A Cor do Dia

Analisando números hexadecimais e data, percebi uma coisa legal: dá pra representar um dia com 6 números! O ano ocupa 3 dígitos em hexadecimal; o dia ocupa dois e o mês ocupa apenas um. Seis dígitos! O tamanho de uma cor em HTML (e outras representações).

Por exemplo: 18 de janeiro deste ano, o dia em que houve o blackout na Internet contra a SOPA. 2012 em hexadecimal é 7DC; janeiro é 1 mesmo, mas 18 equivale ao número hexadecimal 12. Assim, poderíamos representar essa importante data como #7DC112.

Seguindo nessa brincadeira, fiz uma função em PHP que retorna a cor para um determinado dia e criei um script que mostra a cor do dia atual: basta visitar bardo.ws/daycolor.php. Se quiser testar a função com datas arbitrárias, basta chamar o daycolor passando a data na variável date. Por exemplo, para o dia que usei como exemplo aqui, o endereço seria bardo.ws/daycolor.php?date=2012-01-18.

Pena que as cores ficam muito parecidas, evoluindo desse jeito tão lentamente... Pena também que o timestamp conte apenas de 1970 para cá. Bom, então é isso. Só uma curiosidade que talvez você ache interessante (o plano de fundo da página mostra a variação da cor dos últimos 550 dias - hoje é a linha mais abaixo.)

Revista Espírito Livre #34

Revista Espírito Livre #034

Finalmente saiu a edição de janeiro da Revista Espírito Livre, em pleno Carnaval! Quem voltar da folia já vai poder acompanhar essa grande revista livre e gratuita brasileira, que trata não apenas de Software Livre, mas de cultura e atualidades. E traz sempre uma edição da série Warning Zone!

Atrasou muito, mas se considerarmos que o Ano Novo Brasileiro é o Carnaval, até que chegou na hora. ;-)

O ano de 2012 começa animado para uns e paradão para outros. Enquanto alguns de nós simplesmente não sabe o que são férias, outros conseguem a tão sonhada paz de espírito em um mês quase “morto” em nosso calendário. Mas como assim um mês morto? Simples. A quem diga que o ano realmente só começa depois do nosso amado e odiado Carnaval. E não é pra menos. Vários de nós só faz planos realmente para depois deste feriado. E o que isso tem a ver com tecnologia? Tudo! Afinal, a rede não para, as conexões não param, os servidores não param para uma folga de fim de semana ou feriado prolongado. Pense por um instante: em qual momento os seus processos no servidor estão mais desprotegidos? No momento em que você está com o terminal aberto, monitorando as ações do servidor ou no meio da noite, enquanto muitos de nós dormem e alguns poucos navegam pela estrada da informação? Pense nisso. Ainda tem mais: e quando você dorme com o inimigo, tendo ao lado de sua mesa alguém que pode por em risco toda sua infraestrutura de dados? Mas quem invade um sistema comprometendo-o a ponto de inutilizá-lo é o mesmo que lhe informa, reportando sobre um bug no seu sistema? Você realmente acha que estes indivíduos são todos iguais? Pense de novo, afinal não podemos afirmar que um chaveiro é também um arrombador, como bem esclarece Wilkens Lenon em seu artigo. Alguns veículos de mídia normalmente colocam todos “dentro do mesmo balaio”, como se hackers, crackers, piratas, ativistas, usuários, fossem todos a mesma coisa, o que não é bem verdade. Talvez isso ocorra pra privilegiar alguns poucos ou simplesmente por falta de informação. Mas será mesmo falta de informação quando estamos falando justamente da sociedade da informação (e conhecimento)?

