bitcoins! :-) Mais um ponto positivo pro FISL! http://va.mu/VHpq

  • Grato pelo # @astdarkness @bymaxweb :-)

LUTO

http://www.talcoeshow.com/2012/05/ferradura-da-sorte.html

http://mentirinhas.com.br/mentirinhas-273/

Foto original do post: Nightingale, de Max xx.

Special: 

Desafio, de Cícero Galdino (lançamento)

Desafio - capa do livro de Cícero Galdino

Venho convidar vocês todos para um lançamento de livro. Desta vez não o meu, mas o primeiro livro do meu pai, Cícero Galdino. Um livro de poesias que traz, em sua maioria, sonetos.

Tive o prazer de ser convidado para fazer um relato sobre o livro, que compartilho aqui:

Para quem já tem quatro filhos, já participou ativamente de campanhas de incentivo ao plantio de árvores (como bem me lembro quando saia no Dia da Árvore distribuindo mudas), pelo dito popular o livro era a única coisa que faltava para que se realizasse.

Tenho a felicidade de ter como pais cidadãos de cultura. A leitura sempre foi presente em nosso lar, sem contar a importância às causas sociais. Meus pais participaram do Projeto Rondom no passado; no presente, estão envolvidos com a causa da Escola de Pais do Brasil, o que muito me orgulha. Talvez neste espírito de nosso lar esteja a raiz de meus interesses pela leitura, pela escrita e pela causa social do Software Livre. Mas vamos falar do livro.

Não é de hoje que meu pai escreve sonetos (apesar de só nos últimos anos ter resgatado e ampliado o gosto por esta arte) e fico feliz com essa realização: um livro de poesias que tem, em quase sua totalidade, sonetos (e, em Reconciliando no Lago, um pequeno cordel muito interessante de se ler). O tema principal do livro, como facilmente o leitor perceberá, são as homenagens.

Ao citar e homenagear tantos, Desafio se torna um registro poético de parte da História de Arapiraca. Especialmente – mas não apenas – por sua referência às pessoas ligadas ao Rádio.

O lançamento será no próximo dia 26 (maio de 2012), às 20 horas, no auditório do CESAMA. Compareçam!

Special: 

Noite no fundo do mar

Special: 

As estrelas caiam do céu sem saberLágrima Lunar
O que vinham fazer na dureza do chão
Logo a chuva caia em igual direção
E varria as estrelas com calma e prazer

No oceano as estrelas voltaram a brilhar
Transitando felizes presas na canção
Elegiam o mar sua nova imensidão
E giravam felizes no novo habitar

Desde então era noite no fundo do mar
Com mil seres dançando, com dunas de sal
Era paz o que havia, é o que posso lembrar

Terminei sem saber o que houve afinal
Quando abri os meus olhos nesse outro lugar
Era um sonho onde eu tava ou só lá que é real?

-- Cárlisson Galdino

Escarlate III #19 - Os Reis de Klavorini Norte

Escarlate III #19 - Os Reis de Klavorini Norte

Uma mesa na sala reúne as principais autoridades de toda Klavorini Norte, com seus próprios conselheiros.

Gyo I trouxe seus generais do mar e da terra, além de sua esposa Phiana e do jovem Aux Fuzeddin, e está a um lado. Ele próprio rei de Wimow, com Aux Fuzeddin sob seus cuidados, este o rei de direito de Noak, o reino ainda tomado pelo golpe dos Raxx.

Do lado esquerdo deles, pode-se ver um casal de pele extremamente pálida e cabelos quase brancos. São os reis de Wiogee. O rei Elbva Astri, que além da rainha Tuwi, que está do seu lado direito, tem, do esquerdo, uma estranha figura feminina de traços suaves e olhar distante. Uma rara representante do povo das fadas. Ao lado da rainha, a princesa Cyel olha a tudo impressionada.

