Ano Novo, Ideias Novas

21 fev 2010

Este artigo foi publicado na edição de janeiro da Revista Espírito Livre.


Ano novo, ideias novas (ou loucas, ou os dois)... Sempre tive ideias mirabolantes. Desde meta-linguagem de programação especializada para criação de módulos até... Até... Deixa pra lá... Pra vocês terem uma ideia, meu Trabalho de Conclusão de Curso de graduação foi IaraJS, que nada mais era do que um gerenciador de interface web baseado em componentes em JavaScript, orientado a objetos, com suporte a temas. Detalhe que na época nem se falava em WebStandards e Tableless e o IaraJs não fazia as coisas da maneira certa... Meu TCC de pós-graduação foi um processo para desenvolvimento de aplicações web atômicas, ou seja, aplicações web que funcionem bem tanto isoladamente como na forma de módulos. O AWA (o nome do processo) também tinha como característica o uso exclusivo de artefatos textuais: nada de diagramas e coisa e tal.

Algumas ideias que tive se tornaram realidade por outras mãos... Outras ainda nada. Perguntas que me fazia incluem: por que um Forge não pode ser também um Groupware e uma Rede Social? Por que não aproveitar as máquinas vizinhas durante uma atualização de segurança, criando-se um “apt-torrent”? Por que não botar código-fonte inteiro de um projeto dentro de um wiki, com editor realçando a sintaxe, permitindo compilar direto no servidor, baixando o snapshot binário? (essa última discussão inclusive nasceu junto com o Aurium, e alguém começou a fazer algo parecido por aí afora).

Uma rede social como o Noosfero podia funcionar de uma maneira um tanto parecida com Jabber: integrando várias instalações e permitindo compartilhamento de contatos... Inclusive esta sugestão já passei pro pessoal do Noosfero, mas não tenho como investir tempo na ideia e, embora interessante, este recurso não é a prioridade no momento.

Um servidor de arquivos de uma intranet (arquivos de uma empresa, por exemplo) poderia não existir fisicamente. Hoje temos computadores com discos enormes que terminam subutilizados quando concentramos os dados em um servidor. Por que não o servidor ser na verdade um grid das máquinas clientes, com algum grau de redundância nos dados para evitar riscos de não-disponibilidade?

Em 2009 fiz apenas um software minimamente interessante: o Prazems. É um software/serviço para ajudar blogueiros a manterem uma periodicidade na publicação nos seus blogs. Cadastra-se um blog, defini-se de quanto em quanto tempo se pretende publicar, fornece-se um usuário Twitter e pronto: sempre que atrasar na publicação, o blogueiro será lembrado via Twitter pelo Prazems. É uma necessidade que eu próprio tinha (já que mantenho mais de 3 blogs) e me tem sido útil (embora ninguém mais tenha testado: testadores são bem-vindos!)

Uma outra ideia que tive há pouco e que me fez pensar nessas ideias todas e escrever este artigo foi a criação de uma “rede de usuários”. Uma boa forma de estudar uma ferramenta é mantendo contato com outros usuários da mesma ferramenta. Imaginem então um cliente IRC que funcione quase como um “painel lateral” no desktop e que entre automaticamente nas salas correspondentes às aplicações que o usuário iniciou, mostrando a sala correspondente à aplicação em uso no momento. Imagine poder tirar dúvidas em tempo real e compartilhar curiosidades sobre o Audacity, o BrOffice ou o Inkscape com outros usuários. Cansou do recurso? Desativa o programa. Me pareceu mais uma ideia interessante.

Não tenho como investir na realização de ideias assim e por isso estou compartilhando com vocês. Vai que alguém com tempo livre goste e queira por adiante... Às vezes fico pensando... Eu devia arrumar um emprego onde eu só precise ter ideias novas e mirabolantes, até que seria uma boa.

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