O tema de capa desta edição é bastante controverso, polêmico, por muitas vezes confuso e divide opiniões, já que muita gente diz muita coisa a respeito do tema. Alguns falam sem conhecimento de causa, simplesmente por que leram um texto ou tutorial na rede, e se colocam como se fossem hackers, por exemplo. Enquanto outros, por anos não puderam sequer se aproximar de algum computador ou celular. Sendo assim, de certa forma é compreensível haver tanta dúvida sobre o tema. Alguns são contra os hackers, outros são a favor. E existem outros que são contra os crackers e acham que todos estes são a mesma coisa: vândalos ou simplesmente piratas. Piratas de computador. Alguns, para se beneficiar, buscam criar legislações em países e/ou grupos para tratar os crimes cibernéticos. Leis que bloqueiam isso e aquilo, vasculham e peneiram seus dados, filtrando sabe lá o que. O que sabemos é que com o avanço da tecnologia, teremos cada vez mais novos dispositivos para saciar nossa ânsia e gosto por novidades, mas também teremos a nossa disposição (e também contra nós), cada vez mais possibilidades. Talvez sejam exatamente as possibilidades que todos estes buscam. Os mocinhos e também os bandidos.

E ficam algumas questões para reflexão: você já pensou na sua vida sem a presença dos hackers? Já pensou em todos os equipamentos que você já destravou, desbloqueou, dando aquele “jeitinho” ou com aquela gambiarra? Já pensou em todas as facilidades que os hackers trouxeram a sua vida e em todos os sistemas que você provavelmente usa justamente porque um hacker o fez e disponibilizou na rede? E pior, imagine se todos eles resolvessem cruzar os braços?

Em meio a esta confusão toda, tivemos o prazer de conversar com o Barba Ruiva (personagem criado por Alexandre Oliva). Barba Ruiva nos esclarece alguns pontos importantes em toda essa temática. Esperamos vê-lo por aqui outras vezes, mesmo este sendo um camarada muito ocupado.
Então cuidado ao confundir crackers, hackers, piratas, newbies, usuários avançados, peritos, modders e tantos outros, afinal, mocinhos e bandidos não são a mesma coisa. Seus propósitos são diferentes. E mais: ninguém gosta de ser confundido com o seu oposto.

Um grande abraço!

O Lobo e a Lua

Special: 

Todos os dias ele sai perdido
Pela floresta sem ter que fazer
Nada vê, nada chega ao seu ouvido
E dentre as frutas acha o que comer

Todas as noites escala as montanhas
Apenas uma coisa tem em mente
Total alerta, sob a luz se banha
Saúda a dama com um uivo ardente

Todos os dias perto da montanha
Cada fêmea um cortejo lhe faz
Ele foge qual quem guarda fortuna

Todas as noites de uma forma estranha
Ele deixa as fêmeas mortais pra trás
Pois só tem olhos pra Artêmis Luna

-- Cárlisson Galdino

Escarlate III #07 - Nova Viagem

Escarlate III #07 - Nova Viagem

Dri Gnat, pequena cidade de Noak, final da manhã. Viex vem em seu cavalo pelas ruas transparecendo calma, escondendo o turbilhão que passa em seu coração naquelas horas.

“Maldição!”

Olha para os lados discretamente.

Chegou à cidade ontem à noite, mas só agora percebeu que Dri Gnat também está tomada pelos bandidos da Dessurdi.

“Não vai demorar para vir um grupo aqui à minha procura. Na verdade, não imagino o porque de não estarem em alvoroço ainda!”

A percepção de que seu plano não foi tão bom assim é clara. Não contava com o avanço tão rápido do clã. Vários olhos cidade afora. Guardadas as proporções, do mesmo jeito que na capital.

Temendo que sua própria cabeça esteja a prêmio ele segue rumo à saída norte da cidade. Poderia ir a Fyox ou Wicor, que são a segunda e a terceira cidades mais próximas de Beniw, mas se a primeira já foi tomada... Viex teme que as outras duas, que são pouco mais distantes que Dri Gnat e triangulam a capital de Noak, já estejam sob poder dos Raxx.

Assim, Viex pretende seguir rumo ao norte, calmamente para não levantar suspeitas. Seu objetivo é desviar à metade do caminho a Fyulet, acompanhando o Rio Cretoa até a cidade de Evy. Pelos seus cálculos, chegará lá já durante a noite.

Ainda no centro de Dri Gnat, porém, alguém o chama, mas não pelo nome.

- Ei, você!

“Me descobriram!”

