25 mai 2013

A luz no fim do túneo quase sempre é mesmo um trem

Agenda Mundial #14 - Retirada

- Já falou com eles?

- Ainda não. Eles foram na escola e devem estar na minha casa.

- Como soube deles?

- Eu vi o carro saindo. A menina da secretaria disse que estavam indo na minha casa.

- E você saiu?

- Disse que ia lá também ver o que queriam.

- Isso é mal, a menos que vá agora. Mas, como eu disse, terá que ser capaz de convencê-los de que não faz ideia do que eles estão falando quando falarem de tudo aquilo. Sabe blefar?

- Sou péssima...

- Foi o que pensei. Nesse caso, o mais seguro é ir comigo.

- Onde!?

- Maceió.

- Está doido?! E meu emprego, e o Herbert?

- Seu namorado... Bom, deixa ver. Se você demorar, eles vão falar com seus vizinhos e pegar informações sobre o seu namorado. Em seguida, vão procurá-lo no trabalho dele. Não sei o que vão dizer nem como ele vai reagir, mas terminarão sabendo de parte da história. Talvez o levem, talvez o deixem. Se deixá-lo, tenha certeza de que ele será grampeado e vigiado por um bom tempo.

- Ai meu Deus...

- Hmmm... Onde você pegou a moto?

- Em frente à escola.

- Vamos! - Ele se levanta, de súbito. Vai até o balcão. - Senhorita...

- Cyntia.

- São irmãs, não são?

Ela faz que sim com a cabeça.

- Ótimo. Se gosta dela e quer que ela viva, nós dois não estivemos aqui.

Ele estende uma nota de cinquenta.

- Está sequestrando minha irmã!?

- Não, estou protegendo. E se lembre: a polícia não vai vir para proteger.

 

Claudia segue com Caio até um hotel algumas quadras depois. Seu coração bate desesperadamente.

Vão partir imediatamente, ou quase isso: ele precisa pagar antes a hospedagem.

O tablet, os agentes, esse tal Caio... Tudo deixa seu coração muito apertado. A cidade de repente ficou muito pequena, pequena demais.

Um segundo de distração e ela foge, deixando Caio no hotel. Corre um quarteirão e pega um taxi até a rua dos transportes para Maceió.

- A moça está bem?

- Estou.

- Notícia de família, né? Vai dar tudo certo.

- Obrigada.

Para sua sorte, uma besta já estava saindo. Ela respira fundo, um pouco mais tranquila, e toma um assento na frente.

“Enquanto não souber o que está havendo, é melhor manter distância desse sujeito. Não faz mal ir pra Maceió mesmo. Lá é mais fácil eu me esconder. Daqui a uns dias eu volto e justifico na escola. Ou não sei...”

- Você viu que encontraram um carro com dois mortos dentro?

- Como assim? - O motorista pergunta ao cobrador.

- Meu pai que tava falando que viu no jornal hoje de manhã. Os dois queimados.

- Onde isso!?

- Lá em Bananeira!

- É, aqui tá cada vez pior. É no que dá a polícia pegar leve com bandido.

- Não é, véi! Nada a ver isso.

- Se eu fosse da polícia queria nem saber de Direitos Humanos nem de nada, queimava essa praga era toda!

- E por que não vai pra polícia então?

- Nada, tem futuro não. O cara também fica marcado...

- …

- Parece que teve acidente aí na frente. Olha os caras cortando luz.

- É nada! É blits.

- Esse povo querendo dinheiro.

- Nada, se não mudaram enquanto eu vinha é da polícia essa aí.

Claudia leva um susto e pede pra parar.

- Vai descer aqui, moça? Mas a gente nem passou do trevo!

- Não, esqueci uma coisa lá em casa.

- Pede pra alguém mandar. Eu ligo pro Paulo, que vem mais tarde, que ele leva pra Maceió.

- Não dá. Só eu sei onde botei.

- Então tá.

“Que droga! Fecharam o cerco!”

Ela caminha por ruas de barro. Mais de meia hora depois é que alcança finalmente a estrada, depois da blitz. Com medo de reencontrar Caio, espera a próxima besta passar.

18 mai 2013

Agenda Mundial #13 - Start

Submitted by bardo

Eu só queria tempo, mas nem sempre nos dão

Agenda Mundial #13 - Start

Várias perguntas passeiam pela mente de Claudia. A principal é se eles devem ou não entregar o tablet. Há outras como: quem realmente está por trás disso? O que exatamente significa? Afinal, aquela história de que “tudo estaria perdido” e que tinha a ver com o bem de todos ela ainda não esqueceu. Pode ter sido conversa de um criminoso desesperado, como pensou a princípio, mas... Polícia será só um dos problemas no futuro. Isso foi uma ameaça ou uma previsão?

