Blogópolis #34

26 Dec 2012

Quem diria, hein? O mundo não acabou! Não acabou mas rendeu muita piada. Como a clássica ilustração que se espalhou pelo Facebook, com um sujeito trazendo o calendário maia (aquela roda de pedra) dizendo "Só deu pra fazer até 2012" e o patrão respondendo "Isso ainda vai dar merda um dia".

A criatividade foi bem incentivada pela temática do fim do mundo. Especial destaque para o Apocalipse Maia e o Fim do Mundo do site de tirinhas Um Sábado Qualquer e para o audio drama T-Zombii, publicado no Nerdcast.

Há 8 anos, o soneto Implosão e as consequências de um disparo (suicídio?)

Direto do @carlisson no Identica:

  • Site do fim do mundo inspirado em Majora's Mask http://ur1.ca/c5gcl
  • RT @FilmesNetflix Netflix fora do ar: Falhas no serviço AWS da Amazon, utilizados pela Netflix e outras empresas... http://t.co/PzUnwhh5

Charges, posts e podcasts dos últimos dias

Mentirinhas 371
http://mentirinhas.com.br/mentirinhas-371/

http://vidadeprogramador.com.br/2012/12/21/vitalidade/

http://www.umsabadoqualquer.com/988-apocalipse-maia-3/

http://www.pensadorlouco.com/2012/12/feliz-natal-merry-christmas.html

Foto usada no post: our broken world, de wockerjabby.

Special: 

Natal Nordestino

25 Dec 2012

Esta não é uma música nova, mas é regional e talvez vocês não conheçam. Natal Nordestino, de Eliezer Setton.

Natal Nordestino
Eliezer Setton

Eu pensei que todo mundo
Sem primeiro nem segundo
Fosse filho de Papai-do-Céu

Eu pensei de brincadeira
Numa vida de primeira
Onde eu tenha o que eu queira
De verdade em vez de no papel

Eu pensei e ainda penso
Que o amor e o bom senso
Vão reinar pra gente ser feliz

Eu pensei bem do meu jeito
Que eu também tenho direito
Ao Natal do meu país

Refrão:
Meu pinheiro é meu mandacaru
Com enfeites de algodão
Alpercata no terreiro
Os Reis Magos três vaqueiros
Aboiando no Sertão

Meu pinheiro é meu mandacaru
Cada um é nosso irmão
E o Natal, se verdadeiro,
Há de ter o ano inteiro
Paz na Terra aos bons de coração

E o Natal, se verdadeiro
Há de ter o ano inteiro
Paz na Terra aos bons de coração


Feliz Natal!

Noturno

24 Dec 2012

Placas laminosas, de luzes florescentes
Ferem os meus olhos
E os olhos, e os olhos
E os olhos de tanta gente

À noite preciso me encontrar
Então me perco nessas ruas sem luar
Passo à noite enquanto a noite passa
Acuado entre o asfalto e a fumaça

Tão escuro no céu, claro na Terra
Tão falsas luzes, falsidade que aterra
De um colorido cruel, mas fantástico
Um afiado leque cromático

Neon no alto de um bar
Outros gases nobres preenchem o lugar
Lugares nobres para tantos réus
Luzes em boates, cassinos e motéis

Nas placas, lugares inflamantes
Prometem: nada será como antes
Promessas falsas, farsas, fantasias
A boemia é o prêmio do noturno

-- Cárlisson Galdino

Gênero: 

Escarlate III #50 - Mundo em Mudanças

23 Dec 2012

Escarlate III #50 - Mundo em Mudanças

- Não encontrei movimentações por lá, apesar de sentir que ainda há bastante maldade em suas ruas. - Gloanloi expõe o resultado de sua análise.

Estão reunidos na casa do prefeito de Zax, que se tornou o quartel general do exército de Wimow. A família do prefeito se incomoda com a movimentação, mas não sai e, no fundo, se sente mais segura com tantos soldados por perto.

- Assim sendo, devíamos seguir para Surdi.

- Mas você acabou de dizer que há maldade lá. Não podemos deixar o inimigo enraizado aqui em Wimow. - Ondité protesta.

- Entenda que a situação em outras cidades está muito mais grave do que lá em Wogyau. Não faz sentido irmos lá.