A voz era de mulher, não que isso importasse no momento a Viex. Ele vira lentamente o cavalo. Ainda sob capuz, ele se prepara para um eventual confronto, caso um confronto seja inevitável e não haja possibilidade de fuga.

Numa olhada rápida, percebe que não há outros a acompanhando, ao menos não de perto.

- Quem é você? - Ele pergunta, com certo receio. - E o que quer comigo?

- Uma pergunta complexa e outra nem tanto. - Ela se aproxima e continua, dessa vez falando mais baixo. - ...Viex. Estou indo a Beniw destronar a aliança.

- Aliança?! Os Raxx conseguiram uma aliança?

- Uns amigos me disseram que estaria aqui.

Em sua cabeça passam, em flashback, as cenas na saída de Beniw.

- Amigos?

Sua tensão aumenta.

- Sim. Dois marinheiros.

Viex suspira por um instante. Não que tenha eliminado inteiramente suas suspeitas a respeito daquela bonita jovem.

- Aqui não é seguro. Se me acompanhar conversamos melhor sobre isso. - Fala, gesticulando para que ela o acompanhe em seu caminho.

Ela se aproxima um pouco mais e fala, em voz baixa.

- Não, bardo. Meu destino é na outra direção.

- Quantos vocês são?

- Estou só.

- Nem que você fosse um dragão vermelho teria chances de derrotá-los sozinha hoje. Venha comigo que estou em projeto de montar uma equipe para retomar Noak às linhas naturais de sangue dos Fuzeddine restituir a ordem.

Ela para pensativa por um momento. Então o segue.

 

Estão a duas horas de Dri Gnat e ainda não encontraram o rio. É quando Viex saca lentamente a flauta e começa a soprar as primeiras notas. Antes da quarta nota, a mulher fala:

- Eu sou Eve.

- Como!?

Viex para e se vira para ela surpreso, afastando Janliet um pouco, pronto para acionar sua lâmina.

- Foi o que ouviu, bardo. Não precisa usar esses truques em mim.

Por sua cabeça passa que um nome não significa muito: quantas Eves deve haver no continente. O tom de voz com que ela dissera “ser Eve”, porém, foi firme e pareceu querer dizer “sou aquela Eve”.

Ele pensa na intenção que ela trazia de enfrentar o clã Dessurdi sozinha e fica ainda mais ansioso por uma explicação. Não demora, ela vem.

- Primeiro, que os Raxx foram derrotados. Zand matou Halkond e, depois, Rubi. Eu fui libertada. - Ela fala, seguindo lentamente com seu cavalo, forçando Viex a sair de seu estado de imobilidade para acompanhá-la.

- Como aconteceu?

- Na verdade, este corpo que você vê não é meu corpo original. Eu fui libertada durante a luta com a quimera.

- Entendo... Como está Zand?

- Está bem, o que quero dizer que está vivo e que vai estar plenamente recuperado em algumas semanas.

- Como posso confiar que você é mesmo Eve?

- Terá que confiar. De qualquer forma, estou com E-60.

- E a E-64?

- Não sei. Nem me interessa.

Os dois seguem até a estrada que ladeia o Rio Cretoa. Ao avistarem o rio, eles seguem já em direção a Evy por meia hora, quando param para se alimentar.

Cada um com suas próprias provisões, enquanto os cavalos descansam e bebem água.

- É muito bonito aqui. - Eve fala contemplando a paisagem verde. Muitas gramas nas margens do rio, que corre suavemente em direção ao mar, que está tão longe.

Viex apenas olha admirado a bela jovem em pé, sem saber o que dizer. Ela completa:

- A vida aprisionada em um objeto muda a forma de ver o mundo. Não havia me dado conta, mas sentia falta de muitas coisas simples, até de ver paisagens assim...

Vesespero

Kripto

Uma explosão no galpão abandonado. É noite, muito tarde da noite. A cidade dorme ao longe e, após a curva da praia, nem se imagina a importância do confronto que perdura.