Herbert se animou com a conversa. Quer fazer parte disso tudo, acha que tem a ver com “Wikileaks” ou alguma ONG parecida. Claudia, como sempre, está mais cética.

Se há tanta gente assim procurando o tablet, então onde deixá-lo até resolver o que faz com ele? Claro, ela não pretende entregá-lo ainda. Aquela conversa no restaurante foi uma enrolação desnecessária. Quer mais explicações, não aquele ilusionismo com uma tabela de códigos.

Por isso ela pensou por um tempo onde deixaria o tablet. Deixar em casa seria mais seguro, mas seria o mais esperado também.

Andar com ele também não lhe pareceu uma boa ideia. Se encontrasse Caio novamente e ele estivesse disposto a lhe roubar? Achou graça ao lembrar que agora ela pratica Boxe e que Caio já deve ter mais de cinquenta anos, mas um revólver alteraria a balança contra ela.

A casa de Herbert seria outra opção, mas só quando ele voltar do trabalho.

Seu próprio trabalho, mais uma. Mas Caio sabe onde ela trabalha e isso tornaria a escola um ambiente de alto risco.

Talvez justamente por isso seja uma boa opção. Por parecer burrice, talvez seja um canto onde demorariam a procurar.

Por isso ela preferiu a escola mesmo e se aproxima da escola logo que um carro que estava parado à sua frente vira a esquina.

- Claudia? Falou com eles?

- Quem?

- Estavam procurando você. Fez alguma coisa errada?

- Não, por quê?

- Eram da polícia. Disseram que queriam fazer perguntas sobre um crime que você talvez tivesse presenciado. Tá envolvida com tráfico não, né?

- Eu? Claro que não!

- Dei o endereço a eles. Devem estar indo pra sua casa.

Perplexa, sem saber se brigava ou não com a atendente da secretaria, Clauda apenas fala antes de sair.

- Então vou lá ver o que querem.

“Eu sei o que querem. E o pior é que está comigo!”

Ela atravessa a rua e pega um mototáxi.

 

O lugar é estreito, com duas mesas e cadeiras. Na porta, escrito “Céu de Brigadeiro”. Atrás do balcão, uma mulher de cabelos pretos curtos e rosto arredondado sorri ao ver a chegada de sua irmã.

- Claudia! Como é que vai? Tudo bem com você?

- Tudo, quer dizer... Mais ou menos.

- O que houve?

- Estou encrencada e não sei o que fazer.

- Senta aí, vai. Quer alguma coisa?

- Aceito um suco.

- De quê?

- Qualquer coisa.

- Eu quero de manga. - Claudia se assusta com aquela voz masculina. Olha para trás e vê aquele rosto conhecido.

- Caio!? Como você me achou?

“Está me perseguindo!”

- Vi a senhorita passando de moto aqui perto. Parece assustada. Algum problema?

- Não se faça de besta! Você mandou seus homens atrás de mim!

- Hmmm... Aconteceu mais cedo do que eu previa. - Ele se senta. - Primeiro, não são meus homens. É a polícia, não é?

- E eles querem...?

- Sim, exato. Mas eles não tem certeza de que está com você. A não ser que você tenha agido de forma suspeita. Você pode fingir que não está com você e que não tem nada a ver com isso. Se eles acreditarem, vão te deixar em paz.

- E se não?

- Vão pensar que você faz parte da nossa organização. Aí vão encontrar o aparelho e vão levar você e ele. Farão tortura e outras coisas assim.

- Não se faz mais isso hoje!

- Você quer dizer “não se noticia mais isso hoje”...

13 mai 2013

Escalando

Submitted by bardo

Mas quanto que custa
U'a lança de justa
Sublime e robusta
Pro meu pelotão?

E quanto dinheiro
Me paga um arqueiro
De tiro certeiro
Perfeita visão?

E um grupo guerreiro
Exército inteiro
Armado e ligeiro
De espada e canhão?

Pois bem menos custa
A quem você assusta
Se uma causa injusta
For o seu brasão

-- Cárlisson Galdino

11 mai 2013

Cada parte da casa é um mundo...