- Não posso deixar o território de Wimow sem que esteja em segurança.

- Estamos aqui decidindo quem vai morrer, dentre os inocentes. É a vida de muitos contra a vida de poucos.

- Não importa, não agora. Você mesmo disse que sentiu presença dos assassinos pelas ruas.

- Mas não há movimentação.

- Eles podem estar arquitetando alguma coisa.

- Eve?

- Quê? - Desperta de uma rápida distração, ela encara o capitão e o paladino por um momento. - Tanto faz, desde que a gente saia logo daqui e vá fazer alguma coisa. Ficar aqui parado não resolve nada.

- Glaz?

- Permissão para falar, capitão?

- Concedida.

- Acabamos de receber informantes de Ey Vudeon.

- Qual a mensagem?

- Para permanecermos em Zax. Um grupo de reforço está vindo.

- Zand vem com eles? - Eve pergunta, de súbito.

- Não há mais informações, senhorita.

- Tudo bem, Glaz. Previsão para a chegada?

- Não foi informado, capitão. Foi informado apenas que a movimentação deles será mais lenta do que o habitual.

- Entendido. Algo mais?

- Não, senhor.

- Dispensado. - Ondité fala e se volta para os outros dois. - Pelo visto, não temos o que discutir. Temos ordens diretas para continuarmos aqui.

- Não aguento mais isso. Ondité, gostaria de treinar pra passar o tempo. Ao menos isso. Pode me dar um grupo de soldados?

- Que tipo de treinamento?

- Com armas não letais, ora! Espadas de madeira, ou reais. Não importa. Preciso me ocupar e praticar mais.

- Tudo bem. Vou arrumar dez homens, mas não os incapacite: já temos soldados de menos para lidar ainda com fogo amigo.

- É claro.

- Quanto a mim, já vou indo.

- Aonde, Gloanloi?

- Ora, essa viagem vai demorar muito e temos muito poucas informações a esse respeito. Vou procurar os reforços e ver o que posso descobrir.

- É uma boa ideia.

 

- Eles não dizem do que se trata. Após muita insistência, contaram sob condição de eu revelar apenas a vocês dois. E nós três não revelarmos a mais ninguém.

- Tudo bem, e quais são os reforços?

- Homens de Klavorini.

- Como!?

- Vieram desfazer a aliança com os clãs e trazem um equipamento que pode anunciar aos seus conterrâneos sobre a decisão.

- Isso é fabuloso! A guerra pode terminar rápido, já que os bárbaros de lá são o maior número entre eles!

- E Zand? - Eve pergunta, enxugando a testa com uma toalha.

- Está vindo com eles, e também perguntou por você.

- Quanto tempo ainda eles levarão?

- Alguns dias, com certeza. Talvez uma semana, talvez até mais do que isso.

- Então vamos esperar.

- Ondité. - Eve fala, logo após se levantar. - Preciso de outro grupo. Os que você me designou não têm mais forças.

- Vou providenciar, daqui a alguns instantes. - Ondité responde, disfarçando a surpresa.

- Pra quê tanto treino?

- Esse corpo... É muito fraco. Você viu o tipo de arma que os homens de Klavorini usam? Não descansarei até conseguir usar uma daquelas com a mesma facilidade com que uso um sabre.

Mal diz isso, já sai da sala, deixando os dois pensativos.

- Zand é um homem de sorte...

- Como?! - Gloanloi pergunta.

- Se ela for tão vigorosa na cama como é na guerra...

 

- Capitão?

- Já chegaram?

- Ainda não, só ele.

- Ondité?

- Zand! Sejam bem-vindos.

- Resolvi vir na frente. Os outros devem chegar dentro de três horas.

- Tudo bem. Sente-se.

- Obrigado.

- Ela foi tomar banho.

- Como!?

- Eve! Você veio à sua procura, não é?

- …

- Estava lutando em treino – é só o que tem feito – quando um dos sentinelas veio anunciar a aproximação do grupo de vocês. Ela deve chegar logo.

- Tá, o que aconteceu exatamente com vocês três? A divisão dos soldados e os ataques contra os aliados...