"Uma emboscada..." É um homem escondido atrás do muro. Suas roupas não são muito comuns: um uniforme preto e cinza, com uma cruz ornamental desenhada em seu peito. Seu nome verdadeiro é desconhecido do grande público, perante o qual atende pelo nome de Kripto. A dor e o temor do que pode acontecer esta noite o faz esquecer, por um tempo, que é um super-herói.

"Maldito Sargento Ogro!" Ele olha ao redor procurando uma saída. Uma gargalhada ecoa pela noite.

- Hahahaha! Finalmente peguei vocês de jeito! O que achou da surpresinha, hã? - É o tal Sargento Ogro, grande vilão estrategista. Com sua roupa militar em tons de bege e um lança-granadas descansando no ombro, o vilão patrulha o terreno. - Kripto? Eu sei que está aí, querido! Apareça! Precisamos conversar. Eu prometo que será breve!

"Como será que está o Torpedo? Droga!" Kripto se abaixa um pouco, descansando a cabeça entre as mãos.

Torpedo Amarelo é seu parceiro de patrulhas em Jekinzo, sua cidade natal.

Hoje os dois caçavam Diabo Sujo, um perigoso vilão de corpo horrendo e garras cheias de metal e veneno. Um vilão perigoso que vem matando estudantes da Universidade local, mas que era um só; eles, dois. O objetivo: encontrá-lo, neutralizá-lo e entregá-lo às autoridades.

Não que Kripto desejasse isso. Ele preferia simplesmente matá-lo, mas Torpedo Amarelo não aceitaria outro desfecho para o embate. Independente da vontade dos dois, outro desfecho se fez.

"Quem diria... O Sargento trabalhando junto com o Diabo Sujo! Seus objetivos nunca tiveram nada em comum! O que está havendo, droga?"

Um lamento vem do prédio vizinho.

"É Torpedo!"

- Ora, ora! Sabia que o Torpedo tinha sido atingido! Eu vi bem quando o acertei! Agora vamos terminar o que começamos.

"Tenho que fazer alguma coisa."

Kripto voa por cima do prédio onde estava para interceptar o Sargento Ogro.

- Ora, ora! Olha quem apareceu!

Posicionando a arma, ele dispara uma granada na direção de Kripto, que mergulha de onde estava, não apenas desviando do projétil como conseguindo, num razante, atingir o vilão em cheio e arremessá-lo para longe.

"Onde está o..." Ele diria Diabo Sujo, mas não tem tempo para concluir a frase. Algo sai do chão e se engalfinha com ele próprio.

Tudo é muito rápido e ele perde o controle do voo, caindo no galpão ao lado. Não, não é o Diabo Sujo: é mais um. Este, um antigo conhecido de Kripto: Verme de Aço.

Nenhuma palavra é trocada. Os dois se golpeiam. Kripto soca e tenta imobilizar seu arqui-inimigo, enquando ele o golpeia e eventualmente o fere.

Buscando forças nunca encontradas em outro momento, num golpe de sorte Kripto consegue nocautear Diabo Sujo. Só então sente uma dor estranha. Nunca antes deixara ser atingido por esse inimigo, capaz de cavar o chão. Olha e, para seu terror, constata que é mesmo o que pensava: perdeu o pé direito!

Um barulho à porta já denuncia que alguém o procura.

"Não ouço o Sargento Ogro, também não sei o que aconteceu com o Diabo Sujo. Não deve ser nenhum dos dois aí fora: este não é o modo de eles agirem. Depois daquela granada que o Sargento atirou em mim, não ouvi qualquer outra explosão. Talvez ele esteja caído. Tenho que ser forte nisso e bolar um plano."

Um pesada mesa velha de escritório voa contra a porta, arremessada por Kripto, enquanto ele salta a janela, entrando no outro galpão, de onde vinham os gemidos.

- Torpedo?

Ali está ele, caído sobre umas caixas velhas. Seu uniforme amarelo e preto, com o capacete em formato de projétil. Está inconsciente. Apesar de o uniforme estar bastante rasgado e o capacete estar amassado, ainda respira, o que por ora já é o bastante.

- Vamos, amigo. Temos que dar um jeito de sumir daqui.