Agenda Mundial #12 - A Reforma

Claudia e Herbert passam pelas cerâmicas, chegando ao restaurante que se esconde dentro da loja.

- Cadê ele?

- Não sei. Ele disse que estaria aqui.

- Já é uma e cinco.

- Eu sei... Bom, vamos nos sentar. Não sei quanto vai demorar essa reunião e a gente tem o que fazer ainda. Se ele não vier, paciência.

Os dois vão ao self-service e voltam para uma mesa, com os pratos feitos.

Logo que se sentam, veem um homem caminhar rápido por entre as prateleiras.

- É ele.

Caio os cumprimenta amigavelmente e vai fazer seu prato. Pouco depois, volta e se senta junto com os dois.

- Boa tarde. Desculpe-me pela demora. Quem é ele?

- Meu namorado.

- Entendo, e...

- É, ele está sabendo do...

- Tudo bem! Olha, quero que vocês vejam isso.

Ele estende para os dois um panfleto colorido, como se fossem propagandas de material de construção, mas há uma caixa de texto em fonte pequena no rodapé.

- O que é isso?

- Vejam! Leiam o panfleto todo. Achei interessante.

“Dicionário? Salvador: banheiro; Arapiraca: quarto; Brasília: jardim; Recife...”

- O que é isso?

Caio apenas gesticula para que continuemos a leitura.

- É, parece mesmo interessante, Claudia. - Herbert se anima. - Quer dizer que há risco de infiltração?

- Pois é... Falei com o pedreiro e ele disse que tem risco sim. Só no quarto que a infiltração não está aparecendo, mas a estrutura está toda comprometida.

- Hmmm...

- E é época de chuva. Na próxima chuva que tiver ele garantiu que já vão aparecer as manchas, se ninguém fizer nada.

- E o que a gente faz então?

- Ele disse que vocês tem que trocar o telhado.

“Trocar o telhado... Trocar o telhado... Entregar o aparelho!? Peraí!”

- Mas eu não vou trocar o telhado antes de saber qual o problema dele!

- Ora, senhorita... Talvez o telhado esteja gasto, ou talvez seja de um material arriscado de se ter em casa hoje em dia.

Claudia se aproxima de Caio e fala baixo:

- Não dá pra ser direto?

- A senhorita que preferiu um local público. - Caio responde, também falando baixo, logo voltando ao seu tom normal. - O pedreiro falou de um lugar que está com uma promoção ótima. Ele consegue tudo por mil reais.

Claudia balança a cabeça preocupada.

- Claudia, olha aqui! - Herbert fala baixo, apontando para o panfleto.

“Preço: x10. Gastar: receber. Parcelamento: multiplica.”

- Chega dessa palhaçada. O que você quer e o que é exatamente aquilo?

Caio aponta para a própria boca, mostrando que está mastigando e por isso não pode responder.

- Já que está tão preocupada com isso, por que não vamos lá na casa ver o telhado nós mesmos?

Claudia olha para Herbert preocupada.

- Temos compromisso agora.

- Entendo. Só quero que se lembre que a época de chuva está chegando e esse telhado é muito frágil. A casa vai inundar com qualquer chovisco. Por que não quer aproveitar a promoção? Estou aqui só pra resolver esse problema!

- Devíamos levar à polícia!

Caio toma um susto e a encara.

- Não vai ser preciso. Ela vai vir assim que chover e morrer alguém pelo desabamento.

Ele se aproxima dos dois.

- Olhe bem: o que você tem é perigoso e sem utilidade pra vocês. A nossa organização lutou muito para conseguí-lo. Ele atrai muita coisa indesejável. Polícia é apenas uma delas. Vocês definitivamente não estão seguros e assim como eu encontrei vocês aqui, eles estão na pista e vão chegar a qualquer momento.

Ele se endireita na cadeira e limpa a boca com um guardanapo.

- Vão querer sobremesa?

- Preciso de um tempo.

- Talvez vocês não tenham.

- Quero arriscar.

- Tudo bem. Amanhã a gente almoça aqui de novo e vocês me dizem se querem ou não trocar o telhado?

- Combinado.

9 mai 2013

PCManFM: Mudando o padrão

Submitted by bardo

O PCManFM é um gerenciador de arquivos muito bom, que eu já conhecia desde antigamente, quando voltei a usar WindowMaker por um tempo. Ele monta automaticamente dispositivos, é feito em Gtk, tem suporte a abas...