- Havia um mago chamado Xaigrir. Não sei bem como, ele conseguia mudar sua própria aparência e se passou por Eve. Conseguimos derrotá-los com poucas perdas. Isso foi em Efri. Quanto aos outros dois grupos, foram liderados um por Eve e o outro por Gloanloi. Também encontraram magos, mas com especialidades diferentes. Gloanloi enfrentou um ilusionista que...

- Zand.

- Oi, Eve.

- Não quero atrapalhar. Continuem.

Antes que um dos dois fale qualquer coisa, ela sai da sala.

- Bom, continuando: Gloanloi encontrou um mago que foi capaz de criar uma miragem no meio da estrada, fazendo com que pensassem estar chegando a Bruaz. Felizmente, ele percebeu a artimanha e...

“Eve...”

 

- Então esta é a arma? Vocês não fazem ideia de como eu estava curioso a seu respeito. - Gloanloi fala, admirado.

- Certo, qual o plano agora?

- Vamos até Wiogee, se ainda não foi tomada pelos clãs, hã? Se não, iremos a Surdi. O destino final é Noak, e assim desfazemos suas forças.

- Certo, posso voar até lá e ver como está a situação, Plórius.

- Estava contando com isso.

- Então eu volto e o grupo parte para Wiogee ou Surdi.

- Tudo bem, todo o grupo vai descansar, enquanto você vai. Ao seu retorno, partiremos. Twisk?

- Já sabe que por mim, tudo bem.

- Combinado. Vou indo então.

 

Assim aconteceu. As forças que rumavam a Wiogee eram justamente as que foram derrotadas na missão de Wogyau. A mudança nos planos exigiu um novo grupo partindo no mesmo trajeto, dessa vez cruzando Surdi, mais longe de Wimow. Para a própria segurança dos clãs, passaram por cidades já tomadas. Passavam pela pequena cidade de Chavya quando voram alcançados.

Primeiro, por Gloanloi, Viex, Eve, Zand, Ondité e algumas dezenas de homens. O objetivo: atrasá-los por algumas horas até a aproximação do outro grupo.

Quando aquela melodia soou, havia algumas centenas de bárbaros na cidade. A luta, até aquele ponto, havia sido conduzida de modo a poupar o máximo de vidas possível. Alguns soldados morreram, dos dois lados. Mas quando a melodia soou, os homens de Klavorini simplesmente congelaram. Alguns se agruparam em equipes de conterrâneos, fazendo formação defensiva e esperando. Alguns entraram em batalha contra os antigos aliados. Outros procuravam a origem do som.

Naquele instante todos sabiam – estava escrito nas terras e no ar – que a guerra havia terminado.

 

- Já faz alguns meses desde que nos vimos, Twisk.

- Sim, majestade.

- Graças a sua colaboração, a guerra terminou. Essa mesma colaboração foi o que levou a guerra ao início, portanto acho que seus atos apenas repararam o erro. De qualquer forma, somo-lhe gratos.

- Gratos somos nós pela compreensão. Agora finalmente podemos voltar às nossas terras em paz.

- Não sem antes se hospedar em meu palácio por uma semana, lembra?

- Claro, certamente.

- Pois é, meus amigos. Estamos passando por momentos difíceis. Fuzeddin está pronto para receber o reino de sua família. Conversamos muito nesses meses e creio que fará um bom trabalho. Tudo terá que ser reconstruído por lá. Não tenho dúvida de que Woate ajudará nesse sentido.

- Certamente, majestade.

- Como sabemos, não faz muitos anos que Obwir assumiu o reino de seu pai. E nos últimos meses, a princesa Cyel teve que assumir prematuramente o reino de toda Wiogee.

~ Quanto a mim, como veem, já tenho idade bastante avançada e não devo durar muito tempo. Não tenho herdeiros diretos, logo a família de minha esposa herdará o reino de Wimow. Para bem ou para mal? Não há como prever. Só prevejo que os tempos estão mudando.

~ Quanto a Awra, sempre respeitei sua opção por um regime descentralizado, entretanto isso se mostrou um erro dados os últimos eventos. Por isso, gostaria que fosse instituído ali um novo tipo de governo.