Ele joga o corpo do Tornado por sobre os próprios ombros e ouve barulhos lá fora. Vozes.

- Ele foi por ali!

- Vamos!

- O chefe disse que temos que cercá-lo.

Ele olha para o lado e dá um sorriso discreto. Diabo Sujo está ali, caído também. A luta com ele também deve ter sido difícil.

A perna está amarrada para estancar o sangue pelo pé amputado. A dor é enorme, mas ele tem que continuar. Se ele não fizer isso, quem fará? Suas forças não o deixam voar mais, por enquanto, mas ainda pode fazer um pequeno truque.

Carregando seu amigo, ele estoura os portões desse galpão e sai. Alguns homens se levantam em meio à fumaça. Homens normais, meros capangas do Sargento Ogro.

Com sua expressão mais severa, transbordando de ódio, Kripto grita:

- Corram ou morrem!

Os capangas o olham, sem saber ainda como reagir. Kripto caminha a passos firmes e eles sentem que não está brincando. Eles afastam, mas alguns param, denunciando mais alguém no lugar. Alguém diferente deles próprios.

- Bando de covardes! Deixem que eu cuido dele!

"Essa voz..."

- Gladiador!?

É certeiro o chute de Kripto. A voz é mesmo daquele brutamontes.

- Hahahaha! Se não é Kripto... Bem que o Sargento falou.

- O que diabo vocês...

- É da sua conta? - Ele então para, enquanto escolhe sua arma. - Somos um clã agora. Vesespero e vocês nunca mais vão nos atrapalhar.

Gladiador. Um sujeito que sangra se levar balas e cortes, mas que dez segundos depois já está pronto para outra. Com sua máscara branca e seus brinquedos - chicote, tridente e rede -, lá vem ele.

"Quase funcionou. Posso usar o voo para fingir que ainda tenho os dois pés ao caminhar, mas não posso enfrentar o Gladiador. Não agora. Não nessas condições. Tenho que tentar..."

Kripto lentamente se eleva. Quando o Gladiador chega na entrada do galpão, Kripto e Torpedo já estão a alguns metros de altura.

- Desça aqui, covarde, e dou cabo de você!

"Ainda bem que nem todos podem voar."

A vista escurecida, falhando como uma lâmpada incandescente em quedas de tensão, ele voa, tentando ir à cidade e para o alto, tanto quando possível.

- O que houve? - Torpedo finalmente acorda. - Minhas costas doem.

Antes de desmaiar, Kripto apenas diz:

- Não dá. Precisamos de ajuda. Um grupo...

E na outra metade do caminho é Torpedo Amarelo quem leva Kripto até o hospital.

Nameless

Nameless

Em 2001 eu criei uma ambientação para RPG inspirada em Arquivo X, tanto que o slogan era "A verdade não está lá fora: está aqui, bem perto...".

Era um conjunto de textos sobre diversos elementos do cenário, sem vínculo com nenhum sistema de regras em especial. Se você for se aventurar por Nameless já previno que foi escrito há mais de dez anos quando eu ainda estava chegando à idade adulta. Estou publicando aqui, como parte do projeto de resgate do meu passado literário (ou algo assim), apenas a título de curiosidade.

Nameless começava com uma poesia também chamada Nameless:

Ele sonhava com a verdade
Da cidade ele partiu
Em sua falsa liberdade
Sob o falso céu anil

Ele buscava a verdade
Na cidade, toda hora
Na floresta, no deserto

Não sabia que a verdade
Não se acharia lá fora
Ela estava ali, tão perto

Ele buscava a verdade
Quando a viu, assustadora
Como ela sempre fôra
Quis parar, mas era tarde

E até hoje, na verdade
Ninguém sabe, ninguém viu
Se ele se foi por lealdade
Ou a verdade o consumiu

Todo mundo que escreve tem uma história pra contar sobre como perdeu um texto excelente, ou uma ideia, para todo o sempre. Eu escrevi um conto há cerca de 5 anos exatamente no mundo de Nameless. A lembrança que tenho é que o conto era sobre agentes especiais (estilo MIB) e que era realmente muito bom, mas ele terminou sumindo num acidente digital. Espero que esteja bem lá onde está, no lugar mágico onde vão parar todas as coisas perdidas...

