Escarlate III #20 - Os Reis de Klavorini Norte II

Escarlate III #20 - Os Reis de Klavorini Norte II

Os representantes de Wimow – principalmente o general Plórius – cumprimentam Zand e Viex, recém-chegados à reunião.

- Perdemos muito, Eve? - Zand pergunta discretamente.

- Não, Zand. Estava resumindo a história toda. - Ela responde e então volta a erguer a voz para que todos na sala a ouçam. - Continuando... Enquanto o plano tinha como foco central Klavorini Sul, Halkond, Rubi e Protages foram infelizes em suas decisões e terminaram sendo derrotados especialmente por este guerreiro e bardo que acabou de chegar à reunião.

- É verdade. Vi parte desta história! - O general Plórius fala orgulhoso.

- Ok, um problema a menos. E quanto ao irmão? - O rei Obwir pergunta, quase caindo da cadeira de curiosidade.

- Após a queda de Halkond e Rubi – Eve continua -, houve uma certa paz em Noak, até o momento em que Azkelph voltou a Beniw para finalizar o tratado com os Dessurdi. De lá pra cá, Beniw foi retomada e a esta altura a frota de Noak já deve ter retornado, muito provavelmente com os reforços, fruto desse acordo com os habitantes de Klavorini Sul.

- Não vejo com o que devemos nos preocupar, ora! - Rei Obwir fala novamente. - Em que esse pessoal do além pode nos ameaçar, se eles precisaram de apoio daqui pra resolver o problema deles.

Eve olha por um momento, esperando pararem as conversas que já começavam a se iniciar na sala. Então responde.

- Eles são muito bons na fabricação de armas pesadas, que é o que costumam fazer. Sua fraqueza está no uso de magia. O povo de Klavorini Sul simplesmente desconhecia sua existência. O pacto de Kokond levaria justamente os magos para desequilibrar a guerra entre o poder lá instituído e o grupo de revoltosos a que se aliou.

- Vocês têm tido conhecimento do golpe de Noak por terceiros. Nós de Wimow estivemos diretamente envolvidos no caso. - O rei Gyo I fala, chamando facilmente a atenção de todos para si. - Apesar de não ter entendido como se deu o fim de Halkond e Rubi, creio que temos uma questão importante nas mãos. Uma questão que exige alguns encaminhamentos. De início – ele se vira para seu general Plórius – lembre-me Plórius de decretar a proibição do funcionamento da Academia para Magos de Vli.

- Perdão, majestade, mas não seria punir inocentes pelo crime de poucos culpados? - Zand questiona.

- Os assuntos do meu reino resolvo eu e quero que sirvam de exemplo para todos os grupos que pensam em contrariar a ordem e a paz que a custo nós temos.

- Se me permitem voltar a pintar o quadro – Eve retoma a palavra -, o que estamos prestes a enfrentar é uma aliança formada pelo que era a frota de uma das quatro nações de nossas terras, a maior guilda de ladrões daqui, o mais conceituado clã de assassinos, a mais conhecida escola de magos, junto com povos estrangeiros bons em armas pesadas.

- Ainda não entendi o que quer dizer exatamente com “armas pesadas”. - O rei Gyo questiona.

Eve suspira um pouco e então conclui.

- Sinceramente ainda não descobri. Acredito que sejam armas de metal bem trabalhadas para confronto corpo a corpo.

- Em verdade pouco importa. - O rei Elbva, de Wiogee, se pronuncia – Já temos o suficiente para concluirmos que há um grande perigo. E, como Eve já nos adiantou, o que eles pretendem é unificar Klavorini Norte, colocando essas terras sob uma única bandeira, uma bandeira dos Raxx.

- Que absurdo! - O rei Obwir se levanta, de sobressalto. - É uma calúnia uma coisa dessas!

- E eles estão se articulando para poderem conseguirem realizar seu intento.

De repente uma voz suave e quase inexpressiva toma o lugar. Todos olham para aquela estranha figura feminina, a fada.

- Há uns dias senti uma energia ruim pairando, como se algo terrível estivesse próximo de acontecer. Tudo faz sentido.

- Sim, certamente que faz. - Aquele homem de armas de Surdi que há pouco defendeu Eve e que se apresentou como Gloanloi fala, enquanto desvia o olhar para o vazio por uns instantes.

Suas palavras são as últimas por um longo tempo. Alguns minutos em que se faz silêncio, onde todos pensam no que podem fazer para impedir o grande mal que os espera.

- Talvez – Eve volta a trazer para si a atenção. - devamos fazer uma pausa. Proponho que paremos a reunião por meia hora para que vossas majestades possam discutir em privacidade junto a seus homens de confiança, ao fim do qual nos reuniríamos novamente aqui para definirmos a melhor rota de ação. De acordo?

Todos concordam e logo se retiram da sala, cada grupo em busca de um aposento para uma reunião particular.

Brain Age: Exercite o seu Cérebro

Brain Age

Desde que a Nintendo passou a se preocupar com o público leigo em videogames, temos visto um grande aumento de interesse na área de jogos. Talvez a onda até já tenha passado, mas estamos falando da segunda metade da década passada. Quem imaginaria que um jogo educativo faria tanto sucesso assim?