~ Teria prazer em receber Awra como parte de Wimow, não houvesse tantas preocupações já em nossas terras nesses momentos difíceis. E a distância dificulta a gestão, de certa forma. Por isso – e para que o nome de Awra não caia no esquecimento como ocorreu com nossos vizinhos em Klavorini -, cheguei à conclusão de que eles precisam de regentes fortes, de carisma, que possam ser respeitados, tenham sabedoria para conduzir aquelas terras e que, principalmente, sejam de minha confiança, já que estamos tão pertos. Pensei em dois nomes para essa nobre e difícil missão.

O salão do palácio de Ey Vudeon é tomado por silêncio. Todos se olham, tentando adivinhar os pensamentos do rei. Muitos chegam perto.

- Estou numa posição difícil. Não sei se cabe a mim decidir por Awra, mas minha decisão também leva em conta os serviços prestados àquele povo. Minha dúvida é entre Eve ou Zand.

Alguns risos discretos pela sala só aumentam o constrangimento dos dois. Após vê-los um tempo sem ação, o rei conclui.

- Claro que não tenho objeção se forem os dois juntos a conduzir aquelas terras. Pelo contrário, teria duas pessoas de minha confiança e respeito por lá. O que pensam disso?

Sem saber o que dizer e o que não dizer, encurralados, os dois apenas gesticulam em confirmação.

- Então que haja festa! E tem que ser logo, afinal nossos convidados de Klavorini não podem perder essa comemoração!

Em meio a falas e risos de euforia que preenchem o salão, Eve e Zand apenas se olham e sorriem, vencidos, mas no fundo felizes por isso.

Warning Zone #40 - A Resposta

22 Dec 2012

Warning Zone #40 - A Resposta

Esta é uma longa história... Uma história sobre super heróis e super vilões, mas uma história diferente. Talvez você não saiba de nada do que está acontecendo (por onde tem andado nos últimos 39 meses?), se for este o caso, prepare-se para um resumo dos acontecimentos.

O Brasil é conhecido internacionalmente na área de desenvolvimento de tecnologia. Graças a um pólo tecnológico que abriga diversas empresas fortes, localizado em... Pernambuco? Não, não... São Paulo? Não! Em Stringtown! Uma grande cidade localizada no interior da imensa Bahia.

Dentre tantas empresas fortes, havia uma em especial que nos interessa, uma empresa pioneira ao tentar mesclar formas de vida a circuitos: a SysAtom Technology. Seu projeto AtionVir pretendia criar formas biológicas capazes de prevenir e corrigir circuitos defeituosos.

O projeto ia bem e o AtionVir já corrigia o primeiros circuitos. Só faltava um passo importante para uma forma de vida: replicação.

Quando os funcionários da SysAtom Technology se preparavam para um novo teste de uma nova versão do AtionVir, uma tragédia ocorre, que termina levando o prédio da empresa abaixo.

Os funcionários que estavam presentes, bem como o chefe, sobrevivem ao acidente e se descobrem infectados pelo AtionVir. Estranhamente, ao invés de morrerem eles adquirem super poderes (ei, isso é uma história de super-heróis! O que você esperava?).

O chefe Oliver se torna um homem monstruoso inteiramente metálico e adota como novo nome Tungstênio, Ele reune três funcionários da empresa: Louise, que se torna uma mulher aquosa e adota o nome Seamonkey; Arsen, que ganha um corpo enorme e monstruoso de pedras, adotando o nome Montanha; e Valdid, que vira uma besta peluda humanoide e gigante, com cabeça bovina e chifres, que adota o nome de... Bem, ele adota vários nomes. Volta e meia surge com um nome novo. O mais recente é Biotanque.

O Grupo SATAV (como bem disse Montanha: “SysAtom Technology AtionVir, dã!”) é formado pelos quatro, com o objetivo de dominar o mundo! (como diria Seamonkey: “??”). Para confrontar o grupo, que depois adotou como nome Grupo Satã, sobraram apenas o casal Pandora Vardamir e Darrel Dylan, antigos funcionários da SysAtom.

Pandora adquiriu poderes elétricos e uma voz metalizada, enquanto os poderes de Darrel são um mistério. Até o momento ele tem utilizado algo que se assemelha a um teletransporte. Os dois foram também os únicos da empresa que sofreram com o AtionVir, mas não sofreram deformações visíveis em seus corpos. Pandora adotou o codinome Stormdancer, enquanto Darrel escolheu ser o Cigano, embora prefira ser tratado ainda como Darrel.