CyanPack - 5 anos e 50 releases!

O CyanPack é um conjunto de softwares livres para Windows similar ao projeto OpenDisc, mas com características bem próprias.

Disponível em dois formatos: CD e DVD. O CD traz softwares livres para Windows apenas em formato executável, enquando a versão em DVD acrescenta o código-fonte de todos esses softwares, além de uma versão sutilmente remasterizada do sistema operacional livre Trisquel.

Tanto o CD como o DVD trazem além de software, material diverso para leitura, incluindo a edição mais recente de revistas digitais como a Revista Espírito Livre, a Revista Programar e a Revista Nintendo Blast. Trazem também alguns livros digitais, dentre eles muitos de Cárlisson Galdino (incluindo cordéis).

A edição mais recente, a 12.0 - Mitromorpha Azorensis - marca o projeto como o quinquagésimo release. Por isso, aqui você verá uma breve história do projeto CyanPack, algumas curiosidades sobre o projeto e a lista de todas as versões já liberadas. Espero que você goste! (E se você estiver na rede social SoftwareLivre.org, não deixe de participar também da comunidade CyanPack)

História

Criado em 2006 para facilitar a instalação de softwares no Campus Arapiraca da UFAL, o projeto NTI-CD reunia softwares gratuitos cujas licenças permitissem redistribuição. Em 2007, passou a ter lançamentos mensais de novas versões. Na versão 7.2 (primeira a ser tornada pública), passou a funcionar também como utilitário, ao incorporar a distribuição GNU/Linux DSL, funcionando como um LiveCD.

Em janeiro de 2008, em sua versão 8.1, o nome do projeto mudou para CyanCD, continuando com edições mensais.

Em janeiro de 2010, o projeto passou a ser bimestral, mas em 2011 sua periodicidade ficou indefinida, tendo versões publicadas com diferença de um ou de dois meses para suas antecessoras.

Em janeiro de 2011, o projeto deixou de trazer softwares gratuitos para Windows para trazer exclusivamente softwares livres. Na versão 11.5 (julho de 2011), ocorreu nova mudança de nome. O projeto, para oferecer ainda mais a seus usuários, mudou de CyanCD para CyanPack.

Curiosidades

Cada edição do CyanPack, desde a época em que se chamava NTI-CD, traz um papel de parede temático. Posteriormente, o pacote passou a trazer duas versões do papel de parede: uma normal e outra sob aplicação de algum efeito. A finalidade do papel de parede de cada edição é para servir de informação visual.

Quando atualizamos os softwares em um computador a partir do CyanPack, nós mudamos o papel de parede do Administrador para o que veio naquela edição do CyanPack. Assim, quando nos depararmos com aquele mesmo computador no futuro saberemos quais softwares precisamos atualizar (considerando que o CyanPack traz memória da última atualização de cada programa, até 3 releases do CyanPack de distância).

O papel de parede com aplicação de efeito vem do uso do Firefox para atualizar um computador. Primeiro, fazemos download a partir do CyanPack de todos os programas que precisamos atualizar. Ao terminarmos esse passo, nós mudamos o papel de parede para o temático-alterado. Assim, se precisarmos interromper as atualizações por uma razão qualquer, ao nos depararmos com o computador saberemos: primeiro, que ele não está atualizado, pois parou no meio de uma atualização; segundo, qual a versão que estava sendo atualizada no momento. Se a versão era a mais recente, então basta abrir o Firefox e continuar a execução dos programas salvos. Apagando cada instalador da lista de download tão logo sua execução seja concluída.

Outra curiosidade é sobre os nomes de versão. Muitas vezes vinham estudantes ao NTI pedindo para modificar a senha. O Sistema Acadêmico da época nos permitia criar novas senhas provisórias (daquelas que, ao primeiro login, obrigam o usuário a definir uma nova senha). Era prática comum naquele tempo se colocar senhas provisórias como “12345”. A ideia de usar codinomes para o CyanPack na época foi para aproveitar esse nome como “senha provisória”. Quem mudou a senha em setembro de 2007 tinha como senha provisória “pedras”.