Pois bem, ele é o gerenciador de arquivos padrão do Trisquel Mini e, portanto, do CyanPack rodando em modo Live (a customização que tenho chamado de Toutatis Records).

Apesar de ser um excelente gerenciador de arquivos, tenho enfrentado um problema com ele: o modo default de exibição mostra o conteúdo das pastas em ícone e de forma desordenada. Toda vez tenho que mudar para modo lista e ordenar da forma que eu quero. Adicionalmente, não encontrei nenhuma opção na janela de preferências que definisse isso.

Felizmente, fuçando por aí, descobri que há sim como definir isso, basta editar (com muito cuidado) o arquivo de configuração, que fica em .config/pcmanfm/LXDE/pcmanfm.conf. Mais especificamente a sessão [ui] (não, isso não é uma interjeição, mas a sigla de User Interface).

Olhando o arquivo, encontrei:

[ui]
always_show_tabs=0
max_tab_chars=32
win_width=784
win_height=588
splitter_pos=233
side_pane_mode=1
view_mode=0
show_hidden=0
sort_type=0
sort_by=0

Muito bonito, muito legal! É só mudar view_mode, sort_type e sort_by. ...mas pra que valores?

Então aqui está uma tabela do que significam os números nessas opções! E de quebra, ainda o significado disso para o painel!

Númeroview_modesort_type ou sort_by?sort_byside_pane_mode
0Visão em íconesOrdenar por nome Locais (Marcadores)
1Visão em listaOrdenar por tamanho Árvore de diretórios
2Visão compactaOrdenar por data de modificação  
3 Ordenar por tipo  
4 Ordenar por permissões  
5 Ordenar por dono  

Agora sim, você pode deixar o PCManFM do jeito que você quiser! :-)

6 mai 2013

Paranormal

Submitted by bardo

A toda noite sinto tua presença
Sei que está longe, mas isso não cala
A sua voz, que ouço quando pensa
O seu sussurro, sempre quando fala

É só fechar os olhos e uma imensa
Paz zen me vem pelas flores que exala
Que vence o espaço-tempo e nada a vença
Nem capital, blackout, pane ou bala

Me infectaste com um só olhar
O vírus grego, o vírus menino
E nada há que eu possa, pra escapar

Mas me rejeita seu beijo divino
Dá razão de viver, vida não dá
Como entender tão estranho destino?

-- Cárlisson Galdino

4 mai 2013

Depois de certas coisas, a vida não volta mais ao normal.

Agenda Mundial #11 - Depois da Aula

Tudo começou com um estranho incidente em uma viagem a Fortaleza. Justo na escala em Salvador, Claudia Muniz fora abordada por um estranho sujeito no banheiro feminino, que exigiu dela um favor incomum: ficar de posse de um tablet e procurar um tal de Francis para lhe entregar. A viagem prosseguiu normalmente e Claudia voltou para casa. O tablet veio junto.

Sábado, ao chegar, Claudia e o namorado, movidos por curiosidade, terminaram descobrindo a senha do tablet. Isso foi há dois dias.

 

Mais um dia de aula. Claudia gosta de ser professora, apesar de toda a correria.

A aula termina e os alunos juntam o material para sair.

“Sem perguntas. Eles não estão estudando. E parece que nem prestam atenção na aula.”

Ela pega suas coisas e sai da sala.

“Ou sou eu que não estou conseguindo me concentrar direito?”

Parada à porta da sala, observa as árvores no pátio. A cidade está muito quente, principalmente perto do meio-dia.

- Professora? Está tudo bem?

- Está sim, Ingride, obrigada.

- Então tá.

- Até quarta.

- Até.

São pouco mais de onze horas e Claudia caminha para a saída. Antes mesmo de chegar ao portão da escola, ouve uma voz.

- Senhorita Muniz?

Ela se vira procurando a origem da voz e encontra um homem já de certa idade, com muitos cabelos brancos. A roupa é social leve, com uma camisa listrada azul e branca.

- Pois não?

- Gostaria de conversar, se puder me conceder cinco minutos do seu tempo.

- Diga.

- Para não atrasá-la, poderíamos ir andando.

Claudia suspira.

- Vamos voltar? A gente conversa na sala de professores.

O homem balança a cabeça pensativo.

- Tenho razões para preferir que essa conversa não seja... diante de seus colegas de trabalho ou de seus alunos.

Claudia o encara surpresa, com uma certa inquietação e desconforto.

- Perdão, senhorita. Ainda não me apresentei. Sou Caio.

Agora é Claudia quem balança a cabeça pensativa.