Outro lado da mesa é ocupado por Obwir Saipu, rei de Surdi e, assim como Gyo I, ele trouxe dois homens de armas que esbanjam força. Diferente de Gyo, porém, não trouxe sua rainha. Ao invés disso, completa a lateral da mesa a presença do barão da pequena cidade de Ofy e anfitrião do evento.

No canto restante, três lugares, mas apenas um está ocupado. Ocupado por Eve.

A sala é muito pequena para uma reunião tão grande. Foi improvisada a recepção na sala de estar do próprio barão Kridol.

Os cômodos próximos estão ainda mais tumultuados. Não pela esposa do barão e seus filhos e funcionários, que estão todos na casa de sua sogra. Estão cheios sim de soldados, soldados dos três reinos.

- Boa tarde às autoridades aqui reunidas. - É Eve quem começa a reunião. - Creio que todos estejam informados dos últimos acontecimentos em Noak. De qualquer forma, para evitar que assuntos corram em círculo por falta de informação ou informação imprecisa obtida por algum dos presentes, deixe-me resumir os fatos.

Ela se levanta, de modo a prender melhor a atenção de todos. Então continua.

- Tudo começou quando Kokond Raxx, general do mar de Noak, descobriu por acidente a existência de uma outra extensão de terra ao Sul do nosso continente. Não se trata, porém, de uma ilha como Awra, menos ainda de uma gente inofensiva e pacata. Uma vez lá, ele tomou ciência da política e fez aliança com um grupo de revoltosos. Fez um pacto de ajuda mútuo e voltou, sem relatar ao rei sobre suas descobertas. Ele precisava de magos e precisava se fortalecer por aqui. A partir deste ponto chamarei de Klavorini Sul a terra descoberta e Klavorini Norte a nossa própria terra, que é como se têm chamado.

Em uma pausa, ela vê a expressão de cada um dos presentes. Todos curiosos com a narrativa, apreensivos com a informação de uma nova terra.

- Kokond foi a Wimow procurar a Academia para Magos de Vli, onde conheceu e ganhou confiança de Azkelph, um dos mestres da instituição. Marcaram uma reunião para poucos dias depois. A reunião trouxe também representantes de clãs de assassinos e bandidos. Naquela ocasião, seu irmão Halkond, junto com Rubi e o próprio Azkelph apresentaram o que haviam retirado do covil do dragão vermelho que habitava ali próximo. Isso serviu de chave para viabilizar a participação dos clãs no golpe. Os clãs ficaram impressionados, mas pediram mais uma demonstração de poder: o grupo saquearia o dragão novamente e parte do recolhido serviria também como pré-pagamento. Halkond ficou com a missão e Kokond voltou a Noak para evitar que se criassem suspeitas sobre si.

Alguns começam a demonstrar impaciência e Eve para um pouco.

- Alguma pergunta?

- Sim, eu tenho. - Quem intervem é o general do mar de Wimow, Glouvry. - Com meu perdão, quem é a senhorita afinal?

- Eu pulei essa parte do assunto por conta de a resposta não ser tão simples. Peço apenas que confiem em mim. E podem me chamar de Eve.

- Mais uma vez perdão, senhorita, mas um nome apenas é muito pouco para que possamos confiar em você. De onde vem? Quem és? Quais seus laços políticos e sociais?

- Posso? - Um dos homens de confiança do rei Obwir levanta a mão.

- Pois não. - Eve lhe concede a palavra.

- Não faço ideia de quem seja Eve, mas posso garantir, pelo dom divino a mim concedido, que é uma pessoa confiável, de coração justo e nobre. Peço a todos que voltemos a esta questão só depois de tudo, caso haja tempo. O assunto me parece bastante urgente para que percamos tempo discutindo méritos.

- Obrigada, …?

- Gloanloi.

- Senhor? - Ela pergunta educadamente ao general Glouvry.

- Tudo bem. De acordo.