Com o tempo essa estratégia passou a ser não apenas desnecessária, como impraticável. Já pensou tentar explicar ao usuário como escrever uma senha provisória “kraepelini” ou “sophiae”?

Nomes de versão

Nomear projetos e dar codinome de versão é um tipo de atividade muitas vezes necessária. Para isso terminei criando até mesmo um projeto próprio: o Multiverso.

Falando especificamente de CyanCD/CyanPack, a nomeação das versões não existia a princípio, depois passou por uma fase solta até 2008, quando passou a ter temas anuais. Cada ano o CyanCD/CyanPack tem um macrotema, um universo de nomes, e as versões daquele ano seguirão esse universo como guia.

Em 2008 tivemos a família vegetal Monardela; em 2009 foi a série Invent, homenageando inventores diversos; em 2010 foi a vez dos pilotos brasileiros de Fórmula 1; enquanto este ano de 2011 os nomes seguiram a série da família de formigas Technomyrmex. O universo de 2012 é dos moluscos Mitromorpha

Release

Versão

Mês de Lançamento

Codinome

Distibuição incluída

1

07/02/11

Fevereiro de 2007

Não tinha

DSL

2

07/04/11

Abril de 2007

Não tinha

?

3

07/05/11

Maio de 2007

Não tinha

?

4

07/06/11

Junho de 2007

Não tinha

Puppy Linux

5

07/07/11

Julho de 2007

Disco

Puppy Linux

6

07/08/11

Agosto de 2007

NTI

Puppy Linux

7

07/09/11

Setembro de 2007

Pedras

Puppy Linux

8

07/10/11

Outubro de 2007

Cogumelo

Puppy Linux

9

07/11/11

Novembro de 2007

Ilha

Puppy Linux

10

07/12/11

Dezembro de 2007

Natal

Puppy Linux

11

08/01/11

Janeiro de 2008

Monardela Antonina

Puppy Linux

12

08/02/11

Fevereiro de 2008

Monardela Cinerea

Puppy Linux

13

08/03/11

Março de 2008

Monardela Crispa

Puppy Linux

14

08/04/11

Abril de 2008

Monardela Glauca

Puppy Linux

15

08/05/11

Maio de 2008

Monardela Lanceolata

Puppy Linux

16

08/06/11

Junho de 2008

Monardela Linoides

Puppy Linux

17

08/07/11

Julho de 2008

Monardela Macrantha

Puppy Linux

18

08/08/11

Agosto de 2008

Monardela Nana

Puppy Linux

19

08/09/11

Setembro de 2008

Monardela Odoratissima

Puppy Linux

20

08/10/11

Outubro de 2008

Monardela Subglabra

Puppy Linux

21

08/11/11

Novembro de 2008

Monardela Undulata

Puppy Linux

22

08/12/11

Dezembro de 2008

Monardela Villosa

Puppy Linux

23

09/01/11

Janeiro de 2009

Adolph Rickenbacker

Puppy Linux

24

09/02/11

Fevereiro de 2009

Alberto Santos Dumont

Puppy Linux

25

09/03/11

Março de 2009

Alexander Grahan Bell

Puppy Linux

26

09/04/11

Abril de 2009

Bartolomeo Cristofori

Puppy Linux

27

9.4i (flisol)

Abril de 2009

Carlos Morimoto

Puppy Linux

28

09/05/11

Maio de 2009

Cornelius Drebbel

Puppy Linux

09/06/11

Junho de 2009

Não houve

 

29

09/07/11

Julho de 2009

Hans Lippershey

Puppy Linux

30

09/08/11

Agosto de 2009

Igor Sikorsky

Puppy Linux

31

09/09/11

Setembro de 2009

Louis e Auguste Lumière

Puppy Linux

32

09/10/11

Outubro de 2009

Martin Cooper

Puppy Linux

33

09/11/11

Novembro de 2009

Otto Wichterle

Puppy Linux

34

09/12/11

Dezembro de 2009

Robert Adler

Puppy Linux

35

10/01/11

Janeiro de 2010

Ayrton Senna

Puppy Linux

36

10/03/11

Março de 2010

Emerson Fittipaldi

Puppy Linux

37

10.4i (flisol)