Quando o grupo estava em situação de perigo, um novo aventureiro apareceu para auxiliar: Fernando Xion Júnior, conhecido como Júnior, antigo estagiário da SysAtom Technology. Praticante de esgrima e sem super-poderes, ele adota o codinome xFencer e se une a Pandora e Darrel na luta contra o Grupo Satã.

No episódio anterior, o trio de heróis parte para a base do Grupo Satã em uma ação surpresa, mas eles próprios ficam surpresos ao ver o cerco policial.

Chegando na base propriamente, eles descobrem que o exército está atacando a base e o grupo está lá fora em guerra.

Antes que mais informações pudessem ser assimiladas, Pandora é atingida por uma bala perdida e eles partem imediatamente daquele lugar.

Na verdade Biotanque não participou do confronto, visto que pode ser ferido por balas. Ele preferiu ficar na base para não se arriscar.

Biotanque: Quê, véi? Nada a ver! Alguém tinha que ficar pra tomar conta do QG, né não?

Tungstênio: Pronto? Terminou a narração?

É, acho que sim.

Tungstênio: Que narraçãozinha demorada dessa vez, hein? Tá, vamos ao que interessa. Estamos todos reunidos aqui porque...

Biotanque: E ele nem disse que a gente derrotou o exército! Mermão, o Exército!?

Seamonkey: Verdade. Vai ver é porque não aconteceu no episódio anterior, não é?

Montanha: E daí, sua burra! Era uma retrospectiva da história, não do episódio anterior!

Tungstênio: Vão começar a discutir de novo?

Montanha: Aliás, a retrospectiva sozinha já deve ter ficado bem maior que o episódio anterior!

Biotanque: Tá, gente, bora prestar atenção? A chefia quer falar...

Montanha: …

Seamonkey: …

Tungstênio: Obrigado. Como ia dizendo, tenho um novo plano aqui para o nosso grupo. Para começar, devo lembrar que nosso plano inicial era de dominação mundial somente, não é?

Montanha: Com certeza.

Tungstênio: Pois é, era só isso! Não tinha nada a ver com o Governo. Eu simplesmente não mandei eles se meterem e mandarem o Exército vir até aqui. Agora a coisa muda. Eles estão pedindo guerra e nós vamos começar uma.

Biotanque: A gente vai pra Brasília explodir tudo lá?

Tungstênio: Ainda não. Vamos sequestrar o Prefeito de Stringtown.

Montanha: …

Biotanque: …

Seamonkey: Nada a ver.

Tungstênio: Como?

Seamonkey: Exército não tem nada a ver com o Governo Municipal.

Tungstênio: Eu não pedi sua opinião, Seamokey. Está determinado que faremos isso.

Montanha: Toma!

Tungstênio: Por duas razões: primeiro que eles precisam aprender do que somos capazes, segundo porque eles podem querer nos atacar de novo a qualquer momento e não farão isso se tivermos um refém importante.

Biotanque: Legal, e quando a gente vai?

Tungstênio: Agora mesmo.

P. S.: Publicado inicialmente na Revista Espírito Livre #40.

Revista Espírito Livre #40 e LibreOffice Magazine #2

21 Dec 2012

Já estão no ar as edições 40 da Revista Espírito Livre e 2 da LibreOffice Magazine. Duas revistas digitais de grande qualidade, desenvolvidas por brasileiros e disponíveis gratuitamente!

Software Livre no Poder Público é a matéria de capa da Revista Espírito Livre, enquanto a matéria de capa da nova LibreOffice Magazine é A Revolução dos Dados Abertos. Curiosidade: a LM é diagramada no LibreOffice Draw.

Baixe as duas nos seus respectivos sites (Revista Espírito Livre e LibreOffice Magazine) ou na Banca do Bardo.

Infrarecorder - Queime mídia com liberdade

20 Dec 2012

Infrarecorder

Usuários GNU/Linux tem ótimas opções para gravação de CD e DVD. Destaque para o antigo e cheio de recursos k3b, do KDE. Cada ambiente de trabalho, porém, acaba desenvolvendo sua própria solução: Brasero é muito usado no GNOME, o XFCE tem o xfburn...