- Com o cumprimento da missão de Halkond, o pacto foi fechado. Imediatamente Azkelph trouxe alunos e aliados; enquanto as guildas Ranamat e 20 Horas uniram forças ao golpe, planejando e executando o golpe de Noak do qual todos tivemos notícias. Uma vez instituído o novo poder, Kokond partiu com os clãs para Klavorini Sul, deixando o irmão Halkond com Rubi e um aliado de Azkelph, Protages, no comando de Beniw. Por ser uma guilda enorme, só recentemente os Dessurdi confirmaram apoio aos Raxx. ...Zand?

Zand e Viex entram na sala e se sentam perto de Eve.

- Desculpem-nos pelo atraso. Tivemos alguns contratempos.

- Espiões infiltrados. - Viex completa -, mas fiquem sossegados que já está tudo sob controle. Podemos prosseguir com a reunião.

Punição

Flap, flap, flap... Como um metrônomo asas batem compassadas há longos minutos. No céu aquela criatura se desloca entre duas cidades distantes. Cidades estranhas, de uma terra estranha. O ar pesado, o céu está escuro em tons de cinza. As pessoas se matam lá embaixo por trocados, na esperança de poderem comprar aquilo de que nunca precisaram.

São cidades em ruína. A fumaça corrompe a atmosfera do planeta enquanto as invenções já corromperam o coração dos homens.

Em meio a esse caos e alheio a tudo isso, aquela criatura voa. Voa e já consegue ver a cidade, o que é espantoso se há tanto cinza no ar. Ele voa e sorri, levando nas mãos aquele globo, que traz de tão longe.

Suas roupas vermelha e branca em farrapos. Suas asas, que deixam suas costas e batem em um ritmo constante, parecem cansadas.

Logo vem a guarda da cidade. São serpentes que voam, têm chifres e asas. Elas não esperam: atacam.

Os olhos do viajante se concentram na presença da ameaça. São três serpentes. Com habilidade, ele movimenta as asas arremessando o corpo subitamente para cima. As serpentes se jogam no vazio que ele deixou, mas desviam e o seguem no seu vácuo.

Complementando seu movimento, ele mergulha surpreendendo os pequenos monstros com garras que cortam como navalhas.

O primeiro movimento lhe deu apoio para esse mergulho e, ao mesmo tempo, obrigou as serpentes a reduzirem sua velocidade. Agora, pedaços de serpentes se contorcem nos céus, em queda livre. Caminho livre.

E ele respira fundo, mas vai em frente. Ali está a cidade, sem saber de sua chegada.

Dos céus ele pode ouvir o som inconfundível das festas e cultos impuros. Franze a testa e segue em frente, com ainda mais determinação do que antes.

A praça principal da cidade está em festa. Comemoram alguma banalidade qualquer. O que seria desta vez? Aniversário de alguém ou de algum dia especial? Uma vitória na Arena? Política? Que importa? A criatura vem suavemente.

Do chão alguns ainda param para ver melhor. Aquele ser alado deslizando nos céus até a estátua do cálice de ouro, no topo da coluna, no meio da praça.

Quem vê demonstra a mais honesta alegria. Em suas mentes a incerteza do que veem. Seria uma criatura alada ou seria fruto de tudo o que vinham consumindo nos últimos momentos? Últimos momentos...

O globo é deixado no cálice e a criatura se afasta, rapidamente, seguindo o caminho contrário ao que a trouxe.

Fora da cidade, ela reduz a velocidade e gira no ar, virando-se de volta. E observa.

Flap, flap, flap... Observa.

Uma chama esfumaçada começa a aparecer. Ela cresce em espiral a partir da praça. Ela se expande em espiral, como uma bola de fogo amarrada ao centro, enrolada, girando presa pela corda e aumentando o raio por estar se desenrolando. Uma bola de fogo que deixa fogo por onde passa. Aquele disco de fogo aumenta até consumir toda a cidade.

E aquela criatura apenas observa.

Flap, flap, flap. E sorri. E acha aquilo lindo.

Então, dá as costas e volta para casa, bem mais lenta do que quando veio trazendo o globo. Agora volta levando a sensação de dever cumprido.

-- Cárlisson Galdino

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