Abril de 2010

Supertux Kart

Puppy Linux

38

10/05/11

Maio de 2010

Felipe Massa

Puppy Linux

39

10/07/11

Julho de 2010

Nelson Piquet

Puppy Linux

40

10/09/11

Setembro de 2010

José Carlos Pace

Puppy Linux

41

10/11/11

Novembro de 2010

Rubens Barrichello

Puppy Linux

42

11/01/11

Janeiro de 2011

Technomyrmex Albipes

Puppy Linux

43

11/02/11

Fevereiro de 2011

Technomyrmex Fulvus

Puppy Linux

44

11/03/11

Abril de 2011

Technomyrmex Ilgi

MacPup

45

11/04/11

Maio de 2011

Technomyrmex Jocosus

MacPup

46

11/05/11

Julho de 2011

Technomyrmex Kraepelini

Trisquel

47

11/06/11

Setembro de 2011

Technomyrmex Madecassus

Trisquel

48

11/07/11

Outubro de 2011

Technomyrmex Pallipes

Trisquel

49

11/08/11

Dezembro de 2011

Technomyrmex Sophiae

Trisquel

5031/01/12Fevereiro de 2012Mitromorpha AzorensisTrisquel
Special: 

Feliz Aniversário Professor Layton

Professor Layton and the Mask of Miracle

Segundo a Wikipedia, os jogos da franquia Professor Layton já somam mais de 11 milhões de cópias vendidas, superando até o famoso God of War.

A série nasceu em 2007, ou seja, conseguiu esse índice em apenas 5 anos. Criada pela Level 5, já conta com 5 títulos (quanto 5! Parece até promoção do Bardo WS!):

  1. Professor Layton and the Curious Village para Nintendo DS
  2. Professor Layton and the Diabolical Box para Nintendo DS
  3. Professor Layton and the Unwound Future para Nintendo DS
  4. Professor Layton and the Last Specter para Nintendo DS
  5. Professor Layton and the Mask of Miracle para Nintendo 3DS

Os jogos são adventures com uma infinidade de puzzles para que se possa desvendar mistérios e resolver suas histórias. O Professor Layton and the Last Specter, em especial, chega a trazer como bônus um RPG inteiro que se passa em Londres.

Não é à toa que a série é um sucesso! Feliz aniversário ao professor! Para quem tiver 3DS, o quinto título - Professor Layton and the Mask of Miracle (com promessa de puzzles diários baixáveis por wifi) - está em pré-venda por menos de 40 dólares na eStarLand.

Manual de Informática em Cordel - Em desenvolvimento

Estou trabalhando em um manual de Informática em cordel. O manual servirá de materia para cursos de treinamento em informática, sendo constituído basicamente por cordéis e imagens auxiliares (como infogramas).

Conteúdo:

CapítuloCordelEstado
Software LivreCordel do Software LivreConcluído
Licensas de Uso de SoftwareDo Livre e do GrátisConcluído
Introdução ao Sistema Operacional GNU/LinuxCordel do GNU/LinuxConcluído
Ambiente de Trabalho GNOMECordel do GNOMEConcluído
Acessando AplicativosCordel dos AplicativosConcluído
Recursos de um Ambiente  
Gerenciamento de Arquivos e Pastas  
Permissões de Acesso  
Noções de Segurança  
Compactação de Arquivos  
Gravação de CDs e DVDs  
Navegação na Internet  
Ferramentas para Desenho  
Ferramentas de Produtividade  
Ferramentas para Entretenimento e Multimídia  
Gerenciamento de Pacotes  

Como vocês podem ver, ainda falta muita coisa, mas a ideia está, aos poucos, evoluindo. Quem tiver infográficos e imagens verticais em geral que possam ajudar a ensinar informática (e puderem ser distribuídas sob licenças livres), me mandem!

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