Enquanto o Wii trazia uma nova experiência de interação através do seu original e versátil controle Motion, o mundo dos portáteis recebia o Nintendo DS, com duas telas, sendo uma delas sensível ao toque, além dos controles tradicionais estilo Super Nintendo.

Brain Age, que hoje completa 7 anos de vida, foi lançado no Japão em 2005 e se tornou uma das franquias que mais venderam jogos em todos os tempos. Segundo a Nintendo, para cada 10 Nintendo DS vendidos havia 3 exemplares do jogo. Isso não é pouca coisa se considerarmos que o Nintendo DS foi também uma das plataformas que mais venderam (mesmo se misturarmos a contagem com as plataformas não-portáteis).

A promessa do Brain Age é que o jogador desenvolverá seu cérebro através de exercícios diários. Os exercícios são pequenos jogos que desafiam o raciocínio matemática, a memória e a percepção, dentre outros. O nome do jogo se deve à funcionalidade de calcular a idade do seu cérebro com base no seu desempenho em alguns jogos (proposta interessante mas, como não conheço o estudo por trás disso, não sei até que ponto é válida).

Talvez não interessem a quem se classifica como hardcore e se coloca arrogantemente "acima dessas coisas", mas no fundo se trata de um jogo até interessante, tanto que o interesse por esse tipo de jogos aumentou. O Nintendo DS mesmo tem uma série de jogos concorrentes dele. No nosso universo de Software Livre temos o gbrainy, disponível para GNU/Linux, Windows e via Web.

Hoje a Nintendo tem dado mais atenção ao tal de Hardcore, por isso ainda não vimos um Brain Age para Nintendo 3DS. Acredito, porém, que haverá algum lançamento logo depois que a imagem do 3DS se consolidar como "portátil sério" (infelizmente esse preconceito todo em torno da briguinha "casual X hardcore" terminou taxando a Nintendo injustamente como "isso não é para mim").

Special: 

De onde vem os deuses

Vida existe em todo canto de todo o UniversoLágrima Lunar
O infinito é muito extenso pra não ter ninguém
E onde existe inteligência com certeza tem
Quem sonhe, quem admire olhar pro vazio

Desde os tempos mais remotos isso se seguiu
Sentimentos despejados nesse céu nanquim
Sentimentos que, jogados, não encontram fim
Mas se juntam e criam vidas de tipos diversos

E assim nascem seres cósmicos da imensidão
Imortais e poderosos, de brilho estelar
Dos planetas vão cuidando, pastores astrais

Esses deuses vivem longe dos pobres mortais
Ninguém vê, mas não espanta se você lembrar:
Os do céu não tem costume de andar no chão

-- Cárlisson Galdino

Engenho: 

Quando depois vem?

Quando depois vem?
Um dia calmo, um dia a mais
Um dia assim sem pressa, sem sentido
E sem previsão, como mágica

A espera de alguém, sem saber
Quem, a esperança de tudo
Fazer sentido ou perder de vez

E o dia... Que era calmo...
Se tornou... Uma valsa, um castelo, um amor
Que era claro... Se tornou...
Uma história a mais

Um vínculo tão forte contra
A correnteza, contra tudo
Que nos certa. E daí se há jogo da seleção

E o tempo foi passando
Em volta, devorando tudo
E hoje olho pra trás: o que restou?

Um dia... Que era claro...
Se tornou... Um retrato, a distância e a cor
Do passado... Perguntou...
"Quem ficou para trás afinal?"

Um sonho pra viver a dois
Como aconteceu?
Distante, muito além
Deixamos tudo pra depois
E então amanheceu
Quando é que "depois" vem?

-- Cárlisson Galdino

Corinto Meffe falando sobre Software Público

Ministro do Planejamento, Corinto Meffe falou com muita propriedade em defesa do Portal do Software Público, do Governo Federal, em audiência pública debatendo o marco legal que rege o setor de Informática.

A história toda é que as empresas vieram com mimimi reclamar que o Software Livre está prejudicando seus negócios, que apoiar Software Livre não é apoiar o "Software Nacional" e que estão sendo obrigadas a desenvolver Software Livre para poder trabalharem com o Governo.

Vale muito a pena ver o posicionamento do Corinto, figura de grande importância nacional e que está sempre presente nos eventos de Software Livre mais relevantes do país (já o vi em alguns).

Para quem não vai ver o video mesmo, vou dizer só duas das coisas que ele fala: "O Software Público alcançou consenso no Governo por resultados" e "mais de 56 soluções no portal hoje e nenhum ofertante pediu pra sair". Assistam! Vale mesmo a pena!

Video visto no twitter de @ValessioBrito.

Batman Arkham City - HQ

Batman Arkham City

Batman Arkham City foi um dos jogos de videogame mais fortes do ano passado. Em versões para Playstation 3 e XBox 360 (infelizmente nada lançado para a Nintendo), o jogo dá continuidade ao sucesso de Batman Arkham Asylum.