O mundo Windows é acostumado a um aplicativo único para isso: o Nero. Apesar de no Windows ele reinar absoluto, ele foi lançado para GNU/Linux, mas simplesmente não pegou. E mesmo no Windows há alternativas a ele, como o software livre Infrarecorder!

Veja a lista de características que ele oferece em sua versão 0.53:

  • Crie projetos de dados, audio e misturados, e grave-os em discos físicos, bem com em imagens de disco.
  • Suporta gravação em DVDs de duas camadas.
  • Apaga (erase) discos regraváveis usando quatro métodos diferentes.
  • Grava imagens de disco (ISO e BIN/CUE).
  • Fecha discos para evitar que dados adicionais sejam colocados depois.
  • Vasculha o barramento SCSI/IDE por dispositivos e coleta informações sobre suas capacidades.
  • Cria cópias de disco, usando um arquivo temporário ou não.
  • Importa dados de sessão de discos multi-sessão e adiciona mais sessões a eles.
  • Mostra informações do disco.
  • Salva trilhas de audio e dados em arquivos (.wav, .wma, .ogg, .mp3 e .iso).

Eis uma boa solução para usuários de Windows. O Infrarecorder também é distribuído no CyanPack.

Blogópolis #33

19 Dec 2012

O Natal dos programadores tem duas coisas bacanas: uma API para consulta de CEP e um preview do livro Mobile Game Jam, do blog homônimo. O livro está na minha lista de desejos. Não comprei ainda primeiro por falta de tempo (para estudar), segundo porque acho um bocado caro.

Por falar em desenvolvimento de jogos, o Ouya já está no ar (o site. O console só chega lá pra março). Eles vendem também um kit para desenvolvedores. Sai por 800 dólares. Hmmm... Melhor o livro...

Há 3 anos, a Estreia da Infinnita.

Direto do @carlisson no Identica:

  • RT @FilmesNetflix Atualização de vídeos em 12/12/2012: Os três novos títulos de hoje certamente agradarão muitos ... http://t.co/FRSTeTQz
  • Finalmente no #Wii o canal do #YouTube! Mas sem configuração nenhuma, sem login, sem inscrever em canais... Qual a vantagem? #fail #nintendo
  • @filipesaraiva o canal do youtube só mostra as categorias e opção de busca. Como seria hangout? Pela busca do yt vai?
  • @filipesaraiva Meu Wii é bloqueado, por opção (destravadores de console é que não falta por aí, né? :-P).
  • @filipesaraiva se você não descobrir a resposta antes, quando chegar em casa mais tarde eu faço o teste e te digo
  • RT @Luciano_Barbosa ... Estamos implantando as ciclovias. A idéia ... sair do Bosque das Arapiracas para os bairros. E uma para a UFAL.
  • Pense num governo estadual que nós temos... :-S http://ur1.ca/c1toi
  • Comemorando 25 anos de Mega Man, grátis Mega Man vs Street Fighter para Windows http://ur1.ca/c3y2o #megaman #streetfighter #25th
  • E esse especial de hoje é na linha do Mega Man de NES (e roda no Wine).
  • Estou pensando em mudar a distro do CyanPack em 2013. De Trisquel para algum Debian-Squeeze-Live...

Charges, posts e podcasts dos últimos dias

Um Sábado Qualquer - Cuidado com o Português
http://www.umsabadoqualquer.com/984-cuidado-com-o-portugues/

http://mentirinhas.com.br/mentirinhas-368/

http://esbocais.com.br/sosatiras/ss-60-pre-estreia-o-hobbit/

http://capitaobrasil.com.br/capitao-brasil-050/

http://www.gameblast.com.br/2012/12/das-telas-pequenas-para-as-grandes-o...

Foto do post: .christmas tree, de ]babi]

Special: 

Final Fantasy: 25 anos

18 Dec 2012

Final Fantasy - chocobo rider

Havia uma empresa. Eles criavam jogos de videogame, mas até aquele momento nenhum tinha emplacado. Então o desenvolvedor Hironobu Sakaguchi decidiu: esta vai ser minha última tentativa. Se não der certo eu vou fazer outra coisa da vida. Assim nascia a última esperança daquela empresa, com um nome que refletia muito bem essa condição: Final Fantasy.