- Caio de quê? Qual o assunto que você quer tratar?

- Sinto pelo seu desconforto. Me acompanha ao menos até próximo ao portão?

“E se houver mais comparsas dele me esperando.”

- Não. Que assunto você quer tratar?

Ele olha para os lados calmamente e fala baixo.

- Não posso falar assim, onde outros possam ouvir. Garanto-lhe que é assunto de seu interesse. E do meu também, claro. E de Francis.

Claudia se esforça para conter a surpresa daquele nome.

- Vejo que estava certo. Parte das perguntas não precisam mais ser feitas. A parte que lhe interessa tem a ver com o risco que a senhorita corre agora, neste momento.

- Risco?

- Sim, e o que eu quero é te ajudar.

- Que risco? E que assunto!?

- Você sabe do que estou falando.

- O tablet...

- Por favor...

A expressão calma de Caio muda e ele olha com desconfiança ao redor, antes de falar novamente.

- Não faça isso. Você não faz ideia do risco que corre.

“Risco... Risco...”

- Cansei dessa história, senhor... Caio. O que quer afinal?

- Você me entrega o que eu quero, nós ficamos todos bem e você se livra desse problema.

“Ele quer o tablet!?”

- Não sei se seria prudente.

- Tudo bem, como podemos fazer então?

- Não sei...

- Tenho uma sugestão: por que não almoçamos juntos e eu conversamos com mais calma, de preferência em algum lugar mais reservado?

- Não, obrigada!

- Olha, senhorita, eu garanto que não estou te enganando: há mais pessoas à sua procura e elas talvez não sejam tão corteses quanto eu. Um almoço?

- Tudo bem. - Responde Claudia, relutante – Mas não agora. Uma da tarde.

- Pode ser. Então uma hora no restaurante da Carajás.

1 mai 2013

Organizado pela colega blogueira Luma, do blog Luz de Luma, o Bookcrossing Blogueiro chegou recentemente à 6ª edição. Para quem não sabe do que se trata, vamos tentar explicar um pouco.

Bookcrossing é como é conhecida a prática de "perder livros", na qual pessoas abandonam livros de propósito em algum lugar geralmente movimentado, para que alguém os encontre e termine pegando gosto pela leitura.

O BookCrossing Blogueiro é uma iniciativa desse tipo, organizada na Blogosfera, incentivando os blogueiros a "perderem seus livros". Cada edição estabelece um período de tempo no qual os livros serão deixados nos locais públicos.

Eu já participei da iniciativa no passado e este ano tentei mudar um pouco a participação. Para os que não sabem, faço parte da Academia Arapiraquense de Letras e Artes como membro efetivo. Assim, aproveitei a última assembleia para anunciar a proposta: "perdermos" livros de acadêmicos. Felizmente, consegui juntar alguns títulos. Vejam só:

  • ACALA - História e Vida (4 exemplares)
  • Chuva Estelar, de Cárlisson Galdino (5 exemplares)
  • Desafio, de Cícero Galdino (3 exemplares)
  • Jasmim, de Cárlisson Galdino (5 exemplares)
  • Meditar é Viver, de Claudio Olimpio (5 exemplares)
  • O Bandeira e as duas Redes Brancas, de de Manoel André (4 exemplares)
  • O Despertar da Existência, de Claudio Olimpio (1 exemplar)
  • Sussurros do Maçacará, de Carlos Conceição (2 exemplares)
  • Um Novo Despertar, de Inês Amorim (5 exemplares)
  • Virtudes da Alma, de Claudio Olimpio (4 exemplares)
  • Além de alguns exemplares do Informativo ACALA. alguns livros de outros autores e cordéis

É, até que foram um bocado de livros! Espero que quem encontrou um desses livros possa apreciar bons momentos com ele.

Special: 
29 abr 2013

Sempre Faltará

Submitted by bardo

Faltará sempre assunto a conhecer
Para todos os que se julgam sábios,
Para quem deixa escapar dentre os lábios:
"Domino toda a fonte do Saber".

Não tão mais perto está quem tenta crer
E com justeza, que o grã dom dos sábios
Não deseja por morada palácios
Que, com arrogância, esbanjam poder

Quem não deseja levitar na asa
Tão divina, magnífica, dourada
Dada apenas àqueles que a merecem?

Sabedoria sabe escolher casa
Não se engana com a prata ostentada
Tem pedras que bem mais que nós conhecem

-- Cárlisson Galdino

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