Ainda não tive oportunidade de conhecer esse jogo (nem o anterior). Quem sabe um dia, se eles lançarem pra Wii U (e eu conseguir um Wii U :-P)...

Acontece que foi lançada uma HQ trazendo a história entre Arkham Asylum e Arkham City. O nome da HQ é justamente Batman Arkham City. Este sim eu adquiri.

Li em algum lugar uma opinião de que o HQ não seria adequando para quem não jogou Arkham Asylum. Dane-se! A história é muito boa e muito do que aconteceu é mostrado. Não dá pra "ficar voando". Claro, isso é um ponto negativo se você pretende ainda jogar Arkham Asylum.

O principio do jogo Arkham City é que o Arkham Asylum é fechado, mas um bairro inteiro de Gothan se torna o novo asilo, como uma prisão enorme onde ninguém entra e de onde ninguém sai, a não ser pelos trâmites legais de pena e soltura. Batman tem que infiltrar lá e assim começa a história.

O HQ Arkham City, como já disse, fica entre os dois jogos. Nele, vemos que o Batman já esteve no Arkham City tão logo estavam começando a colocar o projeto em prática. Podemos ver pistas do que houve no jogo anterior e ver as alianças se formando. Enfim, é uma história legal do Cavaleiro das Trevas e vale a pena ser lida.

Blogópolis #3

O Bitcoin está tomando o Brasil? Será? Espero que sim!

Foi triste a notícia de que a esposa de Cacilhας não suportou o problema de saúde que lhe apareceu. Felizmente tenho certeza de que ela teve em seus últimos dias muito carinho e atenção de sua família, superando até mesmo as expectativas médicas. O que podemos fazer com essa Medicina?

Lamento pela enorme e irreparável perda e faço votos de superação. Que ela esteja feliz, onde quer que se encontre; que ele tenha força para superar esse grande golpe da vida.

Ao antigo vizinho de blogópolis, do blog Monte Gasppa.

Há 5 anos era postado: poesia A Arma

  • Os 10 livros mais vendidos no mundo dos últimos 50 anos. Paulo Coelho em 5º \o/ http://ur1.ca/97ckg
  • Nossa! Bitcoins! :-) Mais um ponto positivo pro FISL! http://va.mu/VHpq

  • Grato pelo # @astdarkness @bymaxweb :-)

LUTO

http://www.talcoeshow.com/2012/05/ferradura-da-sorte.html

http://mentirinhas.com.br/mentirinhas-273/

Foto original do post: Nightingale, de Max xx.

Special: 

Desafio, de Cícero Galdino (lançamento)

Desafio - capa do livro de Cícero Galdino

Venho convidar vocês todos para um lançamento de livro. Desta vez não o meu, mas o primeiro livro do meu pai, Cícero Galdino. Um livro de poesias que traz, em sua maioria, sonetos.

Tive o prazer de ser convidado para fazer um relato sobre o livro, que compartilho aqui:

Para quem já tem quatro filhos, já participou ativamente de campanhas de incentivo ao plantio de árvores (como bem me lembro quando saia no Dia da Árvore distribuindo mudas), pelo dito popular o livro era a única coisa que faltava para que se realizasse.

Tenho a felicidade de ter como pais cidadãos de cultura. A leitura sempre foi presente em nosso lar, sem contar a importância às causas sociais. Meus pais participaram do Projeto Rondom no passado; no presente, estão envolvidos com a causa da Escola de Pais do Brasil, o que muito me orgulha. Talvez neste espírito de nosso lar esteja a raiz de meus interesses pela leitura, pela escrita e pela causa social do Software Livre. Mas vamos falar do livro.

Não é de hoje que meu pai escreve sonetos (apesar de só nos últimos anos ter resgatado e ampliado o gosto por esta arte) e fico feliz com essa realização: um livro de poesias que tem, em quase sua totalidade, sonetos (e, em Reconciliando no Lago, um pequeno cordel muito interessante de se ler). O tema principal do livro, como facilmente o leitor perceberá, são as homenagens.

Ao citar e homenagear tantos, Desafio se torna um registro poético de parte da História de Arapiraca. Especialmente – mas não apenas – por sua referência às pessoas ligadas ao Rádio.

O lançamento será no próximo dia 26 (maio de 2012), às 20 horas, no auditório do CESAMA. Compareçam!

Special: 

Noite no fundo do mar

As estrelas caiam do céu sem saberLágrima Lunar
O que vinham fazer na dureza do chão
Logo a chuva caia em igual direção
E varria as estrelas com calma e prazer

No oceano as estrelas voltaram a brilhar
Transitando felizes presas na canção
Elegiam o mar sua nova imensidão
E giravam felizes no novo habitar

Desde então era noite no fundo do mar
Com mil seres dançando, com dunas de sal
Era paz o que havia, é o que posso lembrar

Terminei sem saber o que houve afinal
Quando abri os meus olhos nesse outro lugar
Era um sonho onde eu tava ou só lá que é real?

-- Cárlisson Galdino

Special: 

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