Mas Final Fantasy deu certo e teve sequência, depois outro jogo e outro... Hoje já são 14 jogos na contagem principal e vários spinoffs nesta bela "saideira de bêbo", que também é uma das maiores referências em RPG eletrônico até os dias de hoje.

Final Fantasy foi lançado para Square há exatos 25 anos para NES. No jogo você controlava os 4 guerreiros da luz, personagens profetizados que chegavam com a missão de salvar o mundo pela restauração de cristais, o que exige enfrentar vários inimigos, o que inclui os demônios do caos. Particularidade deste jogo é que os jogadores é que decidiam os nomes dos quatro personagens, bem como suas classes: guerreiro, monge, ladrão, mago branco, mago negro, mago vermelho.

Com o passar dos tempos e dos jogos, a série foi mudando e criando histórias cada vez mais elaboradas e com personagens próprios e bem definidos. Um revolução, em especial, aconteceu quando a Square deixou a Nintendo e se aliou à Sony. Com isso, veio Final Fantasy VII para Playstation, provavelmente o título mais marcante da franquia. Nele tínhamos o personagem Cloud e seus aliados tentando restaurar a paz no mundo, desta vez um mundo tridimensional. Aquelas imagens infelizmente envelheceram mal, mas isso não tira o mérito do jogo.

Com tanto sucesso, Final Fantasy terminou aparecendo no cinema também. Começando com o filme Final Fantasy: The Spirits Within. Um fracasso total. O filme tinha grande qualidade gráfica e uma história boazinha (nada que chamasse muita atenção). O problema é que não era um Final Fantasy, era só uma animação 3D genérica. Não vimos no filme nenhum elemento dos jogos da franquia e isso com certeza decepcionou muitos fãs.

O filme seguine veio para corrigir isso. Em Final Fantasy VII: Advent Children, vemos uma continuação dos eventos do jogo Final Fantasy VII, trazendo os personagens marcantes em cenas de ação altamente dinâmicas. O filme está disponível (como já falei no blog outro dia) para ser assistido gratuitamente no Crackle.

Temos ainda outros jogos marcantes. Em especial, o Final Fantasy XII (PS2) e o Final Fantasy XIII-2 (PS3) conseguiram nota máxima na revista japonesa Famitsu. E mais recentemente, a franquia entrou nos jogos de ritmo com Theatrhythm Final Fantasy, lançado para 3DS e agora também no iOS.

Existem algumas características interessantes de se notar na franquia Final Fantasy. Primeiro que as histórias são meio que fechadas, com personagens próprios, exclusivos de cada uma. Nada de continuar a história de personagens carismáticos (ao menos atualmente, ao menos na numeração padrão, o que não impede que eles fujam a essa regra em jogos como Final Fantasy X-2). Outro elemento é o mundo onde as histórias se passam. Depois de amadurecido (lá pelo quarto jogo em diante), Final Fantasy passou a apresentar um mundo de fantasia misturando elementos tecnológicos diferenciados, cuja base energética é vapor e a própria magia, como um mundo fantapunk. Somando-se a isso o cuidado que a Square tem com os gráficos, frequentemente explorando ao máximo as capacidades dos consoles para os quais os jogos são feitos, costumamos ter cenários muito agradáveis de se ver.

E claro que não podemos esquecer dois dos elementos mais marcantes da franquia, capazes de identificar a franquia para qualquer gamer: chocobos (montarias que parecem galinhas gigantes) e phoenix down (o item capaz de ressuscitar um personagem morto em combate).

Final Fantasy é uma franquia incrível e não está aí à toa, indo para seu 15º título numerado. Rendeu frutos como o Kingdom Hearts. Infelizmente seu criador não está mais na Square Enix (nome que a empresa ganhou após assimilar sua principal concorrente, a Enix, criadora do Dragon Quest). Após problemas lá na empresa, ele saiu e criou a Mistwalker. Inclusive, em 2011 ele lançou um outro jogo e dizem que é o último do qual participará ativamente de todos os estágios. O nome: The Last Story, para Wii. Será que o título dessa vez se concretiza?

Special: 

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